Segunda- Feira, 9:00 horas da manhã, e a família Gilbert já havia tomado o delicioso café da manha que a avó havia preparado. E já estava combinado que á tarde eles iriam ao cemitério. Passaram o resto da manhã, como uma família normal, jogando conversa fora e assistindo TV. Perto do meio dia foram almoçar em um restaurante no centro da cidade, que ficava muito perto do cemitério, depois que almoçaram foram ate la. Visitaram Carol, todos se emocionavam muito ao lembrar de todas as memórias que tiveram com Carol, todos se abalaram muito, tudo que estavam guardando no coração naquele momento não se importaram em jogar para fora, se abraçando em família e deixando as lagrimas rolarem.

– Nós compramos pra você mamãe — Disse com voz de choro deixando um vaso grande e bonito com rosas vermelhas, as flores que Carol sempre amou. Alaric passou a mão no ombro de Elena e a puxou para perto de seu peito a apertando. Jeremy estava de braços cruzados nos de Beth que acariciava seu cabelo.

Ficaram mais ou menos 1 hora ali, ja eram quase 17:00 da tarde e eles se retiravam do local, caminhando em direção do carro quando no portão de entrada deram de cara com Stefan. Elena arregalou os olhos surpresa, mas depois sorriu para ele, que retribuiu.

– Oi pessoal — cumprimentou educadamente a todos igualmente, mas abrindo aquele sorriso branco lindo diretamente e somente para Elena. A mesma corou.

– Oi — retribuiu acenando com a mão e sorrindo.

– Stefan, suponho que você sabia que eu estava aqui e veio me dar as honras não é ? — provocou Beth com um sorrisinho de deboche. — Estamos no lugar perfeito, só preciso estalar os dedos e você cai em sua cova — riu malignamente.

– Queria poder te chamar de bruxa, mas e uma pena que isso não cause efeito em você — provocou com um sorriso sínico, a mesma fechou a cara arqueando as sombrancelhas em reprovação. Stefan cruzou os braços.

– Ja chega mãe — cortou Alaric. — Bom ver você Stefan, o que faz aqui ? — puxou papo para amenizar o clima.

– Tenho família aqui — contou com um sorriso desanimado.

– Seu tio Joseph — supôs Alaric.

Stefan assentiu positivamente.

– Agora ja estávamos de saída, mas qualquer hora quero que você me mostre em que lugar que esta o túmulo dele , para que eu possa vir visitá-lo mais vezes...- Alaric se interrompeu, fitando o nada. — Éramos muito amigos antes do ocorrido — contou sem jeito.

Stefan deu de ombros, e Alaric pigarreou disfarçando.

– Bom agora temos que ir...- Dizia Alaric estendendo a mão para Stefan e o mesmo retribuiu o gesto com um sorriso simpático. Beth passou por ele com a expressão ríjida sem olhá-lo. Jeremy acenou para Stefan todo simpático, ele o adorava.

– Pai, eu queria ficar e conversar mais um pouco com Stefan — pediu Elena, implorando com o olhar para que ele deixasse. Stefan ficou surpreso mas adorou a ideia de tê-la perto dele para que conversassem mais um pouco e desta vez não em um hospital, mas num cemitério, claro que perfeito.

– Não acho que seja uma boa ideia você ficar por aí sem nós por perto — disse Alaric meio sem jeito. — E tenho que levar sua avó para o salão — contou.

– A propósito já estou atrasada graças a esse aí.. — apontou com a cabeça para Stefan,que fez de conta que nem ouviu. — Se minha manicure excluir meu horário, você Stefan vai ter que fazer as minhas unhas, e eu sou muito exigente — provocou fazendo bico.

Alaric passou a mão pelo rosto com uma expressão de lá vamos nós tudo de novo.

Stefan riu, o que a deixou mais brava.

– Olha Alaric, não precisa se preocupar, eu a levo para casa daqui a pouco — tentou Stefan. Elena arqueou as sombrancelhas para o pai esperando um sim.

– Esta bem, mas cuide bem da minha filha ok ? — pediu.

Stefan abaixou a cabeça em aprovação e deu um sorriso sem mostrar os lindos dentes.

– Se cuide querida, nos vemos depois — e deu um beijo na testa dela.

– Xau — Elena acenou para eles, menos Beth que não viu ja estava em disparada na frente deles bufando.

Elena riu sem graça. — Me desculpe pela minha avó, por todas as vezes que ela te vê e...-

– Não tem problema, isso não me afeta — respondeu.

– Sério, porque se eu fosse você ja teria avançado nela — disse rindo.

