Notas iniciais
Heey, gente! Aqui é a Vampira Original, bom, para quem não sabe eu tinha uma outra fic aqui, ela já tinha 26 capítulos e era muito comentada e recomendada, mas hoje de manhã ela foi excluída pelo Nyah, eu fiquei super triste, mas já estou repostando. Quem quiser e puder dá uma passadinha lá, favorita, comenta, acompanha, porque se não tiver a mesma aceitação de antes eu vou excluir de vez, fiquei muito desanimada com isso que aconteceu hoje, me perdoem por pedir isso, mas eu estou sem escolhas no momento. Obrigada, lindos e lindas! Bom, vamos ao capítulo...

New York

POV Bonnie

Quando a Caroline avisou para Elena, Matt, Stefan e Jeremy pelo telefone que eu estava viva e estava indo para New York encontra-los, eles quase surtaram. Cheguei hoje a tarde, eles foram me buscar no aeroporto, nunca recebi tantos abraços na minha vida. Nem tantas perguntas. Como você voltou? Sabe onde está Damon? Está tudo bem? E sua avó? Mas e o outro lado? Como você tem poderes?

Contei para eles que o outro lado foi destruído, mas existem alguns seres sobrenaturais sobreviventes, vampiros originais, bruxas muito poderosas, os que encontraram a paz e os que foram salvos pelo feitiço da minha avó, eu, Damon e Lexi. Stefan ficou muito feliz quando ouviu sobre Lexi, ele pensou que nunca mais fosse vê-la. Elena chorou quando ouviu falar sobre Damon e foi consolada por todos, ela realmente sente falta dele.

Agora aqui estou eu, no “meu” quarto novo, com várias velas acesas, tentando me comunicar com a minha avó. Não duvido nada que Elena e Jeremy estejam escondidos do outro lado da porta tentando escutar alguma coisa. As velas se apagam, um vento gelado começa a invadir o quarto, minha avó está aqui, eu sinto a presença dela. Fecho os meus olhos e a vejo em meus pensamentos, ela está falando comigo.

–- Bonnie...

–- Vovó. Como você me trouxe de volta? Tem algo que eu possa fazer para tentar trazer Damon e Lexi também?

–- Tenha paciência, criança. Damon e Alexia estão bem aqui comigo. Eu já dei início ao feitiço que pode trazê-los de volta à vida, mas será um pouco demorado. No seu caso era diferente, os espíritos ajudaram, pois era um caso de vida ou morte. A criança que você salvou, Hope Mikaelson, embora seja filha de Klaus, o mais odiado ser da face da terra, é parte bruxa, é nosso povo, ela não poderia morrer de um jeito tão torpe quanto aquele, nas mãos de lobos inimigos.

Então ela some. Tento falar mais alguma coisa, mas ela não está mais lá. Minha avó é sem dúvida a pessoa mais corajosa que conheço, ela deu a vida para selar a tumba que Katherine deveria estar presa, depois me salvou, salvou meus amigos, me trouxe de volta e ainda vai devolver a vida deles, mesmo que ela não possa ter a sua própria vida de volta. Começo a chorar apenas de pensar nela, de pensar que eu perdi a única família que me restava, mas me consolo de saber que ela está bem e cuidando de mim, como sempre fez.

New Orleans

POV Caroline

Depois de me despedir de Elliot subi com Hope, já passava da hora dessa mocinha estar na cama. Entrei em seu quarto e coloquei ela na cama.

–- Meu amor, e aí, o que achou da sua mãe? – perguntei.

–- Ela é legal Tia Caroline – ela me chamou para chegar mais perto e sussurrou – Mas eu preferia que você fosse minha mãe.

Não pude evitar um sorriso que surgiu com a confissão da minha menina, mas logo tratei de tirá-lo da minha boca, pois ela podia querer isso e eu também, mas não era possível.

–- Hope! Não fale isso, se a Hayley ouvir ela vai ficar muito triste, apesar de você ter conhecido ela só hoje ela te ama muito! Promete que não vai mais dizer coisas assim? – ela assentiu, dando um sorrisinho triste, suspirei, não posso dizer coisas assim, não desse jeito, ela passou por muita coisa hoje, Caroline sua burra – Ei minha menina, desculpe a Tia Care tá? Eu não posso ser sua mãe de verdade, mas eu te amo como uma.

