Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope

22 O gelo está ficando mais fino


Notas iniciais
Heeeey voltamos! Música do cap: The Ice Is Getting Thinner - Death Cab For Cutie https://www.youtube.com/watch?v=Gxx6K5tIuOc Escutem a música junto com o capítulo e leiam a tradução!

POV Caroline

Deixo duas bolsas de sangue com o nome Helsinki Sairaala (Hospital de Helsinque) em cima da mesinha de centro da sala. Enzo vai trazer as bebidas, então nem me preocupei com isso. A casa está arrumada, eu estou devidamente apresentável... Tudo indo nos conformes. A campainha toca.

Enzo está bonito hoje. Todo vestido de preto, incluindo um sobretudo que provavelmente comprou para não dar bandeira para os humanos. Vi na TV que hoje está fazendo – 12°C, então seria meio estranho se ele estivesse de bermuda e regata. Ele traz uma sacola cheia de garrafas.

–- Você leva jeito para ser dona de casa, Caroline.

–- Nossa obrigada, me sinto lisonjeada. – ironizo – Mas agora vamos direto ao ponto.

–- Ah sim, as bebidas. – ele ri – Estou brincando, estou brincando. Certo, o seu híbrido traidor...

–- Traidor?

–- Eu tenho umas fotos aqui no celular. Sabe, eu passei por New Orleans, não existe whisky melhor do que o Bourbon de lá.

–- Vampiro alcoólatra.

–- Você tem certeza que quer ver as fotos?

–- Ele está bem? Hope está bem? E Rebekah e Kol?

–- Sim, ele parece mais do que bem. A garotinha está bem, ela estava até com um uniforme de escola. Rebekah continua uma vampira bem gostosa e Kol vive mais bêbado do que eu.

–- Davina ainda não deve ter voltado pra ele.

–- Mas então, você quer mesmo ver?

–- Sim, eu quero.

–- Ok, vamos lá.

Ele tira o iPhone do bolso do casaco, digita a senha e começa a vasculhar a galeria de fotos, até que finalmente acha e me mostra. Há quatro fotos. Uma delas é de Hope brincando no balanço do parque. Ela está tão grande... O cabelo loirinho está encaracolado e comprido. Seus olhos verdes são iguais ao de Klaus e Hayley e em seu uniforme está escrito New Orleans Royal School. Não consigo entender como Klaus permitiu que ela fosse para a escola, isso com certeza foi ideia de Hayley.

(We're not the same dear as we used to be

The seasons have changed and so have we

And there was little we could say and even less that we could do

To stop the ice from getting thinner under me and you)

(Nós não somos os mesmos, querida, que costumávamos ser

As estações mudaram e nós também

Havia pouco a dizer, e mesmo pouco poderíamos fazer

Para impedir o gelo de ficar mais fino abaixo de mim e você)

Na segunda foto Klaus está com Hope no colo e ao seu lado está aquela psicóloga insolente e abusada. Qual é o nome dela mesmo? Caitlin, Caren, Cassie... Cami! Camille é o nome da criatura. Eles parecem felizes. Klaus não está sorrindo, mas é meio difícil ele demostrar alguma emoção. Hope está sorrindo para ele e ela... Bem, ela parece estar se jogando para cima dele e usando a Hope para isso, já que ela está sorrindo para a minha garotinha.

Como se isso já não bastasse, na última foto Hope está no chão e Klaus está abraçando aquela coisa. Será que ele já me esqueceu? Será que ele está tendo um caso com ela? Era só o que me faltava. Imediatamente meus olhos se enchem de lágrimas.

(We buried our love in a wintery grave

A lump in the snow was all that remained

But we stayed by it's side as the days turned to weeks

And the ice kept getting thinner with every word that we'd speak)

(Nós enterramos nosso amor na sepultura de windsory

Junto veio a neve, era tudo que havia restado.

