Notas iniciais
Olá minhas queridas leitoras, cá estou eu de volta com mais um capítulo para vocês. Como o titulo já diz se refere ao episódio em que Sara lê a carta de Grissom. Obrigada pelos reviews!!! Boa leitura.

Estavam de folga naquela noite. Haviam dormido por algumas horas assim que chegaram em casa, logo depois de um leve café da manhã. Quando acordaram decidiram fazer uma pequena limpeza no apartamento, não tinham nada de especial programado para aquela folga, por isso, logo após a arrumação, não resistiram à um longo banho de banheira regado de muitos carinhos íntimos e beijos molhados que culminaram em um delicioso ato de amor.

Agora estavam ali, confortavelmente instalados na cama, ela lhe dissera que queria assistir um filme na televisão e enquanto ele ligava o aparelho Sara foi até a cozinha e pegou um iogurte. Era sempre assim, se ela ia assistir qualquer coisa, tinha que comer algo. Ele achava aquele hábito engraçado e a provocava às vezes só para vê-la fazer aquele biquinho lindo que ele adorava.

Grissom assistiu com ela por alguns minutos o filme que já estava pela metade quando ligou a televisão e depois a olhou. Ela estava sentada no seu lado da cama, recostada na cabeceira, devorando o iogurte que tinha nas mãos enquanto olhava fixamente para a tela. Hank estava deitado no meio da cama como se fosse o dono do “pedaço” e ele manteve-se sentado aos pés da cama.

– Eu sempre sinto pena do monstro – disse prestando atenção ao filme.

– Então desliga, antes que eles usem o destruidor de oxigênio contra ele – falou Gil com a expressão divertida e um meio sorriso nos lábios, olhando de relance para ela.

Grissom levantou-se e assoviou para que Hank o seguisse.

Sara largou o iogurte no criado mudo ao lado da cama para pegar o controle remoto e desligar a televisão. Seus olhos foram atraídos para um envelope que se encontrava entre as páginas de um livro, com as bordas para fora. Pegou o papel e viu seu nome e endereço escritos com a letra dele. Ajeitou-se na cama imaginando de quando poderia ser aquilo. Olhou para a porta por onde ele havia saído à poucos minutos, depois voltou a atenção para o envelope em suas mãos e tirou lá de dentro um folha.

“Sara,

Nossa separação foi estranha. Não sei por que acho tão difícil expressar meus sentimentos para você. Embora estejamos longe, posso ver você tão vividamente como se estivesse aqui comigo. Eu disse sentirei sua falta e sinto. Shakespeare escreveu meu sentimento mais habilmente no soneto 47.

Entre minha vista e meu coração estabeleceu-se um acordo, E agora cada qual faz a outro um favor: quando meu olho está faminto por um olhar, Ou meu coração almejando amar com suspiros que ele mesmo abafa, com o retrato do meu amor a minha visão entra em festa, E ao banquete esboçado convida o coração: De outra feita, o meu olho é o hospede do coração, E em seus pensamentos de amor colabora: Assim, seja por teu retrato ou por teu amor, Ainda que estejas longe nossa presença está comigo.Pois não estás mais distante do que meus pensamentos consigam chegar. Eu continuo com eles e eles contigo. Ou se eles dormem tua imagem em minha mente desperta meu coração. Para alegria do coração e dos meus olhos.’

Griss”

Sara mais uma vez olhou para a porta e para a carta em suas mãos e releu as palavras escritas ali. Havia um sentimento profundo descrito naquela simples folha de papel. Não havia duvida de que a carta fora escrita durante suas férias sabaticas. Mas por que não a enviara? E por que aparecera naquele momento? Não tinha respostas para essas perguntas, mas sabia como consegui-las. Sorriu e tocou com os dedos as palavras escritas por ele, leu mais uma vez e foi como se pudesse ouvir a voz dele sussurrando as frases em seu ouvido.

Terminou a leitura e pulou da cama, indo até o banheiro retirou as roupas que vestira depois do banho e colocou apenas o robe de seda cor de rosa, extremamente curto, que ganhara dele no último dia dos namorados. Escovou os cabelos até que ficassem soltos e brilhantes e borrifou algumas gotas de perfume atrás das orelhas e nos pulsos.

Pegou a carta de cima da cama e, descalça, atravessou o corredor e parou a porta do escritório. Ele estava concentrado, trabalhando na miniatura de sua sala do laboratório, que estava construindo. Quando ele tivera aquela ideia ela achara estranha, até meio assustadora, mas ele lhe dissera que talvez se entendesse o trabalho minucioso do assassino das miniaturas, também poderia começar a entender sua mente.

Olhou para Hank, que se encontrava estarrado no tapete, próximo aos pés dele. Sem que ele notasse sua presença começou a recitar o Soneto 47 de Shakespeare. Ele paralisou, ouvindo aquelas palavras que conhecia tão bem, saindo da boca daquela mulher que significava tudo para ele.

– Você leu – constatou olhando para ela.

Ao invés de falar com ele, ela olhou para o cão.

– Hank? – chamou. – Amigão, vá para sua cama.

