Notas iniciais
Só para animar vcs, deixei um spoilerzinho no final. KKKKKKK Aviso tb que vou rogramar para os caítulos sairem toda sexta, às 12 horas, assim como esse.

JASON

Jason achou que estava sonhando. Felizmente, não estava. Ao abrir os olhos, no meio da noite, sua namorada estava parada ao lado de sua cama, vestindo uma camisa folgada que deixava aparecer seu sutiã e um short bem curto. Imediatamente ele se lembrou que dormia apenas com uma cueca e puxou o lençol para cima. Não que ela não já tivesse visto ele sem roupa, mas ali era diferente. Ele não estava preparado para isso ao acordar.

Depois, pensou no pior. Ao julgar pelo cotidiano deles, alguma tragédia havia acontecido. Era a única explicação para Piper estar ali. Estavam sobre ataque, mais alguém havia se perdido, o que poderia ser agora?

— Piper? O que está fazendo aqui? — sua voz saiu meio sonolenta. —Está tudo bem?

—Sim... — a garota estava vermelha como um tomate, os olhos arregalados como se não soubesse o que fazer. — Não é nada... Eu só... Eu só estava...

Jason enrolou a coberta no corpo e se sentou, abrindo espaço para a namorada sentar-se ao seu lado no colchão. Ela não parecia muito bem. Estava tremula e desconcertada, forma que ele nunca a vira antes. Ao menos não perto dele.

—O que está havendo? Sabe que pode falar.

Piper o olhou nos olhos, seus olhos cor de mel e intensos o fez querer beija-la naquele exato momento, mas ele se conteve.

—Eu só... Só estava... — mas aquilo parecia ser o mais distante que ela conseguia ir.

Então algo ocorreu na mente de Jason. Considerando a forma que eles deixaram as coisas no banheiro, o estado embaraçado da namorada e a roupa improvisada que ela usava, talvez ela estivesse ali a fim de... terminar o que ele havia começado. Se esse fosse o caso, Jason não poderia ficar mais contente. Pensara em ir ao quarto dela a noite, mas considerando o flagra que levaram no banho conjunto, resolvera esperar até a garota está pronta para tentar de novo. E, aparentemente, Piper era mais determinada do que ele mesmo esperava.

Ela ainda estava vermelha e continuava murmurando...

—Eu só... só... — e um longo “só” continuava a se estender. Jason achou graça no jeito dela e soltou um sorriso. Se estivesse certo, a garota fora ali a fim de continuar o que fizeram antes, mas ao vê-lo dormindo, perdeu a coragem. Agora estava desconcertada.

—Eu também. — ele falou e ela não entendeu.

—Também o que?

— Também quero “só”...

Piper corou ainda mais, mas dessa vez sorriu. Jason não perdeu tempo e a beijou. Não foi o beijo suave que costumavam a trocar, mas um tão intenso que a fez se deitar na cama, ele por cima. A coberta caiu de seu corpo, mas ele não se importava mais em ser visto quase completamente despido. Na verdade, quanto antes se livrassem das roupas, melhor. Jason puxou a camisa folgada dela e visualizou seu corpo mais uma vez. Era impressionante como ela parecia ficar mais bonita a cada hora. Aquele corpo perfeito, seios redondos e definidos parcialmente ocultos pelo sutiã... A excitação o dominava completamente.

...

PIPER

Aparentemente Jason descobrira o que ela fora fazer em seu quarto, mas aquilo não importava mais. Ficara constrangida a principio, mas agora... Tudo o que importava era a sensação de ter seu short de dormir retirado com tamanha voracidade. Jason a segurou com firmeza na cintura e a deitou na cama de solteiro. Ele vestia apenas uma boxer cinza e ela pode sentir seu peito nu roçando em seus seios que logo foram separados do sutiã. As pernas dele em contato com suas cochas. Era como se encaixassem em um quebra cabeça que ia se completando... Só faltava agora uma peça...

Ao longo do namoro, os dois já haviam feito algumas coisas bem “quentes”, mas ainda não haviam... bem, consagrado o namoro da forma mais conhecida. (sem rodeios, não haviam tranzado ainda...). Aparentemente, aquela realidade estava prestes a mudar.

Jason a beijava no pescoço e acariciava sua intimidade com a mão direita. Piper esfregava a mão por cima de sua cueca e, com o outro braço, abraçava as costas do garoto. Mal conseguia conter alguns gemidos que escapavam periodicamente. Com sorte, gritava baixo o suficiente para não chamar nenhuma atenção. Já não bastava a situação do chuveiro. Se eles fossem descobertos naquela noite também, ficariam com uma fama não muito agradável. E dessa vez, ela quem teria que se responsabilizar, afinal havia sido sua idéia ir de fininho para o quarto de Jason, quem antes dormia inocentemente...

Jason não agüentou mais e arrancou sua calcinha também. Depois se livrou da própria cueca e os dois se enfiaram em baixo das cobertas...

— Você... — ela começou sem jeito. — Tem proteção...?

Jason abriu a boca tímido.

— Ah... Sim. Espere...

Ele se levantou e agarrou um lençol no chão para se cobrir, mas o seu membro ereto ficou evidente mesmo que sob o pano. Depois se ajoelhou próximo a uma mochila. O garoto parecia até um pouco nervoso. Não que fosse algo anormal para um adolescente prestes a ter sua primeira relação sexual se sentir assim. A própria Piper parecia estar perto de vomitar o próprio coração pela boca de tanta ansiedade... Só que era estranho ver Jason agitado daquela forma. Ele parecia sempre tão calmo. Sempre no controle da situação. Agora não passava de um garoto assustado que não sabia o que fazer. E isso era bom. Ela gostava de ver que ele tinha um lado sensível...

