Notas iniciais
Biaaaaaaaaaaaaaaa sua linda, muito obrigada pela recomendação essa capitulo é dedicado a você sua lindaa. até te deixo namorar o Aaron agora kkk Gente espero que gostem, eu não ando me sentindo bem, mas me esforcei pra não deixar chato, espero que gostem.

Abri os olhos devagar tentando focar em algo a minha frente.

Eu estava no ninho.

“Merda” pensei “eu dormi com ele?”

Olhei em volta, era o ninho de Brisa. Me levantei, eu estava plenamente vestida, só que a roupa era outra. Abri a porta e todos pareciam ter voltado aos seus afazeres, como se não tivesse rolado uma baita festa noite passada.

– Mayaan – uma das elfas se aproximou de mim, a primeira vez que uma elfa nova falava comigo – estou praticando arco e flecha vem comigo?

Ela tinha cabelos castanhos repicados como uma fada, o que deixava suas orelhas a mostra.

De algum jeito, senti que eu queria realmente fazer isso, era capaz de fazer o que eu quisesse, como Aaron havia dito, era apenas uma questão de esforço.

Concordei com a cabeça e peguei meu arco e a aljava, havia vários elfos treinando naquela manhã, e todos sorriram para mim e me cumprimentaram com a cabeça.

– qual dos alvos você vai querer?

Olhei para eles e me pareceram mais perto do que de costume, dava pra ver, para partícula de pó que a brisa suave levantava.

– minha visão melhorou? – fiquei admirada.

– o que quer dizer?

– estou enxergando muito melhor – murmurei – consigo ver mais nitidamente.

– o milagre de ser tornar um ser da floresta – ela sorriu – está se tornando uma de nós.

Só tinha uma forma de saber, peguei um flecha e mirei no alvo, respire, respire fundo, me lembrei.

Soltei a flecha e fechei os olhos.

Soube que havia acertado quando os gritos de parabéns começaram, abri os olhos e minha flecha estava fincada no centro.

– isso – gritei – consegui.

Comecei a fazer minha dancinha da vitória.

Eu sou demais, eu sou demais.

Treinei por mais duas horas seguidas apenas para testificar que eu realmente conseguia acertar os alvos com uma facilidade incrível.

Avistei Aaron, com os outros caçadores, ele estava carregando um javali nos ombros e seus companheiros carregavam outros tipos de animais exóticos.

Me aproximei dele devagar.

– Aaron – cumprimentei – bela caça.

– Agora fala comigo mikaella sulivan – aquele deboche nunca saia do rosto dele.

– o que está dizendo – sorri de modo provocativo – nos entendemos bem ontem à noite.

– como assim? – ele franziu a testa — a última vez que nos vimos ontem foi quando me mostrou sua inutilidade no arco e flecha.

– mas e na cerimônia? – ele estava tentando subestimar minha inteligência – está de brincadeira?

– mikaella sulivan não fui a sua cerimônia — ele pegou o javali e foi se juntar aos seus companheiros – fiquei na floresta a noite inteira.

O que? Não é possível. Por que ele estava mentindo assim? Fingindo que nada aconteceu?

– espera – corri até ele – você está me dizendo que não me viu na noite na minha cerimonia?

– se quiser confirmar pergunte aos meus caçadores mikaella sulivan – ele deu de ombros – confirme se quiser.

Me lembrei do liquido que um caçador dera para mim beber, mas é claro que eu não havia fantasiado o que acontecera, ele realmente me beijou, isso não era fantasia. Não é?

Senti um calafrio na minha espinha, será mesmo que eu havia imaginado aquilo?

Corri em direção ao ninho de Brisa, ela estava lá ajudando uma elfa a curar o tornozelo.

–Brisa –chamei.

– sim querida – era incrível vê-la curando alguém, ver a magia escapando da ponta de seus dedos – prontinho.

– você me viu entrando no ninho ontem à noite?

– claro – ela sorriu – veio comigo.

Merda, então havia mesmo sido um sonho.

Não acredito que ando tendo sonhos parcialmente molhados com aquele idiota.