Mas ficamos juntos ao seu lado, enquanto os dias tornavam-se semanas

E o gelo continuava se afinando com cada palavra

Que nós dissemos)

–- Ei, calma gata. – Enzo segura o meu braço – Não fique assim por causa dele, nós nem sabemos se o seu híbrido está realmente com a loirinha aí.

Não digo nada, apenas pego um dos copinhos com vodca finlandesa que ele trouxe e bebo de uma só vez.

–- Vai com calma, minha filha... Quer morrer de cirrose?

–- Muito engraçado você, Lorenzo.

Ele levanta as mãos em rendição e enche o meu copo e o dele.

–- Vamos fazer um brinde. – digo.

–- Um brinde a que?

–- Um brinde à minha triunfante volta à New Orleans.

–- Eu pensei que a gente só fosse lá pra deixar a pulseira com a sua filha de mentira e depois a gente ia se mandar.

–- É isso mesmo que vai acontecer! – começo a chorar – Mas que merda! Nem comecei e já estou bêbada! – choro mais ainda.

–- Ok, chega, você está espirrando lágrimas em mim.

–- Calado.

–- Caroline, meu casaco é novo. Você mora no fim do mundo, literalmente, me faz subir uma montanha muito, muito alta pra beber com você e agora fica aí chorando que nem uma criança de 2 anos. Vamos, pare já com isso ou eu vou embora.

–- Não! Não me deixa aqui sozinha, ninguém nunca fica comigo, todo mundo sempre me manda embora porque não gosta de mim.

–- Ok, você está realmente bêbada. O que será que tinha nessa vodca? Mudando de assunto... Então bebum, quando nós vamos?

–- Mês que vem.

–- Sério?! Eu vou ter que passar um mês nessa geleira que você chama de casa? Por que não vamos, tipo, agora?

–- Porque eu não quero, porra. Hope está com seis anos agora.

–- Seis? Mas espera aí... Não faz 5 anos que você foi embora de New Orleans?

–- Sim, mas quando fui embora Hope estava prestes a fazer 1 ano.

–- Ah... Bom, eu não sei se isso é sério ou se é efeito da bebedeira, mas tudo bem. Venha, eu vou te colocar pra dormir.

Três semanas depois...

New Orleans

POV Klaus

Pesadelos tem me atormentado todas as noites desde o mês passado. Na verdade, desde que Caroline não dorme mais comigo. Pesadelos com ela, pesadelos com Hope, coisas que eu não sei interpretar, mas estão tirando o meu sono há semanas. Vejo que já amanheceu e nem me importo com que horas são. A única coisa que me lembro é que hoje é sábado. Ontem Kol e eu saímos para beber whisky e turistas. Me lembro de Elijah quebrando o pescoço de Kol e depois alguém quebrando o meu, provavelmente Rebekah. Saio do quarto com a roupa que dormi, uma calça de moletom e uma regata. Será que Rebekah também trocou minhas roupas? Eca. Quando chego à sala a família toda já está reunida e com a cara nada boa. Todos me encaram. Típico.

–- Eu matei alguém importante dessa vez? – pergunto.

–- Do que está falando? – Hayley pergunta, enquanto come uma maçã.

–- Se eu matei algum prefeito, presidente ou sei lá mais o que.

–- Niklaus... – Elijah começa – Um dos seus informantes pelo mundo a fora, um daqueles que você mandou procurar a Caroline...

–- O que tem? Elijah, o que tem? – pergunto, desesperado.

–- Allan, entre. – Elijah fala e um vampiro moreno de olhos castanhos entra na sala – Fale o que você sabe, por favor.

–- Eu moro na Finlândia e como você mandou, estava de olho para ver se encontrava a vampira. Ela não tem cara de quem iria para um lugar daquele, mas outro dia, fazendo a minha “vistoria” de rotina, eu a vi na Cidade do Papai Noel... Junto com um outro vampiro. Eles estavam afastados das pessoas, os dois em um canto, como se fossem um casal comum, ninguém desconfiaria deles. Eu olhei a foto que tinha no celular e a reconheci.

