Entre os mundos

12 O que eu não quero.


Notas iniciais
catnipeeta suaa linda, obrigada pela recomendação, eu adoreiiii....esse capitulo é dedicado especialmente a você, espero que goste... Pessoas eu estava sem criatividade e não sei se ficou muito legal, maaaaaaaas...vamos lá neh:?!

Aquele beijo estava esquentado.

Eu estava deitada no ninho e Aaron estava apor cima de mim, com aquela sua aura poderosa clamando por sexo duro, mas a pequena parte consciente da minha cabeça me lembrou que eu não poderia está fazendo aquilo, ainda tínhamos algumas coisas para resolver.

Com a maior relutância que existe empurrei Aaron de leve, ele poderia ter passado a vida inteira ali se quisesse, mas acho que ele notou que minha aura havia mudado, pois saiu de cima de mim imediatamente, seu peito descia e subia rapidamente com a falta de ar.

– fiz alguma coisa errada? — ele perguntou.

– não – me sentei – esse é o problema você é bom demais.

– não entendi.

– Brisa – falei simplesmente.

Seu rosto se apagou um pouco, percebi que ele também sofria por não poder retribuir aos sentimentos dela, ficamos em silencio por alguns minutos sem nos olhar.

– eu a amo mikaella sulivan – ele finalmente se sentou ao meu lado – mas não do jeito que ela me ama, eu daria qualquer coisa para ama-la, qualquer coisa, mas não posso.

Ele queria amar ela?

Me levantei.

– então é melhor nem começarmos uma coisa que não vale a pena.

– começarmos? – ele levantou a cabeça, seus cabelos loiros estavam especialmente bonitos hoje – o que você acha que começamos aqui? Não é como se fossemos ficar juntos.

Como sempre ele usava a ignorância para afastar os outros.

– por favor Aaron – pedi – não faça isso.

Ele ficou ponderando alguns segundo.

– desculpe – foi tão baixo que quase não ouvi.

Uma batida na porta e me assustou, olhei naquela direção esperando a porta ser arrombada e um esquadrão aparecer para me condenar por um quase adultério.

– Mayaan – era a voz de folha – por que está trancada? Me deixe entrar, preciso te mostrar uma coisa.

Olhei para Aaron e ele já estava de pé, abriu a pequena janela com cuidado sem fazer barulho, me aproximei e ele pegou minha cabeça, encostando sua testa na minha, e sem dizer nada ele se foi.

Respirei fundo algumas vezes na esperança de acalmar minha respiração e abri a porta para um folha sorridente que trazia em suas mãos uma trouxinha que se mexia de forma incessante.

– o que é isso?

– um presente – ele colocou a trouxinha onde minutos antes Aaron esteve sentado — a mãe dela morreu essa manhã e consegui pega-la antes dos outros.

Me aproximei para ver o diminuto filhote de Guepardo que tentava se livrar dos panos que a envolvia.

– que coisinha mais linda – me ajoelhei na frente dela e o pequeno animal começou a chupar meu dedo – ela está com fome.

– parece que sim – ele se abaixou ao meu lado – cuide dela Mayaan, a mãe dela estava doente, morreu essa manhã, já levei a brisa e parece que ela não passou a doença para o filhote.

O barulho de um trovão estourou no ar.

Era a primeira vez que choveria desde que cheguei aqui.

– vou chama-la de chuva – sorri – foi o que me trouxe aqui afinal.

– que seja chuva então – ele se levantou – vou pedir a uma das elfas que fazem a comida para de deem algo para ela comer.

Ele se foi, voltando alguns minutos depois com uma pequena vasilha com leite, nós colocamos em frente à minha pequena chuva e ela bebeu tudo rapidamente.

– é de capivara – ele explicou – mas vai servir.

Era a coisa diminuta mais linda que eu já havia visto, tão pequena com aquelas manchas pretas e as lagrimas que desciam de seus olhos.

– Mayaan – ele pegou minha mão – o que ouve com o presente que te dei?

Coloquei a mão sobre a testa eu jurava que ela estava ali, me lembrei que Aaron havia pego para olhar mas não tivera a chance de devolver.

– acho que deixei cair – menti como uma boa atriz – eu prometo que vou encontra-lo, deve ter dado trabalho.

– claro – pela primeira vez ele não parecia convencido – encontre-o, realmente deu trabalho.

Me levantei rapidamente, talvez mais rápido do que gostaria.

– o que foi?

– não é nada – ele deixou os cabelos brancos cobrirem os rosto.

Aninhei chuva no colo e me aproximei dele.

– sabe que pode me contar qualquer coisa.

– é que talvez eu esteja...gostando de você – ele levantou a cabeça – e não quero que você vá embora.

Senti um pontada no peito, isso não era justo.

