Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope

2 Decisão... Ou indecisão


Notas iniciais
Hey, voltei! 1. Muito obrigada, estou realmente feliz, já tem 20 acompanhamentos apenas com o prólogo, gostei muito dos 12 comentários! 2. Não deixem de dar uma passada na minha outra fic: Klaroline is Life. Vamos ao capítulo 1...

PDV Rebekah

Hope estava no banco do passageiro, dormindo, enquanto eu dirigia para o mais longe possível de New Orleans, já que haveria uma guerra sangrenta lá em breve. Minha sobrinha era a coisa mais linda do mundo. Ainda não sei a cor dos olhos nem do cabelo, já que ela dormia e usava uma toquinha branca, combinando com a roupinha e com a manta. Mas ainda havia um problema que eu não tinha conseguido resolver: como cuidar de uma recém-nascida? Acho que o último contato que eu tive com uma criança foi há mil anos, quando meu irmão Henrik ainda era vivo. Eu preciso de alguém para me ajudar com isso, e já até tenho essa pessoa em mente, mas ela se encontra um pouco longe de onde estou.

PDV Klaus

Deixar a minha filha foi, sem dúvida, a coisa mais difícil que já fiz em toda a minha vida. Eu a conheço há poucas horas e já a amo tanto. Talvez seja porque ela é uma parte de mim, uma parte boa de mim. Arrisco pensar que ela possa ser o que Elijah gosta de chamar de “a minha redenção”. Não sei quanto tempo vou levar para acabar com a praga de lobisomens e transformar a cidade em um lar para Hope, já que agora eles têm as pedras, que tiram força de mim, toda vez que as usam. Hayley agora vai se tornar uma híbrida, também tenho que ajuda-la na transição, ela pode ser útil para me ajudar a tomar a cidade.

PDV Rebekah

Já estávamos na estrada há 6 horas, já eram 4h48min, então chegamos à uma cidade do interior, já longe de New Orleans, mas ainda na Louisiana. Parei no hotel mais luxuoso da cidade, afinal eu não iria ficar em um hotel de beira de estrada com a minha sobrinha. Peguei a suíte presidencial e tive que colocar Hope na minha bolsa, até subirmos para o quarto. Ninguém poderia desconfiar que havia um bebê ali, muito menos que era o bebê que todos queriam morto. Chegamos ao quarto, tirei Hope da bolsa e a coloquei na cama, fazendo uma barricada de travesseiros dos dois lados para que ela não caísse. Sentei no sofá, liguei a TV e peguei meu celular, resolvi ligar para quem poderia me ajudar, a única pessoa em que eu pudesse confiar e que estaria apta a esse trabalho.

–- Alô?

–- Caroline?

–- Quem está falando?

–- Rebekah. Rebekah Mikaelson. Suponho que ainda se lembre de mim.

–- Oh meu Deus, Rebekah? Por que você está me ligando? Você era a última pessoa que eu esperava falar.

–- Eu sei, mas preciso da sua ajuda para resolver um problema.

–- Você? Precisa da minha ajuda? Para resolver um problema?

–- Olha Caroline, você não sabe o tamanho do buraco que está no meu orgulho por ter que te pedir ajuda, mas eu preciso mesmo e querendo ou não, você é a única pessoa que eu acho que posso confiar.

–- Olha Rebekah, você não é a única pessoa que tem problemas, eu também tenho e pode ter certeza que os meus são bem mais sérios do que os seus.

–- Eu posso apostar que não. Que tipo de problemas você tem? Sua roupa de líder de torcida não entra por causa dos quilinhos a mais?

–- Cale essa boca! Damon e Bonnie morreram, esse é o meu problema. Se você não se importa, ainda estou super mal então vou desligar...

–- Não! Caroline, por favor espera! Bom, eu sinto muito por isso, mas com todo o clima que eu imagino estar aí Mystic Falls você deve estar querendo se distanciar de tudo isso, certo?

–- Não seria uma má ideia.

–- Ótimo. Você aceita fazer uma viagem longa comigo?

–- Viagem longa? Com você? Deve estar de brincadeira!

–- Na verdade, não estou. Como você já deve desconfiar, eu preciso de você. Só uma pergunta: você sabe cuidar de criança?

–- Cuidar de criança?

–- É, sabe, recém-nascido.

–- Essa história está cada vez mais estranha.

