Notas iniciais
Heeey, voltei! Desculpem a demora, mas a minha outra fic "Klaroline is Life", tem me tomado muito tempo, quem puder, dá uma passadinha lá :) Bom, vamos ver o que a Caroline vai fazer da vida dela e como será a reação dela sobre a Hope ser filha do Klaus...

PDV Rebekah

Eu não sabia se Caroline viria realmente, mas bom, ela disse que viria. Hope acordou e começou a chorar... Ah meu Deus, o que eu faço? Fui até a cama e a acalmei.

–- Shhhh... Não precisa chorar meu amor, a tia Bex está aqui. Olha, eu não sou muito boa com crianças, mas amanhã vai chegar uma outra tia que vai me ajudar, ok?

Ela parou de chorar e olhou para mim. Seus olhos eram azuis... Azuis como os meus, como os de Nik. Tirei a toquinha dela e vi seus lindos cabelinhos loiros. Ela parecia um filhote de Barbie. Se Caroline viesse mesmo, ela iria adorar a minha sobrinha. Hope começou a chorar novamente.

–- Ei, o que você quer? Será que tem alguma coisa na bolsa que o seu pai me entregou?

Quando Nik me entregou Hope, ele também me entregou uma bolsa. Ele disse que lá tinha o que ela iria precisar nesses dias, depois eu teria que me virar. Mexi na bolsa e achei uma mamadeira, que ainda estava quentinha por causa da proteção térmica. Peguei Hope no colo e dei a mamadeira para ela, depois a chupeta. Ela dormiu novamente.

***

As 5:30 da manhã, eu desci até o saguão do hotel e hipnotizei um motorista de táxi.

–- Você vai para o aeroporto e vai esperar uma loira, de olhos azuis. Fique segurando uma placa escrito Caroline Forbes e diga que você foi busca-la a mando de Rebekah. Depois traga ela para cá e diga que meu quarto é o de número 304. Entendeu?

–- Sim senhora.

–- Ótimo. Agora vá.

Subi de volta para o meu quarto e me deitei ao lado de Hope. Sinceramente, não sabia que bebês dormiam tanto, não tenho uma boa noite de sono como ela há séculos, literalmente.

Avião

PDV Caroline

Sim, eu parti. Foi a coisa mais difícil que já fiz, mas a opção aventura me instigou muito mais do que a de “família feliz do interior”.

Flashback ON

Meu celular estava gritando no criado-mudo. Olhei e já eram 4:00. Hora de decidir, Caroline!

Não pensei duas vezes, me levantei da cama, troquei de roupa, peguei o resto das coisas que precisava, peguei minhas malas e desci. Chamei um táxi e peguei o bilhete que havia escrito na noite anterior. Deixei-o na bancada da cozinha, junto com as chaves do meu carro, que estava na garagem.

Por sorte, minha mãe estava no plantão e não havia ninguém na rua. O táxi chegou.

***

No aeroporto, eu já estava esperando há meia hora até que ouvi a voz saindo do autofalante:

–- Voo 84527 com destino a Lake Charles, Louisiana, portão 12. Senhores passageiros, por favor, dirijam-se ao portão imediatamente.

Fui caminhando até o portão, fiquei surpresa por ninguém ter me ligado ainda, mas acho que não deu tempo de verem o bilhete.

Flashback OFF

–- Senhores passageiros, por favor, apertem os cintos, vamos pousar no aeroporto de Lake Charles. Esperamos que tenha sido um voo e bem vindos à Louisiana.

Coloquei o meu cinto, essa era a pior parte de se andar de avião, pelo menos para mim, o pouso.

***

Já estava com a minha mala, quando as portas automáticas se abriram e eu procurei por Rebekah, mas não a encontrei, então avistei um homem com uma placa com o meu nome. Imediatamente fui até ele.

–- A senhora é Caroline Forbes? – perguntou.

–- Sim, sou eu.

–- A senhora Rebekah mandou que eu viesse busca-la. Me acompanhe até o carro.

***

O caminho foi silencioso, provavelmente Rebekah tinha compelido o homem, até que paramos em frente a um hotel 5 estrelas.

–- A senhora Rebekah mandou avisar que o quarto dela é o 304. Ela está a sua espera.

–- Obrigada. – falei, pegando minha mala e logo sendo ajudada por um dos carregadores.

–- Para onde posso levar sua bagagem, senhora?

–- Quarto 304, por favor. – ele assentiu e entrou no elevador de serviço com as minhas coisas. Fui até a recepção.

–- Bom dia – falei para a recepcionista – Em qual andar fica o quarto 304?

–- Na cobertura, senhora. É a suíte presidencial. – é óbvio que Rebekah não ficaria com um quarto qualquer.

–- Pode avisar à senhorita Rebekah que estou subindo?

–- Ela está aguardando a senhora, o elevador é por ali.

