Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope
15 Vamos matar todas elas
Notas iniciais
New Orleans
POV Caroline
Fico muito feliz de rever os meus amigos, mas acho que não consigo demonstrar isso direito por conta da preocupação com a Hope e por conta do choque ao ver Katherine. Klaus vai surtar, mais ainda. Elijah vai ficar de boca aberta assim como eu, não quero nem ver onde isso vai parar. Estamos entrando em casa, o pátio está destruído, Klaus está arremessando as cadeiras que sobraram na parede.
–- Eu vou falar com ele, subam essa escada e podem ficar esperando na sala, eu já vou. – falo para os meus amigos. Eles assentem e sobem, ninguém quer provocar o híbrido maluco. Ando na direção dele – Klaus! Klaus, pare com isso! – ponho as duas mãos no rosto dele – Klaus, isso não vai trazer a Hope de volta.
Seus olhos estão queimando de raiva, a expressão em seu rosto é assustadora, eu fico meio tensa de estar tão perto dele, ele é tão instável.
–- Eles levaram a minha filha, Caroline! E eu não posso fazer nada, não sei onde estão, como estão, o que estão fazendo com ela! Que espécie de merda de pai eu sou?! – ele está gritando comigo, lágrimas estão escorrendo dos seus olhos.
–- Eu sei como você se sente, não precisa gritar comigo. Você não é um pai ruim, Klaus, Hayley também está se sentindo assim, mas a culpa não é de vocês, a culpa é da bruxa que a levou. A nossa ajuda chegou, eles estão esperando na sala. Venha. – puxo a sua mão e o levo em direção à escada.
–- Caroline – ele para no meio da escada – vamos matar todas elas.
–- Sim, nós vamos. – eu não faço ideia porque disse isso, mas um instinto assassino está percorrendo todo o meu corpo. Chegamos na porta da sala – Klaus, antes de entrarmos, tem uma coisa que você precisa saber.
–- O que?
–- É... Katherine voltou dos mortos, ela está aqui. Com Stefan. E você não vai fazer nada porque ela veio ajudar. Ela me contou que veio porque sabe como você se sente, porque ela também já perdeu a filha, duas vezes, sabe bem como isso dói. Não tente nada contra ela, ela é humana e eu vou ficar de olho, ok?
Klaus passa por mim como se eu não fosse nada e entra na sala, observando todos: Elena, Damon, Lexi, Stefan, Bonnie, Matt, Jeremy, Elijah, Hayley e Katherine.
–- Ora, ora, a que devemos a honra de receber a ex-vampira mais vadia e traidora do universo, Katerina Petrova? Aliás, que roupas são essas?
–- Olá pra você também, Klaus. Educação nunca foi o seu forte. Essas roupas são emprestadas, já que não dava para ter um closet digno da minha pessoa no esgoto sobrenatural que eu estava – ela diz, sorrindo. Os olhos de Klaus ficam amarelos e veias ressaltam sob seus olhos.
–- Klaus! – eu falo – Pare. Já falamos sobre isso. – ele se senta em uma das poltronas e eu me sento no braço da poltrona – Eu acho que todos aqui dispensam apresentações... Esperem, onde estão Rebekah, Kol e Davina?
–- O que?! – Elena fala – Como assim “Kol”?
–- Ah sim, esquecemos de mencionar, Kol voltou, Davina o trouxe de volta. – diz Elijah.
A expressão de Elena e Jeremy muda completamente, eles estão alertas. Vozes surgem de lá do pátio, todos conseguimos escutar.
–- Mas que merda é essa? O que aconteceu na minha casa? Aquelas bruxas vadias fizeram uma nova visita? – Rebekah fala.
–- Você é cega, Rebekah? Olhe o estado disso aqui, com certeza foi o Nik. Ainda bem, os móveis que o Elijah tinha escolhido eram uma vergonha. – diz Kol. Todos na sala riem e Elijah fica bravo.
