Notas iniciais
Quem ama Klaroline desde o primeiro fio de cabelo até a unha do dedo do pé vai surtar com esse capítulo super especial! #semspoilers Vamos lá!

POV Klaus

Rebekah e Hayley descem as escadas correndo e começam as perguntas:

–- Um baile?

–- Quando?

–- Isso não é coisa que se resolve de imediato, Klaus!

–- Quando você decidiu isso?

–- Quem vai organizar?

–- Calem-se as duas! – eu ordeno – Vocês mulheres que resolvam essa história de baile, decidam tudo, eu tenho certeza que você vai gostar – dou um beijo no rosto de Caroline e vou para o andar de cima. Coloco as sacolas da minha filha na cômoda dela e sigo para o quarto de Caroline, quando vou colocar a sacola de livros na cama dela eles caem no chão e consigo ver os três: 50 tons de Cinza, 50 tons mais escuros e 50 tons de Liberdade. Eu já ouvi falar desses livros. Ela vai estar tão entretida com a organização que não vai nem perceber se eu ler. Começo com 50 tons de Cinza. Tranco-me no meu ateliê e começo a ler.

POV Caroline

Contei para as meninas sobre o dia com Klaus e Hope, Rebekah não perdeu a oportunidade de me zoar, lógico. Hayley subiu para ar um banho em Hope, agora estamos eu, Rebekah e Davina, que chegou com Kol há poucos minutos, decidindo sobre os convites. Rebekah insiste que tem que ser brancos, mas eu digo que tem que ser um tom escuro e Davina acha que tem que ser azul. Nunca vamos chegar a um consenso.

–- Vamos perguntar a opinião do Elijah. – fala Davina.

–- ELIJAH! – nós três gritamos. Em menos de um segundo ele está no pátio, em pé ao lado do nosso sofá.

–- Estou aqui.

–- Que cor você acha que tem que ser os convites do baile?

–- Não é um baile em homenagem a Hope? – ele pergunta e nós assentimos – Então perguntem para ela!

–- Rosa! – eu e Rebekah falamos.

–- Rosa? – Davina faz cara de nojo.

–- É a cor favorita dela. – Rebekah responde.

–- Façam rosa então.

–- Ok, próximo – eu checo a minha lista – Decoração. Que vai ser rosa, para combinar com o convite, né?

–- Sim. – Rebekah fala – Davina, pegue esses telefones e comece a ligar, marque para virem aqui amanhã para falar a respeito da decoração. – Davina assente e pega os números e o telefone – O que temos agora?

–- Lista de convidados.

–- Todo mundo.

–- Todo mundo quem?

–- Bom, temos nós, a família real, os vampiros de confiança, os lobos, Camille...

–- Temos mesmo que convida-la?

–- Sim, ela representa a facção dos humanos. Ah, falando em humanos, temos que convidar o prefeito, a família dele e mais alguns políticos.

***

Davina, eu e Rebekah estivemos ocupadas o dia todo resolvendo as pendências do baile, enquanto Elijah e Hayley brincavam com Hope, o que me deixou muito feliz, saber que ela está se aproximando do tio e principalmente da mãe. Olhei no meu relógio e já eram 22h14min, rapidamente subi para tomar um banho. Agora estou de calcinha e sutiã, procurando uma roupa para poder ir jantar. Ouço a porta abrir e quando olho lá está ele, me olhando desnorteado.

–- Klaus! – eu falo – Bater na porta é bom, sabia?

–- Nada que eu não tenha visto, sweet. – ele sorri maliciosamente e me lembro da nossa tarde na floresta. Com isso também me lembro que já faz quase um ano que não vou pra cama com ninguém.

–- Sai daqui, Klaus! – eu jogo uma almofada nele.

–- Calma, calma. Eu só vim avisar que o jantar está na mesa e devolver isso – ele deixa o livro “50 tons de Cinza” em cima da cama – Muito bom esse livro, Caroline. Eu não sabia que você gostava desse tipo de coisa – ele sorri novamente e eu coro. Assim ele sai do quarto. Acho uma roupa qualquer e desço.

