Notas iniciais
Heeey, voltamos! Desculpem a demora, eu sei que vocês estavam ansiosas! A música do capítulo é Let Her Go - Passenger. Leiam ouvindo a música, hein! https://www.youtube.com/watch?v=Ginx7WKq5GE

POV Klaus

Hoje faz cinco anos que eu mandei Caroline embora de New Orleans, da minha vida e da vida de Hope para sempre. O fato de que ela tentou matar a minha filha nunca parou de me assombrar, embora Rebekah sempre tenha insistido que algo muito grave tenha acontecido com ela.

Hope está cada dia mais parecida comigo, não só fisicamente, mas também tem o meu temperamento. Ela e Hayley não são muito próximas. Hope é mais apegada a Rebekah do que a qualquer outra pessoa. Todos os dias e todas as noites ela pergunta onde está a tia Caroline, que colocava o pijama da Barbie nela, que dava beijos de boa noite e lia histórias de princesas. Uma vez Hayley tentou faze-la esquecer de Caroline, mas Rebekah ficou furiosa.

(Well you only need the light when it's burning low

Only miss the sun when it starts to snow

Only know you love her when you let her go

Only know you've been high when you're feeling low

Only hate the road when you're missin' home

Only know you love her when you let her go

And you let her go)

(Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo

Só sente falta do sol, quando começa a nevar

Só sabe que a ama quando a deixou ir

Só sabe que estava bem quando está se sentindo pra baixo

Só odeia a estrada quando está com saudade de casa

Só sabe que a ama quando a deixou ir

E você a deixou ir)

Flashback ON

Três anos atrás...

Hayley e eu estamos tendo a noite de pais, estamos tentando fazer Hope dormir, embora eu tenha certeza de que Rebekah está bem atrás da porta observando se estamos fazendo tudo direito. Ela tem um sentimento muito maternal pela minha filha, já que ela praticamente a criou.

–- Mamãe, eu não quero esse! – Hope reclama quando Hayley pega o pijama de bolinhas azuis na gaveta.

–- Hope, veste logo esse pijama! – ela fala.

–- Não, eu quero o da Barbie! Eu não vou vestir nenhum outro!

–- O pijama da Barbie já está pequeno em você, temos que comprar outro dele.

–- Não, mas foi a tia Car que me deu! Eu quero aquele!

Hayley se aproxima e olha nos olhos dela. Suas pupilas começam a dilatar.

–- Esqueça a Caroline, você nunca a conheceu, você nunca a viu e ela não significa nada para você.

Hope parece atordoada. Hayley fez o que eu não tive coragem de fazer. Como um furacão, Rebekah entra no quarto e sai puxando Hayley pelo braço. A discussão delas pode ser ouvida do outro lado do mundo, mas eu fecho a porta e ajudo Hope a vestir o pijama da Barbie. Ela pede que eu conte uma história e me pergunta:

–- Papai, você conhece alguma princesa de verdade?

–- Eu já conheci, há muito tempo.

–- E como elas eram?

–- Muito bonitas. Elas usavam vestidos grandes e cheios de brilho, moravam no palácio... – e assim continuou a história até Hope dormir.

Rebekah e Hayley continuavam discutindo quando saí do quarto.

–- Quem você pensa que é para fazer isso? Você tirou a minha autoridade na frente da minha filha!

–- Você, Hayley Marshall, não tem o direito de faze-la esquecer da Caroline! Não faça isso de novo ou eu arrancar a sua língua e não duvide, porque eu faço mesmo! – Rebekah olha para mim – E você seu idiota! Estou falando com você, Niklaus! Por que deixou aquilo acontecer?

É claro que a discussão durará por horas e horas.

Flashback OFF

A hipnose de Hayley não funcionou, nem a de Elijah, nem mesmo a minha. Ela não pode ser hipnotizada por nenhum de nós. Assim que fez um ano e meio, ela começou a tomar as próprias decisões. A primeira foi que não queria mais que seu quarto fosse junto com o Hayley. Mandei escolher um quarto e ela escolheu “o quarto que era da tia Car”, porque assim ela poderia ficar com a Caroline todos os dias. Desde que mandei Caroline embora o meu ressentimento aumenta a cada batida do meu coração. Quando eu li a carta que ela havia deixado, eu quase desabei.

