Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope
9 Encontros e desencontros
Notas iniciais
New Orleans
POV Klaus
Pouco depois que consegui voltar ao normal, abrir meus olhos, encontrei Camille ali ao meu lado, ela disse que não foi embora porque estava preocupada comigo, por um segundo eu até pensei que fosse Caroline, mas essa ideia logo saiu da minha cabeça perturbada, eu sei que ela nunca vai estar aqui comigo, ela não me suporta e mandou que eu nunca mais voltasse para Mystic Falls depois da nossa tarde memorável na floresta. Nem depois de todas as vezes que eu dormi com Genevieve eu consegui esquecê-la, acho que nunca vou conseguir esquecê-la. Tento me concentrar no que Camille está falando, mas não consigo, eu preciso que ela vá para casa e descanse, eu já estou bem agora, mas não posso hipnotiza-la, pois ela está tomando verbena. Simplesmente digo que está tudo bem, agradeço e dou um abraço nela. Sinto a presença de mais alguém, olho para a porta e por um segundo acho que estou alucinando.
–- Caroline...
–- Desculpe, estou atrapalhando alguma coisa? – ela pergunta.
Não é uma alucinação, ela está mesmo aqui. Camille me solta, olha para Caroline, depois para mim, ela está totalmente confusa.
–- Na verdade, está sim. Klaus está se recuperando, você não pode ir entrando assim, sabia? – Cami fala.
–- Calada humana, não é muito difícil quebrar o seu pescoço, sabia? – fala Caroline, revelando as veias saltadas, os olhos vermelhos e as presas.
–- Ah meu Deus, quem é você? – pergunta Camille.
Antes que eu possa pensar, ou até mesmo falar alguma coisa, Caroline sai em sua velocidade vampiresca do quarto, em direção ao começo do corredor.
–- Cami, vá para casa e não a provoque, ela é calma e controlada, mas não está muito amigável.
–- Quem é ela?
–- Caroline Forbes. Olha Cami, eu preciso ir atrás dela, já cometi o erro de deixa-la uma vez e não posso fazer de novo.
–- Klaus, você gosta mesmo dela?
–- Mais do que de mim mesmo.
–- Se você quer a minha opinião de psicóloga, ela é mimada, infantil e espera que todos vivam às custas dos caprichos dela, você diz que ela é calma, mas não se importa em ameaçar quem ela não gosta com sua face de vampira. Ela não é para você, Klaus. Você precisa de alguém que seja racional, madura e que te ajude, não alguém como ela.
–- Cami, eu não pedi a sua opinião profissional, nem a sua opinião pessoal, apenas faça o que eu disse.
Saio do quarto o mais rápido que posso e começo a procurar Caroline em todos os quartos pelo corredor, até que acho-a. Ela está... se despedindo. Não! Ela pega minha filha no colo, faz nove meses que não a vejo pessoalmente, ela está linda, e diz que vai embora, mas que nunca vai deixar de ama-la. Como assim? Caroline e Hope? O que está havendo? A minha filha começa a chorar e diz:
–- Não! Tia Caroline, não vá embora! – tia Caroline?
Caroline também começa a chorar e Rebekah a abraça. Rebekah abraçando Caroline?
–- Caroline, por favor, não vá embora. Vá dar uma volta pela cidade, pensar um pouco, depois você me liga e eu vou te buscar, eu sei que você quer ficar sozinha, ok? – fala Rebekah.
–- Tudo bem. – antes de Caroline sair, Hayley também fala:
–- Caroline, por mais que isso me doa e me dê até um pouco de inveja, obrigada por cuidar da minha filha, ela é uma ótima garota.
Caroline dá um sorriso fraco, limpa as lágrima e dá um abraço em Hayley, depois disso, ela está vindo em direção à porta e eu seguro seu braço.
–- Caroline, me escute.
–- Tire as mãos de mim, Klaus. – assim ela sai, em direção ao pátio, depois ao portão. Rebekah puxa o meu braço e me leva para o quarto dela, me empurrando e fechando a porta, então começa a gritar:
–- VOCÊ É O MAIOR IDIOTA QUE EU CONHEÇO, NIK! TEM NOÇÃO DE COMO FOI DIFÍCIL CONVENCER A CAROLINE A VIR PARA CÁ? UMA HORA DESSAS ELA ESTARIA EM NEW YORK, COM O STEFAN, ELENA, JEREMY, MATT E BONNIE!
–- Do que você está falando, Rebekah?