Impressionantemente tudo naquele hotel era bonito, até mesmo o elevador, que era panorâmico, então dava para ter uma bela vista da cidade toda, que tinha um enorme lago azul no meio. Deve ser por isso que se chama Lake Charles. Lembrei-me de uma viagem que fiz com os meus pais quando era criança, fomos ao lago Louise, no Canadá. Para mim, aquele lugar sempre vai ser especial, aquele lago que eu nunca consegui esquecer... Era lindo, muito lindo. Ouvi a porta do elevador se abrir e me dirigi à porta no fim do corredor, que era branca e enorme, com detalhes dourados. Bati duas vezes e Rebekah atendeu.

–- Olá – ela disse – Entre.

Entrei e o quarto era muito grande e mais bonito do que o hotel inteiro. Tinha uma sala de estar, uma pequena cozinha, dois quartos (sim, dois quartos dentro da suíte presidencial) e um banheiro. Sentei-me no sofá, ainda sem parar de olhar todo aquele luxo.

–- Rebekah, não me leve a mal, mas quando você vai me dizer por que estou aqui?

–- Você deve ter muitas perguntas mesmo.

–- Sim, tipo: por que me trouxe aqui? Por que está sendo boazinha? Você não morava em New Orleans? Pra que um quarto tão grande? Onde está Elijah, eu sempre soube que você nunca se separa dele? Por que tem uma mamadeira em cima da pia? Por que tem chupetas no sofá?

–- Caroline, acalme-se. Primeiro eu vou te contar uma história. Você se lembra da Hayley, certo? – assenti – Então, depois de todos os foras que você deu no Nik, ele meio que se consolou com ela, depois de uma noite de muita bebida. – não entendi por que ela estava me contando aquilo, eu não queria saber da vida sexual do Klaus, muito menos depois que eu mandei ele embora da minha vida aquele dia na floresta – Pois bem, essa única noite gerou uma criança...

–- Uma criança?! Como assim gerou uma criança?! Klaus é um vampiro, ele não pode ter filhos!

–- Ele não é só um vampiro. Ele é híbrido. Nik nasceu lobisomem, a magia o transformou em vampiro, por isso o lado lobo dele estava bem fértil, embora ele não soubesse disso. Continuando... Quando fomos para New Orleans, uma bruxa maluca começou a chantagear o meu irmão dizendo que tinha ligado a vida dela à vida de Hayley e que iria mata-la caso Nik não ajudasse ela a tirar Marcel do poder, um vampiro que meu irmão criou como se fosse um filho.

–- Ei, espera aí... Essa história está cada vez mais confusa. Klaus tem tipo, um filho adotivo?

–- É... Há muito tempo atrás nós morávamos em New Orleans, ajudamos a construir a cidade e Mikael nos expulsou de lá. Achamos que Marcel tivesse morrido, mas quando voltamos descobrimos que ele era o novo rei da cidade, o que não deixou Nik nada feliz, afinal, a cidade é dos originais. Marcel tinha um jeito de controlar se as bruxas estavam usando o poder delas na cidade e já que elas usavam magia ancestral de um cemitério, não podiam sair da cidade.

–- Espera aí, como o seu “sobrinho adotivo” controlava as bruxas?

–- Em primeiro lugar, Marcel não é meu sobrinho adotivo, nós já tivemos um caso, na verdade. – revirei os olhos. Claro, típico da Rebekah, ter um caso o primeiro homem que diz oi pra ela – E ele controlava as bruxas por meio de outra bruxa, Davina, uma garota muito poderosa que ele salvou de um ritual chamado de colheita, ela sentia quando alguém usava magia na cidade. Mas enfim, as bruxas queriam que Klaus ajudasse elas a destruírem Marcel e por pior que o meu irmão seja, ele não poderia destruir alguém que ele ama, sim, ele ama Marcel como um filho.

–- Uau. Isso é demais para mim, nunca pensei que Klaus poderia amar alguém além de si mesmo, mas estou vendo que as coisas em New Orleans são bem diferentes de Mystic Falls.

–- Você nem imagina o quanto. Voltando à história... Meu irmão conseguiu tomar o poder, é o novo rei da cidade, mas uma bruxa vadia voltou do inferno, para onde eu a tinha mandado, e revelou um pequeno segredinho para o Nik, que ficou furioso e ameaçou me matar, mas depois ele me deixou viver e só me expulsou da cidade. Nesse tempo que fiquei fora, Elijah me manteve a par das novidades. Essa bruxa que eu te falei, a vadia, o nome dela era Genevieve...

–- Era?

–- Sim, era. Hayley a matou. Bom, o caso é que ela se envolveu com Nik e...

–- Não vai me dizer que o Klaus engravidou ela também?

–- Não, nada disso. Ela encheu a cabeça dele com um monte de asneiras, até que recebeu um pedido bem inusitado dos ancestrais das bruxas de New Orleans. Eles queriam que ela sacrificasse a minha sobrinha em um ritual para que as bruxas pudessem viver. O caso é que, Nik fez uma aliança com a facção de humanos da cidade e a líder deles, Francesca Correa, entregou para ele umas pedras que tornariam os lobos da linhagem de Nik e Hayley invencíveis...

–- Linhagem do Klaus e da Hayley?