– Não eu jamais poderia fazer uma coisa dessas — disse sério.

– por quê? -

– Isso significaria que você nunca mais olharia para minha cara, e iria me odiar pelo resto da sua vida — disse. — E não quero que isso aconteça nunca — completou um pouco sem jeito.

– Uau — respondeu ela. — Essa foi...-

– Direta de mais?-

– Digamos, que sincera demais, e o que eu mais admiro em uma pessoa é isso — sorriu para ele, eles caminhavam para o túmulo do tio de Stefan.

– Agora me fala, o que aconteceu com seu tio ? — eles chegaram a frente do túmulo, e Stefan pôs uma flor sob o mármore.

– Damon o matou quando chegamos na cidade — contou sem piedade, a raiva ainda brotava em seu olhar quando ele falava sobre isso.

– Meu deus — Elena pôs a mão sobre a boca perplexa. — Mas ele era vampiro também? -

– Não ele era humano, e era o dono da mansão em que vivemos hoje -

– Mas porque Damon matou ele? Quero dizer a troco de que ? -

– Digamos que ele mentiu pra mim, e encenou por um bom tempo que queria reunuir uma parte da família que havia nos sobrado, confesso que nunca acreditei muito, mas o máximo que eu achei que ele fosse fazer era o mandar para longe, mas não, assim que chamos e o nosso tio abriu a porta ele ja quebrou o pescoço dele — Stefan assentiu negativamente lembrando da cena e fitando a foto de seu tio na lápide.

– Meu deus isso é.... -

– Uma doença — completou Stefan com a voz cheia de raiva. — Damon é doente por sangue, ele vê prazer em matar todos ao seu redor -

– Então porque ele não me matou também quando viu que eu não era Katherine?- perguntou normalmente, mas ele estremeceu com essa pergunta.

– Digamos que, ele é complicado, não acredito que ele teve pena de você, então você deve ficar o máximo possível longe dele , ele não é confiável — Stefan disse a fitando apreensivo.

Elena não conseguia acreditar em tudo isso, depois do que ele fez por ela naquele dia, todo preocupado, queria a ajudar, e no final foi apunhalado por seu pai no meio do asfalto.

– Você tem que me prometer , por favor — pediu Stefan a tirando de seus devaneios.

– Ai Stefan, você esta me olhando como meu pai agora — disse querendo aliviar o estresse ali, e por um lado não querendo prometer isso pra ele.

– Elena, não estou brincando — disse com a voz seca. — Damon é perigoso, sei do que estou falando, você precisa mesmo ficar longe dele -

– Me desculpa Stefan, mas ele se comportou de uma maneira totalmente diferente comigo aquele dia, então eu não tenho o que ter raiva dele — Eles voltavam para a saída enquanto conversavam.

– Maneira diferente como? — perguntou Stefan a parando no meio do caminho. — Ter te sequestrado ? Ele estava indo para o hospital para te entregar como uma bolsa de sangue para aquele canalha do Enzo-

– Mas não o fez esta bem? — ela estava impaciente com ele ja e ele estava ficando nervoso.

– Não Elena, ele não o fez, porque te confundiu com um amor do passado, mas e se você não fosse parecida com ela ? O que você acharia que ele iria fazer com você? Te trazer de volta pra casa ? Como fez na sexta-feira? -

– Mesmo ele sabendo que eu não era ela, ele me trouxe para casa mesmo assim, ou pelo menos tentou me trazer antes de você e meu pai chegaram o atacando -

– A me desculpe eu agora, por estar preocupado com você, e estar ajudando o seu pai a te recuperar — Stefan estava a fitando com um olhar desprezível, e ela o olhava com indignação.

– Por que você estava preocupado comigo? Você nem me conhecia -

– Mas conhecia seu pai, e meu irmão que estava metido nisso então me senti no dever de ajudar -

Elena suspirou pesadamente, e notou uma neblina repentina se formar no cemitério.

–O que é isso ? — perguntou assustada. — É dia e nem esta frio para ter neblina -

Stefan foi na frente dela em uma posição protegedora. E viram um corvo em cima da lápide de Joseph. Stefan estava bufando de raiva pois ja sabia quem era, Elena estava sem entender nada se agarrando na blusa de Stefan por trás de seus braços fortes. Quase não estava dando de enchergar mais nada ali. Quando o corvo vôou a neblina foi junto, e os dois ficaram observando aquilo sumir no ar.

– Bu — Elena ouviu atrás dela e arfou de susto se virando num pulo. — Ai meu deus, é você — disse com a mão no peito.

