Domingo de manhã, por volta das 10 horas, foi a hora em que o médico chegou ao quarto de Elena dando permissão para que ela fosse pra casa. Ela estava recuperada fisicamente, não precisaria tomar nenhum remédio que fosse. Agora emocionalmente, a dor pela perda de Carol estava martelando, e ela sabia que aquilo nunca iria passar. Ela queria ir rápido para casa, para depois ir ao cemitério visitar pela primeira vez infelizmente o túmulo de sua amada mãe. Na volta para casa, Elena não falou nada, estava perdida em seus pensamentos, em como tratou mau as pessoas ao seu redor todos esses anos, em como foi arrogante, e agora estavam todos mortos. Principalmente seus empregados, ela se lembrou de Maddie, mas ate onde sabia ela estava viva, então ela resolveu mudar, pois ela viu que não ganha nada tratando as pessoas desse jeito, no fundo somos todos iguais, todos merecem perdão e todos tem chance de pedir perdão, nunca e tarde demais. Chegaram no hotel, e subiram.
– Sinta-se a vontade filha, aqui vai ser a sua casa por um tempo, ate resolvermos o que vamos fazer — contou Alaric enquanto jogava as bolsas no sofá.
Elena olhou tudo, e gostou do lugar, grande, arejado, moderno.
– Esta ótimo pai- agradeceu.
– Olha te prometo que amanhã, vamos nós três visitar a sua mãe ok ? — Alaric a abraçou. — Vai passar querida, esta sendo muito difícil para todos nós — e beijou sua testa. Elena assentiu positivamente e respirou fundo para engolir o choro.
– Vem Elena, ver seu quarto — chamou Jeremy.
Ela andou ate ele e o seguiu pelo corredor, a ultima porta era a dela, e estava fechada. Jeremy abriu um sorriso de orelha a orelha e abriu a porta.
– Surpresaaaa — Bonnie e Caroline gritaram animadas, dentro do quarto com cartazes de boas vindas e que estavam com saudades. Tinha balões e vaso de flores. Elena amou a surpresa, estava com a boca aberta formando um sorriso.
– Meu deus, vocês são demais- disse emocionada. — Senti muita falta de vocês — contou deixando cair uma lágrima de felicidade.
– Nós tambéeeem — disseram e se abraçaram as três, Jeremy e Alaric riram e foram para a sala. Elas fecharam a porta para fofocarem, e matar a saudade.
Alaric ligou a TV, e Jeremy pegou o notebook. Sentaram no sofá da sala.
– Onde esta a vovó ? — perguntou Jeremy.
– Foi ao mercado -
– Sério ? — indagou Jeremy.
– Claro que sim, ela e uma bruxa mas e humana também, — disse e riu da cara de Jeremy. — As vezes ela esta mais para bruxa do que humana, ou quase sempre -
– As vezes me perguntou porque tenho o hábito de chegar na melhor parte da conversa quando falam bem de mim — dizia Beth entrando no apartamento cheia de sacolas. Jeremy pulou do sofá e foi ajudá-la rindo.
– Desculpa mãe, mas a senhora sempre me ensinou a não mentir — e riu.
Beth fez uma cara de cuidado mocinho, não brinque com fogo. E riu enquanto começava a retirar as comidas das sacolas.
– O que você comprou? — perguntou Jeremy que estava bisbilhotando as sacolas.
– Vou fazer uma sopa deliciosa esta noite — contou.
–Ótimo porque temos visita — Alaric contou. — Quer dizer, Elena tem visita —
Beth franziu o cenho.
– Não me diga que é o sanguessuga — deu de ombros.
– Não, não é o Stefan ! Mãe, são as amigas dela — Alaric revirou os olhos. — Você é um amor sabia- ironizou.
– Claro que eu sei — o provocou abafando uma risada. — Vou lá conhecê-las — andou ate o quarto,e podia ouvir elas rindo como nunca, Beth se sentiu satisfeita ao ouvir Elena tão feliz novamente.
" Toc Toc" ela bateu na porta.
– Pode entrar — Elena gritou.
– Oi queridas — falou Beth entrando no quarto. — Vim conhecer suas amigas — deu um grande sorriso.
– Caroline essa é a minha vó Beth a Bruxa literalmente — deu uma risada. E sim ela havia contado toda a verdade para as amigas, tudo, tudo mesmo. E elas não ficaram nem um pouco assustadas, pelo contrario Caroline achou super excitante e Bonnie ficou super interessada no assunto, achou tudo muito incrível. Caroline foi ate Beth e estendeu a mão para cumprimentá-la com um grande sorriso.
– Oi, Elena falou muito de você — contou.
– Espero que tenha so falado bem — brincou.
– Ah vovó, claro ne — disse Elena rindo.
E essa é a Bonnie.
– Oi senhora como vai ? — Disse educadamente fitando Beth com um largo sorriso. Beth se encantou pela garota, sentiu algo especial nela.Deram as mãos para se cumprimentarem, e Beth levou um susto na hora, sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo ao dar as mãos para Bonnie.
– Oh , querida... — arfou Beth.
Elena pulou da cama.
– Vovó ? Tudo bem ? — a ajudou a caminhar ate a cama e a sentou.
Bonnie estava assustada, pois tinha sentido a mesma coisa.
– Querida como é seu sobrenome? — perguntou Beth para Bonnie.
Ela receou um pouco antes de responder mas respondeu.