–- Sim, eles são da mesma linhagem, descobriram há pouco tempo. O mesmo sangue que corre nas veias de Hayley corre nas veias de Nik e consequentemente corre nas da minha sobrinha. Eles são como uma realeza para os lobos do Bayou, uma região afastada de New Orleans. Mas depois nós descobrimos que na verdade Francesca era uma loba, descendente de uma linhagem que Marcel pensou ter exterminado, os Guerreras. Ela e sua família dizimaram a população de vampiros de New Orleans e Nik constatou que lá não era um lugar seguro para a filha dele viver, já que todos na cidade a queriam morta. Por isso, Hayley e Elijah foram chorar a morte dela na frente de todos da cidade, enquanto Nik me entregou-a e pediu que eu cuidasse dela até que fosse seguro retornar.

–- Estou chocada. Completamente. Há mais alguma coisa que eu deva saber quanto a isso tudo?

–- Bom, não que eu me lembre.

–- Ok, e agora você vai me contar por que me chamou aqui?

–- Ora Caroline, use o cérebro. É simples. Você vai me ajudar a cuidar de Hope.

–- Hope?

–- Sim, esse é o nome dela. Foi o Nik que escolheu. É como se ela fosse a esperança não só para ele, mas para mim, para Hayley, para Elijah e para toda a New Orleans.

Fiquei pasma com tudo o que Rebekah me contou. Primeiro, eu fico sabendo que Klaus transou com Hayley, depois, que ele tem um “filho adotivo”, com quem Rebekah se pega de vez em quando, depois descubro que ele tem uma filha de verdade, com a vadia da Hayley. Como se já não bastasse tudo isso, Rebekah me chamou aqui para que eu possa cuidar da filha dele. Alguém para o mundo, que eu quero descer!

–- Calma aí Rebekah, o que te faz pensar que eu sei cuidar de criança?

–- Eu sei lá... Mas é que você se lembra como é ter uma mãe, tipo, a sua infância foi há uns 10 anos, a minha foi há mil. E se você quer saber bem a verdade é que eu só confiava em você para me ajudar com a Hope, já que a Hayley não pode sair de New Orleans, nem o Elijah, muito menos o Nik e como você já deve ter percebido, nossa família tem muitos... “Fãs ressentidos” e ela herdará todos eles, não posso permitir que ela cresça sendo odiada só por ser o que é.

–- Como assim? O que a garotinha é? Ela é como o Klaus?

–- Não. Ela é mais poderosa. Não sabemos ao certo como vai ser o desenvolvimento dela, mas o fato é que ela é uma híbrida, que descende de uma das linhagens de lobos mais poderosas e mais antigas e o sangue dela tem o poder de criar híbridos.

–- Espera aí... Você tem certeza que o Klaus ama mesmo a filha? Quer dizer, será que ele não quer só o sangue dela para criar um exército de escravos particular?

–- Eu e Elijah já cometemos o erro de pensar assim, mas ele nos provou que não. Acredite, ele ama essa garotinha mais do que a si próprio. Se você tivesse escutado tudo o que ele falou para ela antes de me entregar...

Rebekah limpou as lágrimas que começavam a escorrer de seus olhos. Pude perceber que era verdade, Klaus amava mesmo a filha, ou melhor, ele amava alguém além de si mesmo, isso quer dizer que o que eu disse para ele uma vez ainda é válido: “qualquer um que seja capaz de amar pode ser salvo”. Klaus pode ser salvo, embora fosse muito difícil de acreditar, sim, ele pode ser salvo!

–- E então, quer conhece-la? – Rebekah perguntou, mudando de assunto.

–- Claro.

Ela me levou até um dos quartos, que estava com a porta encostada e com a luz apagada. A cama de casal estava cheia de travesseiros em volta do bebezinho deitado sobre a cama. Uma manta branca era a única coisa que cobria a garotinha de cabelos loiros que estava deitada os pequenos olhinhos claros nos olhando confusa.

Me lembrei dos olhos dele, dos olhos de Klaus. Sempre que ele me fitava eu ficava sem graça, mas não estou sem graça em frente a Hope, na verdade, estou feliz em conhece-la, pelo que Rebekah me contou, ela nem tinha nascido e já queriam ela morta. Como uma criança pode viver assim? Klaus fez o que qualquer pai com juízo faria, optou pela felicidade da filha, mesmo que fosse longe dele.

Quando me dei conta, Rebekah já estava com ela no colo, na minha frente.

–- Hey Hope, essa é a tia Caroline, eu disse que ela não era bonita como eu, mas ela vai ajudar a cuidar de você.

Revirei os olhos com o comentário típico de Rebekah e sorri.

–- Posso pega-la? – perguntei.

Rebekah me entregou a garotinha e ela segurou firme no meu polegar. Olhou profundamente nos meus olhos e ali eu soube qual era a coisa certa a fazer, qual era a decisão que eu tinha que tomar definitivamente, de uma vez por todas.

Notas finais
E aí, gostaram? Comente, comentem, comentem! Beijinhos.