Jason
Jason estava feliz por ter deixado de ser um picolé. A tripulação estava abalada, Leo havia se perdido entre os ventos e eles estavam fora de sua rota, mas ao menos se sentia menos inútil agora que não era mais uma estátua de gelo.
Piper ainda se culpava por ter “fracassado” em desarmar a bomba, mas diante de sua concepção, a sua namorada era brilhante. Ela conseguira reanimar Festus, derrotar Quione e salvar a vida de todos eles, mas ainda assim não aceitava que fizera algo heroico.
— Perdi Leo. — ela lhe dissera. — Devia tê-lo protegido...
— Vamos encontrá-lo. — Jason prometera. Mas não jogara palavras ao vento. Acreditava realmente que Leo conseguiria encontrar o caminho de volta. A engenhosidade e astúcia de seu amigo eram inquestionáveis, assim como o seu senso de humor. Não duvidava que Leo estaria ao lado deles em breve, e com um sorriso no rosto para tentar alegrá-los. Além disso, não ficariam parados por muito tempo. Assim que conseguisse a permissão de Noto para partir, e, com sorte, sua orientação e auxílio também, iriam em busca do amigo.
Todos se empenhavam em concertar o navio o mais rapidamente possível, mas sem o filho de Hefesto aquela não era uma tarefa fácil. Mesmo assim, com a ajuda dos Venti do Sul, conseguiriam ao menos ir de encontro ao “Reparador Oficial do Argo II”.
Agora, estavam no convés, ajeitando o máximo que conseguissem por conta própria. Por sorte (Sorte sendo igual à incrível coragem de Piper), o navio não sofrera danos catastróficos. Alguns compartimentos estavam interditados e os remos necessitavam de reparos urgentes, mas ainda conseguiam flutuar nas docas dos domínios de Noto, o que era realmente impressionante.
Piper descontava sua frustração chutando uma tábua partida enraivecida, tentando colocá-la de volta à posição original.
—Já tentou pedir com carinho? — Jason sugeriu tentando animá-la. A garota sorriu, mas logo a alegria se tornou numa expressão triste. Jason entendeu o recado. Piadas não era uma boa ideia, porque piadas eram sinônimas de Leo, e pensar em Leo enquanto estava impotentes não era algo confortável para ninguém.
Não era nem necessário mencionar que Jason morria de preocupação pelo companheiro, mas precisava acreditar que ele estava bem. Tinha que manter as esperanças, não só por ele, mas por todos os outros. A situação da tripulação estava crítica. Até mesmo Nico di Angelo parecia mais abatido, e olha que dizer isso dele era dizer muito. Já estavam com um vazio irreparável por terem perdido Percy e Annabeth em Roma, mas ter Leo tirado deles era insuportável. Dos sete semideuses da profecia, apenas quatro continuavam a bordo, sem contar com o guia que, quando não estava camuflado nas sombras, parecia gostar de trazer mais notícias deprimentes e tornar o clima sombrio.
Certo que Jason entendia o motivo de Nico ser tão isolado assim. Tinha medo que soubessem o que ele descobrira em Split, mas Jason sabia que ninguém iria julgá-lo. Se ao menos ele o ouvisse. Se escolhesse pelo ou menos uma vez confiar em alguém e parar de suprimir suas emoções, com certeza não seria tão solitário. Nem mesmo com Hazel ele se abria.
Mas de todos os membros, o que mais o preocupava era Piper. Em parte por que, querendo ou não, ele nunca pararia de se importar profundamente com o seu bem estar, mas também por que a namorada estava abatida pela sua “falha”. Voltara a esmurrar e chutar pedaços de madeira e, ao invés de um martelo, preferira acertar os pregos com suas próprias solas das botas, o que não devia ser um habito muito saudável.
—Pips... — ele começou. —Acho que está na hora de darmos um tempo aqui em cima. —Naquele dia o Vento do Sul estava definitivamente com a sua versão grega, Noto, pois os ventos estavam escaldantes como no Saara.
— Tudo bem. — falou ela sem o encarar. —Eu aguento.