– Desculpe Elena, gosto de causar nas minhas entradas — disse arrogantemente e soltando um sorriso torto para ela, logo depois fechou a cara para Stefan.

– O que você esta fazendo aqui Damon ? — perguntou secamente.

– Nada, eu estava vindo visitar meu querido tio...- andou ate a lápide dele.- Quando ouvi o Stefan malvado falar muitas coisas feias de mim — encenou que estava triste propositalmente se sentando no marmóre do túmulo.

– Estou falando a verdade, para que ela saiba com quem esta lidando e do tipo que você é-

Damon semicerrou os olhos e fez um bico.

– Humm...- pôs a mão no queixo.- Acho que Elena não concorda com você não é ? — Ele concentrou seu olhar controlador nela, a mesma recuou sem saber o que falar, estava engolindo seco e olhou para Stefan rapidamente.

– Deixe a fora disso — disse Stefan secamente.

– Não não — acenou com o dedo indicador com um sorriso irônico. E 1 segundo ele estava a frente de Elena, e sentiu ela ir pra trás de susto, ao mesmo tempo Stefan pôs o braço dele na frente de Damon fazendo uma barreira.

– Vai embora — ordenou Stefan.

– E se eu não quiser? Vai acabar comigo aqui na frente da Elena? Ambos sabemos que você nunca me venceria pois me alimento de sangue humano enquanto você estripa coelhinhos indefesos pela mata — o provocou. — Se você visse o Stefan matar aqueles pobres peludinhos que estavam apenas pulando pelo verde da mata querendo voltar para suas mamães e...-

– Ja chega — gritou Stefan, aquilo ecôou.

– Ah Stefan me deixe acabar a historia, para ela ver como você é malvado também, ah e ja que vocês estao tão intimos ultimamente, você ja deve ter contado para ela aquele ano que você perdeu sua humanidade e deixou uma longa e sangrenta trilha de corpos estripados por toda cidade que você passava...- acentiu negativamente com um sorriso de você começou agora aguenta. Stefan o pegou pela gola da blusa e o atirou para longe por cima das lápides.

– Não, meu deus — gritou Elena.

– Isso não nos machuca por mais de 5 segundos — disse a ela que estava de boca aberta.

– Vem vamos sair daqui, vou te levar pra casa — disse pegando ela pelo braço, mas Damon surgiu num flash e a agarrou pela cintura e envolveu seus braços no pescoço dela.

Stefan paralisou.

– Damon, solte ela — disse calmamente. — Você não esta pensando direito -

– Claro que não , eu acabei de cair a mais de 5 metros de altura e bati a cabeça, graças a você maninho — provocou. — O que acontecer com ela vai ser culpa sua -

– Eu sei que você não quer ferí-la — tentou novamente tentando se aproximar lentamente.

– Não você não sabe oque eu quero, aquele dia fiquei meio hipnotizando quando a ví e fiz coisas que eu nunca faria, mas hoje é diferente, vou me divertir matando ela na sua frente -

– Não Damon, por favor não — pediu Elena sentindo as lágrimas escorrerem pelo seu rosto com toda uma agressividade. Ele amoleceu um pouco por dentro quando a ouviu implorar para que não a matasse, e no fundo ele sabia que não queria fazer aquilo, mas no momento ele só pensava em se vingar do Stefan .

– O seu problema é comigo — gritou Stefan impaciente. — Ela e so uma garota Damon, deixe ela ir, não seja um covarde novamente —

Damon alongou o pescoço com um olhar assassino,e largou Elena com força no chão, em meio segundo ele quebrou o pescoço de Stefan e sumiu dali. Ela se levantou correndo e gritou assustada, pois pensou que ele havia morrido, ela ainda não sabia que para matar um vampiro tinha que arrancar a cabeça fora ou deixa-lo por muito tempo com uma estaca ou alguma bala de madeira no coração. Ela pôs Stefan em seu colo e chorava em cima dele.

– Stefan acorde — pedia aos prantos. — Me desculpa, me desculpa, você estava certo o tempo todo, ele é um monstro — falava trincando os dentes e com raiva no olhar.

Ja era quase 19:00 da noite, ele ainda não havia acordado depois de meia hora, e Elena achava que ele estava morto, estava inconformada e com os olhos inchados de tanto chorar. O seu celular tocou mas ela nem deu bola, provavelmente era Alaric atrás dela, mas o que ela falaria? "Alô pai estou com Stefan e ele esta morto, estou sozinha no meio do cemitério quando as criaturas começam a sair para caçar", não com certeza não era um boa ideia. Ela passou a mão pelos cabelos do Stefan, quando sentiu ele se mover, e abrir os olhos devagar.