–- Vou começar a história do início. Depois que você me entregou a Hope, eu percebi que nunca conseguiria cuidar de uma criança sozinha, então eu chamei a Caroline para me ajudar e ela aceitou, disse que não poderia mais ficar em Mystic Falls, ela estava triste porque o Damon e a Bonnie tinham morrido, então ela veio. Foram meses bem divertidos, ela cuidou da sua filha melhor do que qualquer outra pessoa teria cuidado, a primeira palavra dela foi Caroline. Quando os lobos invadiram o prédio, Caroline não pensou duas vezes antes de me mandar sair com a Hope e ficou lá para enfrentar os lobos, ela estava disposta a se sacrificar, ela daria a própria vida pela Hope. A sua filha, ama a Caroline mais do que a mim, mais do que a você, mais do que a Hayley, mais do que a qualquer pessoa. Se ela for embora de vez, a culpa vai ser sua e não vou ser só eu que nunca vou te perdoar, você vai deixar escapar a melhor coisa que já aconteceu na sua vida e na vida da sua filha!
Ouvi tudo aquilo, mas ainda não tinha conseguido entender e digerir a história inteira, aquilo estava muito confuso, mas se a Caroline fez tudo isso mesmo, o idiota aqui sou eu.
POV Kol
Eu e Davina saímos para dar uma volta, ficar longe daquele lugar, com todos aqueles, lobos, vampiros e gente louca, a minha família. Estamos andando pelo centro de New Orleans, há pintores, músicos, artistas de rua, agora entendo porque Nik gosta tanto daqui, é um bom lugar, apesar de eu preferir uma festa mais animada, uma balada por exemplo.
–- O que você vai fazer agora?
–- Tenho que me vingar de algumas pessoas, as pessoas que me mataram. Jeremy e Elena Gilbert.
–- Você poderia ficar aqui. Comigo.
–- Você quer que eu fique aqui? Com você?
–- Sim.
–- Posso pensar no seu caso. Ele é seu namorado? – pergunto.
–- Quem?
–- Aquele outro vampiro que veio te abraçar, depois de Marcel.
–- Josh? – Davina começa a rir – Ele é gay! É o meu melhor amigo!
–- Ah – eu começo a rir e me sentir um idiota – É que... Você é bonita, Davina. É inteligente, poderosa, engraçada, como você pode não ter um namorado?
–- Bom, Klaus matou o garoto que eu gostava. Tim. Nos conhecemos no colégio, mas acho que não daria certo mesmo, ele nunca aceitou em esse negócio de eu ser uma bruxa.
–- Sinto muito por Tim.
–- Sente? – ela me encara e arqueia uma sobrancelha.
–- Não, não sinto – eu sorrio – Sinto muito por você ter ficado triste, por causa do Nik. Não ligue pra ele, é maluco. E se quer a minha opinião, esse Tim era um idiota. Você é incrível, todas as coisas que você pode fazer, seus poderes...
–- Você acha mesmo?
–- Sim. Sabe, minha mãe era uma bruxa. Apesar de eu não gostar muito dela, aprendi a admirar os seus dons. Ela tinha uma amiga, Ayanna Bennet, que também era bruxa, uma das mais poderosas que eu já conheci.
–- Eu já li sobre ela. A linhagem Bennet é muito importante para nós, são como a realeza das bruxas.
–- Eu conheço a descendente atual, Bonnie.
–- Sério?!
–- Sim. Talvez um dia você possa conhece-la também, ela faz uns favores para Nik, Rebekah e Elijah.
–- Uau, seria demais. Mas agora... será que podemos comer?
–- Claro, mas não conheço nada por aqui. Onde ficam os restaurantes elegantes dessa cidade?
–- Na Rua Delphine tem um ótimo, mas é muito caro, só vão pessoas importantes, já fui uma vez lá com Monique, Abigail e Genevieve.
–- Davina, você está com Kol Mikaelson, o vampiro original mais bonito, charmoso e influente desse mundo, vamos para esse raio de restaurante agora, eu também estou morrendo de fome!
POV Caroline
Já são quase oito horas da noite, eu estou sentada em uma praça de New Orleans, observando todas as “belezas genuínas” dessa cidade, artistas de rua, alguns são até engraçados, pintores, músicos, o cheiro da comida deliciosa, até que não foi tão ruim ter saído da casa dos Originais. Pego o meu celular para passar o tempo, eu não quero voltar logo. Começo a vasculha-lo e vejo que tem uma mensagem bem antiga no correio de voz, que eu ainda não ouvi:
“Caroline, estou em um dos meus lugares favoritos no mundo, cercado de comida, arte, música, cultura. E só consigo pensar em como queria lhe mostrar, talvez um dia você me permita.”
É dele. Klaus. Começo a chorar descompassadamente, mas logo eu paro, lembro que estou em um lugar público, não quero que as pessoas sintam pena de mim, eu é que devo sentir pena delas, eu sou o predador, elas são as presas.
–- Eu estou aqui Klaus... E você não está aqui comigo para me mostrar tudo isso. – sussurro baixinho.
