Notas iniciais
Heeeey, voltamos! Antes de começarem a ler, temos cinco coisas para dizer: 1. Obrigada à linda da Babi Trotti que fez uma recomendação diva! Amamos todas as outras lindas que recomendaram a fic também... Ster Mikaelson, Lulu Salvatore Blanco, Iza e Katherine Volturi! 2. Alguns personagens (queridos ou não) irão embora. 3. Pessoas com problemas cardíacos NÃO devem ler esse capítulo, ele mexeu com as nossas emoções quando estávamos escrevendo e os próximos com certeza mexerão também. 4. Esse capítulo será quase que inteiramente narrado em 3ª pessoa. 5. O grupo do wpp continua esperando novos membros, caso tenha interesse, deixe o seu número nos comentários ou envie uma MP! Preparadas ou não, lá vamos nós!

POV Autoras

Já está tudo pronto para saírem em direção ao cemitério. Camille trouxe os objetos do armário do Padre Kieran, algumas facas, a estrela que Marcel usou para matar Monique, estacas, entre outras coisas inacreditavelmente prejudiciais. Jeremy vasculhou o empoeirado e sufocante porão da mansão e achou algumas armas com Matt na casa dos Originais, Katherine ainda recebia olhares desconfiados, mas fingia não ligar, ao menos Stefan confia nela e isso basta, ela é Katherine Pierce.

–- Ei – Stefan chama a atenção dela – se você fizer tudo conforme o combinado e quem sabe sobreviver, vamos à Paris comprar roupas novas. – Katherine sorri.

–- Por favor, eu sou Katherine Pierce, eu sempre, sempre sobrevivo. – ela diz isso com muita insegurança, já que não sabe o que a espera – Prepare-se para compelir muitos lojistas franceses, Stefan.

Mesmo que não pudessem entrar, Klaus, Elijah, Kol, Hayley, Rebekah e Caroline teimaram em ir junto ao cemitério. Com isso, os vampiros e lobos também foram convocados a ir, isso poderia virar um banho de sangue. Marcel, Damon, Stefan, Elena, Lexi, Davina, Bonnie foram junto.

Percebendo que Klaus está irradiando tensão e culpa, Caroline o pega de surpresa e o abraça.

–- Vai dar tudo certo. – ela diz, quando ele passa os braços pela sua cintura.

–- A culpa é minha.

–- Não, você sabe que não é. Não havia nada que você ou eu pudéssemos fazer, além disso, se você precisar de ajuda, eu vou estar lá.

Caroline sente o sorriso de Klaus em pescoço, onde ele deposita um beijo suave. Quando já estão todos indo para os carros, Klaus puxa Davina em um canto e pergunta:

–- Fez o que eu mandei?

–- Sim.

–- Vai dar certo?

–- Eu acho que sim, é a primeira vez que eu faço isso.

–- Como assim “acho que sim”? Você tem algum problema mental? Eu não posso arriscar!

–- Me solte, você está machucando o meu braço. Eu não sou sua escrava!

–- Garota insolente! – Klaus rosna, largando Davina bruscamente.

E assim todos partem rumo ao cemitério Lafayette. A lua já está no céu, há tochas acesas pelo lugar, o que significa que o sacrifício está para começar. Todos estão tensos, ninguém pronuncia uma mísera palavra, parece que até as piadas ruins de Damon se foram agora. Elijah não consegue dizer uma palavra de encorajamento, Kol não consegue fazer nenhuma brincadeira sem graça. É hora de agir. Todos entram, mas apenas Katherine, Matt e Jeremy podem ir ao subsolo, já que Klaus não concordou em deixar Camille ir, o que irritou Caroline. Para a surpresa de todos o sacrifício não seria realizado no subsolo, seria um grande show no meio do cemitério, em um grande altar. Infelizmente o local está protegido por um feitiço, o mesmo que impede que vampiros e lobos passem.

É hora de agir. Os vampiros e os lobos cercam o local do sacrifício. Klaus, Elijah, Kol e Rebekah param um pouco antes da barreira, em frente ao altar. Elijah e Klaus não permitiram que Caroline e Hayley ficassem na linha de frente, elas estão um pouco mais ao fundo, com uma barreira protetora de soldados. Katherine, Jeremy e Matt estão em posição, os três estão escondidos, cada um com uma arma, prontos para agir.

–- Onde está a bruxa que quer matar a filha? – Klaus berra. Logo em seguida Lenore caminha dentro da barreira, até parar bem perto dos Originais. Ela estampa um sorriso diabólico em seu rosto.

–- Você?! – Kol questiona – Eu matei você!