Casal... Essa palavra ecoava mais alto que tudo na minha cabeça. Como assim Caroline tinha arrumado um vampiro novo pra ser seu? Se eu descobrir quem é esse idiota vou caça-lo até o inferno, quem ele pensa que é pra sequer se aproximar da minha sweet? Minha. Que palhaçada.

(And when spring arrived we were taken by surprise

When the floes under our feet bled into the sea

And nothing was left for you and me)

(E quando a primavera chegou

Nós fomos pegos de surpresa, quando o fluxo

Abaixo de nossos pés seguia em direção ao mar

Nada fora deixado para eu e você)

–- Em que lugar da Finlândia ela mora? Eu estou indo para lá. – digo.

–- Eu consegui segui-los uma vez, sem que me notassem. Eles moram no alto de uma montanha afastada da cidade. Não há casas por lá, apenas um vilarejo no pé da montanha. É chamada de Montanha da Solidão. – o vampiro que Elijah mandou entrar continua.

–- Eles?! Estão morando juntos?! – estou perplexo.

–- Pelo que eu vi, estão sim.

Nem termino de falar com ele, saio da sala batendo a porta e vou para o meu quarto. Começo a chutar todos os móveis e jogar os vasos que eram verdadeiras relíquias na parede, eu sei que vou me arrepender disso amanhã, mas estou com raiva, muita raiva. Raiva de mim, raiva da Caroline, raiva do vampiro que está com ela... Raiva, o que eu nasci sabendo sentir, a única coisa que Caroline nunca conseguiu mudar em mim. Elijah entra no quarto na hora que estou jogando o vaso da China do ano de 1243 e ele se apressa para não deixar o vaso cair.

(We're not the same dear and it seems to me

There's nowhere we can go with nothing underneath

And it saddens me to say what we both knew was true

That the ice was getting thinner under me and you)

(Nós não somos os mesmos, querida

E parece-me que há mais lugares para onde ir

Com nada abaixo nossos pés

E me entristece dizer

Mas nós dois sabemos, bem, que é verdade

Que o gelo está ficando fino abaixo de mim e você

O gelo está ficando fino abaixo de mim e você)

–- Niklaus! Esse vaso pertenceu ao palácio do imperador, você tem problemas?

–- Se eu tenho problemas, Elijah? Mas é claro que não. Além do fato de que a minha... A minha mulher está pelo mundo morando no alto de uma montanha achando que eu a odeio e ainda por cima com outro miserável vampiro que eu vou matar assim que vir. Além disso está tudo ótimo.

–- O sarcasmo é a forma mais baixa de humor, você sabe disso, Niklaus.

–- Humor? Eu não estou afim de humor, Elijah. Você sabe disso muito bem. – digo, enquanto pego uma calça jeans e uma jaqueta dentro do armário.

–- Onde é que você vai? – ele pergunta, enquanto visto as roupas.

–- Onde você acha que eu vou? Vou pegar um avião para a Finlândia agora mesmo. Nós temos um avião, isso não será difícil.

–- Você não pode ir agora.

–- E você ainda acha que pode me impedir... Ah Elijah, nesses mil anos que passamos juntos você ainda não aprendeu a lidar com a personalidade do seu irmãozinho?

–- Niklaus, daqui três dias será o aniversário de 7 anos da sua filha, você não pode ir agora.

–- Olha Elijah, eu vou amanhã e volto antes da festa. Rebekah tem tudo sob controle quanto à isso, eu presumo que ela não vai precisar da minha ajuda para escolher os doces e a cor dos balões, não é? Hayley não quer tanto se enturmar? Diga para ela ajudar e me deixar em paz.

–- Mas será possível Niklaus, que você...

