Entre os mundos

3 Um pedaço de um novo mundo


Notas iniciais
Como será quando nosso casal vai reagir ao se encontrar? Pessoas, muito obrigada as lindas que colocaram minha fic com os favoritos rsrs obrigadas lindass e outra, agradeço pelos comentarios e aquelas fantasminhas que não comentaram, eu vou ser paciente rsrsrs Boa leitura, e desculpe pelos erros de português, meu pai formatou o Pc e não estou com o corretor ortográfico boa leitura!!!

Um barulho que me pareceu um trovão me fez despertar de repente.
Dor.
Era a unica coisa no qual eu me concentrava, abri os olhos devagar e a fumaça tomava conta o avião de forma assustadora, desprendi o cinto e tentei me levantar e se não fosse pelo acento do avião, tenho certeza que teria caído, olhei para meus pés. o meu salto já era, tirei os sapatos e fui em direção a cabine.
meu coração quase parou de bater quando constatei que a parte da frente do avião havia desaparecido,como se tivesse sido carrancada do resto. desci cuidadosamente, havíamos ido parar na floresta que eu havia visto mais cedo pela janela, o chão estava congelante e as folhas pareciam laminas dispostas e me cortar.
peguei meu celular e tentei alcançar algum sinal.
– merda — murmurei.
foi quando notei que meu dedo mindinho estava virado numa posição estranha e que eu não sentia dor provavelmente pelo frio que estava a minha volta. o grito mais apavorante do planeta saiu da minha garganta, nunca havia quebrado uma unha na vida, imagine um dedo. uma vertigem tomou conta do meu corpo.
coloquei a mão na cabeça, e ela saiu molhada de um liquido gosmento e viscoso. sangue. isso explicava a dor. eu estava com frio, medo, machucada, e ainda precisava descobrir se o piloto estava vivo, para que eu pudesse mata-lo. Que ideia ouvir uma atris mimada feito eu.
caminhei por um bom tempo naquele matagal até encontrar alguma forma de vida, não que fosse o tipo de vida que eu realmente estava procurando, alguns esquilos, uns ratos, eu acho, e algumas outras coisas que eu não sei o nome, sou uma atris, não uma bióloga.
– senhorita Sulivan — ouvi quase como um miado.
E comecei a correr, desesperada em direção a voz.
– onde você está? — gritei.
– senhorita Sulivan — ouvi de novo, dessa vez mais de perto.
corri não me importando com os cortes que meu pé estava sofrendo, só precisava saber que minha irresponsabilidade não havia afetado aquele homem a ponto de realmente machuca-lo e que minha carreira não seria afetada por isso, estava escuro, mais dava para ouvir o chiado baixo que o motor fazia soltando vapor.
Ao chegar a parte da frente do jato,abri a porta da frente e lá estava ele, seu cinto de segurança o havia mantido devidamente protegido contra a queda, mais como ele havia se arrastado um bom pedaço junto com a cabine havia vários machucados distribuídos por seu rosto, cabeça e braços.
o ajudei a se levantar e o coloquei para fora.
– você está bem? — o vi tentando se firmar do lado de fora.
– sim — ele respondeu fraco.
deixei minha mão boa cair pesadamente sobre seu rosto machucado.
– seu cretino idiota — gritei — você quase me matou, você faz a minima ideia de como minha vida é importante para a sociedade?
ele não me respondeu, no lugar de sua voz ouvi sua voz um trovão quebrou o céu de forma medonha.
– me tire daqui — mandei — agora.
– o radio não funciona senhorita, acredite eu já tentei- ele falava com dificuldade aparente — acho que teremos que andar até a rodovia e pedir uma carona, ou se preferir esperaremos um resgate.
uma chuva gelada e forte começou a cair sobre nós de forma impetuosa.
– vamos achar um abrigo — falei junto com o raio que cruzou o céu.
– não acho que encontraremos alguma coisa apropriada — o piloto me seguia mancando — poderíamos ficar na cabine mais o teto já era.
continuei andando e ignorei o fato de achar que ele tinha razão, minha roupa era cara demais para ficar na chuva.
