Quando Alaric voltou para a prefeitura por volta das 23:00 da noite, notou o silêncio ensurdecedor, sem guardas com seus rádios se comunicando de um lado para o outro, nem a movimentação dos carros da segurança.
Já desconfiado ele continuou a caminhar e entrou na prefeitura.
– Jack? Kol? Duarte?- chamou por alguns dos homens mais próximos a ele no trabalho. Quando entrou em sua sala se deparou com uma pilha de corpos jogado na frente de sua mesa, todos os homens que trabalhavam ali no turno da noite.
– Que merda é essa -. reclamou andando cautelosamente olhando para todos os lados. Correu para a sua gaveta para pegar sua arma,e entrou em choque.
– Procurando por isto? — ouviu aquela voz máscula por de trás de seus ouvidos.
Quando se virou, viu Enzo com a roupa e o rosto banhado em sangue humano, e balançando a arma de Alaric de um lado para o outro. Ele começou a andar de um lado para o outro.- me deixe adivinhar- atirou a centímetros da cabeça do prefeito, o que o fez arfar de susto. — bala de verbena?- sorriu maleficamente.
– O que você quer ham? — Perguntou Alaric em um tom desafiador.
– Vingança — respondeu semicerrando os dentes.
– O que você fez com minha mulher? — Perguntou com medo da resposta.
– Hum,achei que não iria perguntar — disse com uma expressão divertida. Abriu a porta do armário e tirou Carol toda amarrada desacordada e coberta por sangue.
– Ela está?- Alaric começou a perguntar vagarosamente enquanto sentia um nó se formar em sua garganta. — Aí meu deus — choramingou, logo depois fitou Enzo com raiva, uma raiva que ele nunca havia sentido antes. Começou a gritar da raiva e virou a mesa do escritório. Enzo gargalhava.
– É só isso que você tem para mim? — provocou.
– Não — respondeu secamente.
– Bom, eu presumo que você tenha um plano diabólico para mim, mas antes de me matar quero que saiba que sujamos um pouquinho a sua casa com sangue- fez sinal com o indicador e o polegar indicando pouco. —
– Sujamos? — Alaric bufava. — Tem mais um além de você ? —
– Claro, como você acha que eu sai daquela prisão imunda que você guarda embaixo da sua luxuosa casa senhor prefeito, pelo menos com todo esse dinheiro merecemos algo melhor, quem sabe um serviço de cela ?- o continuou provocando, Enzo tinha mestrado nisso.
– Vocês não merecem nada, vocês apenas merecem morrer- trincou os dentes.
– Meu amigo não vai ficar nada feliz com isso — insinuou. — E uma pena que ele não esteja aqui agora, ele me disse algo sobre ir ao hospital e matar sua filha — se agachou ao lado de Carol e quebrou seu pescoço.
– Nãããooo- gritou Alaric desesperado. Carol estava morta, sua mulher teve o pescoço quebrado por um vampiro bem na sua frente, ele não conseguia mais raciocinar direito.
– Quanto a você...- .Enzo se levantou e chegou bem perto de Alaric. — Não vou te matar agora, quero deixar que você sofra mais e mais, sem saber o que nos iremos fazer com sua filhinha, vamos a matar? Vamos a transformar? Meu deus, tantas perguntas — riu na cara dura.
Alaric tremia da raiva o pegou pelo pescoço na tentativa inútil de matá-lo. Enzo já cheio dessa situação o jogou contra a parede.

– Se recomponha prefeito você precisa estar disposto amanhã para explicar todas essas mortes — disse friamente.
– Eu ainda vou te matar- se esforçou para dizer isso, a dor estava latejante em seu corpo.
– Boa sorte quanto a isso — usou o sarcasmo. E se virou para sair.
– Até a próxima — olhou Alaric pela última vez e o mesmo tombou a cabeça desacordado.

"Enquanto isso no hospital".
Elena havia acordado e Jeremy lhe contou tudo que havia ouvido de Carol e Alaric, enquanto estava escondido.
– Klaus Mickaelson? — Perguntou Elena sem entender muita coisa.
– Sim, nunca ouvi esse nome antes também- completou Jeremy.
– E oque eu tenho de especial aos olhos deles? -
– Bem, eles são vampiros, presumo que o seu sangue Seja especial para eles- deduziu.
– Meu sangue? — Elena Perguntou passando a mão trêmula pelo pescoço machucado por cima do curativo.- Mas quem me atacou não foi esse tal de Klaus, o nome dele era Enzo- completou.

– Talvez ele trabalhe para Klaus -
– Não sei ele voltou por vingança, disse que a mamãe matou o irmão dele —
– irmão vampiro, eu suponho?-
Ela acentiu positivamente.
– E oque aconteceu com esse Enzo? Você sabe? -
– Olha Lena, depois que eles saíram daqui a mamãe disse que ia para a reunião urgente e que ela não podia faltar, Lógico que não acreditei. Com certeza ela foi cuidar dele. -
– Aonde que ela esconde essas coisas? — Elena sabia que Jeremy não fazia ideia também, mas Perguntou porque a dúvida martelava sua cabeça.
– Não sei também, bem que eu queria descobrir, mas sobre isso eles não comentaram nada -
– Com certeza e em um lugar muito bem escondido — Elena deduziu.
– Pode ser que sim, ou pode ser que está bem embaixo do nosso nariz, e a gente não se da conta. — Jeremy fez uma pausa parecendo pensar. — Acho que devemos visitar a vovó, acho que ela sabe de muito mais coisas do que a gente a pensa -

Elena o fita com ar de dúvida.
– Acho que não Jer, nossos pais não iriam meter a vovó no meio disso —
– não duvido de mais nada vindo dessa família-
– Nem depois de descobrir sobre vampiros — Elena se estremeceu na cama depois de mencionar esse nome.
Jeremy segurou a mão dela.
– Vou te proteger, você não vai ficar sozinha, e nossos pais vão te proteger também-
– Eu sei que você vai fazer de tudo para me proteger Jer, mas eu estive frente a frente com um deles pude me sentir mais fraca do que já sou. Não temos chance contra isso -. Elena abaixou a cabeça e sentiu lágrimas quentes escorrerem por sua face, fungou baixo e levantou a cabeça novamente para olhar o irmão. — Você mesmo me disse que o método deles me protegerem e me mandando embora com a vovó, tudo que eu sempre quis desde que cheguei aqui foi isso, mas não quero voltar sabendo que você, e nossos pais estão correndo perigo por minha causa -. Ela desabou de vez as lágrimas não paravam de cair e pode sentir uma pontada vindo de trás de sua cabeça fazendo-a reagir.
– Aii — reclamou com a mão na cabeça.
– Calma- Jeremy a envolve num abraço. — Você bateu a cabeça -. Fez com que ela deitasse.

Já era 1:00 hora da madrugada e eles nem imaginavam que sua mãe fora morta por Enzo e que ele estava livre, pior, com a companhia de um amigo de infância nada amigável.