–- Elijah! Será que você não entende?! Eu estou fazendo o que você mandou anos atrás, estou saindo e indo atrás dela. Você sabe que eu não vou conseguir suportar essa eternidade sem ela! Merda! – dirijo-me para o meu ateliê antes que eu morda o pescoço de Elijah e o faça agonizar com o meu veneno em seu sangue durante alguns dias.

Como o ateliê é dentro do meu quarto, eu fecho as grandes portas de correr na cara de Elijah e posso ouvir seu suspiro de cansado e exasperado comigo. Procuro uma tela em branco e acho, colocando-a no apoio e pegando meus pincéis e minhas tintas. Simplesmente não sei o que pintar. Eu poderia pintar uma tela de aniversário para Hope, mas eu já fiz isso outro dia, aliás, ela está coberta com um pano branco no fundo do ateliê e ninguém tem permissão para mexer. Normalmente expresso meus sentimentos nas telas, mas com a raiva que estou, provavelmente farei uma tela abstrata e não é isso que eu quero, eu quero uma coisa que as outras pessoas possam ver e apreciar de verdade. Uma batida na porta incomoda meus pensamentos. Penso em soltar um “Vá se foder, Elijah, me deixa em paz” ou então talvez seja Kol me chamando para beber e matar alguns turistas, para ver se ele se esquece de Davina por alguns minutos.

(We're not the same dear as we used to be

The seasons have changed and so have we

And there was little we could say and even less that we could do

To stop the ice from getting thinner under me and you)

(Nós não somos os mesmos, querida, que costumávamos ser

As estações mudaram e nós também

Havia pouco a dizer, e mesmo pouco poderíamos fazer

Para impedir o gelo de ficar mais fino abaixo de mim e você)

–- Papai, posso entrar?

Hope. Ainda bem que não disse nada, ela não iria entender e provavelmente ficaria chateada comigo e iria para o quarto chorar e chamar a tia Rebekah, pelo menos o talento de fazer drama ela herdou de Caroline. Rebekah iria dizer “Nik, seu monstro! Como assim você está gritando com a sua filha? Ela é só uma criança!”.

–- Entre, love.

–- O que está pintando?

–- Por enquanto nada. Não consigo pensar em nada bonito.

–- Por que você não pinta a tia Car? – sorrio. Outro quadro de Caroline, só que dessa vez será diferente, eu pintarei o que mais sinto falta. Os olhos e o sorriso.

–- Boa ideia, love. Você quer me ajudar?

Desde antes de entrar na escola, Hope fazia desenhos com tinta e com lápis de cor que ficavam muito bonitos para a idade dela. Comecei a traze-la no meu ateliê há pouco tempo e ela acabou gostando, agora ela vem aqui com regularidade e pinta alguns quadros comigo. Eu até mandei fazer um apoio de telas menor para ela, já que ela odiava ficar em pé no banquinho ao meu lado.

–- Sim!

–- Então antes feche a porta...

–- Para o tio Kol não vir chorar aqui?

–- É.

–- Ele foi lá no meu quarto outro dia, contar que ele gosta da Davina e que ela não vai voltar pra cá pra ficar com ele.

–- Seu tio não tem limites. Falar disso com você... Ele merece uns dias no caixão.

–- Do que está falando, papai?

–- Nada não, um dia você vai saber e vai me odiar por isso, mas se crescer com o meu... Senso de humor, vai até achar divertido. Vamos pintar a Caroline.

POV Kol

Já se passaram seis anos e Davina não me dá um sinal sequer de que ela vai voltar para mim. Talvez ela não volte mesmo, talvez ela tenha arrumado alguém melhor do que eu, alguém que não mata por qualquer motivo, que não gosta de se vingar, que não é um vampiro Original, que possa protege-la de todas as coisas, ou seja, alguém bem chato. Elijah disse para eu ligar para New York e convidar os amigos da Caroline para o aniversário da Hope, daqui três dias. Resolvo ligar para Davina, talvez ela diga que vem e isso possa me dar alguma esperança.