***

Estou sem sono. Já é de madrugada. Acabei de ler 50 tons de Cinza, mas não consigo encontrar a continuação, 50 tons mais escuros. Deve estar com Klaus, ele com essa mania horrorosa de roubar os meus livros. Como ele disse, o livro é muito bom, quase consegui me imaginar como Anastasia Steele, mas onde encontrarei um Christian Grey? Meu Deus, que homem! Bato na porta do quarto de Klaus, mas ninguém responde. Talvez ele esteja dormindo, vai ser mais fácil, é só entrar, procurar o livro e sair. Entro e me deparo com ele sem camisa, mostrando seu abdômen definido, com uma calça de moletom, deitado na cama, lendo o livro que eu quero.

–- Caroline? – ele pergunta, abaixando o livro e olhando para a porta. Fico sem graça porque estou com uma camisola curta e transparente. Eu não falo nada então ele sorri e diz – Sabe, isso ficou meio estranho. Primeiro, transamos na floresta, uma coisa tão selvagem quanto as aventuras de Ana Steele e Christian Grey, depois você entra no meu quarto com um perfume estonteante, uma camisola transparente e um decote que oferece um mergulho. O que está querendo de mim, sweet?

Uau. Que palavras foram essas? Mal consigo raciocinar. Isso realmente ficou estranho, mas eu também estou estranha. Se não fossem todas as coisas que me impedem, eu pularia agora mesmo na cama dele e pediria por mais daquilo que fizemos na floresta. Volte para o mundo real, Caroline!

–- Na verdade eu vim ver se você estava com o meu livro, já que você tem o terrível hábito de pegar as coisas sem pedir.

–- Sim, estou com o seu livro e não, não vou devolver até eu terminar. – reviro meus olhos – A não ser que você queira ler comigo... Nesse caso, deite-se aqui ao meu lado, eu não vou morder – ele sorri e mostra suas presas.

–- Boa noite, Klaus! – eu me viro e na hora que vou fechar a porta ele me chama novamente.

–- Caroline!

–- O que?

–- A calcinha que você está usando é muito pequena, garanta que ninguém te veja assim. Além de mim.

–- Você não é meu dono, Klaus! – reviro meus olhos e saio, deixando a porta aberta, mas sinto um vento e depois sou prensada contra a parede. Klaus está tão perto que posso sentir sua respiração junto com a minha.

–- Caroline, se qualquer outro homem olhar para você desse jeito, eu vou mata-lo sem hesitar, porque você é minha! Eu já cansei de bancar o bonzinho, dessa palhaçada de ir com calma, porque você sabe muito bom o que eu quero. Eu quero você, sempre e para sempre.

–- Klaus... Me solte, alguém pode chegar e... – ele pressiona o corpo contra o meu e posso sentir sua ereção. Oh meu Deus! Ele agarra minha cintura e me beija. Eu tento resistir, mas estou pegando fogo por dentro, então passo minhas mãos pela sua nuca e pelo seu cabelo, puxando-o para mim. Ele segura minha coxa e a levanta, sua ereção roça em mim e eu gemo no meio do beijo, até que ouvimos uma voz masculina no corredor:

–- Sexo ao vivo? Muito melhor. – nos separamos e Kol está encostado na porta de seu quarto, com uma bolsa de sangue na mão, sorrindo para nós. Acho que estou da cor de um tomate, mas Klaus está tão bravo que se tivesse um carvalho branco nas mãos, Kol já seria um cadáver.

–- Já é hora de crianças estarem na cama, Kol. – fala Klaus.

–- Desculpe, Nik. Eu estava com fome, então fui na cozinha, peguei uma bolsa de sangue e quando subi encontrei... vocês. Seus safados! Nik, você não tem vergonha na cara? Ficar fazendo sexo no corredor, enquanto a sua filha está dormindo bem ali? – ele aponta para o quarto de Hayley.

–- É... Eu acho que vou para o meu quarto. – eu digo, totalmente envergonhada e consciente que Kol vai me infernizar com isso a semana toda.

–- Ora, ora, não se incomode comigo, cunhadinha.

–- Boa noite Kol e... Tchau Klaus. – eu saio correndo em velocidade vampiresca para o meu quarto.

Assim que fecho a porta do meu quarto, ainda estou ofegante e meio tonta.