–- Eu ouvi isso, Kol! Subam aqui agora!
Os três entram conversando na sala despreocupadamente, mas param quando veem que tem mais gente na sala. Rebekah fica como uma estátua quando olha para Matt.
–- Matt... – ela diz, sussurrando. Os olhares deles se encontram, Matt se limita a sorrir. Kol interrompe o momento, como sempre.
–- Meus Gilberts favoritos! Vai ser um prazer matar os dois e pendurar as cabeças na pracinha no centro da cidade.
–- Kol, tenha modos, nós temos um acordo com eles. – Elijah se intromete – Para quem ainda não sabe, essa é a Davina, a bruxa mais confiável de New Orleans. Bonnie, eu acho que vocês vão se dar bem.
–- Chega de conversa, comecem a fazer alguma coisa para achar a minha filha! – Klaus fala – Aliás, onde está Marcel?
–- Provavelmente na cama da sua amiguinha Cami – Rebekah diz, colocando o dedo na garganta quando diz o nome dela, assim como eu. Klaus revira os olhos e se encosta mais na poltrona.
Nos dividimos em equipes e cada um acabou ficando com uma tarefa: Bonnie e Davina foram à procura do grimório de Esther e de mais alguns de outras bruxas para procurar um feitiço mais eficaz que o de ocultação das bruxas sequestradoras. Marcel, Elijah, Elliot, Stefan e os outros vampiros foram para as cidades vizinhas. Klaus, Jackson, Damon, Kol e os lobos foram cobrar favores de pessoas que os deviam ao Klaus e executar algumas torturas. Nós, as mulheres, eu, Hayley, Rebekah, Elena, Katherine e Lexi, Klaus disse que o lugar das mulheres era em casa, o que irritou a todas nós, mas acabamos ficando junto com alguns vampiros e lobos da guarda.
Enquanto Bonnie e Davina não voltam, nós estamos conversando e por incrível que pareça estamos sem brigar. Não consigo parar de pensar em Hope, o que estão fazendo com ela e como eu vou arrancar a cabeça das bruxas que a sequestraram. Não sei exatamente quantas horas se passam, mas Klaus e os outros chegam, provavelmente sem boas notícias. Alguns vampiros e lobos que estão com eles chegam cheios de sangue, provavelmente eles fizeram o trabalho sujo. Com a minha velocidade de vampira eu vou até Klaus.
–- Notícias? – pergunto.
–- Não. Só torturas, mortes e outras coisas, mas ao que vemos elas não estão em New Orleans.
Ele suspira e abraça minha cintura, apoiando a cabeça em meu ombro.
–- Prometa que não vai se meter nisso. – ele fala.
–- Como é?! Klaus, eu já estou envolvida, quer você queira, quer não. Além disso, Hope é a pessoinha que eu mais amo, não posso ficar sem fazer nada.
POV Elena
Nunca imaginei que um dia eu veria Caroline morando em New Orleans com Klaus, mas agora, vendo como eles se tratam, todo o cuidado que ele tem com ela, como se olham, como ficam abraçados... Eles nasceram para ficar juntos. Com ela Klaus não é daquele jeito. Ele não chega a ser normal, nem doce, mas é muito diferente com Caroline ao seu lado. Eu acho que isso é bom. Eu acho bom que seja porque se ele pensar em magoar a minha amiga eu vou plantar uma muda de carvalho branco só pra enfiar no coração dele e não me importam as consequências. Quem diria que um dia eu e ela nos apaixonaríamos pelos caras maus? Quem diria que um dia Stefan ficaria de vez com Katherine? Mesmo com todos os seus chiliques, suas reclamações sobre ser humana, suas provocações, seus defeitos, ela faz bem pra ele e eu fico feliz, me sinto melhor assim, sinto que finalmente eu poderei ficar com Damon sem culpa.