Puxei ela para um abraço apertado, fiquei passando a mão por seus cabelinhos. Cheguei a pensar que ela tinha dormido, mas logo ela falou:

–- Tia Caroline? – ela olhou para mim – Promete que não vai embora? Promete que vai ficar aqui comigo?

Qualquer dúvida que eu tinha sobre ir embora de New Orleans se extinguiu naquele momento, vendo aqueles olhinhos azuis cheios de esperança, não podia recusar um pedido da minha menina, minha Hope.

–- Claro meu amor, não irei a lugar nenhum. Eu prometo.

Ela apertou mais o abraço e não demorou muito para ouvir sua respiração ficar calma, a coloquei na cama e dei um beijo em sua testa.

–- O que eu não faço por você hein? — sorri, me virei para sair e me deparei com ele me olhando com um sorriso fofo, mas não posso me deixar levar, ainda lembro de hoje mais cedo.

–- Klaus! – falei, tentando não descontrolar minha voz para não acordar Hope – O que você quer?

–- Eu vim falar com minha filha, mas quando chego aqui vejo vocês duas conversando e não pude atrapalhar – aquele sorriso cada vez maior em sua face – É verdade?

–- O que? – perguntei confusa.

–- Você vai ficar aqui em New Orleans? – vi um brilho de esperança aparecer em seus olhos.

–- Sim, é verdade. Apesar de tudo, não vou deixar a Hope sozinha, não sou de quebrar minhas promessas, principalmente as que faço a ela. – falei, olhando pra Hope que ainda dormia.

–- Ah que bom amor – um sorriso ainda maior toma conta de seu rosto – Vou providenciar um quarto para você agora mesmo – ele já foi se virando, mas parou e voltou a me olhar – Antes que eu perca a oportunidade, obrigado Caroline – ele falou, me surpreendi.

–- Obrigado? Pelo que? – perguntei a ele com o cenho franzido.

–- Por cuidar da Hope, a Rebekah me contou tudo, como você se sacrificou para que ela pudesse fugir dos Guerrera, que a primeira palavra dela foi Caroline – ele foi chegando mais perto – Ela com certeza é minha filha, tem bom gosto até com as primeiras palavras – seu rosto estava bem perto do meu – você é uma das pessoas, se não a pessoa, que ela mais ama! Obrigado – ele falou me deixando sem respirar tanto com suas palavras, quanto por sua proximidade. Ele me deu um beijo na bochecha e saiu.

Fiquei um tempo parada, absorvendo todas aquelas palavras. Como esse homem consegue mexer tanto comigo?

***

Acordei com a Hope pulando em cima de mim. Levantei a cabeça e vejo Hayley encostada na porta.

–- O que está acontecendo aqui? – pergunto rindo.

–- Ela passou correndo pelo quarto e quando eu perguntei onde estava indo ela falou que você tinha dito que iria passear com ela – Hayley falou. Ah o passeio que falei ontem a noite.

–- Então... vai ficar aqui em New Orleans? – Hayley pergunta.

–- Sim, a Hope me fez prometer – sorri – não pude negar.

–- Bem então vou logo ao ponto, não vou dizer que vamos virar amigas, mas pelo bem da minha filha acho que deveríamos nos dar bem. Sem brigas? – ela sorriu.

–- Sem brigas – respondi, com um leve sorriso.

–- VAMOS TIA CAROLINE! VAMOS! – Hope gritava puxando minha mão, com Hayley rindo ao seu lado.

–- Tá, tá já entendi! Já me levantei, vou me trocar. Eu encontro vocês duas lá embaixo para sairmos – falei sorrindo para Hope.

Tentei me arrumar o mais rápido que podia, não queria deixar aquela menininha impaciente esperando. Desço as escadas e encontro mãe e filha brincando, não pude evitar ficar feliz com isso.

–- Vamos? – perguntei.

–- Vamos! – Hope grita e corre para pegar minha mão, depois sai me puxando e pega a mão de Hayley, vejo que a híbrida se emociona com esse pequeno gesto. Andamos pelas ruas de New Orleans até encontrarmos um parque, que não ficava muito longe da casa dos Originais. Mal colocamos nossos pés na grama e a Hope saiu correndo.

–- Hope cuidado! – gritamos eu e Hayley juntas. Nos olhamos e começamos a rir. Mas nos mantemos sempre perto dela.