– Folha – eu o abracei – você e sua irmã foram as melhores coisas que já me aconteceram, mas não sei se pertencer a esse mundo é o que eu quero.

– esperei que fosse dizer isso – ele sorriu com as covinhas – mas prometi a Aaron que convenceria você a ficar, só por que ele não te quer aqui.

Serio mesmo? Não me pareceu isso quando estava me agarrando agora a pouco, como ele podia dizer que não me queria aqui, me fazer acreditar que gostava pelo menos um pouco de mim e depois simplesmente querer que eu vá embora.

– preciso fazer uma coisa – inventei – pode cuidar de chuva por uns instantes?

– claro – ele a pegou nos braços – eu fico com ela.

Sai do meu ninho, precisava encontra-lo, já estava cansada daquela palhaçada, que coisa injusta.

Procurei por toda a aldeia e não o encontrei, perguntei as elfas que estavam trabalhando se alguma delas já haviam visto ele mas nem uma o vira. Então percebi que eu sabia exatamente onde ele estava, atravessei a aldeia em direção a pequena floresta que havia no fundo, coloquei a palma na rocha que escorria água e girei levemente, exatamente como ele fizera, ela se moveu dando passagem ao jardim, e lá estava ele sentado entre as flores fluorescentes.

–Aaron – chamei.

Ele se virou para mim sobressaltado, com a lança apontada na minha direção.

– Mikaella sulivan – ele a guardou novamente.

Pude ver seu olhar de espanto quando parti pra cima dele e soquei seu peito com força, não teve grande efeito, mas fez ele prestar atenção em mim.

– qual o seu problema? – olhei bem fundo naqueles olhos verdes – você fica dizendo para todo mundo que não me quer por perto, que eu sou a escória, que não se importa comigo, não quer nem tentar me conhecer para ver se sou realmente uma boa pessoa, a única coisa que você quer é que eu parta e deixe seu mundinho em paz, porem salvou minha vida duas vezes e não negou meu beijo, não é mesmo? Pelo contrário você lidou bem com a situação, então olha bem pra mim e me diz, qual o seu problema?

Ele ficou parado lá como um idiota, isso só fez com que minha raiva amentasse, me virei pra ir embora.

– eu não gosto de você – ele falou finalmente – não te quero por perto, não te quero na minha vida mikaella sulivan.

Virei pra xinga-lo e notei, pela primeira vez que não era aquilo que ele queria dizer, estava escrito nos olhos dele.

– não te quero no meu mundo — ele continuou – não quero que você não queira ir embora, não quero que escolha a mim, não quero beijar você a cada maldito minuto e principalmente, não quero que fique.

Ele se aproximou de mim e pegou minha cintura com violência, colando nossos corpos, nossa diferença de altura ficava mais evidente desta forma.

– por que mentiu para mim esse tempo todo?

– achei que se eu ficasse falando que queria você longe eu acabaria acreditando – ele acariciou meu rosto – mas você não é o tipo de pessoa que se possa esquecer.

– eu queria poder ficar com você – murmurei.

– quero que fique comigo – ele levantou minha cabeça – fique comigo essa noite.

– não posso, você não pode, Brisa ela....

Ele pós a mão na minha boca.

– sinto muito por brisa, mas não viver o que eu sinto por você não vai me aproximar dela, não me aproximou todos esses anos.

– mas... – tentei protestar.

Mas ele se aproximou e perdi o a capacidade de pensar.

– fique comigo – ele pediu de novo – por favor.

– eu vou primeiro –avisei – vou até sua toca.

Meu coração estava saltado quando sai do jardim, eu me senti como uma adolescente fugindo dos pais para namorar, tentei passar despercebida. Todos estavam cuidando de seus afazeres e eu esperava que não notasse meu rosto corado ou ouvisse meu coração batendo como um passarinho, tive que me desviar de Sunshine algumas vezes, aquela elfa parecia estar em todos os lugares. E deu graças a deus por não me encontrar com brisa, acho que teria desistido se a visse.

Entrei no ninho dele com meu peito aos pulos.

Aaron entrou pela janela, sorrateiramente, ele estava sério e veio pra cima de mim com tudo, me puxando pela cintura. Eu estava tão nervosa que nem parecia que fazia isso o tempo todo enquanto atuava, pois isso aqui á a vida real.

– tem que parar de entrar pela...

– shiiii...- ele puxou meu lábio inferior com a boca – mikaella sulivan, hoje eu quero fazer amor com você.

Quando ele colou sua boca na minha, ouvi do lado de fora, a chuva chegar!

Notas finais
O proximo capitulo vai ser quente kkkkkkkkkkk e gente no próximo também vou explicar o que eles fizeram no acampamento, lá na arvore, que tinha esquecido de contar rsrsrs até.... PS: agradeço as favoritações