– Bennett — contou.
Beth ficou de boca aberta.
– Meu deus, você é uma Bennett — disse surpresa. — Elena por que você nunca me disse que sua amiga era uma Bennett ? -
– Porque eu não achei que isso tivesse importância, ate uma semana atrás nos nem nos falávamos, e ate uma semana atras eu nem sabia ainda que você era uma bruxa —
– Verdade...- disse Beth de boca aberta, fitando Bonnie que estava encolhida a sua frente.
– Tem algo de errado com ela? — perguntou Caroline preocupada, se referindo a Bonnie.
Beth assentiu negativamente, voltando ao normal.
– Pelo contrário, ela é uma benção, é uma das ultimas Bennetts que sobrou da linhagem, suponho que apenas tenha sua mãe ou sua avó ainda — contou fazendo o queixo de Bonnie cair.
– Minha mãe morreu num acidente de carro, quando eu era criança, junto com meu pai — pigarreou, aquilo ainda doía quando ela falava em voz alta. — Estou morando com a minha avó desde então — contou nervosa.
– Como se chama a sua avó ? -
– Sheila Bennett —
Beth arfou de felicidade. — Você so pode estar brincando comigo, Sheila? Sério ? Meu deus não a vejo desde o colegial...- Beth parecia uma adolescente empolgada naquele momento.
– Então ja faz muito tempo...- susurrou Caroline, pensando alto. Elena a olhou.- Que? — deu deu ombros. Elena riu e acentiu negativamente.
– Eu preciso ver sua avó assim que possível, nunca mais achei que iria vê-la, fomos melhores amigas , tipo daquelas que nunca se desgrudavam — Beth se interrompeu toda eufórica. — Assim como vocês são hoje em dia !-
– Espera, minha avó é uma....- começou Bonnie abismada.
– Uma bruxa?- Beth riu. — Com toda certeza, eu e ela aprontávamos muito com as metidas do colégio , jogávamos feitiços hilários nelas, e nunca desconfiaram de nada — Beth gargalhou lembrando dos velhos tempos.
– Nossa, Elena você estaria ferrada então se fosse viva na época que sua avó frequentava o colegial — Comentou Caroline, abafando o riso.
– Tenho que concordar infelizmente — disse Elena. — Mas não sou mais assim, eu mudei, para melhor, eu prometo — disse gesticulando o dedo minguinho em sinal de promessa. Caroline riu.
– Isso é incrivel — disse Bonnie toda emocionada. — Ela nunca me falou nada, nunca desconfiei de nada —
– Você tem muito que aprender ainda querida, esta no seu sangue, você sentiu e eu senti isso quando fizemos contato — Beth a fitou. — Sabe o que foi isso que você sentiu ? —
– O que? -
– O seu poder se chocando contra o meu, só que você não sabe controlar seu poder ainda, por isso deu esse choque de ondas magnéticas -
Bonnie assentiu positivamente.
– Isso é... — se permitiu pausar por um minuto e continuou. — Inacreditável -
– Não se preocupe, quero ver sua avó o quanto antes, claro quero fazer uma entrada triunfal e fazê-la ficar de boca aberta ao meu rever — Beth riu imaginando o momento. — E depois vou conversar com sua avó, e vou explicar que essa cidade esta um tanto violenta ultimamente, com essa onda de sanguessugas nos rodeando....- Elena a fitou com desdém, Beth deu de ombros finjindo não ter notado e continuou. — E por isso, tenho certeza que sua avó vai concordar comigo quando conversarmos melhor sobre o assunto -
– Concordar com o que? — perguntou Elena na frente de Bonnie. Estavam curiosas.
– Ora querida, você tem sangue de Bennett nas veias, você é uma bruxa, so precisa de prática —
Bonnie arfou, pois se lembrou de todas as vezes que tinha acontecido coisas estranhas que ela não conseguia explicar, e ela nunca contou a ninguém, pois estava com medo que achassem que ela estava ficando louca. Agora tudo fez sentido para ela.
– Eu quero !- Gritou animada. — Eu quero muito aprender — bateu palmas dando pulinhos.
– Isso so melhora a cada dia — Disse Caroline ironicamente.
Beth a olhou e riu.
– Será que sou alguma coisa também ? — perguntou Car.
– Não que eu saiba, se não eu teria sentindo quando te toquei -
Caroline bufou.
– Sou só uma humana imprestável -
– Obrigada pela parte que me toca — comentou Elena franzindo o cenho.
– Ai amiga não — Caroline riu e abraçou Elena a enchendo de beijinhos no rosto. — Não quis dizer isso — e gargalhou.
– Sim eu sei que não — Elena riu também.

As quatro fofocaram mais um monte, sobre coisas alegres, sobre as coisas tristes, sobre o retorno das aulas na terça, sobre vampiros, e Beth sempre se sobressaía sobre o assunto, falando mal deles, e contando mais um monte de coisas sobre bruxas, sobre feitiços e tudo mais. Depois de uma tarde toda e a noite chegando elas foram para a cozinha e todas ajudaram Beth a fazer a sopa, jantaram como uma família e depois Caroline e Bonnie foram embora. Jeremy e Alaric foram dormir e Beth estava dando um beijo de boa noite em Elena que ja estava deitada em sua cama pronta para dormir.
– Durma bem querida-
– Você também vó -
– Com certeza eu vou — e riu.
Elena retribuiu o sorriso e virou-se de lado apagando.