(Staring at the bottom of your glass

Hoping one day you'll make a dream last

But dreams come slow and they go so fast

You see her when you close your eyes

Maybe one day you will understand why

Everything you touch surely dies)

(Olhando para o fundo do seu copo

Esperando que um dia faça um sonho durar

Mas sonhos chegam devagar e passam muito rápido

Você a vê quando fecha os olhos

Talvez um dia você entenda porquê

Tudo o que você toca, certamente, morre)

Flashback ON

Cinco anos atrás...

Caroline foi embora ontem e só consegui voltar hoje para casa. O cheiro e a presença dela ainda estão aqui. Eu reluto em abrir a porta do meu quarto, que também era o quarto dela, mas quando finalmente abro, vejo que ele está intacto. Entro no closet e todas as roupas dela estão ali, pelo menos todas as que eu comprei. No banheiro ainda repousam os perfumes e hidratantes sobre a pia. Há um bilhete no travesseiro dela. Respiro fundo várias vezes, já com o bilhete na mão, mas não consigo abri-lo. Eu nunca pensei que fosse chorar por causa de uma mulher ou por causa de qualquer outra coisa, mas sim, eu estou manchando todo o papel com as minhas lágrimas. Abro.

Klaus,

Eu acho que você não sabe, mas eu tomo verbena. Eu espero que um dia você entenda que a culpa daquilo não foi minha, eu realmente não sei o que aconteceu, é como se eu tivesse apagado e depois tivesse acordado quando a Hayley estava me mordendo. Eu não queria que a Hope tivesse medo de mim, não queria que o Kol e a Rebekah estivessem bravos comigo e nem que o Elijah achasse que eu sou uma assassina. Eu não queria que ninguém estivesse com raiva de mim, nem com pena, muito menos você. Acho que vou seguir o seu conselho e vou conhecer o mundo, mas nunca vou me apaixonar de novo, isso é impossível, você é o meu amor épico. Eu queria que você estivesse comigo.

Até algum dia. Ainda amo você,

Caroline Anne Forbes

PS: Always and Forever.

Culpa. Morte. Mentira. Família. Assassina. Amor. Épico. Eternidade. Essas são as palavras que vem na minha cabeça. Como sempre, os móveis sofreram a minha ira.

Flashback OFF

No ano passado, Bonnie e Davina fizeram contato de New York, o que deixou Kol apreensivo, achando que Davina iria falar com ele. Elas, com a ajuda de um novo bruxo que se chama Kaleb, entraram em contato com a avó morta de Bonnie e descobriram que naquele dia havia alguém na cabeça da Caroline, que não foi ela que tentou matar a minha filha e o pior, essa pessoa ainda tem livre acesso à mente de Caroline. Kaleb conseguiu um feitiço que pode bloquear esse contato, mas para isso eles precisam da Caroline e essa está perdida pelo mundo. Coloquei todos os meus vampiros atrás dela, mas está sendo muito difícil encontra-la, já que ela parou de atender as ligações de Rebekah e não manda mais e-mails para os amigos. Damon e Elena vão toda hora viajar para tentar encontra-la, mas nunca trazem nenhuma notícia. Stefan e Katerina estão morando em Paris há anos. Ele a transformou de uma forma... Como foi que ela disse no e-mail que fez questão de me mandar? Ah sim, de uma forma cheia de glamour. Ela pulou da torre Eiffel e acordou em transição, em uma cama de hotel em frente ao Louvre.

(But you only need the light when it's burning low

Only miss the sun when it starts to snow

Only know you love her when you let her go

Only know you've been high when you're feeling low

Only hate the road when you're missin' home

Only know you love her when you let her go)

(Mas, você só precisa da luz quando está escurecendo

Só sente falta do sol, quando começa a nevar

Só sabe que a ama quando a deixou ir

Só sabe que estava bem quando está se sentindo pra baixo

Só odeia a estrada quando está com saudade de casa

Só sabe que a ama quando a deixou ir)

De: Katherine Pierce

Para: Niklaus Mikaelson

Oi Klaus,

Agora que somos amiguinhos tenho a liberdade de te mandar notícias minhas, não é? Pois bem, caso você queira saber, sou uma vampira maravilhosa novamente. Stefan me transformou de um jeito cheio de glamour, na cidade mais maravilhosa do mundo. Tudo que tenho para dizer é que pulei da torre Eiffel e acordei em um hotel em frente ao Louvre.

