Notas iniciais
Pessoas lindas que comentam minha fic, obrigada. fico muito feliz com cada comentário e cada favoritação ( essa palavra não existe) com certeza é um ótimo incentivo. Bem vamos a mais um cap e lá em baixo vou explicar algumas duvidas que com certeza vão surgir rsrsrsrsrs bye

– vamos lá minha querida – uma voz doce me despertou – sei que estar acordada, abra os olhos.

Pensei sinceramente em continuar fingindo, mas acabei abrindo os olhos.

Na minha frente estava uma…uma daquela espécie, mas ela era linda, era alva, de corpo esguio e cabelos brancos que lhe chegava a cintura, como uma cascata de neve e seus olhos eram de uma amarelo ouro vivo, a sua maneira era a mulher mais bonita que eu já havia visto.

Ela sorriu para mim de um jeito sincero e afetuoso, que quase me fez esquecer as orelhas deformadas.

– oi – murmurei.

– como se sente? – ela se sentou no...

Olhei em volta. O local em que eu estava parecia um ninho de passarinho visto de dentro, toda a estrutura era feita de cipó, ou algum tipo de madeira fina, toda a estrutura parecia ter sido trançada em forma oval, e o que eu estava deitada me parecia uma cama rustica, porem bem elaborada.

Num canto havia um banco feito de um tronco de madeira, alguns utensílios de casa.

– é eu sei – ela tocou meu braço e era estranhamente quente – é tudo novo pra você.

Me afastei.

Ela levantou os braços em rendição.

– meu nome é Brisa e o seu?

– mikaella – respondi desconfiada.

Quem se chama Brisa hoje em dia?

Ela sorriu de forma doce, não sei o porquê, mas ela me inspirava confiança, seus olhos me diziam que ela era o tipo de pessoa que se podia contar todos os meus segredos.

– cuidei dos seus ferimentos, como está se sentindo?

Levantei minha mão esquerda, meu dedo estava exatamente como deveria estar, como se nunca tivesse sido quebrado, tateei a cabeça surpresa ao constatar que ali também não havia machucados.

– o que você fez? – comecei a mexer o mindinho freneticamente.

– eu sou uma curandeira – Brisa agitou as mãos como se aquilo fosse incrível – que bom que ajudei.

– obrigada – agradeci sinceramente.

– está com fome? É claro que esta, venha, vamos comer algo.

Me levantei com cuidado, com medo de ainda ter algo fora do lugar, me surpreendendo com as roupas que eu usava, era como um vestido leve e transparente, apenas meus seios e minhas partes intimas estavam cobertas por uma espécie de couraça de ferro, o resto era parcialmente coberto pelo tecido leve que não se parecia com nada que eu já havia vestido, ele era verde água e eu me apaixonei instantaneamente.

– é lindo – murmurei.

– é meu – ela abriu a porta de madeira – mas já que gostou agora é seu.

Sai atrás dela, e assim que passei pela porta perdi a fala, quando disse que pareia que estávamos num ninho não sabia que realmente era o que rolava, estávamos numa espécie de arvore gigante, a centenas de metros do chão, e uma escada grossa, de aparência bem solida ligava todos os galhos com uma teia de aranha e em cada galho que era grosso o suficiente para duas pessoas andarem lado a lado havia um ninho igual aquele no qual me encontrava.

Brisa pegou meu braço e dessa vez deixei que ela me levasse de forma gentil pela rampa de madeira, até o chão, onde havia uma fogueira gigante, com grandes panelas de barro penduradas em cima dela e vários... vários elfos sentados em sua volta, me aproximei e eles na hora pararam de rir e conversar e de repente me olharam como se eu fosse uma espécie de aliem e talvez eu fosse mesmo.

– venha – ela se sentou num tronco de arvore caído e apontou para o lado. – sente-se comigo.

Me sentei olhando a fogueira, e tive a certeza que eu estava sendo fuzilada com os olhos, que em algum lugar atrás de mim algumas dezenas de pessoas me encaravam...quer dizer, elfos, havia uma grande distância de onde estávamos sentadas e de onde eles estavam, se afastaram imediatamente de nós.

Brisa voltou com uma tigela que me pareceu ser uma casca de coco, só que mais funda e lisa, senti o aroma dos legumes e aquilo me deu água na boca.

– não tem uma colher?

– Uma o que? – ela franziu a testa branca.

– esquece – levei a tigela até a boca, o gosto era maravilhoso. Ela me ofereceu o que me pareceu um galho que havia sido afiado, e eu tinha certeza que aquilo que estava espetado nele era um esquilo, neguei com a cabeça sentindo meu estomago embrulhar.

Depois de alguns minutos os elfos começaram a me ignoram e voltaram a cantar e a sorrir, era uma cena bonita de se ver, vários elfos, de cabelos diferentes e de formas variadas, cantando, com suas vozes de sinos e risos contagiantes.

Ouvi um rugido vindo da floresta o que realmente não me parecia de nem um tipo de animal.

Senti um frio na espinha.

– o que é isso? – perguntei.

Vi o sorriso de Brisa falhar por um segundo.

–Bem, Aaron não ficou muito contente com sua vinda para cá. Mas não se preocupe, ele fica irritado o tempo todo.

– Aaron?

– sim – seu olhar se iluminou – o elfo que salvou sua vida.

– você quer dizer aquele que queria me matar na floresta?

– bem, sim – seu olhar se dirigiu para as arvores – mas depois que tentou te matar ele salvou sua vida, então o primeiro ato não conta.