–- Você é mesmo um idiota. Achou que eu não teria nenhum feitiço de proteção? Que eu iria ajudar a loba sanguinária da Francesca sem nem ao menos me proteger?

Kol cerra os punhos e veias saltam sob seus olhos, os mesmos ficam vermelhos e ele já estaria pronto para ataca-la, se não fosse a barreira. Lenore começa a soltar gargalhadas.

–- Você acha que estou com medo? Ah por favor! O que vai fazer? Ficar socando a barreira até suas mãos caírem? – ela se vira e olha para Klaus – Tem alguém que quer falar com você – ela abre os braços e fecha os olhos, quando os abre, eles estão estranhos, estão familiares – Niklaus. Eu estava esperando para falar com você.

–- Mãe.

–- Como você pode ver, hoje eu vou consertar o erro que cometi há mil anos e também vou consertar o erro que você cometeu quando permitiu que aquela aberração que você chama de filha vivesse. Como punição, eu vou mata-la antes de você, então você verá que tudo isso é sua, sua culpa! E por falar em culpa, já que você vai morrer hoje eu pensei que você gostaria de relembrar que a morte de Henrik também foi sua culpa. Você sabe que é verdade, Niklaus. Se você tivesse obedecido e ficado com ele em casa naquela noite ele não teria sido morto. Você sabe porque não foi morto, mas ele... Henrik era só um garoto, ele realmente não teria a menor chance contra os nossos “vizinhos”. Culpe-se pelo resto do pouco tempo que lhe resta e morra sabendo que tudo o que você toca morre.

–- CALA A BOCA! – Klaus grita – Você não sabe nada sobre a minha filha, não sabe nada sobre ser mãe, durante mil anos tudo o que você e Mikael fizeram foi nos caçar, caçar os próprios filhos! Nós somos isso porque você nos fez assim! Podíamos ter tido uma vida normal, mas você escolheu assim, não nós! Você mereceu morrer e se depender de mim, vai continuar morta!

Ela caminha para a frente de Rebekah, Esther sabe que a filha sempre foi a mais desequilibrada emocionalmente.

–- Rebekah... Olhe só no que você se transformou. Você era só uma menininha, a minha garotinha frágil. Você é um monstro agora, assim como seus irmãos. Isso não é certo, vocês desequilibram a natureza, a ordem natural das coisas, vocês já deviam ter morrido há tempos.

Lágrimas brotam nos olhos da Original, mas ela logo as controla. Rebekah anda até ficar cara a cara com Esther/Lenore.

–- Vá para o inferno, Esther.

–- Realmente, Finn é o único que tem consciência da atrocidade que vocês são. Ele é o único que toma a nobre decisão de morrer para que o equilíbrio seja restaurado, ele é o único que entende.

–- Tanto é que foi o primeiro a morrer. – debocha Kol.

–- Finn era um idiota, sempre vivendo embaixo da saia mamãe, ele não tinha a mínima consciência do quão poderoso era. – diz Klaus.

–- Mais alguém quer ofende-lo? Que tal você, Elijah? O mais moral dos meus filhos, também quer ofender o seu irmão?

–- Finn nunca aceitou o que nós somos. Você o corrompeu. – diz Elijah.

–- Muito bem, já que vocês vieram assistir, que comece o show. – Lenore fecha os olhos novamente e quando os abre, ela já voltou ao normal – Isaac, traga a criança. Jasmine, Isabelle, tragam as facas.

Jasmine e Isabelle chegam com duas facas, deixando-as sobre uma enorme mesa de pedra, ficando em volta. Várias outras bruxas começam a chegar, no mínimo vinte. Elas se posicionam em volta da mesa, quando Isaac chega com Hope no colo, ela está chorando.

–- Mas que garota insuportável, ainda não parou de chorar? Cala a boca! – berra Lenore. Isaac coloca Hope sobre a mesa e a amarra, para que ela não possa fugir.

Chegou a hora. Lenore começa a pronunciar palavras em latim e pega uma das facas. Jeremy, com a ajuda de uma arma, acerta uma estava exatamente no coração de uma bruxa. Lenore interrompe o feitiço e quando constata que uma bruxa morreu, ela fica alerta, ainda não está na hora, a Lua não chegou no ápice. Katherine sai de trás de um túmulo, com uma faca do armário de Cami e a enterra no pescoço de Isaac. Assim, a guerra começa. Vampiros e lobos atiram inúmeros objetos nas bruxas, matando uma por uma. Katherine, Jeremy e Matt continuam lutando com algumas bruxas dentro da barreira, as empurrando para fora, assim elas são completamente despedaçadas pelos outros.