Qualquer dia iremos te visitar e te contarei tudo em detalhes. Mandarei presentes para a sua filha no dia do aniversário.

PS: não deixe que ela seja como você! ;)

PS2: você foi um idiota de ter deixado a Caroline ir embora, todo mundo sabe que ela não faria aquilo.

Até daqui a alguns séculos, Klaus.

Eu sairia para procurar a Caroline pessoalmente. Se não fosse a minha, se não fosse a cidade que eu tenho para tomar conta e que amo demais para deixar nas mãos de Elijah e Hayley. Rebekah é pior ainda, se eu saísse e voltasse um mês depois era capaz de eu encontrar New Orleans com um parque de diversões no meio feito só para Hope. Falando em Hope, hoje é o primeiro dia dela na escola. Sim, escola. Hayley e Rebekah acharam que seria bom para ela conviver com outras crianças, fazer amizade e ter uma infância normal. Bem lá no fundo eu até concordo, mas confesso que acho que não estou pronto para que ela cresça. A escola vai estar sendo vigiada, obviamente, mas isso não me impede ir lá de 5 em 5 minutos para ver como ela está.

É nessas horas que me sinto mais arrependido de ter mandado Caroline embora sem nem ao menos tê-la escutado. Ela saberia o que fazer e com certeza Hope concordaria com qualquer coisa que ela dissesse. Eu não sei se Rebekah sempre quer me ver pior, mas outro dia ela me mostrou uma coisa em seu celular, um mês depois da partida de Caroline.

Flashback ON

–- Nik, diga-me, como você pode ter tanta certeza de que a Caroline realmente faria aquilo? De que a Hayley não está tendo só uma crise de ciúmes por ela ser a mãe menos amada da história?

–- Porque ela fez, Rebekah! Ela, Caroline Forbes, a única mulher que eu amei e que demonstrou algum afeto por mim, tentou matar a minha filha!

–- Ela não faria isso, Nik! Ela me deixou uma carta, ela me contou!

–- Ela também me deixou uma carta, Rebekah, mas isso não prova nada!

–- Vocês dois! – Elijah nos interrompe – Já chega com essa gritaria! Será que todos os dias da nossa eternidade serão assim?

–- Elijah... – Rebekah tenta argumentar, mas Elijah ainda não acabou mais um de seus discursos.

–- Estou falando, Rebekah. Kol nunca está em casa, quando chega está bêbado ou completamente sujo de sangue, eu já parei de contar quantas vezes tive que sair para esconder a trilha de corpos que ele deixa até o nosso jardim. Rebekah, você está sempre discutindo com todos, quase matou a Hayley inúmeras vezes e Hope vai acabar ficando igual a você se não parar de deixa-la mimada. Niklaus, você não superou a partida dela e está descontando isso em todos da sua própria família. Você e Kol vão acabar com a humanidade se em cada saída que vocês derem matarem todas essas pessoas. Chega disso! Essa é a família que você queria, Niklaus? Essa é a família que você queria, Rebekah? Mesmo depois de tudo, estamos em crise por causa dela, então Niklaus, ou você a esquece, ou você sai por aquela porta e vai busca-la.

Olho para Elijah, depois para Rebekah e percebo que ela está chorando. Ela passa e esbarra no meu ombro de propósito, mas antes atira seu celular em mim.

–- Olhe Nik! Olhe para essa foto e diga que essa pessoa tentou matar a sua filha. Só fique ciente de que nesse dia, elas estavam sozinhas em casa, oportunidade é o que não faltava.

Encaro a foto e vejo Caroline dormindo com Hope no colo em um sofá. Em volta delas há vários brinquedos e ela segura minha filha protetoramente, para que ela não caia, já que ela devia ter poucos dias de vida quando essa foto foi tirada.