–- Parece que esse Klaus é um idiota. – fala um homem, na verdade um vampiro, sentando-se ao meu lado. Ele é o vampiro que estava no pátio da casa do Klaus, que perguntou quem eu e Rebekah éramos.
–- Quem é você? – pergunto.
–- Sou Elliot, Caroline. – ele se lembra do meu nome. Olha para mim e meu Deus... Ele é o maior gato! Cabelo castanho bagunçado, olhos azuis, bem vestido, corpo atlético... ai ai!
–- Você se lembra de mim.
–- Como eu poderia esquecer uma moça tão bonita?
–- Pare de flertar comigo, Elliot.
–- Não estou flertando com você... ainda. Está com fome? – eu arregalo os olhos – De comida humana.
–- Está me convidando?
–- Depende.
–- Do que?
–- Se você vai aceitar – eu fico quieta – Acho que Klaus não vai me matar, é só um jantar. Ou ele é muito ciumento? – fico confusa, mas me lembro que Rebekah disse à ele que eu sou a namorada de Klaus.
–- Desculpe, eu acho melhor voltar para casa.
–- Uau, acabei de levar o maior fora – ele finge uma cara de triste e eu sorrio – Posso te acompanhar, pelo menos? Juro que não vou fazer nada que você não queira.
–- Ok, vamos.
No caminho conversamos sobre várias coisas, ele me contou que era de uma cidade vizinha, mas que Marcel, Klaus e Elijah estavam formando um novo exército, então ele foi transformado e Marcel o deixou encarregado de cuidar dos vampiros mais novos, os controlar e evitar problemas com os lobos, a matilha da Hayley.
–- Então você é tipo o chefão?
–- Na verdade não. Estou abaixo de Klaus, Elijah, Marcel, Hayley e agora de Rebekah e de você.
–- De mim?!
–- Sim, você pertence à família real. Os lobos, aqueles cães fedorentos a quem Hayley chama de família, matilha, ou sei lá, estão no mesmo nível que nós. Jackson é quem os controla, mas também estão abaixo da família real.
–- Ah.
–- Elijah e Marcel são os que eu obedeço sem reclamar.
–- Por que não Klaus e Hayley?
–- Hayley era uma loba, agora é híbrida, mas a natureza dela é ser loba. Ela não me dá muitas ordens, mas eu não me sinto a vontade em obedece-la. Klaus é...
–- Egocêntrico, psicopata, mimado, violento, egoísta, bipolar...
–- Eu ia dizer rei, mas você o resumiu melhor.
–- Se você acha que obedecer Klaus é difícil, você vai ver como é viver fazendo as vontades da Rebekah. Ela é pior que Hope, eu e Hayley juntas.
–- Hope?
–- Sim. Aquela garotinha que estava no meu colo mais cedo. A filha do Klaus.
–- Ah sim. Já fomos avisados sobre ela.
Meu telefone toca, paramos no meio da rua e eu começo a procura-lo na minha bolsa. Rebekah. Ah o que ela quer agora?
–- Rebekah?
–- Caroline, estou preocupada com você, onde está? Essa cidade pode ser perigosa essa hora da noite.
–- Por que está falando comigo como se eu fosse uma criança? Kol e Davina ainda estão fora, eu os vi mais cedo passeando.
–- Davina é uma das mais poderosas bruxas daqui e Kol é um vampiro original.
–- Eu estou segura – olho para Elliot – Já estou voltando.
–- Ok. Estamos esperando.
–- Estamos? Rebekah, eu não quero falar com ele.
–- Eu sei. Hope está te esperando, vem logo.
Desligo e continuo o caminho com Elliot, andando um pouco mais rápido. Apesar de ser jovem, ele é um cavalheiro, assim como Elijah, só que com o senso de humor de Kol. Ele também é inteligente, gosta de música, mas não muito de artes. Ele não é como Klaus. Finalmente chegamos na frente da mansão dos Originais, entramos pelo portão e o pátio está quase vazio.
–- Obrigada.
–- Estarei aqui, sempre que quiser uma companhia mais... jovem. – ele se refere aos mil anos de idade de Klaus. Ouço pequenos e rápidos passinhos, olho para trás e vejo Hope vindo na minha direção. Pego-a no colo.
–- Tia Caroline, onde você estava?
–- Eu fui dar um passeio, quer ir comigo amanhã?
–- Sim. Quem é esse?
–- Esse é meu amigo, Elliot. – ele sorri para Hope e ela encosta a cabeça no meu ombro, está envergonhada – Ela não costuma conhecer pessoas novas, hoje foi um dia e tanto para ela.
–- Tudo bem – ele diz – Boa noite Caroline e boa noite Hope.
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