Entre tapas e beijos
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Jeremy dormia profundamente, depois de quatro ou cinco batidas em sua porta do quarto que ele acordou e pulou da cama para abrir a porta ainda sem enxergar tudo com clareza devido o sono.
– Teresa?- Perguntou Jeremy a empregada da casa.
– Mocinho Jeremy você precisa ir para o hospital, sua irmã foi atacada por um vândalo na escola e seu pai pediu para que o avisasse- deu a notícia angustiada.
– Ai meu deus, como, porque... ?- nao se acreditou, a agradaceu por avisar e fechou a porta do quarto saindo tropeçando pelas calças enquanto tentava tirar o pijama todo de uma vez só, pôs uma calça jeans a primeira camiseta preta q viu pela frente, as meias e o tênis adidas. Saiu correndo do quarto escada a baixo e pulou dentro do carro.
–Vamos me leve para o hospital — ordenou ele ao motorista com a voz trêmula do nervosismo.
Enquanto isso no hospital...
Elena havia sido medicada e internada no soro, apenas havia tido uma pequena concussão na parte de tras do crânio aonde havia batido com força ao ser arremessada violentamente no chão. O pescoço não chegou a ser perfurado, apenas raspou as presas no qual causou um pequeno corte, estava dormindo nos sedativos fora de perigo. Enquanto Alaric e Carol estavam aflitos no lado de fora do corredor.
– Eu não acredito que esse bicho voltou para atormentar a minha família — disse raivoso.
–Calma amor, a gente ja cuidou dele, graças a deus que cheguei a tempo se não teria acontecido o pior com ela — disse Carol aflita.- Vou interrogar ele e vou descobrir porque eles estão voltando para a cidade, não entendo, deixamos o trato bem claro, eles fora e nós dentro, se botassem o pé aqui de novo quebrariam o acordo.-
– Bem pelo oque aconteceu é obvio que ele não esta nem aí — retrucou de forma grosseira.
– Calma não precisa ficar assim, vamos dar um jeito sempre damos — botou a mão sobre o rosto dele e o acariciou, o mesmo retribuiu o gesto baixando as costas da mão dela. Ele a fitou e suspirou pesadamente.
– Temos que mandá-la com a minha mãe para o Texas novamente — falou apreensivo com a reação de Carol, ele sabia como ela se sentiria se ele sugerisse isso de novo.
– O quê? Não !! — ela se exaltou, e ele fez sinal para que ela falasse baixo. Eles caminharam ate um canto mais escondido perto dos banheiros para discutir isso.
– Eu não vou deixar a nossa filha ir embora de novo, não agora que eu estava quase conseguindo uma reaproximação, não posso, eu não consigo fazer esse mesmo erro de novo — disparou as palavras na cara dele sem deixá-lo com tempo para sequer mover algum músculo da língua para falar.
– Carol, você sabe que não foi um erro, se não a tivéssemos mandado para a minha mãe, tenho certeza que ela não estaria aqui com nós agora —
– Mas ela está esta bem! Eu a salvei, ela me ligou e implorou por ajuda, não vou simplesmente mandá-la para o outro lado do país de novo, e deixá-la com perguntas. Ela vai acordar atordoada! Você tem noção disso? Ela vai nos enfrentar e essa é a hora de contar a ela toda a verdade sobre essas aberrações.-
– Não interessa meu amor, podemos falar para ela que ela bateu a cabeça, como realmente aconteceu, e que ela imaginou coisas- ele falou tentando amenizar a situação.
– A então essa e a sua grande ideia? Mentir mais para a Elena? Como você me obrigou a mentir para ela a vida toda? É assim?-
– Só fiz o que tinha que fazer, o melhor para ela !- ele cuspiu zangado.
– O melhor para ela e saber a verdade, e poder se proteger !-
– Se proteger como Carol?- Ela e humana, Adolescente ela quer sair, quer aproveitar a vida, e eu sei que estou a privando de viver, por isso que ela me odeia, mas não sei mais oque posso fazer por ela -
– Ela não te odeia, ela não nos ideia, a vida dela não tem sido muito normal desde que nasceu, e sabemos que Elena não é uma pessoa comum aos olhos deles — contou em tom de reprovação.
–Eu sei, é disso que tenho medo,que eles voltem atras dela para levar para ele —
– Ou que ele em carne e osso volte , como fez a 8 anos atras- completou.
– Klaus Mickaelson — Alaric disse vagarosamente o nome dele. — Eu ainda te mato, não sei como mas vou fazer o que for preciso, você não vai tocar na minha filha novamente — falou olhando para o chão angustiado.
Carol o abraçou. — Ele não vai, vamos pará-lo de uma forma ou de outra-. Ela levantou a mão e analisou o anel que levava sempre consigo no seu dedo da aliança. Soltaram o abraço e foram atras de um medico para perguntar se poderiam entrar no quarto para ver a Elena.