Não era questão de aguentar ou não.
— Sei que aguenta. — disse ele tentando não confrontá-la. —Sou eu que preciso de ajuda lé em baixo...
Isso pareceu surtir efeito. Piper parou de lutar contra os pregos e o fitou.
—Ajuda? Com o que? — ela parecia duvidar que ele, Jason Grace, fosse precisar da ajuda dela com alguma coisa. Se ao menos ela soubesse que ele não se achava tão invencível assim... Por sinal, fora derrotado diversas vezes naquela missão, e com certeza estaria morto sem seus amigos, mas os outros ainda pensavam nele como o garoto perfeito. “Perfeito até demais”.
— Vem comigo.
Ele a conduziu escada abaixo e os dois entraram nos aposentos dele. Jason se sentou na cama e os músculos de suas pernas agradeceram o descanso.
— Em que posição essa cama fica melhor? — ele perguntou.
Piper imediatamente percebeu o que ele tentava fazer.
—Jason, não tenho tempo para ser sua decoradora agora, ta bem? Leo está...
— Leo está bem. — ele falou convicto. —Você trabalhar até se esgotar não vai fazer ele aparecer aqui agora.
—Não tem como saber disso. Pode está em perigo.
—Sei sim. E você também devia. Vamos encontrá-lo Piper. Quione falou que enviou ele para um lugar remoto, não foi? Você mesma disse. Isso significa que ele está vivo. Só precisamos de um pouco de tempo.
— Não temos tempo, Jason.
Ele quase não conseguiu argumentar contra aquilo. Não era de sua natureza ser o otimista do grupo. Na verdade, parecia que ele e Piper trocaram de lugar naquela relação, mas ele precisava continuar para evitar que a garota desmoronasse.
—Temos um pouco. Não é muito, mas da para recarregarmos nossas energias. Estamos esperando a audiência com Noto de qualquer forma. Não adianta apressarmos o Deus. Isso não o agradaria. E, além disso, você está suando...
A observação dele foi tão fora de contexto que a namorada não conseguiu segurar o riso.
—Estamos na costa da África. — disse ela mais relaxada, mesmo que apenas um pouco. —Era de se esperar...
Jason se aproximou dela.
—Sei como resolver isso... — ele a beijou. Um beijo demorado, como pareciam não fazer há muito tempo. Acariciava o cangote encharcado dela, sentindo o cheiro do seu suor sedutor. Era como se os hormônios da filha de Afrodite o fizessem desejá-la desesperadamente.
Piper abriu um sorriso.
— Não que eu não tenha gostado... Mas como um beijo resolve o problema do calor?
Jason a beijou novamente e se levantou. Tornou a puxá-la com delicadeza e a guiou até a porta do banheiro, fechando-a às suas costas. Depois, delicadamente, abraçou a garota e começou a puxar sua camisa para cima. O sutiã dela apareceu como um Oasis no deserto, hipnotizando-o, seduzindo-o. Jason se livrou dele também e lambeu seus seios encharcados e salgados. Piper também removeu sua camisa. Seus corpos agora deslizavam um no outro, o calor enlouquecendo-os de tesão. Seu pênis já pressionava a calça a procura da garota.
Não demoraram muito a se livrarem do resto das roupas e deixarem a água gelada renovar suas forças, como se os dois fossem filhos de Poseidon. As gotas prateadas caiam por seus corpos entrelaçados enquanto ele beijava seu cangote. Piper já o masturbava delicadamente, mas com certa euforia. Jason sentia os seios dela sendo pressionados contra seu corpo enquanto ele a abraçava. Era como se, mesmo aquela proximidade, sentisse falta dela. Precisava dela. Acariciava seu corpo delirante de prazer, tentando controlar os gemidos que o sufocavam tentando se libertar para atestar a satisfação, a fim de não chamar atenção. Piper também tentava conter o próprio prazer, pois as vezes mordia o seu ombro de leve, sua mão sob seu membro em velocidade deliciosa...
Então, antes que ele pudesse ao menos pensar, viu a portado banheiro se abrindo...
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