Entre o bem e o mal - Klaroline/Hope
13 Agora ou nunca
Notas iniciais
Em algum lugar escuro e sombrio...
POV Damon
Sheila e Lexi não são o que eu imaginei de companhia para o resto da eternidade e uma delas parece entender isso, já que Sheila está dando andamento no feitiço que vai nos levar de volta para o mundo real. Esse lugar que estamos é estranho, não tem mais ninguém aqui, é deprimente. Começo a andar em outra direção, mas nem parece que estou no mesmo lugar, porque depois de um tempo andando, começa a ficar mais escuro, cada vez mais escuro. Ouço passos atrás de mim, passos lentos e parecem... Saltos. Lexi veio atrás de mim? Isso está estranho, mas eu ainda não me viro.
–- Bem vindo à escuridão, Damon.
Não pode ser! Eu conheço essa voz, parecida com a da Elena, mas essa é mais lenta, sensual e carregada de maldade. Não pode ser! Isso não está acontecendo, não é ela, não tem como. Não pode ser! Me viro e lá está ela, o cabelo está bagunçado, as roupas estão sujas, não parece, mas sim, é ela!
–- Katherine? Como...? Que diabos você está fazendo aqui? Você está morta! Claro, eu também estou morto, mas você não estava, eu sei lá, no inferno?
–- Quantos anos você tem para acreditar em céu e inferno, Damon? Eu sempre estive aqui, nunca fui para o outro lado e depois que ele foi destruído, eu fiquei do lado escuro e você, a amiguinha do Stefan e a vovó bruxa ficaram naquela outra parte.
–- Você está falando sério?
–- Nossa Damon, a morte destruiu seus neurônios também?
–- Você nunca muda, Katherine.
Eu viro de costas e começo a andar rápido para onde eu estava, não suporto ficar perto da Katherine, mesmo que seja por um breve momento. Espero que ela fiquei do “lado escuro” ou eu mesmo vou manda-la para o inferno de verdade.
–- Damon! – Lexi chama – Onde diabos você estava? Sheila está nos esperando.
–- O que foi? – pergunto.
–- Eu já tenho como fazer o feitiço, Damon.
New Orleans
POV Klaus
Essa noite está muito agitada para mim, assim que entro em meu quarto me deparo com uma Caroline de lingerie preta, meias e cinta liga, essa mulher está querendo me matar? Camille quase entra no quarto, para discutir comigo, mas eu não deixo, afinal, não seria nem um pouco constrangedor, elas se encontrarem nessa situação, Cami não seguraria sua língua e Caroline as suas presas, alguém certamente sairia ferida.
–- Ora, ora, o que eu fiz para merecer isso? – digo, sorrindo.
–- Não sei do que está falando, Klaus
Olha sweet, eu achei que aquela camisola azul que você estava era bonita, mas dessa vez minhas expectativas foram totalmente superadas. Essa é uma bela visão, aliás, nós poderíamos sair para fazer algumas compras, eu ficaria muito feliz em comprar toda a loja de lingerie só para você.
Caroline vem andando lentamente na minha direção. Ela está estonteante. O perfume está fresco, uma mistura de morangos e champanhe, o batom vermelho está muito forte, a maquiagem está mais escura, ela está me enlouquecendo.
–- O que você vai fazer comigo, Klaus? – ela pergunta, quando está na minha frente.
–- Eu poderia fazer tantas coisas com você agora, Caroline. Mas eu acho que vou optar por uma que está na minha cabeça desde o dia da floresta.
–- E qual seria?
–- Eu vou fazer você gritar tão alto que New Orleans inteira vai saber que estou te dando a melhor noite da sua vida. – eu digo, ao pé de seu ouvido. O corpo inteiro dela fica arrepiado.
Rapidamente, a agarro e a prenso contra a parede, colando seus lábios aos meus. O beijo é quente, ardente e desesperado. Ela entrelaça suas pernas em volta do meu quadril e geme quando sente a minha ereção sob a calça social. Minha mão boba passa por todo o seu corpo e ela não reclama, apenas geme, pedindo por mais. Após alguns minutos, o ar falta e paramos de nos beijar. Caroline tira o meu terno, a minha gravata e rasga minha camisa.
–- Isso foi pela minha blusa na floresta. Eu gostava dela.
–- Os fins justificam os meios, querida. – ela sorri e tira as pernas do meu quadril, para abrir a minha calça. Em um movimento rápido ela consegue, me deixando apenas de cueca. Ela fica me olhando, abobalhada – Gosta do que vê?
–- Muito. — assim, eu a viro de costas para mim, deixando sua cabeça virada para a parede. Com uma mão eu puxo seu cabelo, com a outra eu abro o zíper da lingerie.
–- Eu só não vou transformar isso em uma pilha de trapos porque assim você pode usar mais vezes para mim. – ela suspira e coloca uma das mãos na minha nuca, me puxando para mais perto.