–- É vejo que você gosta mesmo da minha filha e ela gosta muito de você – ela fala e vejo um pouco de tristeza na sua voz.

–- Hayley, ela acabou de te conhecer, dê um tempo a ela, a Hope é uma boa menina – sorri, coloquei a minha mão sobre a dela e apertei.

–- Obrigada, Caroline – ela falou apertando minha mão de volta.

–- Não precisa agradecer. – sorri.

–- Não só por ter cuidado dela, mas por me ajudar a me aproximar, você não imagina o quanto isso é importante pra mim – e quanto eu menos espero ela me abraça, eu retribuo.

Ouvimos um pigarreio e olho para o lado, encontro Elliot nos olhando.

–- Me desculpe, mas o Elijah mandou procurar a Hayley, ele quer falar com você – ele fala.

–- O que será que ele quer? Bem é melhor eu ir logo – Hayley fala, ela chama a Hope da um beijo nela e diz que vai ter que voltar.

–- Mas já? Eu não quero ir embora – Hope fala fazendo bico.

–- Você não precisa ir agora, mas eu não quero deixar vocês duas sozinhas aqui – a híbrida fala, eu entendo, esse meses cheios de inimigos do Klaus pela cidade, não me surpreende o medo dela.

–- Não se preocupe – Elliot se pronuncia – eu fico com elas – Hayley fica um tempo observando, mas acaba assentindo e sai. Caminho até um banco e sento com a Hope no meu colo, Elliot se senta ao meu lado.

–- Então – sorrio – nos encontramos de novo.

–- Pois é, já comecei o meu dia com sorte – ele olha para mim, ficamos desse jeito até a Hope se pronunciar.

–- Tia Car, eu quero sorvete! – olho para ela com aqueles olhinhos pidões, não resisto a essa garota.

–- Tá, vamos! – levanto e seguimos, nós três, para a sorveteria.

POV Klaus

Estou sentado quando vejo a Hayley entrar, ela não devia estar com a Caroline e a Hope?

–- Hayley? Você não tinha saído com Hope e a Caroline? O que você está fazendo aqui?

–- Sim, mas o seu irmão mandou me chamar, por acaso você viu ele em algum lugar? – ela pergunta.

Não ouço mais nada depois que ela confirma que estava com a minha filha e a Caroline, ela deixou as duas sozinhas?

–- Você deixou as duas sozinhas? Como você pode fazer isso? Esqueceu que há alguns dias atrás essa cidade estava cheia de inimigos querendo matar nossa filha? – já estava me exaltando, se algo acontecesse a Hope ou a Caroline, não sei o que eu faria.

–- Hey, calma, é claro que eu não deixei as duas sozinhas! Um dos seus vampiros ficou com elas, Elliot se eu não me engano, esse é o nome dele!

Como ela deixa as duas pessoas mais importantes para mim nas mãos de um vampiro qualquer?!

–- Onde elas estão? – pergunto, tentando me controlar.

–- Elas estavam no parque aqui perto, calma Klaus ele é um dos vampiros de confiança do Marcel, não precisa agir desse jeito, ele vai protegê-las se algo acontecer.

–- Não! Eu mesmo vou cuidar delas, não vou deixa-las sendo protegidas por um vampiro qualquer – saio em direção ao parque.

Chego lá, mas não os encontro, ando mais um pouco e vejo eles sentados em uma sorveteria. Olho para as duas pessoas que importam, elas estão com sorrisos lindos estampados em suas faces, fico um tempo as admirando, mas logo me aproximo.

POV Caroline

Eu não conseguia parar de rir, depois que compramos os sorvetes nos sentamos em uma das mesas e o Elliot começou a brincar com a Hope, ela ria tanto que era impossível não se contagiar com aquela risada.

Até olhar para a porta, vejo o Klaus se aproximando, meu sorriso vai diminuindo. O Elliot segue meu olhar e se ajeita na cadeira.

–- Olá – ele fala com aquele sorrisinho que eu amo – Posso me sentar?

Ele nem espera nossa permissão puxa a cadeira e se senta entra mim e Elliot. Um silêncio constrangedor toma conta da nossa mesa, mas a Hope me puxa e numa tentativa falha de sussurro ela diz:

–- Tia Caroline esse é o seu namorado? Ele é bonito – ela fala sorrindo para o Klaus.