Flashback OFF

(Staring at the ceiling in the dark

Same old empty feeling in your heart

Love comes slow and it goes so fast

Well you see her when you fall asleep

But never to touch and never to keep

Because you loved her to much

And you dive too deep)

(Olhando para o teto no escuro

O mesmo velho sentimento de vazio em seu coração

O amor chega devagar e passa muito rápido

Bem, você a vê quando dorme

mas nunca para tocar e nunca para deixar

Porque você a amava muito

E você mergulhou muito fundo)

–- Eu vou te achar, sweet. Eu juro que vou.

POV Caroline

Há quase 70 meses eu conheci a garotinha que mudou a minha vida para sempre. Hope. Ela foi e ainda é a minha esperança. Os nove meses que passei com ela e com Rebekah me fizeram ver a vida de uma maneira muito diferente. É claro que eu já via as coisas diferentemente desde que virei vampira, mas ela mudou tudo. Ela me fez ver que Klaus tinha um lado bom, que até mesmo Hayley tinha um lado bom e que a família tão temida de Originais ainda tinha salvação. Ela me fez lembrar o quão apaixonada eu sempre estive por Klaus, mas achava que ficar com ele seria errado por conta dos meus amigos.

Desde que eu “tentei matar a Hope” e Hayley tentou me matar, eu não paro de pensar em como foi que isso aconteceu. Fui embora com Bonnie, Davina e os outros para New York. Recebemos notícias de que Katherine e Stefan estavam felizes em Paris. Bonnie e Davina não tiveram sucesso em descobrir o que estava acontecendo comigo, mas Bonnie se ligou a mim, caso a pessoa que pega meu corpo emprestado se manifestasse. Após dois meses junto com elas e sem nenhum resultado, resolvi me afastar, já que eu era um perigo constante para todos à minha volta. Simplesmente deixei um bilhete e parei de atender as ligações de Rebekah.

Flashback ON

Hoje decidi ir embora, não sou uma pessoa confiável, não sou um porto seguro e não sou a mesma Caroline. Desde que Klaus não acreditou em mim e me mandou embora eu achei que minha vida tinha acabado, mas preciso continuar outro caminho para descobrir o que realmente está acontecendo, ou tirar o meu anel no deserto do Saara e acabar com a minha miserável existência, já que a pessoa que eu mais amo nesse mundo deve estar com medo de mim.

Eu amo todos vocês, Bonnie, Jeremy, Elena, Davina, Stefan, Matt e até mesmo Damon e Katherine, vocês mudaram a minha vida, mas por favor, não me liguem, não tentem me encontrar, eu não vou voltar enquanto não resolver isso ou acabar de vez. Eu prometo que se eu optar pela segunda coisa eu voltarei para me despedir. Eu não queria que fosse assim, mas quem disse que ser um ser sobrenatural hoje em dia é fácil?

Adeus,

Caroline

Flashback OFF

(Well you only need the light when it's burning low

Only miss the sun when it starts to snow

Only know you love her when you let her go

Only know you've been high when you're feeling low

Only hate the road when you're missin' home

Only know you love her when you let her go)

(Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo

Só sente falta do sol, quando começa a nevar

Só sabe que a ama quando a deixou ir

Só sabe que estava bem quando está se sentindo pra baixo

Só odeia a estrada quando está com saudade de casa

Só sabe que a ama quando a deixou ir

E você a deixou ir)

Naquela tarde fria de Outubro deixei o bilhete em cima da bancada da cozinha, junto com o meu celular e a chave do carro de Stefan que eu estava usando. Peguei minha única mala e saí em direção ao aeroporto.

Flashback ON

Chego no aeroporto e como já estou com meus documentos nas mãos, vou direto para o guichê de passagens.

–- Boa tarde, senhora.

–- Boa tarde... – leio seu crachá – Caitlin.

–- Como posso ajuda-la?

–- Eu gostaria de um voo internacional.

–- Para onde, senhora?

–- Para qualquer lugar, mas o voo tem que sair agora. – ela me olha meio assustada enquanto procura no computador – Não se preocupe, não estou fugindo da polícia, eu só preciso recomeçar, perdi meu namorado, meus amigos e minha filha postiça.

–- Ah eu sinto muito mesmo... – ela começa a tagarelar que também terminou o namoro no mês passado, mas eu olho em seus olhos.

–- Não diga nada, apenas faça logo a impressão da minha passagem, eu também tenho pressa.

Ela me entrega meus documentos e minha passagem.