Por falar em Damon, eu começo a procura-lo pela sala. Encontro-o com um copo de whisky na mão. Típico. Não é só isso, ele está conversando com uma vampira muito oferecida. Pele clara, traços marcantes, cabelo escuro e longo, toda cheia de sorrisos para cima dele. Biscate!
–- Vai deixar barato? Vá até lá e acabe com ela. – fala Katherine.
–- Eu não estou com ciúmes, Katherine. Não há nada de mais.
–- Olha Elena, você realmente não merece a cara que tem. Você é a döppelganger de Katherine Pierce, vá até lá e acabe com o sorrisinho no rosto da oferecida.
Respiro fundo e saio andando na direção deles. Incorporo a Katherine e vou. 1, 2, 3... Elena, é agora! Essa vadia continua sorrindo, quem ela que é? Paro ao lado de Damon e ela me olha de cima a baixo. Eu vou enfiar a mão na cara dela.
–- Quem é você? – ela pergunta, com desdém.
–- A pergunta certa é quem é você.
–- Nikki. E você?
–- Sou Elena Gilbert, a namorada do Damon.
–- Ah – ela parece me ignorar – Damon estava me contando como foi lá do outro lado. Ei espera, você não é uma döppelganger?
–- Sou – respondo seca, tomando um gole do copo de Damon.
–- Puxa, deve ser horrível ter várias pessoas com a sua cara. Damon pode te confundir com qualquer outra delas.
–- Não, ele sabe bem quem eu sou. Damon, vamos.
Nesse momento, Bonnie e Davina aparecem no topo da escada, todo o burburinho do pátio cessa e todos prestam atenção nelas.
–- Conseguimos ter uma leve ideia de onde elas estão. – diz Davina.
–- Estão aqui em New Orleans, no cemitério Lafayette.
–- Impossível, nós já revistamos todos os túmulos daquele cemitério duas vezes – diz Marcel.
–- Inclusive no subsolo? – pergunta Davina.
–- Não. – diz Klaus – Porra, como deixamos isso passar?!
–- Não pensaram que ia ser tão fácil né? – diz Bonnie – Eles cercaram o subsolo onde estão se escondendo, vampiros e lobos não entram, não há jeito de reverter esse feitiço. Humanos nunca dariam conta desse coven. Sabemos que há bruxas jovens, da Irlanda, um garoto muito poderoso, chamado Isaac e uma bruxa local, chamada Lenore, conseguimos escutar um pedaço da conversa deles enquanto tentávamos visualizar o lugar. Eles planejam sacrificar a criança na lua cheia.
–- Espera aí, a lua cheia é hoje. – todos olham para Rebekah – Hoje é noite de lua cheia!
Cativeiro
POV Lenore
Hoje é noite de lua cheia, a noite que a aberração criada por Niklaus vai deixar de existir. Quando um dos Originais, Kol, quebrou meu pescoço, eu demorei um tempo para acordar, nesse meio tempo eu fiquei com os mortos, lá fiz algumas amizades. Mikael, o vampiro que caça vampiros me fez uma proposta ridícula achando que me convenceria a traze-lo de volta a vida para que ele pudesse matar Klaus. Como prova de sua lealdade ele me deu a estaca do carvalho branco que não pode ser destruída, disse que já que ele não poderia fazer isso, eu faria. Esther, a bruxa Original, está me auxiliando com esse sacrifício, foi ela que me disse tudo o que eu teria que fazer, mas não vou ajudar nenhum dos dois a voltar, já não basta ter que aguentar a tirania mundial dos vampiros Originais, aguentar os pais deles seria demais para mim. Se alguém vai mandar nessa cidade serão os bruxos do meu coven.
Hope, aquela criança insuportável, não para de chorar um segundo sequer. Nunca temos paz aqui, se isso fosse um sequestro, já a teria devolvido há muito tempo sem pedir nada em troca de tão chata que é. Mas isso não é um sequestro, não queremos troca-la por outra coisa, queremos mata-la. Ela continua gritando, continua chamando pelo pai. Mas que inferno! Agora ela vai ter um motivo para chorar.