Depois disso, Jeremy surgiu do lado da maquina de refrigerantes.
– Isso é bem mais grave do que eu pensava- falou para si mesmo depois de escutar toda a conversa dos pais. Com uma expressão confusa ele andou pelas portas a procurando nas camas, ate que a achou e entrou sem pedir permissão pra ninguém. Ela continuava dormindo,ele passou a mão carinhosamente no rosto dela e depois analisou seus ferimentos, a marca roxa que ficou em seu pescoço, o esparadrapo que estava colado no lado do pescoço. Ele gelou quando viu, pois ele não sabia o que tinha acontecido, será que ela havia sido mordida?
– Maninha porque você... quando você acordar vou te contar tudo, vamos descobrir a verdade disso tudo -
Nisso o médico, Alaric e Carol adentraram no quarto.
– Filho, você já veio — Carol foi ate ele com pressa e o abraçou.
– Oi filho — cumprimentou o pai passando a mão e bagunçando o cabelo dele. Jeremy o fitou seriamente, pois ele queria mentir para todos de novo.
– O que aconteceu com ela?, quem foi o cara que fiz isso? Ja o prenderam? — perguntou se fazendo de desentendido.
– Filho depois a gente conversa enquanto tomamos um café e te explico tudo — disse Carol a ele carinhosamente.
– Ok — respondeu. Ele esperava a verdade.
Bom amanhã de manha ela ja pode ir embora, só vamos deixá-la aqui a noite para supervisionar ela, para ter certeza que não vai ocorrer nenhum efeito pós traumático quando ela acordar, mas garanto que ela vai ficar bem, só para não correr o risco.
– Ok obrigada doutor — agradece, Carol suspira aliviada. — Amor eu tenho reunião essa noite, não posso perder por nada — Carol disfarça na frente deles. Ambos soubessem que ela precisava ir para o esconderijo acabar com a raça de Enzo, depois de arrancar respostas.
– Ahh, sim... mas eu tenho muitos assuntos pendentes na prefeitura e são urgentes não posso deixar pendentes para amanha, preciso trabalhar a noite, papéis e mais papéis...- reclamou.
– Eu fico com ela — Jeremy se prontificou. —
–Você tem que ir para a escola, suas notas não estão nada boas,e amanha você tem prova, você precisa dormir — disse Alaric.
– Qual é pai, estudo so a tarde, vou ficar aqui com ela e amanha de manha vou pra casa dormir, e a tarde vou pra escola — ele tentou convencê-lo.
– Ja disse que não — retrucou o pai.
– Amor.. deixa — pediu Carol carinhosamente. — E melhor se ele ficar aqui com ela —
Alaric bufou com a cara amarrada. — Tudo bem, fique aí, mas sei que isso e so um pretesto para não estudar —
– Alaric ! — Carol elevou o tom da voz. — Como você tem coragem de falar isso para ele ? — continuou irritada.
O médico se retirou do quarto e fechou a porta.
– Não me importo mais com o que ele fala,só sai mentiras dessa boca suja, não e toa que virou prefeito,é assim que se faz vai la no palco e mente para uma cidade inteira ! Parabéns senhor prefeito — . começa a bater palmas. — Você mente para todo mundo e vem duvidar dos meus sentimentos pela minha irmã, se você não se importa dela ficar aqui a noite toda sozinha depois de ter sido atacada por algum "bandido" — . fez o gesto de aspas para deixá-lo encucado. — Me desculpa, mais eu me importo, então vou ficar e não me importo com oque você acha-. o fitou seriamente, ele nunca havia encarado o pai desse jeito. — Mãe?-
– Bom eu... eu...- disse olhando para Alaric e depois para Jeremy e assim repetidamente.- Por mim não tem problema em você ficar aqui, sei que você ama sua irmã, e eu e seu pai também apenas estamos abalados com isso e com tanto trabalho pendente so piora.
– Sim eu entendo — concordou Jer, falsamente.
Carol deu um beijo no rosto dele, e beijou a testa de Elena.
– Qualquer coisa nos ligue — pediu ela.
– Pode deixa mãe, te ligo- fez para provocar seu pai.
– Olha qui garoto...- Alaric tinha começado a gritar e ir pra cima dele quando o médico voltou para o quarto pedindo silêncio.
– Alaric , se controle — pediu Carol bravamente.
– Isso não vai fazer bem para sua filha senhor prefeito, ela ja passou por muito hoje não acha? — indagou o médico.
Alaric fechou a cara, deu um beijo na mão de Elena e saiu do quarto sem esperar ninguem. Carol andou quase correndo para acompanhá-lo.
– Vou ficar aqui com ela- Disse Jeremy ao médico. O mesmo acentiu positivamente.
–Qualquer coisa toque esse botão que viremos imediatamente para cá- avisou.
– Pode deixar- fez sinal de beleza.
Jeremy ficou observando Elena, ansiando para que ela acordasse e contasse tudo para ela.
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