Sobrando dentro da barreira apenas Lenore, Hope, Jasmine, Isabelle, Matt, Jeremy e Katherine, não é muita coisa, já que Matt tem um grave ferimento no braço e Jeremy um no ombro, mas Jasmine tornou impossível a saída deles da barreira. Katherine tem duas escolhas: ajudar Jeremy e Matt ou salvar Hope, mas para qualquer uma das opções, ela terá que se livrar das três bruxas.

–- Vamos lá, Katherine morrer não é uma opção. Você precisa ajudar a garota – ela sussurra para si mesma. Katherine se dá conta de que Matt está desmaiado, ele deve ter batido a cabeça e Jeremy está agonizando de dor na perna, quase que dilacerada.

Flashback ON

POV Katherine

–- Empurre! Empurre Katerina, está vindo, empurre!

Uma dor excruciante toma conta de mim, parece que todos os ossos do meu corpo estão quebrando ao mesmo tempo. Uso toda a minha força para empurrar mais uma vez, até que tudo fica calmo quando ouço um choro de bebê.

–- É uma menina, uma menina, Katerina!

Começo a chorar. Eu tenho uma filha, uma menininha. Apesar de ser uma vergonha para a minha família, por só ter 15 anos e não ter marido, eu estou feliz pela minha filha.

–- Deixe-me vê-la, mãe.

Minha mãe está trazendo-a para mim, quando meu pai entra bruscamente no quarto e arranca minha filha dos braços dela.

–- Não! – eu grito – Não! Por favor, deixe-me ficar com ela, deixe-me vê-la! – mas é em vão, ele já está fora do quarto com a menina. Minha mãe me abraça e tenta me consolar.

–- É melhor assim, Katerina.

Flashback OFF

Katherine está no chão. Em um movimento rápido ela vê uma das facas jogada no chão e a pega. Chegando por trás de Jasmine, que estava cortando uma das mãos de Hope para coletar seu sangue, ela corta seu pescoço com a faca, assim a bruxa cai no chão.

–- Menos uma.

Isabelle se antecipa e a segura, para que ela não possa impedir Lenore de completar o sacrifício. Katherine dá uma joelhada na barriga da jovem bruxa, que solta seus braços, assim Katherine desfere alguns golpes no rosto dela, que está sangrando no canto da boca.

–- Puxa isso era bem mais fácil quando eu era vampira. – Isabelle, vendo que Katherine se aproxima da mesa, grita por Lenore, que se adianta e com uma das facas sobre a mesa, ataca a ex-vampira. Katherine é pega de surpresa, impressionantemente ela ainda luta com a bruxa, mas já está cansada e um pouco debilitada, devido a sua nova condição de humana. Lenore torce o braço de Katherine e crava a faca em sua barriga.

–- NÃO! – Stefan grita, se aproximando da barreira e a socando, na esperança de que ela desapareça.

Katherine olha para seu ferimento, para o sorriso maléfico de Lenore, para Hope, para Klaus, depois para Stefan e sussurra:

–- Vai ficar tudo bem – é tudo o que ela consegue dizer antes de ficar inconsciente.

Lenore olha para a Lua e vê que ela está praticamente no ápice. Ela surpreende a todos quando tira a estaca de carvalho branco de sua jaqueta. Ela admira a estaca por alguns segundos e depois a aponta para Hope, que está com os olhos arregalados, ela nunca tinha presenciado uma chacina como essa.

–- PARE! – Klaus grita – Me mate! Não é isso que você quer? Deixe a minha filha em paz, me mate, eu estou aqui.

–- Ora, ora, o grande Klaus Mikaelson implorando pela morte? Meio cômico, não acha? Não é você que fica se gabando que não pode ser morto? O que houve com a sua auto confiança? Não me diga que agora ela depende de uma criança chata e histérica que nem ao menos pode se defender... Sabe que isso é bem divertido? Mas se você quer assim, eu te mato primeiro pra não ver a sua filha morrer. Me agradeça, porque se fosse Esther ela gostaria de vê-lo sofrer.

Lenore dá lentos e torturantes passos na direção de Klaus. Mil coisas passam por sua cabeça, Mikael, Esther, os Originais, Hope, seu coven inteiro morto, Klaus, o controle de New Orleans, os ancestrais, tudo... Ela fica cara a poucos passos de Klaus.

–- Acabe logo com isso. – diz ele.