O som de algo que me parecia uma trombeta me despertou de repente, Brisa arregalou os olhos e correu para fora, eu a acompanhei.

Do lado de fora todos os elfos estavam correndo de forma desesperada.

– Brisa o que é isso?

– os gorngans – ela murmurou – pegue sua arma, temos que ajudar.

Peguei meu arco e minha aljava e desci correndo, o que ela tinha como gorngans eram seres enormes que me lembravam um dos porcos que vira Aaron apanhar essa manhã, a diferença era que eles mediam mais quase três metros de altura, tinham as presas saltadas para fora da bocarra e os olhos de cobra, eles tinham caldas com ferroes enormes.

– o que eles querem?

– comida – ela respondeu.

– na floresta não a comida o suficiente?

– sim, mas só aqui existem elfos.

Eu até iria perguntar o que ela queria dizer, mas um deles pegou a elfa que falara comigo essa manhã a e colocou numa bolsa que havia na frente de sua barriga.

– não – gritei.

Peguei minha flecha.

– cuidado – Brisa colocou a mão sobre meus ombros –não acerte ela.

Foi quando os caçadores chegaram, eles portavam seus instrumentos celestiais, por assim dizer, era incrível a forma em que eles trabalhavam, a forma em que eles abatiam aqueles seres era incrível, Brisa pegou sua adaga da cinta e foi ajuda-los.

O gorngan que estava com a elfa se assustou com a entrada dos caçadores e fugiu, junto com os outros, merda ela precisava de ajuda.

Corri atrás dele com o intuito de ajuda-la, mas de repente senti algo se apoderando de mim de forma assustadora.

O medo.

Mas não de forma como eu estava acostumada, era algo crescente que tomava meu corpo e me fez parar, vi o terror se apoderar de mim quando ele entrou na floresta e desapareceu nas sombras junto com ela, ouvi seu grito, distante e agoireiro.

Senti as lagrimas descendo por meu rosto.

Eu não consegui, não consegui salva-la, nem conseguia me mexer naquele momento.

– mikaella sulivan – aquela voz – você está bem?

– não sei com quem está falando Aaron – tentei me levantar, me desequilibrando. – meu nome não é mais mikaella.

Ele me pegou.

– ela se foi – comecei a chorar de novo – e eu nem sabia o nome dela.

– isso as vezes acontece mikaella – ele também parecia triste – os gorngans são tudo aquilo contra o que lutamos.

– “eu não sou a coisa mais perigosa dessa floresta” – repeti o que ele me dissera certa vez.

– exatamente – seu olhar se perdeu na orla– vamos voltar, se não te darão como morta também.

Aaron me acompanhou até o acampamento em silencio.

– por que não consegui me mover?

– pelo que me parece você já não é tão humana – ele respondeu a contragosto – e o medo paralisa você como a nós, o medo enfraquece, machuca, mata.

– entendi – murmurei.

– e alias, o nome dela era luar, os deuses diziam que ela era suave.

Folha chegou perto de mim, por alguns instantes ele não disse nada, apenas olhou em meus olhos e então pegou minhas mãos, tocou minha testa com a sua e por fim, para minha surpresa ele me beijou, não um beijo apaixonado de dois amantes, apenas um leve roçar de lábios.

– o que está fazendo? – me espantei.

– senti sua dor – ele parecia triste – estava partilhando dela.

Ah...

Foi a única coisa em que pensei.

Depois disso todos começaram a arrumar as coisas, eles pareciam estar arrumando uma pequena homenagem para a luar.

Várias luzes flutuantes estavam acesas e elas soltavam suaves músicas, como um pequeno tinido.

Eles começaram a cantar numa música suave numa língua desconhecida e as luzes começaram a subir de forma suave, enchendo o céu como um milhão de estrelas.

Era incrível, até seus funerais eram belíssimos.

Senti outra lágrima descendo pelo meu rosto.

Eles eram meu povo agora, e vê-los morrer não era algo agradável.

Notas finais
Como eu prometi capitulo passado, agora podem me matar...e ai? foi um sonho kkkkkk ou não? PS: um minuto de silencio pela morte da luar, obrigada!!!