Entre os mundos

9 Rumo ao acampamento das flores.


Notas iniciais
Gente desculpe pela demora, mas é que eu não melhorei e meu pai vendo que eu estou doente deveria me deixar ficar mas no pc...não ele diz que se eu ficar muito vou me estressar ....kk só ele... Bem ai está... espero que gostem... agradeço a que favoritou minha historia mais uma vez. e leitoras novas, bem vindas!

Nós vamos para o acampamento das flores você vem? – Brisa me chamou enquanto comia.

– acampamento das flores? – bebi minha sopa – onde é isso?

– é o acampamento em que as meninas solteiras aprendem a se tornar boas elfas e esposas – ela sorriu – estou precisando colocar meus modos em dia.

– Ah por favor – zombei – me diga o motivo real de tudo isso, você não se importa com etiqueta, você é a perfeição em pessoa.

– não acredita? — o jeito como ela sorria a entregava – tem razão, nosso acampamento foi descoberto então as mulheres iram ficar alguns dias com as mais jovens, para que os machos refaçam a proteção.

Concordei com a cabeça, fazia um semana que nós havíamos sidos atacados, e os caçadores dobraram a guarda, mas parecia que para eles não era o suficiente então precisávamos nos preparar para partir.

O que era meu se consistia em uma bolça de couro pequena em que eu coloquei meus vestidos e minhas botas, mas ajudei Brisa a arrumar as coisas dela, as roupas, os sapatos, os utensílios de cura, ela precisava de bastante espaço.

Aquela noite quando nos deitamos eu não consegui dormir, o grito de luar ficava ecoando por minha cabeça como o barulho de mil unhas arranhando um quadro negro, eu a via, todas as noites, sendo torturada, comida viva, ela precisava de mim, ela chamava por mim, e era horrível a sensação de me sentir completamente inútil, eu podia ajudar, precisava ajudar.

Quando amanheceu eu estava com olheiras profundas.

– não dormiu durante a noite? – Brisa se sentou do meu lado.

– precisamos fazer alguma coisa – murmurei – luar ainda pode estar viva, ela ainda pode...

– Mayaan – ela tocou meu braço – sinto muito, mas depois que eles os levam, não sobrevivem para ver o dia, o que acontece com eles não é uma coisa boa.

– eles comem voc....eles comem a gente?

– sim – vislumbrei seu rosto murcha – mas não da carne Mayaan, eles se alimentam de nossas almas, por assim dizer, eles tiram nossa magia, sem isso não morremos imediatamente, mas sofremos as últimas horas de nossas vidas.

Ah... então era isso, meu coração se apertou.

– mesmo que você a ajudasse ela não iria querer continuar viva.

Concordei de leve.

– venha – ela saiu da cama – as memorias dela já estão perante os deuses.

Quando descemos pela teia já havia muitas mulheres esperando pelo resto da caravana.

Algumas se aproximaram, mas por causa dos caçadores que estavam chegando da orla da floresta, Enantiomorfos estava entre eles e Aaron não parecia feliz, como sempre.

– minhas queridas – o ancião cumprimentou – será uma pena ficar tanto tempo ser ter suas belíssimas faces, mas temos que mantê-las seguras.

Elas murmuraram em descontentamento, e eu entendia o motivo, elas, nós queríamos ajudar, não éramos guerreiras também?

– pelos menos deixe-me ir também – Brisa insistiu – posso ajudar nas patrulhas e posso ajuda, caso haja algum ferido.

– não – Aaron interrompeu – não vou permitir que você se machuque.

As outras elfas se afastaram instantaneamente como se já tivessem visto isso antes, me afastei também, mas fiquei perto o suficiente para ouvir.

– brisa você não vai – ouvi Aaron reclamar – não posso deixar.

– E eu não posso deixar que você acabe se machucando e não tenha ninguém para te ajudar, eu não suportaria te perder Aaron.

Vi quando ela encostou a testa na dele e acariciou seu cabelo dourado, um ódio imenso se apoderou de mim e então se foi, Brisa havia me dito que era uma prometida, e na época eu não soube do que ela estava falando, mas agora tudo se encaixava, ela e Aaron eram amigos desde crianças, quando cresceram Brisa se apaixonara por ele, mas ele ainda não havia retribuído o sentimento.

De repente me senti uma intrusa de novo, eu estava me apaixonando por um elfo que não deveria ser meu. Brisa havia sido maravilhosa pra mim desde que cheguei, e de que forma eu estava retribuindo?

– Mayaan? – Folha me viu chorar – ainda preocupada com luar? O espirito dela está perante os deuses minha primavera.

– eu sou muito burra – limpei o rosto de forma brusca – e apaixono pelo cara mais idiota do mundo, não consigo nem salvar nem uma das nossas eu não me adapto, folha eu nunca vou sair daqui.

– ei, ei – ele me abraçou de repente e estar em seus braços me pareceu tão aconchegante – calma, calma, é claro que você se adaptou aqui, já faz parte de quem somos, você consegue, tenho certeza.

– está me dizendo isso para que eu me sinta melhor – fiz um bico.

– estou – ele sorriu, formando covinhas em ambas bochechas – e está funcionando?

– está sim – sorri – obrigada folha.

seus olhos dourados deixavam seus cabelos alvos tão lindos.

– folha – Aaron chamou rispidamente – estamos partindo.

– sim senhor – ele me largou e foi em direção aos outros caçadores.

Aaron me olhou por alguns instantes.

– então...você vai com as outras elfas.

Serio? Essa foi o jeito que ele arrumou de iniciar uma conversa?

– parece que sim – murmurei – estou indo.

Me virei em direção ao posto de espera mas senti uma mão quente segurar meu pulso, me virei para encarar aquelas orbes verde, ele estava perto demais.

– tome cuidado mikaella sulivan – aquela voz rouca me deixou arrepiada – eu não sou a coisa mais perigosa dessa floresta.

Quase sorri com a repetição.

– depois do jeito que o vi lutando – me soltei – duvido muito.

Nós caminhamos o dia inteiro e aquilo quase me matou, literalmente, a parte da caminhada era um ponto que ainda tínhamos que trabalhar, nunca senti tanta falta do meu jato.

Já estava anoitecendo quando finalmente chegamos ao acampamento, eu poderia descrever detalhadamente o nosso trajeto até lá, mas para mim eram, arvores, mato, arvores, mato, e não se esqueça dos tropeços que eu sempre dava.

Quando a caravana parou, não notei nada além da floresta que seguia, mas profundamente.

Só que Brisa tocou no tronco de uma linda cerejeira e disse alguma coisa em sua língua mãe, e o tronco se dividiu em dois dando passagem ao acampamento.

– Mayaan –Ela me chamou assim que ia passar pelo portal.

Droga, droga, ela sabia, sabia que eu descobrira que ela amava Aaron.

– folha pediu para te dar isso.

Me pareceu um cordão trançado, peguei e olhei de perto, tinha uma pequena folha de madeira esculpida na ponta.

– é lindo – sorri.

– se usa assim – ela pegou de minhas mãos e colocou na minha testa, ele prendia firmemente. – ficou linda.

– obrigada.

– venha – ela me puxou pela mão – tenho tanto a te mostrar.

Vi a cerejeira se fechar, deixando daquele lado da floresta um elfo que definitivamente eu teria que esquecer, sempre fui egoísta em minha vida, eu sempre vim primeiro, mas agora, sou totalmente incapaz de quebrar o coração de Brisa.

Preciso ir embora.

Notas finais
E ai??? Tadinha dela neh?! puts eu sou má... O que vocês fariam se estivessem no lugar da Mikaella???