–- Oh meu Deus! O foi que eu fiz? – eu repeti várias vezes para mim mesma. O que me deu na cabeça para entrar daquele jeito no quarto do Klaus? Com a camisola mais transparente, curta e decotada que eu tenho? Foi a Rebekah que me deu essa camisola, parece até que foi de propósito. Vou para a cama e tento dormir, sem conseguir aceitar que eu acabei de dar um amasso com Klaus no corredor, que ele estava bem “animadinho” e que se não fosse o Kol ter chegado, a essa hora eu estaria na cama dele, embaixo dele. – Maldito Kol! – eu digo baixinho. O que é isso, Caroline? Está maluca? Hope está dormindo bem perto de você e você fica pensando em como estaria na cama do pai dela? O que está havendo comigo?

***

Estou acabando de me trocar para descer para o café da manhã, ainda não sei como vou encarar o Klaus depois dos acontecimentos de ontem a noite. Kol não vai perder a oportunidade de me zoar, mas eu não posso perder o controle. Saio do quarto e Kol está encostado bem na minha frente. Lá vem!

–- Bom dia, cunhadinha! Como foi a noite sem estar na cama do Nik?

–- Cale essa boca, Kol! E não conte isso para ninguém, ou vou encontrar uma estaca do carvalho branco especialmente para você!

–- Uau. Nervosinha, deve ser disso que o Nik gosta, não é? – reviro meus olhos e saio caminhando na frente, mas Kol me alcança – Caroline, desculpe. Olha, eu não vou perder a oportunidade de brincar com isso, mas eu espero que nós sejamos... amigos.

–- Amigos?

–- É, sabe... Não dá para encarar como inimiga a mulher com quem o meu irmão dá uns amassos no corredor. – eu dou um tapa no braço dele, depois sorrio – Amigos?

–- Amigos. – ele me oferece o seu braço e descemos juntos para o café. Estamos rindo alto na escada por causa de uma piada que ele contou, o olhar de Klaus se vira para nós, ele não gosta muito do que vê.

Sento na mesa ao lado de Hope e de Rebekah, embora Klaus esperasse que eu tivesse me sentado ao lado dele. Eu mal consigo olha-lo nos olhos. Termino meu café, digo para Rebekah terminar de resolver as coisas do baile e digo para Hope que estou indo comprar o meu vestido para o baile.

–- Você não deve ir sozinha, é perigoso. – Klaus fala.

–- Não irei sozinha. – falo, saindo da mesa.

Já do lado de fora da casa encontro Elliot, eu mandei uma mensagem logo que acordei, perguntando se ele podia ir comprar o vestido comigo e ele respondeu que sim.

–- Hey Car! – ele me dá um beijo no rosto.

–- Oi...

–- O que você tem?

–- Nada. É só que...

–- Klaus?

–- É. Ontem nós...

–- Você foi parar na cama do Klaus ontem? – ele pergunta, incrédulo.

–- Não! Quase.

–- Se você não quiser me contar, eu vou entender.

–- Na verdade, eu preciso contar isso para alguém. Se eu ligar para a minha amiga Elena ela vai surtar, se eu ligar para a minha mãe ela vai surtar mais ainda, se eu ligar para a minha amiga Bonnie... eu nem faço ideia de qual vai ser a reação dela e se eu ligar para o meu amigo Stefan, ele vai dizer para eu ser feliz e me jogar na cama do Klaus, então sobra você.

Continuamos conversando e caminhando até a rua das roupas mais chiques de New Orleans, até que paramos em frente a uma loja que se chama Queen.

–- Nada mais apropriado para quem deu uns amassos com um rei ontem, não é? – Elliot estava igualzinho ao Kol, tirando sarro da minha cara. Apenas mostro o meu dedo do meio para ele e entramos na loja. Eu nunca vi tantos vestidos perfeitos.

Depois de muitas tentativas frustradas, Elliot dizendo que estava bom em todos só porque queria ir embora e a vendedora cansada de olhar para a minha cara, eu finalmente achei o vestido ideal para mim. Elliot sai da loja carregando a minha sacola com a caixa do vestido, quando encontramos aquela loira vadia que estava com Klaus no quarto no dia que eu cheguei.

–- Caroline, não é? – ela diz.

–- Sim. – falo seca.

–- Ótimo, eu só queria te avisar que eu não vou permitir que faça do Klaus o seu brinquedinho, ele é um homem crescido, que tem seus próprios problemas, que tem que lutar com seus próprios demônios, não tem tempo para adolescentes frustradas como você. – ela cospe as palavras. Eu sorrio e me aproximo do ouvido dela.