(We buried our love in a wintery grave

A lump in the snow was all that remained

But we stayed by it's side as the days turned to weeks

And the ice kept getting thinner with every word that we'd speak)

(Nós enterramos nosso amor na sepultura de windsory

Junto veio a neve, era tudo que havia restado.

Mas ficamos juntos ao seu lado, enquanto os dias tornavam-se semanas

E o gelo continuava se afinando com cada palavra

Que nós dissemos)

–- Alô? – uma voz masculina atende. Quem é esse cara?

–- Quem está falando?

–- Aqui é o Kaleb. Você quer falar com a Davina?

–- Quero.

–- Só um minuto. – ele chama Davina e depois de alguns segundos ela pega o telefone.

–- Davina?

–- Kol?

–- Ah Davina, que bom falar com você. Como você está?

–- Estou bem... E você?

–- Eu estou horrível, desde que você foi embora.

–- Kol, não comece com isso.

–- Com o que? Falando que eu sinto sua falta?

–- Kol, eu estou ocupada. Se você já disse tudo, eu tenho que desligar.

–- Não, espera! Elijah mandou que eu ligasse para convidar você, Bonnie, Elena, Jeremy, Damon, Matt, Stefan e Katerina para o aniversário da Hope. Vai ser daqui três dias, Rebekah está planejando uma grande festa.

–- É claro que ela está. Bem, eu vou falar com os outros e peço para Bonnie ligar para confirmar ou não nossa presença. Ah sim, mais uma coisa: Stefan e Katherine estão morando em Paris, você vai ter que ligar no hotel deles. Kaleb vai mandar uma mensagem com o número do hotel.

–- Ok.

–- Tchau, Kol.

–- Eu espero te ver aqui. Tchau Davina.

Ela desliga o telefone. Fria como gelo? É claro que não. Ela estava bem pior do que gelo, foi um verdadeiro iceberg comigo. Está na cara que ela não quer me ver, mas isso não vai me impedir de tentar uma última vez.

–- Conseguiu fazer o que eu mandei? – Elijah pergunta, assim que invade o meu quarto.

–- Eu liguei para eles. Mas Stefan e Katerina estão em Paris, você liga para os dois, já cansei de convidar as pessoas e levar um bloco de gelo no meio da cara.

–- Pelo visto você falou com a Davina.

–- Você pode parar de pronunciar o nome dela?

–- Ok. – ele pega o telefone e disca o número do hotel – Katerina...

POV Elijah

–- Alô? – atende uma voz que conheço bem, sonolenta.

–- Katerina...

–- Elijah?

–- Sim, sou eu. Pelo visto ainda deve estar meio cedo aí em Paris.

–- Na verdade... Já são 11 e meia, mas eu...

–- Ainda estava dormindo, eu sei. Você sempre detestou acordar cedo. Stefan está aí?

–- Não, ele saiu ontem, ainda não voltou. Nós meio que brigamos.

–- Meio que brigaram?

–- Eu disse a ele que me cansei de Paris, que quero voltar para os Estados Unidos, que até para Mystic Falls eu iria, se não fossem aqueles malditos viajantes, mas ele acha que eu me cansei dele e ficou bravo.

–- E você se cansou dele?

–- Eu não sei. – ela suspira – Estou confusa, ninguém me entende como... Como você sempre entendeu.

(And when spring arrived we were taken by surprise

When the floes under our feet bled into the sea

And nothing was left for you and me)

(E quando a primavera chegou

Nós fomos pegos de surpresa, quando o fluxo

Abaixo de nossos pés seguia em direção ao mar

Nada fora deixado para eu e você)

–- Katerina...

–- Ontem, depois que o Stefan saiu, eu sonhei com aquela vez que estávamos na Inglaterra, no seu castelo, no jardim e eu te falei...