Klaus está pronto para ser acertado pelo carvalho branco, ele sabe que morrer ali e assim não será em vão, assim que Lenore estiver com uma das mãos fora da barreira Elijah, Kol e Rebekah estarão prontos para puxa-la e acabar com ela, assim como ele fez uma vez com Caroline, quando a mordeu, quando estava preso na casa dos Gilberts. Caroline. Depois de mil anos de amargura ela o despertou, o ensinou o que é acordar todos os dias para ver o sorriso de alguém. Quanta falta ele vai sentir dela... Klaus sabe que no fundo ele é egoísta demais para fazer o certo, para deixa-la ir embora, longe de todos os perigos que uma vida ao lado dele oferece. Ele a ama demais para isso. Todas as lembranças passam pela cabeça dele, quando ele a viu pela primeira vez, quando ela o desafiou pela primeira vez, quando ele a viu naquele vestido azul no baile de Mystic Falls, quando ele quase a matou, quando ela aceitou ter um encontro com ele, quando ela se entregou para ele, quando ela o mandou embora de Mystic Falls, quando ele soube que ela cuidou de sua filha, quando ela teve crises agudas de ciúmes de Cami, quando ele a viu no baile, quando ela aceitou se mudar para o seu quarto...

E Hope. Sua princesa. Ele conviveu tão pouco tempo com ela, na verdade, mal a conhece, mas já a ama mais que qualquer coisa no mundo. Ele nunca fez uma coisa tão difícil quanto entrega-la para Rebekah. Sua personalidade, cada sorriso, seu cabelo loirinho, seus grandes olhos claros, as idas ao parque, o sorvete de morango que ela adora, quando ela o chama de “papai”, o cheirinho de bebê que ela exala, o amor incondicional que ela tem por ele, a pureza, o fato de ela não fazer parte de nada dessa sujeira, mas ao mesmo tempo ser o olho do furacão...

Com a mão direita Lenore empunha a estaca e com a esquerda ela aponta para os outros Originais, causando aneurismas neles, o que os faz cair no chão e agonizar. Davina e Bonnie tentam intervir, mas Lenore conectou-se à lua cheia e está recebendo a ajuda de Esther. Caroline, percebendo que o plano vai dar errado e que o pior está por vir, toma uma decisão muito difícil, ou então vai perder os dois. Rapidamente, ela se desvencilha da barreira de vampiros que a está protegendo e corre com a sua velocidade sobre humana na direção de Klaus. Quando Lenore levanta a estava e está pronta para acerta-lo, Caroline entra na frente e puxa Lenore para fora da barreira, fazendo com que o carvalho branco atravesse seu coração. Os olhos da vampira se arregalam, ela pode sentir o ar saindo e não voltando, mas nenhuma dor.

–- Mate-a. – Caroline sussurra, quase sem voz.

Klaus tenta se recuperar do choque e rapidamente agarra o pescoço de Lenore, separando a cabeça do corpo. A barreira desaparece, Hayley corre para pegar a filha, enquanto Stefan corre para socorrer Katherine.

–- Katherine! Katherine, acorde! Você tem que viver, nós temos muitas coisas para fazer, nós temos que ir à Paris, lembra? Por favor, acorde!

Sem pensar duas vezes Stefan morde o próprio pulso e o coloca sobre os lábios de Katherine, mas ela parece não responder. Ele repete o processo mais algumas vezes, porém não há resposta alguma. O desespero é nítido no rosto dele, mas tem outra pessoa que parece estar mais desolada ainda... Klaus tira a estaca de Caroline e a pega nos braços.

–- Eu... Eu acho que vou morrer. – ela sussurra.

–- Você está com dor?

–- Não.

–- Shh. Sweet, não fale mais nada. Você não pode me deixar aqui, você tem que ficar... – as lágrimas começam a brotar nos olhos de Klaus – Caroline, eu te amo, fique comigo... Por favor...

–- Hope... Cuide dela. Eu também te amo... Eu preciso, eu estou cansada. – é tudo o que ela consegue falar antes de cair no sono e sentir a mão de Klaus acariciar o seu rosto. Logo após Caroline cair na inconsciência Klaus começa a chorar de vez, deixando todos ao seu redor com uma cara de surpresa, jamais imaginaram ver Klaus chorando.

Nem sempre as palavras “vai dar tudo certo” significam que as coisas vão sair da melhor maneira, que não haverá perdas, ou sofrimento. Às vezes essas palavras querem dizer que para que as coisas realmente deem certo, pessoas precisam morrer, laços precisam ser desfeitos, o tempo precisa passar, pessoas precisam seguir em frente...

“Porque no final, quando você perde alguém, cada vela, cada oração, não mudarão o fato de que tudo o que sobrou é um buraco na sua vida, onde alguém que você se importou costumava estar. E uma pedra com o nascimento cravado que eu aposto estar errado.”

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem, comentem, comentem! Estamos esperando pelas ameaças de morte, macumbas e outros... RIP. Beijinhos, Vampira Original e Dudaa.