–- Eu sei. Mas venha comigo, eu compro sua passagem e mando para você. Esteja depois de amanhã bem cedo no aeroporto de Mystic Falls e venha para a Louisiana, eu mando buscarem você.

–- Rebekah, eu tenho que pensar. Não posso deixar a minha mãe, a Elena, o Stefan...

–- Não há nada para pensar, Caroline, apenas venha. Se jogue, deixe as coisas rolarem, pelo menos uma vez na vida, pense primeiro em você.

–- Ok, mande a passagem. Eu vou.

–- Perfeito. Até logo.

Desliguei o celular, dei uma olhada em Hope, que ainda dormia tranquilamente e peguei o notebook na minha bolsa. Comprei a passagem e enviei por e-mail para Caroline.

Mystic Falls

PDV Caroline

Estava deitada na minha cama pensando em tudo o que eu tinha acabado de fazer... Eu ia para uma cidade desconhecida, em outro estado, para encontrar uma pessoa que eu odiava, para ajuda-la com alguma coisa que nem sequer eu sabia o que era. O que eu estava fazendo da minha vida? Ah sim, estava fugindo da dor de permanecer em Mystic Falls pela eternidade sabendo que Damon e Bonnie jamais voltariam. Pensei em como eu estava sendo egoísta com Elena e Stefan, de deixa-los sozinhos em um momento como esse, mas também pensei em como eu seria egoísta comigo mesma se eu não fosse. Tudo o que eu precisava era sair desse lugar... Fui despertada dos meus devaneios com o barulho do meu notebook. Era um e-mail.

De: Rebekah Mikaelson (ladymikaelson@hotmail.com)

Para: Caroline Forbes (misscarolineforbes@hotmail.com)

Segue a passagem. Se vire para imprimir e obrigada por vir.

PASSAGEIRO: CAROLINE ANNE FORBES

IDENTIDADE: 201.365.458-7

SAÍDA: AEROPORTO DE MYSTIC FALLS

DESTINO: AEROPORTO DE LAKE CHARLES

VOO: 84517 PORTÃO: 12 HORA: 6:00

Imprimi a passagem e já estava brava com a Rebekah. Como ela ousa comprar a passagem para as 6:00 da manhã? Eu teria que me arrumar logo e arrumar minhas malas, pois olhei no relógio e já eram 22:37.

Abri o meu closet e peguei uma mala de tamanho médio. Coloquei algumas roupas, sapatos, itens pessoais, escolhi minha roupa do dia seguinte, peguei uma pequena mochila, que me servia como bolsa, e coloquei meu carregador, meu notebook, algumas maquiagens e meu livro: Julieta Imortal – A maior história de amor de todos os tempos é uma farsa.

Fui tomar um banho bem demorado e enquanto isso fiquei pensando em tudo o que deixaria para trás. Minha mãe, que me mataria quando soubesse que fui embora, Stefan, que sentiria muito a minha falta, Elena, que talvez um dia me perdoe por ter ido e deixado ela nesse estado, Tyler, que era um bom amigo, mas nunca mais foi a mesma coisa entre nós, a faculdade, que eu teria a eternidade para fazer quantas vezes quisesse, Mystic Falls, onde nasci e fui criada, mas sempre sonhei em sair daqui e ganhar o mundo, enfim, tudo o que eu conhecia e confiava, agora eu estaria deixando para trás, para sair em uma nova aventura, como eu tenho sonhado desde os meus 10 anos.

Saí do banho, coloquei um roupão bem quentinho e peguei uma folha e uma caneta. Era a hora de explicar porque ninguém iria me encontrar em casa quando voltassem, minha mãe do trabalho, Tyler da mansão Lockwood, Elena e Stefan da mansão Salvatore. Nunca achei que teria que escrever um bilhete para explicar porque estou indo embora, mas detesto despedidas e eu teria que sair daqui fugida, para que ninguém tentasse me impedir, caso contrário eu ficaria aqui. A minha carta acabou ficando assim:

Queridos mãe, Stefan, Elena, Tyler e quem mais for sentir a minha falta,

Tudo o que vocês precisam saber é que eu parti. Simplesmente parti, fui embora. Isso foi necessário, eu não suportaria mais ficar em Mystic Falls, ficar nesse lugar que nos últimos tempos só tem me trazido tristezas e desilusões. A morte do Damon e da Bonnie foi a gota d’água para mim, é claro que vou sentir a falta de todos vocês, vou sofrer e sentir saudades, mas nada disso é o suficiente para fazer com que eu mude de ideia.