Me dirijo ao lugar que ela está com Jasmine e Isabelle. É divertido fritar os neurônios dela, tão pequena e já tem a habilidade de se curar tão rápido. É claro que ela não tem presas ainda, nem toma sangue, mas ela é mais inteligente, se cura rápido e o sangue dela tem o poder de criar mais aberrações. Me posiciono na frente dela, aponto a minha mão e começo a me concentrar, fazendo-a gritar de dor.
–- Lenore, pare! – diz Isabelle – Lenore, você vai mata-la! Ela é só uma criança!
–- Ela é filha de um Original, ela não morre. Só com o carvalho branco, assim como os outros.
O aneurisma que estou dando a ela começa a falhar, outra bruxa está interferindo. Olho para Jasmine e Isabelle, não é nenhuma das duas. Não há mais ninguém nesse canto escuro do subsolo. Alguém sabe onde estamos. Assim é até melhor, com certeza Klaus virá e vou poder finalmente mata-lo. É uma bruxa poderosa, o aneurisma não tem mais efeito. Isso não é bom, se houver mais como essa, pode ser que ela consiga interferir nos outros feitiços. Isaac precisa saber disso.
Casa dos Originais
POV Autoras
–- Ela parou? – Davina pergunta para Bonnie.
–- Sim, eu sou mais forte que ela.
Elas ainda estão no topo da escada, todos ainda olham impassíveis para ela, os mesmos continuam no pátio, querendo saber o que aconteceu. Camille também está lá. Ela já sabe boa parte dos fatos, mas assim como os outros não sabe o que está acontecendo agora. Bonnie, percebendo que todos estão esperando, resolve explicar o que acabou de acontecer. Isso não vai ser nada agradável.
–- A bruxa que pegou a Hope, Lenore, ela está irritada porque Hope não para de chorar e causou um aneurisma muito forte. Ela estava gritando de dor, mas a bruxa não parava, então eu consegui intervir.
Caroline afunda o rosto no peito de Klaus, que a abraça com mais força. Hayley sai do pátio, acompanhada de Elijah, ela não suporta mais ouvir aquilo. Mal conhece a filha e já está passando por isso. Camille tem uma ideia e se aproxima de Klaus e Caroline para explicar.
–- Ah, oi Klaus... E oi Caroline.
–- O que foi Cami? – Klaus fala.
–- Bom, eu ouvi que vampiros e lobos não podem entrar lá onde sua filha está presa e bem, eu sou humana, poderia entrar lá.
–- Cami, são bruxas poderosas, um coven inteiro, você não teria a menor chance.
–- Mas eu teria. – diz Katherine, atrás deles.
–- O que?! – todos perguntam.
–- Eu sou uma ex-vampira, tenho mais de 500 anos, já matei muita gente e embora eu esteja um pouco mais frágil agora, eu vim aqui para ajudar. Sabe como dizem: “se você já está no inferno, abrace o capeta”.
–- Não! – Klaus fala – Eu não confio em você, Katerina.
–- Eu sei. Mas eu sou a sua única chance. Ouvi Marcel dizer que a sua amiguinha aí tem um armário cheio de objetos das trevas, isso pode ajudar.
Klaus respira, passa a mão pelos cabelos, anda de um lado para o outro, pergunta o que Caroline acha, pergunta para Elijah se podem confiar na ex-vampira e os Originais acabam tomando uma decisão: Katherine vai entrar para salvar Hope.
–- Mas você não irá sozinha. O pequeno Gilbert é um caçador, ele sabe o que fazer, irá junto.
–- Matt disse que também irá. – fala Rebekah, chegando no meio da conversa – Bom, eu acho que ele pode servir, afinal, ele matou o Finn.
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