–- Você tem sorte de estarmos na rua, querida, eu consigo pensar em formas de te matar que você nem sequer sabe que existem. – me afasto e sorrio – Você é intrometida e linguaruda. Sabe o que pessoas como eu fazem com pessoas intrometidas e linguarudas?

–- Vai me matar? – ela não está colocando fé em mim.

–- Não. Vou quebrar as suas pernas e fazer você se curvar diante de mim. Preste atenção em como fala comigo, Camille. Não se esqueça que eu sou a sua rainha.

–- Rainha?

–- Um dia você vai entender.

Saio caminhando com Elliot ao meu lado, enquanto ela entra na loja. Ele está impressionado e solta uma gargalhada.

–- Onde você aprendeu a falar assim?

–- Eu vi num filme outro dia – eu rio, assim como ele – Além disso, ela merece saber com quem está lidando, é muito chata.

–- Eu comprei uma coisa para você.

–- Pra mim? Quando?

–- Hoje. Quando você estava no provador com a vendedora. Não me olhe assim, eu não aguentava mais ficar lá.

Elliot me entrega uma sacola da Victoria’s Secret, dentro há uma caixa, mas eu não sei o que tem.

–- Não abra agora. Sabe, por mais que eu não concorde e por mais que me doa dizer isso, você precisa do Klaus, assim como ele precisa de você e vocês dois precisam disso aí – ele aponta para a sacola – Você vai saber quando usar.

–- Obrigada. Mesmo. Elliot, quando eu cheguei aqui eu nem sabia o que esperar, Rebekah era minha única amiga, Hope era tudo o que eu tinha, mas você me faz ver as coisas de um outro jeito, como meu amigo Stefan.

–- É, eu só estou te dando isso porque eu sei que nunca vou sair da sua friendzone.

–- Não vai mesmo, mas eu gosto muito de você. Como um amigo!

–- Infelizmente – ele sorri – eu também gosto muito de você. Como amiga! – Elliot me dá um forte abraço e eu retribuo, na verdade estou quase chorando, é tão bom ter alguém para desabafar.

POV Klaus

Não sei porque a Caroline está me tratando desse jeito, tão friamente. Ontem a noite ela estava pegando fogo, assim como eu. Nessa manhã ela desceu cheia de risadinhas com Kol, não se sentou ao meu lado e mal trocou palavras comigo. Ela saiu sem as meninas para escolher um vestido e não voltou ainda, disse que não estaria sozinha, mas não me disse com quem ela estaria. Estou caminhando para uma loja porque Rebekah insistiu que eu tinha que comprar um smoking novo para o baile, que será amanhã a noite. Eu não estou vendo isso, estou alucinando, é, eu estou alucinando. Não. É isso mesmo. Caroline está abraçando o vampiro de Marcel, Elliot, no meio da rua! Será que é por isso que ela está me ignorando? Ele está segurando uma sacola grande, provavelmente dela e ela está com outra sacola. Eles se soltam e olham para mim, acho que a minha cara não é das melhores.

–- Estou atrapalhando?

–- Não, claro que não. Carol e eu decidimos ser amigos.

–- Ah – eu falo.

–- Elliot e eu vamos para casa, eu preciso fazer muitas coisas ainda. Hope deve estar sentindo a minha falta – fala Caroline, caminhando na frente.

Então eles simplesmente vão embora. Quem esse vampiro de merda pensa que é para ficar circulando e sendo amiguinho da minha Caroline? Todos vão saber que ela é minha no baile.

Notas finais
Camisola da Caroline: http://3.bp.blogspot.com/-KjJdFNjD0kY/UNbqjlLc0tI/AAAAAAAAC_k/ryvUpc_aqqk/s400/azul.jpg E aí, gostaram? Comentem, comentem, comentem! Beijinhos. PS: não deixem de ler "Klaroline is Life", a minha outra fanfic! PS²: para quem quiser dar uma olhadinha, essa daqui é a Hope: http://1.bp.blogspot.com/_qVNkP_ZQmA0/STgrhXGN2OI/AAAAAAAABw4/QRsNRF9lgfo/s1600/menina%252Bloirinha.jpg