– Ai meu deus, você esta vivo — gritou de felicidade e o abraçou.

– Sim, acho que esqueci de te contar esse detalhe, humanos apenas brigam , mas vampiros para se vingar da família quebram os pecoços, principalmente Damon esse é o hobbie dele — disse de mau humor.

– Me desculpe, você estava certo, ele é um monstro, nem um pouco confiável, vou me manter longe dele — disse Elena decidida, so oque ela sentia por Damon era raiva naquele momento, depois de tudo que ele havia dito para ela a ponto de matá-la ali.

– Tudo bem, ele engana a qualquer um, você só foi mais uma de suas quase vítimas, completamente —

Ela assentiu positivamente, e eles estavam se levantando, ela pegou o celular e viu que a chamada era de Alaric discou o número.

– Oi pai -

– Elena onde voce esta?- ele esta aflito e Stefan estava escutando tudo, outro detalhe de que ela não sabia ainda.

– Me desculpe pai, não ouvi porque fomos tomar um sorvete e tinha muita gente la dentro so vi agora que saímos de lá... Stefan esta me levando para casa — mentiu mas foi convincente.

– Ah meu deus que alívio — disse. — Ok, então, se cuidem —

– Sim, bye — respondeu e desligou o celular. Logo respirou fundo.

– Temos que ir — disse, ele acentiu positivamente e sairam dali. Entraram em seu Áudi TT.

– Nossa que carrão — parabenizou Elena.

– Obrigado — respondeu Stefan rindo.

Ele a levou de volta para o hotel.

– Obrigado por hoje e me desculpe por mais cedo eu estar duvidando de você- disse sem jeito.

– Tudo bem, eu que devo me desculpar por ter sido tão grosso com você, é que quando se trata de Damon eu não consigo me controlar -

– Tudo bem, eu entendo — disse carinhosamente. — Bom agora eu preciso ir, obrigado pela carona e por tudo mais — sorriu para ele e ele retribuiu.

Ela saiu e fechou a porta do carro, num piscar de olhos ela viu Stefan em pé na sua frente.

– Ai que susto... o que você...- começou a falar mas foi interrompida quando Stefan agarrou sua cintura a prensando contra o corpo dele e a envolveu num beijo ancioso, e terno. Ela não sabia mais oque pensar naquele momento, a única coisa que sentiu foi que devía retribuir aquele beijo com toda a paixão que ela estava sentindo. Depois de uns 3 minutos quase a deixando sem ar, ele separou seus lábios carinhosamente e a fitou com um sorriso sem graça. Ela corou.

– Me desculpe eu não consegui me controlar...- pediu Stefan os separando vagarmente.

– Não, eu que me desculpo — disse ela.

– Se desculpar pelo oque? Você não fez nada...- soltou um sorriso torto.

– Mas vou fazer...- ela o fitou ternamente e juntou seus lábios novamente, ele ficou surpreso com a atitude dela, mas ficar surpreso não significou que ele não tenha amado. Ele correspondeu a envolvendo mais perto de si e em seus braços fortes que Elena quase sumia no meio.

– Oi cunhado — gritou Jeremy da porta do hotel.

Eles levaram um susto e se desgrudaram na hora envergonhados.

– Jer ! — gritou Elena.

– Desculpa, papai me pediu para te esperar aqui e subir junto com você —

Stefan deu de ombros e riu.

– Tudo bem vai lá com a sua família agora — disse carinhosamente, ela sorriu envergonhada.

– Ok, nos vemos amanhã? — perguntou pra ele.

– Suas aulas começam amanha certo?-

Ela assentiu positivamente.

– Passo por lá então —

– Promete? —

– Sim — ele deu um grande sorriso de orelha a orelha pra ela.

– Ok então... ate amanhã Stefan...- e acenou dando xau, ele acenou de volta e antes de entrar no carro fez sinal de beleza para Jeremy.

– Xau Stefan — gritou Jeremy todo animado.- Não acredito que meu cunhado é um vampiro — disse todo animado. Stefan ouviu de dentro do carro e riu dando a partida.

– Fica quieto, se você abrir a boca sobre isso pro papai...- apontou o dedo indicador na cara dele o ameaçando.

– Tudo bem, não vou falar nada... -

Ela suspirou aliviada.

– Nem pra vovó? -

– Você quer morrer? — o intimou com um olhar quase de assassina.

– Eu acho que entendi, não ta mais aqui quem falou, é melhor nos subirmos...- disse com a voz trêmula dando um sorriso forçado.

– Melhor assim — disse Elena satisfeita dando um peteleco na cabeça dele.