Eu sinto muito por tudo, sinto muito por isso, por estar me despedindo com uma mera carta, mas eu não aguentaria ter que ver o rosto de vocês cheio de lágrimas, muito menos o meu. Podem ter certeza que vou levar um pouco de cada um comigo e espero deixar um pouco de mim com cada um de vocês.

Todos esses anos que passamos juntos foi maravilhoso, foi mágico, vocês fizeram da minha vida um inferno e um paraíso ao mesmo tempo, mas a vida continua, eu não sou mais aquela garota de 17 anos que era líder de torcida, miss Mystic Falls, exemplo para a cidade, namorada do filho da prefeita. Desde que me tornei vampira a maioria das coisas mudaram, eu já estava me sentindo sufocada aqui há um bom tempo, mas não tinha coragem o suficiente para ir. Agora que a oportunidade surgiu, eu decidi me tornar uma mulher de verdade e tomar as rédeas da minha vida.

Elena, me perdoe, eu sei que sou sua melhor amiga e que nunca esperaria uma coisa dessas de mim, ainda mais agora que estamos sem os conselhos da Bonnie, mas eu realmente tive que fazer isso. Se quiser um conselho, saia de Mystic Falls, pelo menos por um tempo, tente ficar o mais distante possível de tudo isso.

Stefan, eu sei que ninguém sente mais a perda do Damon do que você. Me desculpe por deixa-lo também, mas eu prometo que um dia vamos nos encontrar novamente e você vai poder me bater por isso, ou me abraçar.

Tyler, há muito tempo nós não éramos um casal. Eu espero sinceramente que você arrume uma mulher que goste de você como merece, que não te magoe e sempre esteja apaixonada por você. Seja muito feliz e eu também serei, afinal, antes de namorados, nós éramos amigos, certo?

Por favor, eu peço que por enquanto não me liguem, nem me peçam para voltar.

Eu não sei quando vou voltar, nem se vou voltar, mas vou guardar vocês no meu coração. Obrigada por tudo, por tudo mesmo, pelo pequeno e lindo infinito que fizeram a minha vida. Como diria Hazel Grace Lancaster:

“Alguns infinitos são maiores que outros.”

Eu amo todos vocês. Adeus, ou até logo.

Caroline Anne Forbes

PS: Mãe, você vai me ver de novo, eu prometo.

Escrever a carta quebrou o meu coração. Eu acho que nunca chorei tanto na minha vida. Por sorte, minha mãe estaria de plantão na delegacia enquanto eu sairia escondida de casa. Peguei uma foto minha com os meus amigos e outra com a minha mãe, coloquei-as dentro da minha bolsa, vesti um pijama e coloquei meu celular para despertar às 4:00. Desci e fui até a cozinha beber um copo d’água e encontrei minha mãe lá.

–- Oi filha.

–- Oi mãe. – meus olhos marejaram.

–- O que você tem, Caroline?

–- Nada não, você não vai para a delegacia?

–- Já estou indo para lá, só estou comendo uma coisinha antes.

–- Ah, eu só vem tomar uma água mesmo.

–- Bom, estou indo. Tchau filha.

Corri até ela e dei um abraço muito apertado.

–- Eu te amo, mãe.

–- Caroline, você está bem?

–- Estou – falei com a voz fraca por conta do choro que ainda estava preso na minha garganta – Eu só estou cansada.

–- Eu também te amo Caroline.

Ela saiu porta a fora e o meu coração apertou. Como eu poderia fazer uma coisa dessas com a minha própria mãe? Bebi a água e voltei para o meu quarto.

Nessa madrugada, a hora que eu acordasse, eu decidiria o que realmente iria fazer... Se iria embora ou se ficaria, mas se eu ficasse a única chance que eu tinha aqui era de sofrer pela eternidade a morte de Bonnie e Damon e talvez me casar com Tyler para manter as aparências de família feliz, como eu sempre planejei. Se eu fosse embora, eu não sabia o que me esperava, não sabia se voltaria, não sabia o que Rebekah queria comigo e não sabia se um dia eu viveria meu sonho adolescente de ter um amor verdadeiro.

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem por favor! Beijinhos