–- Obrigada, agora esqueça que estive aqui.

Vou caminhando pelo aeroporto apenas com a minha bolsa, já que a minha mala já foi despachada pela tal Caitlin tagarela. Quando me dou ao trabalho de olhar o meu destino vejo na passagem:

PASSAGEIRO: CAROLINE ANNE FORBES

IDENTIDADE: 201.365.458-7

SAÍDA: AEROPORTO INTERNACIONAL DE NEW YORK

DESTINO: AEROPORTO INTERNACIONAL DE LONDRES

VOO: 64752 PORTÃO: 24 HORA: 18:00

Flashback OFF

(And you let her go

And you let her go)

(E você a deixou ir

E você a deixou ir)

Fiquei sete meses na Inglaterra. Conheci tudo por lá. Era divertido, cada hora eu estava em uma cidade diferente, morando em uma casa abandonada diferente... Teria sido tudo ótimo, se eu não estivesse sozinha. Um dia, quando estava em Londres com a minha vizinha, Sra. Turner, que estava compelida, passei em frente à uma joalheria e vi uma pulseira dourada que me chamou atenção por não ter pingentes como as outras, apenas uma miniatura do Big Bang.

Acabei comprando a pulseira e a vendedora me disse que daria para colocar vários outros pingentes nela. Na mesma hora eu pensei em Hope e como ela ainda era pequena para usa-la. Eu iria esperar ela crescer e depois voltaria uma última vez à New Orleans no dia de seu aniversário, apenas para deixar a pulseira lá. Na semana seguinte fui embora da Inglaterra e me aventurei na Espanha.

Flashback ON

Acabo de chegar em Madrid e não faço ideia de onde vou passar a noite. Ainda ando com uma única mala, então resolvo parar em um restaurante, assim posso me alimentar de um jeito normal e pedir informação. Paro no D.O.N e um garçom rapidamente vem puxar a minha cadeira e me atender.

–- Buenas noches, señora, lo que usted quiere? (Boa noite, senhora, o que deseja?)

–- Buenas noches, primero me gustaría algo de información. (Boa noite, primeiro eu gostaria de uma informação.)

–- Soy todo oídos. (Sou todo ouvidos.)

–- ¿Dónde puedo encontrar un buen hotel? (Onde posso encontrar um bom hotel?)

–- Tiene el hotel Gran Melia Fenix​​, que es más clásico y el Vincci Capitol, que es más moderno. Estos son los mejores de la Gran Vía. (Tem o hotel Grand Meliá Fenix, que é mais clássico e o Vincci Capitol, que é mais moderno. Esses são os melhores da Grand Via.)

–- Gracias... – leio seu crachá – Antonio. Ahora me puedes traer una buena paella? (Obrigada, Antonio. Agora você pode me trazer uma boa paella?)

–- Ciertamente, señora. Excusa. (Certamente, senhora. Com licença.)

Depois da minha maravilhosa paella tipicamente espanhola, concentro-me em achar os hotéis que Antonio me indicou. O primeiro que vejo é o Grand Meliá Fenix e como não quero mais andar, paro nesse mesmo.

Flashback OFF

('Cause you only need the light when it's burning low

Only miss the sun when it starts to snow

Only know you love her when you let her go

Only know you've been high when you're feeling low

Only hate the road when you're missin' home

Only know you love her when you let her go

And you let her go)

(Pois você só precisa da luz quando está escurecendo

Só sente falta do sol, quando começa a nevar

Só sabe que a ama quando a deixou ir

Só sabe que estava bem quando está se sentindo pra baixo

Só odeia a estrada quando está com saudade de casa

Só sabe que a ama quando a deixou ir

E você a deixou ir)

Minha temporada na Espanha durou mais ou menos seis meses. Logo na primeira semana que estive lá, me concentrei em achar uma joalheria e comprar outro pingente para a pulseira que eu apelidei de “pulseira mundial”. Acabei comprando um globo terrestre para a pulseira com “España” gravado atrás dele. Não importava quantos lugares eu fosse, quantas pessoas eu conhecesse, quantas joias eu comprasse, quantas culturas eu descobrisse, eles nunca saíam da minha mente.