– você ainda não me disse como foi que conseguimos sobreviver — estava congelando debaixo do sobretudo — afinal, caímos de avião.
– quando notei que estávamos caindo comecei a descer o avião — ele falava batendo os dentes — quando os motores falharam, não estávamos muito distante do chão, mas tive que manejar direito, afinal aquela queda ainda poderia ter-nos matado.
Uau, impressionante, mais eu nunca diria isso a ele.
olhei uma arvora grande e lustrosa bem a minha frente, me parecia um carvalho e era obvil que estava oca perto das raízes, dava para notar o buraco entre as samambaias, sorri correndo naquela direção.
– senhorita o que vai fazer? — ele perguntou no mesmo momento em que eu me abaixava na arvore.
– não é obvil? — era estranho como me pareceu quente e aconchegante ali em baixo.
– não deveria estar ai — ele insistiu — arvores atraem raios.
– não me importo -revirei os olhos — ou eu morro de hipotermia ou eletrocutada, a segunda opção me oferece um abrigo, se eu fosse você procuraria um também.
cheguei mais para trás e fui me recostar no tronco, mas senti um puxão no estomago, como se alguém tivesse prendido um anzol ali e me puxado com violência.
luzes coloridas começaram a piscar diante dos meus olhos até a sensação ficar insuportável, me obrigando a fecha-los.
E de repente, quando eu os abri, já não estava mais embaixo da arvore, e a chuva se fora, mesmo sendo obvil que eu estava na mesma floresta. Me sentei devagar sentindo uma tontura horrível tomar conta do meu corpo, pus a mão na testa, ainda estava sangrando.
– ai — murmurei.
– levante-se devagar, se não quiser ter uma flecha atravessada na cabeça.
O tom de voz autoritária, rouca e um tanto sexy me fez ficar alerta, não era o piloto. Levantei a cabeça devagar, na minha frente havia uma homem extremamente alto e diga-se de passagem, lindo, ele deveria ter de 1,90 a dois metros de altura, ele usava calças que me pareciam de pele de algum animal e era elaboradamente presa a sua cintura estreita, assim como suas botas que chegavam até o joelho, seu peito trabalhado estava nu, e ele era forte de um jeito que deixaria qualquer personal trainer morto de inveja, havia varias cicatrizes em seu peito mostrando que ele costumava lutar e também algumas tatuagens que não se parecia não nada que eu já havia visto e seu rosto, seu lindo rosto era a coisa mais perfeita desse mundo, com certeza, suas maçãs eram bem torneadas sob um queixo quadrado e másculo, sua boca carnuda e em forma de coração era um convite ao erotismo, seus olhos eram verdes de uma forma exótica e brilhante, mas de tudo, o que eu mais amei foi seu cabelo, dourado como ouro, caia livremente até seu ombro passando levemente o contorno.
Suas feições eram total e completamente perfeitas, de tal modo que me deixava fascinada, eu poderia ter me apaixonado de imediato, se não fosse a flecha que ele apontava diretamente para minha cabeça.
levantei as mãos devagar, demonstrando paz.
–ca-calma — murmurei — eu só estava me escondendo da chuva.
– o que é você ?- ele me ignorou.
meu deus, como eu amei aquela voz, tinha certeza que me conseguiria me fazer gozar só com a voz.
– me-meu nome é...é mikaella sulivan.
– não perguntei seu nome mikaella sulivan — ele pareceu tensionar mais o arco — quero saber sua especie, não me parece com nada que eu conheça.
– como assim o que eu sou? — fiquei confusa -sou humana idiota, como você.
– sinto desaponta-la mikaella sulivan — ele levantou a cabeça e seus cabelos de sol se mexeram, revelando orelhas pontudas e grandes- mas creio que sejamos de especies diferentes.
– você...Você é um...um -A palavra parecia presa na minha garganta — um elfo?

– sou — ele respondeu simplesmente — e você uma humana, não creia que isso vai me impedir de mata-la.

ele se aproximou, me pegando pelo braço com força.

então eu apaguei.

Notas finais
Gente linda, o capitulo está curtinho porquê minha irmã quer fazer um trabalho...mas espero que gostem, eu não curti muito ele mas....Até a próxima!