Ah a Rebekah ainda me paga por essa mentira. Fico toda vermelha, mas logo desminto.

–- Não meu amor, o Klaus é só um amigo, e ele é o seu papai – ela esbugalhou os olhos.

–- Oi Hope, com aquela correria de ontem nem conseguimos nos apresentar – ele sorriu – Sou Klaus, o seu pai. E fui eu que escolhi o seu nome – ele estende a mão para ela. Mas a Hope nos surpreendeu quando pulou da cadeira e deu um abraço apertado nele, no começo ele se assustou, mas passou os braços por aquele corpinho e fechou os olhos, um sorriso muito grande se espalhou por meu rosto. Sinto alguém tocar meu braço. É o Elliot.

–- É... Caroline, eu acho que já vou indo, depois a gente se encontra – ele fala meio sem jeito, me da um beijo e um abraço e sai. Fico observando ele sair da sorveteira, mas quando foco meu olhar no Klaus vejo ele com o cenho franzido e com certa vermelhidão em seu rosto, mas quando ele se afasta da Hope e olha para ela seu rosto suaviza.

–- Tia Car, podemos voltar para o parque? – aqueles olhos pidões voltam.

–- Ah Hope, nós temos que voltar pra casa, outro dia tá bom? – ela tenta me convencer, mas eu resisto bravamente.

–- Tá bom, mas você prometeu viu tia Car? Outro dia a gente volta – ela levantou segurou minha mão e segurou a do Klaus com a outra, ouvi ele sussurrar pra mim:

–- É... Nós teremos muito trabalho com essa menina – ouço a risada dele. Sinto um arrepio quando ouço o "nós", mas dou um sorrisinho. E saímos eu, a Hope e o Klaus de mãos dadas por New Orleans. É estranho ter esse pensamento, mas sinto como se nós fôssemos uma família normal. No caminho de volta para casa passamos em frente a algumas lojas quando Hope grita:

–- Tia Caroline, olha só que lindo esse vestido! – ela aponta para um vestido rosa, com babados pretos, do tamanho dela, que custa uma fortuna. Essa menina é realmente uma Mikaelson.

–- É lindo, querida, mas onde você vai usar uma coisa dessas?

–- Por favor, tia Car!

–- Hope, nós não temos nenhuma festa para ir, não vou comprar o vestido para ficar no armário.

–- Ah tia Caroline!

–- Eu tenho uma ideia – fala Klaus.

–- Qual? – Hope pergunta.

–- Por que não fazemos um baile de boas vindas lá em casa para a princesa do French Quarter? – ele dá um sorriso para Hope.

–- Eu sou a princesa? – ela pergunta, com os olhos arregalados.

–- Claro que é você. Venha, vamos comprar o seu vestido – ela estende os braços e ele a pega no colo, entrando na loja.

–- Klaus! – eu falo atrás deles – Você não pode deixar que ela fique mimada assim!

–- Sweet, relaxe. Eu não posso cuidar da minha filha? Ela já me adora, sou um ótimo pai! – ele sorri, não posso evitar sorrir junto, principalmente quando ouço o “sweet”.

Klaus e Hope estão conversando com a vendedora, eu não estou muito interessada com o assunto dos vestidos, estou planejando todos os detalhes da festa na minha cabeça, mas não faço ideia de que roupa vou usar. Vejo uma livraria do outro lado da rua, eu preciso comprar um bom livro para me distrair, já que Rebekah também vai querer participar da organização do evento.

–- Klaus, eu vou ali na livraria e já volto!

–- Não me deixe aqui sozinho com ela, sweet – ele sussurra, apontando para Hope que está decidindo qual vestido levar.

–- Tchauzinho!

***

Klaus, eu e Hope estamos voltando para casa. Eu estou com ela no colo, ele está levando duas sacolas de vestidos, três de sapatos e os meus livros. Hope gastou uma pequena fortuna com suas roupas. Assim que entramos em casa ele anuncia:

–- Família, preparem-se! Teremos um baile!

Notas finais
E aí, gostaram? Caroline, Klaus e Hope tendo momentos felizes, como uma família de verdade! Fofos, sim ou claro? Comentem, comentem, comentem! Beijinhos, Vampira Original e Dudaa.