Ele surgiu da floresta, não com as roupas que eu havia encontrado, dessa vez ele usava calças do mesmo tipo de couro, e uma espécie de jaqueta que me parecia uma couraça de ferro, como se ele tivesse acabado de sair de uma batalha, era sem mangas, deixando seus braços, bem trabalhados e fortes a mostra, seu cabelo dourado estava preso em uma trança todos o olharam quando chegou, sua forma imponente e forte, lançava uma aura a uma metro de distância dele em todas as direções.

Só que não parecia feliz, seu rosto de serafim, estava tensionado em uma linha dura, e seus olhos verdes estavam apertados em uma fúria contida.

Brisa se levantou de forma graciosa e pegou outra vasilha, dessa vez levando-a até ele.

Ela se ajoelhou na frente dele e sussurrou alguma coisa, ele virou a cara e respondeu de qualquer jeito, ela colocou a mão em seu peito e sua mão começou a emitir uma luz azulada.

Levei um susto, mas todos ali pareciam achar aquilo totalmente normal.

Nessa hora ele virou em direção ao seu rosto e respondeu olhando nos olhos dela.

Brisa pareceu ficar satisfeita e se levantou, dando a volta por seu corpo e começou a soltar seus cabelos dourados, massageando levemente a têmpora e a nuca enquanto ele bebia a sopa.

Depois de alguns minutos ela veio em minha direção.

– venha, vamos conhece-lo – ela puxou minha mão.

– espera brisa eu já...

Parei na sua frente e aquela doçura que ele parecia ter por ela desapareceu assim que ele pós os olhos sobre mim.

– oi – murmurei.

–mikaella sulivan – sua voz rouca fez com que eu me arrepiasse.

Que merda, por que eu tinha que sentir meu corpo responder ao dele ao mínimo reconhecimento.

– é só mikaella.

– Então, só mikaella – ela disse de forma sarcástica – quando pretende ir embora?

–Aaron – Brisa ralhou – pare com isso, Enantiomorfos disse que ela poderia ficar.

– ainda estamos discutindo isso brisa.

– o que quer dizer?

– Aaron está discutindo se você pode ficar...

– o que acontece se eu não poder?

Ele sorriu para mim de uma forma assassina.

Meu coração começou a bater feito louco,

Em toda minha vida nunca acreditei que aquilo poderia ser real, fadas monstros, bruxas, aquilo não fazia parte da minha vida, eu sempre aprendi que isso era apenas uma fantasia.

Corri na direção oposta, não sei em que exato momento comecei a correr, só sei que entrei naquela floresta o mais rápido que consegui e corri o mais rápido que pude, queria voltar àquela arvora, ela precisava me levar de volta, não importava como, eu tinha que voltar ao meu mundo, em que essas fantasias não existiam, em que eu era uma estrela e era paparicada o tempo todo.

Meus pés pareciam mais ágeis com aqueles sapatos, eram leves e me faziam correr com bastante desenvoltura.

Não sei quantas vezes cai, não estava acostumada a correr de verdade, só que já estava cansada daquela fantasia, precisava encontrar...

Meus pés instintivamente pararam de correr e eu estava ouvindo uma música suave, eu tinha que ir naquela direção, por que não pensei nisso antes?

É claro, aquela voz, era um som incrivelmente melodioso, e eu sabia que precisava escutar aquele som de mais perto.

Caminhei entre as arvores e sob a luz da lua pude ver uma menina sentada sobre uma pedra, ela era uma garotinha tão inocente, ela cantava de forma melodiosa e linda. Quando dei por mim a havia água até minha cintura, ela estava em um rio e eu estava adentrando nele, sem me importar.

A música era tão linda que dava pra chegar um pouco mais perto.

Senti algo puxando meu pé para baixo e senti meu corpo afundar, mas embaixo d’água era uma visão ainda melhor da menina de cabelos dourados.

O ar começou a me faltar, e comecei a sufocar, meu corpo pedindo por um ar que não chegava, tentei sair debaixo d’água mas a menina pulou dentro do rio e sorriu de forma doce, eu estava me debatendo mas não conseguia subir, ela se aproximou e com a mão fiz um gesto que precisava de ajuda, senti suas mãos diminutas alcançarem meu pescoço e me empurrar mais para baixo.

Seu sorriso desapareceu quando a água atrás de si foi tingida de vermelho, mas pode ter sido apenas alucinação, pois comecei a sentir a água adentrando em meus pulmões.

Tive a leve impressão de estar saindo do rio e de ter lábios esmagando os meus e de repente o ar que eu tanto queria chegou até meus pulmões.

Respirei com dificuldade a comecei a tossir de forma incessante cuspindo água e tudo estava girando ao meus redor.

– você está bem?

Aquela voz, abri os olhos e Aaron estava em à minha frente, seu cabelo dourado estava molhado e escorrendo, ele respirava descompassadamente.

Uma nova onda de tosse se apoderou de mim.

– obrigada – respondi sinceramente.

– olha humana – ele se pós pé a minha frente – Você vai aprender que não é só por que eu quero que você vá embora ou que morra, que eu seja a coisa mais perigosa dessa floresta

De alguma forma, sabia que ele não estava mentindo.

– venha, vamos voltar – ele começou a andar.

Virei para traz o rio que quase havia me matado era realmente lindo, e mesmo agora, com manchas vermelhas tingindo a água e um corpo pequeno boiando na superfície.

Notas finais
Então, respondendo a suas perguntas mentais, a garota no rio Não era uma humana, no próximo capitulo vou explicar melhor sobre esses seres, mas pra não mata-los de curiosidade, na mitologia eslava, ou russa essa "mulheres ou meninas" aprecem na beira dos rios e lagos, cantando, atraindo suas vitimas até o rio e quando chegam lá elas os afogam, tipo a nossa lenda da yara ok rsrsrs by até a próxima...Comentem, o que acharam? e do Aaron??