Jason voltou para a cama segurando um pacote quadrado, ainda cobrindo seu corpo com repentina timidez. Ele se deitou meio desconcertado e a fitou.

— Espere só um minuto...

O pacote se abriu e ele pegou a camisinha amarela de dentro. Depois, Piper viu ele tentar vesti-la sob a coberta, mas pela sua expressão as coisas não iam tão bem. Ela podia ouvir o som do látex escorregando entre seus dedos trêmulos e soltando estalidos. Na certa, Jason nunca colocara uma daquelas, o que a alegrava, mesmo que não soubesse ao certo o porque.

Aquilo era algo inesperado e prazeroso de uma forma tão irônica. Jason podia lutar contra gigantes, conjurar raios e manipular os ventos. Matara incontáveis monstros e tinha um talento nato para ser um líder, mas quando se tratava de vestir uma simples camisinha, o herói se desconcertava. Sua respiração estava semicerrada e Piper poderia apostar que, ocultas pelo escuro, suas bochechas estavam vermelhas. E ela, mesmo que também nervosa, gostava de saber que o namorado tinha o lado normal, mesmo com aquela vida de semideus. Era um adolescente comum, nervoso antes de tranzar com a namorada.

Piper sorriu para ele, não em deboche, mas com simpatia.

— Eu também estou nervosa... Deixe-me ajudá-lo com isso...

Ela tomou o objeto lubrificado e escorregadio e o colocou na cabeça do pênis dele, ainda bem ereto. Depois rolou a mão para baixo ajustando o preservativo. Jason gemeu levemente ao sentir a camisinha sendo ajustada por sua mão suave.

— Pronto. — disse ela. —Acho que agora podemos... continuar.

Ele sorriu ainda desconcertado.

— O que seria de mim sem você?

— Um ninguém, provavelmente... — ela encontrou humor, diante de todo aquele nervosismo, para brincar. Os dois riram.

—Está pronta? —Jason perguntou.

Ela assentiu. O garoto se posicionou sobre ela, envolveu-a com os braços, e a penetrou. Piper sentiu um mix de dor e prazer, porém o ultimo se sobrepunha ao primeiro. A medida que Jason fazia o vai e vem a sensação ia aumentando de forma incrível, maravilhosa, perfeita... Teve que abraçá-lo com força para se segurar. Era como se, subitamente, todos os problemas sumissem da face da terra. Ela conseguiu esquecer de tudo e de todos e, de repente, ela e Jason eram todo que existiam no mundo. Flutuavam na escuridão da inexistência, enquanto seus corpos se uniam em harmonia antes impensável. As molas da cama rugiam com vigor e o namorado se empenhava com os movimentos. Obviamente Jason era novo naquele território. Não era como manejar uma espada ou atirar uma lança. Estava inseguro, mas se saia esplendidamente bem. Na verdade, a insegurança era o que tornava aquilo perfeito. Afinal aquilo era novo para ela também. Se descobriam juntos e simultaneamente.

Suor escorria do corpo dele e pingava nela. Seus seios balançavam com emoção e seus cabelos nadavam no colchão como filetes de luz. Tudo parecia mais colorido e feliz. O mundo era subitamente um lugar melhor. Como nunca fizeram aquilo antes?

Então, Jason tremeu e a abraçou com força. Ela sentiu o corpo dele dar espasmos e uma onda de calor tomou-lhe completamente. Depois ele parou de se mexer e se deitou ao seu lado, tendo que envolve-la por completo para que ambos continuassem no colchão magnificamente apertado.

Os dois respiravam rápido, suavam e pareciam prestes a desmaiar, mas a felicidade dentro dela era tão grande que ela não conseguiu parar de brilhar. Literalmente brilhar. Como uma estrela que encontrara um propósito para a vida. Uma luz rosa não muito forte emanava de seu corpo, oscilando entre tons diferente.

—Ah... Piper... — Jason pareceu um pouco assustado. Talvez pensasse que fizera algo errado. —Você está... brilhando.

Ela nem percebera, mas quando olhou para o seu próprio corpo, deixou um sorriso natural se formar em seus lábios.

—É... — ela falou ofegante. — Acho que é isso que acontece quando se faz uma filha de Afrodite completamente feliz. E você me fez muito, mas muito feliz, Jason Grace.

Jason também sorriu e, pela primeira vez, ela viu que seu rosto estava completamente desprovido de preocupações.

—Eu te amo, Piper McLean.

— Eu também te amo, Jason Grace.

Os dois se abraçaram e o brilho da filha de Afrodite foi se apagando aos poucos até que ela voltou ao normal, mas sua felicidade só fazia aumentar.

No dia seguinte voltaria a ser a mesma Piper de sempre. Voltaria a se reocupar com Leo, Percy, Annabeth e Gaia. Tentaria de tudo para ajudar seus amigos, mas naquela noite, queria apenas aproveitar o conforto de Jason. Ela por fim adormeceu.

Próximo capítulo: LEO

“Calipso sorriu. Um sorriso capaz de transformar a noite em dia e fazer duma ilha remota e afastada do mundo, o mais belo paraíso...”

Notas finais
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