O cão imediatamente a obedeceu e saiu da sala. Para garantir que ele não voltaria, Sara fechou a porta do escritório e lentamente caminhou na direção de Grissom, que havia virado a cadeira para ela. Ela postou-se entre suas pernas e acariciou seu rosto com ambas as mãos. Beijou o alto de sua cabeça grisalha, depois a testa, os olhos e finalmente seus lábios. Suas línguas se entrelaçaram, desfrutando o sabor de suas bocas e ela sentiu sua cintura ser apertada pelas mãos grandes e fortes de seu namorado. Ela afastou os lábios dos dele e o olhou profundamente nos olhos.

– Eu li e quero retribuir esta linda declaração fazendo amor com você nesse exato instante.

– Mesmo? – perguntou ansioso.

– Mas com uma... condição.

– Faço o que você quiser, você sabe.

– Eu sei. Por que eu sou a mulher da sua vida, não é? – provocou ela.

– Sim querida. Você é a mulher da minha vida e me tem em suas mãos.

Ela sorriu e beijou-o de leve nos lábios.

– Então qual é a condição?

Ela se inclinou para ele e sussurrou em seu ouvido.

– Quero que quando você estiver dentro de mim, quando eu estiver recebendo suas maravilhosas estocadas, você recite parte desse poema em meu ouvido.

Ele sentiu um arrepio percorrer seu corpo ao imaginar a cena que ela evocou em sua mente. Fez com que ela sentasse em seu colo e sentiu a garganta secar quando seu robe se abriu parcialmente, mostrando que ela estava nua por baixo daquela fina peça de seda. Sara acariciou sua nuca e deslizou as mãos por seu peito, aproveitando para retirar o moletom e a camiseta que ele usava. Mais uma vez suas mãos acariciaram o peito largo, a barriga firme e reta, e desceram para desabotoar e abrir o zíper de seu jeans. Viu sua masculinidade crescer sob suas mãos, quando o tocou por cima da boxe que ele vestia.

Grissom gemeu e desatou o laço que prendia seu robe. Tirou a peça rapidamente jogando-a em um canto qualquer e seus lábios se apossaram dos seios dela, primeiro um, depois o outro foi provocado e excitado por sua língua e boca habilidosas. As mãos dele cravaram em suas nádegas, fazendo com que ela se movimentasse levemente sobre sua ereção, ainda por cima das roupas.

– Gil... – ela gemeu.

– Sim querida, eu sei....

Em um movimento rápido ele a deitou sobre o tapete e se afastou para tirar o restante de suas roupas. Em seguida ajeitou-se sobre ela enquanto sua boca era invadida pela língua dele, seu centro quente, úmido e completamente pronto o recebia dentro de si. Sara gemeu, arqueou o quadril aprofundando o contato e entrelaçou as pernas nas costas dele, prendendo-o. Os movimentos dele começaram devagar e ele começou a cumprir a condição que ela havia imposto.

– Ainda que estejamos longe... nossa presença está comigo – ele sussurrava rente a seu ouvido e a cada pausa se movia mais para dentro dela. – Pois não estás... mais distante do que... meus pensamentos consigam chegar – as mãos dela deslizava por suas costas e apertavam suas nádegas, ele mal conseguia se concentrar nas palavras. – Eu continuo com eles... e eles contigo – sabia que ela estava chegando pois também se sentia no limiar do êxtase. – Ou se eles dormem – continuou – tua imagem em minha mente.... desperta meu coração.... para a alegria do coração.... e dos meus olhos.

Em uma última, poderosa e profunda estocada eles atingiram o clímax e ele tomou sua boca em um beijo apaixonado, depois caiu ao seu lado exausto e sussurrou.

– Eu amo você Sara.

Ela se aconchegou no peito dele ainda ofegante e murmurou.

– Também amo você Gil.

Eles ficaram em silencio enquanto suas naturezas se acalmavam. Havia sido mágico, incrível. Ouvi-lo recitar aquelas palavras doces em seu ouvido, enquanto se movia dentro dela a levara ao paraíso, fizeram-na visitar outro universo e passear entre as estrelas. Apoiou o queixo na mão que estava sobre o peito dele e o olhou.

– Por que não me enviou aquela carta? – perguntou suavemente.

Ele suspirou e encarou seu olhar.

– Por que... eu havia errado com você e não queria que soasse como um pedido de desculpas, queria que fosse o que ela é, uma declaração do amor que sinto por você.

– Mas ela não estava dentro daquele livro nos últimos dias. Você a colocou lá para que eu lesse, não é?

Ele riu e acariciou seu rosto com a ponta dos dedos.

– Sim, eu queria que você a encontrasse e lesse. Queria que você soubesse que penso em você a todo instante, não importa onde eu esteja ou que esteja fazendo.

– Você também toma todos os meus pensamentos, sabe disso não é?

– Claro que sim, você é muito fácil de ler e eu conheço você muito bem – provocou-a, tentando conter um sorriso.

– Ora Gilbert, não seja convencido – disse fingindo-se indignada, subiu e seu corpo e mordeu-lhe o queixo de leve. – Pois saiba que eu ainda tenho muitos segredos.

– É mesmo? – ele girou seus corpos, ficando por cima dela novamente. – Pois saiba qeu temos a noite de folga e eu estou disposto a desvendar cada um desses seus segredos – beijou seu pescoço.

Ela segurou seu rosto entre as mãos e seus olhares se encontraram.

– Tenho certeza que vou adorar cada segundo dessa investigação.

Beijaram-se, entregando-se novamente ao amor que os unia.

Notas finais
Até a próxima... Bjus