–- Que se não vivêssemos pelo amor, pelo que viveríamos?

–- Exatamente. Sabe Elijah, desde que me tornei vampira, eu sei que sinto alguma coisa pelo Stefan, mas também sinto que alguma coisa mudou, ou aumentou, sei lá.

–- Você está amplificada, Katerina. Depois de 541 anos deveria saber que isso faz parte de ser vampira.

–- Eu sabia. E tinha certeza do que queria até pular da Torre Eiffel e acordar no hotel. Depois que a fome passou, alguma coisa mudou e algo começou a faltar dentro de mim. Eu não sei o que é, é como se eu não estivesse completa. Eu não sei se é falta que sinto da Nadia, se é o fato de Stefan estar me sufocando... Eu não sei.

–- Você pode vir à New Orleans, podemos conversar sobre isso.

–- O que disse?

–- Daqui três dias será aniversário da Hope, Rebekah está organizando uma festa digna da realeza e ela pediu que convidasse você e Stefan. Kol já ligou para os outros que estão em New York.

–- Eu vou tentar convence-lo a ir, mas se ele não for, eu vou. Preciso comprar o presente dela, não faço ideia do que dar.

–- Ela gosta de rosa.

–- Nossa Elijah, ótima sugestão.

–- Está sendo irônica?

–- Claro que sim. Há bilhões de coisas rosa, eu não sei o que dar.

–- Boa sorte com isso, não esqueça que ela é um pedaço de Niklaus, vai ser difícil agrada-la.

–- Eu sei disso. Até logo, Elijah.

–- Vou te esperar, Katerina.

Desligo o telefone e Kol, que está deitado na cama, me olha com jeito de quem vai falar algo impróprio.

–- E depois fala de mim e da Davina.

–- Eu não compreendi o que quis dizer.

–- Que está na cara de qualquer idiota do universo que você ainda gosta de uma mulher aí.

–- Está falando de Katerina?

–- Qual é Elijah, você a amou por 500 anos e simplesmente a esqueceu?

–- Eu não sei do que está falando, Kol.

–- Ah você sabe sim, sabe melhor do que ninguém. Vamos tirar a prova de que eu estou errado quando Katerina Petrova estiver aqui, bem na sua frente.

–- Não se atreva a falar uma coisa dessas para Hayley.

–- Ah eu não me atreveria a falar isso para a nova híbrida daqui. Até porque ela pode me matar, eu nem sou um Original mesmo. Agora sai do meu quarto, eu quero ficar sozinho.

–- Eu vou lá falar com Niklaus, ele deve estar planejando ir viajar sem falar comigo, eu não posso deixar isso acontecer.

POV Caroline

Enzo e eu estamos embarcando amanhã bem cedo para os Estados Unidos. Eu pedi para que ele fosse comigo, pois se algo der errado e aquilo que toma posse do meu corpo de vez em quando se manifestar, ele sabe como me impedir de machucar alguém, principalmente Hope. O plano é o seguinte: com certeza Rebekah vai organizar uma grande festa, eu vou entrar, deixar a pulseira e um bilhete de despedida no quarto dela e desaparecer para sempre. Se eu puder, eu gostaria de ver o rostinho dela uma última vez, mas não sei se vou conseguir. Não sei o que vou fazer depois disso, já que nem para Mystic Falls eu posso voltar.

(We're not the same dear and it seems to me

There's nowhere we can go with nothing underneath

And it saddens me to say what we both knew was true

That the ice was getting thinner under me and you)

(Nós não somos os mesmos, querida

E parece-me que há mais lugares para onde ir

Com nada abaixo nossos pés

E me entristece dizer

Mas nós dois sabemos, bem, que é verdade

Que o gelo está ficando fino abaixo de mim e você

O gelo está ficando fino abaixo de mim e você)

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem, comentem, comentem! Beijinhos, Vampira Original e Dudaa.