Klaus. Hope. Bonnie. Elena. Rebekah. Matt. Mãe. Damon. Stefan. Katherine. Davina. Jeremy. Kol. Elliot.

Depois da Espanha segui para a Áustria. Depois disso conheci Alemanha, França, Bélgica, Itália, Rússia, Dinamarca, Holanda e Suíça. Nunca criando vínculos, nunca fazendo amizades, nunca me apaixonando e sempre morando em casas em locais isolados. Isso não condiz com a personalidade da Caroline que saiu da faculdade, que adorava festas e agitação.

Agora aqui estou eu, morando em uma casa no alto de uma montanha na Finlândia, um dos países mais frios do mundo. Por incrível que pareça, eu gosto daqui. Não há outras casas por perto, eu até reformei essa que estou morando. Estou aqui há dois meses. É uma casa de dois andares, típica de família, coberta de neve e com enfeites de natal, já que a alguns quilômetros daqui fica a cidade do Papai Noel, onde eu vou às vezes, ver as crianças brincarem e fico pensando em como Hope gostaria de brincar aqui, fazer bonecos de neve, ver o bom velhinho, ganhar presentes, jantar em frente à lareira...

Por falar em Hope, a pulseira dela está quase pronta. Há pingentes de todos os lugares da Europa, mas eu ainda não tive tempo de comprar um daqui. Não saio muito de casa, nesses dois meses só saí três vezes. Duas fui até a cidade do Papai Noel e a outra fui comprar comida e assaltar o banco de sangue do hospital.

Algumas vezes por ano, como no natal, no dia das mães, no dia das crianças e no aniversário de Hope, eu me pergunto como ela está. Os outros também me fazem falta, ontem mesmo foi aniversário do Matt, há dois meses foi o de Bonnie e nem um cartão eu pude mandar, assim eles me encontrariam seria bem difícil. Difícil perceber que as pessoas que você mais ama estão melhores sem você, ainda mais com um continente e uma montanha de distância.

Em todos esses anos só uma pessoa sabe onde estou, só uma pessoa fala comigo regularmente, só uma pessoa se “relaciona” comigo. Ele viajou para os Estados Unidos, mas sabe que eu estou na Finlândia, disse que vai vir pra cá logo. Enzo e eu temos alguma coisa complicada. Ele me irrita as vezes, mas é um bom amigo... Até tentamos algo umas três vezes, mas eu não me apaixonei e desde então ele tem me ajudado. Ele é a única pessoa que tem o número do meu celular e quando ele toca, já dá para saber quem é, como agora.

–- Enzo. – atendo.

–- Hey gata, muito frio aí?

–- Eu não sei se você se lembra, mas eu sou uma vampira, não sinto frio.

–- Viu? Mais uma vantagem para se manter isolada, você pode morar no alto de uma montanha quase na Antártida e não vai sentir nada.

–- Cale a boca, Enzo. Eu preciso de você aqui, tenho que te pedir uma coisa.

–- Acho que senti uma malícia nessa frase.

–- Apenas venha. Logo.

–- Estarei aí em breve com muitas garrafas de vodca finlandesa. E antes que você pense em perguntar... Sim, eu tenho algumas notícias do híbrido Original.

–- Estou esperando. Tchau.

('Cause you only need the light when it's burning low

Only miss the sun when it starts to snow

Only know you love her when you let her go

Only know you've been high when you're feeling low

Only hate the road when you're missin' home

Only know you love her when you let her go

And you let her go)

(Pois você só precisa da luz quando está escurecendo

Só sente falta do sol, quando começa a nevar

Só sabe que a ama quando a deixou ir

Só sabe que estava bem quando está se sentindo pra baixo

Só odeia a estrada quando está com saudade de casa

Só sabe que a ama quando a deixou ir

E você a deixou ir)

Notas finais
Não nos matem! Home Sweet Home da Caroline: http://www.giachini.com/images_papel/4ddee261b68c18460599bf9754d20e19.jpg Pulseira da Hope: http://static.blogo.it/viajandaun/7/7be/pulseira-principal-432x280.jpg Caroline viajada! E a pulseira da Hope? Own! Enzoline? Ecaaaa! Klamille? Mais eca aindaaa! Comentem, comentem, comentem! Beijinhos, Vampira Original e Dudaa.