Assim que a lingerie já está no chão eu a viro para mim. Ela está tão enlouquecedora. Eu me lembro de cada detalhe do corpo dela, mas ao vivo é muito melhor. Começamos a nos beijar mais uma vez, mas dessa vez a minha mão tem livre acesso à sua intimidade. Quando eu a alcanço, ela geme no meio do beijo. Eu afundo dois dedos e... Ah, ela está tão molhada.
–- Caroline, você está tão pronta. – ela geme em resposta.
Começo com movimentos delicados e circulares, depois um pouco mais forte, entrando e saindo. Ela não aguenta muito e chega gritando ao seu primeiro orgasmo da noite.
–- Oh Caroline, é tão bom ver você gozar. Mas é muito melhor saber que eu sou o responsável por isso.
–- Klaus, o seu ego não conhece limites. – eu rio e resolvo leva-la a loucura mais uma vez.
Caio de joelhos no chão e jogos suas pernas sobre os meus ombros. Ela me olha, já sabendo o que vou fazer. Sorrio de canto e a beijo... lá. A boca dela se abre e ela geme baixinho. Abro um pouco mais as pernas dela e afundo a minha língua nela, fazendo-a segurar no meu cabelo, me ajudando com seu ritmo. Minhas duas mãos estão na sua bunda, apertando, apalpando e as vezes dando umas palmadas, que ela grita.
–- Klaus... – ela mal tem forças para falar – Estou quase lá... eu não vou aguentar muito ...ah...
–- Goze para mim, amor. – ela grita e explode em mais um orgasmo delicioso – O seu gosto é viciante, Caroline.
–- Hum... – ela está com a cabeça encostada na parede, os olhos fechados, ainda absorvendo a sensação. Ainda na nossa posição, eu lhe faço uma pergunta:
–- Diga-me, você quer mais, Caroline?
POV Caroline
O meu plano inicial era ir ao quarto do Klaus, provoca-lo e depois sair de lá, mas depois de dois orgasmos eu já estava totalmente entorpecida, então desisti de voltar para a minha cama e decidi que essa noite eu vou me divertir sem me importar com o amanhã.
–- Sim, Klaus. Sim, eu quero mais. Me leva pra cama.
–- Calma, amor. Sem pressa. – ele me pega no colo e se senta na cama, me fazendo ficar em seu colo, assim eu sinto a sua ereção.
–- Isso é o que você faz comigo, Caroline. Eu faço isso com você? Vamos ver se você ainda está molhada. – ele coloca um dos dedos em mim novamente e eu gemo – Oh sim, você ainda está molhada.
Então ele começa a passar as mãos por todo o meu corpo, explora lugares que ninguém explorou até hoje. Desde o dia da floresta eu não me recordo de ter me sentido tão viva, ninguém, nem mesmo Tyler me fez sentir assim antes. Como não enlouquecer nas mãos do Klaus? Ele chega aos meus seios, fazendo movimentos suaves, fazendo com que eles fiquem enrijecidos, depois dá leves apertões, enquanto beija o meu pescoço. Céus, como esse homem consegue?
–- Agora é a minha vez, Klaus. – eu levanto e o empurro para a cama. Ele fica deitado e sorrindo, esperando o meu próximo passo.
Eu vou para cima dele, ficando com uma perna de cada lado de seu quadril. Me afasto um pouco e digo:
–- Espero que você não se importe com ela – assim rasgo sua cueca, revelando sua ereção... enorme.
Chego mais para cima e começo a me esfregar nele.
–- Ah como você pode ser tão gostosa, Caroline? – apenas sorrio em resposta e realmente gosto do que ouço, ninguém nunca disse isso para mim.
Inclino-me para beija-lo e ele segura na minha bunda, apertando-a. O beijo está bom, muito bom, mas a falta de ar não ajuda, então tem que ser interrompido.
–- Eu gosto quando você toma a iniciativa, sweet, mas eu sou o macho alfa aqui. – numa fração de segundo eu estou por baixo e ele por cima.
–- Droga Klaus, por que você tem que ser tão mais forte do que eu? Eu gosto de estar por cima.
–- Eu percebo sweet, mas hoje eu dou as ordens – ele se aproxima do meu ouvido – e você só goza. – Num movimento rápido ele me penetra até o final, como um animal. Eu dou um grito de surpresa e de satisfação e começo a arranhar as costas dele, deixando um rastro de sangue, para o qual ele geme baixinho.
POV Hayley
–- Klaus e Caroline estão nos devendo uma – eu digo – Amanhã nós vamos sair e eles vão cuidar da Hope. – Elijah sorri.
–- Eles não saíram hoje, mas acho que estão se... Entendendo.
–- Meu Deus, eu espero que nós não tenhamos que ficar ouvindo barulhos a noite toda, até porque, o quarto do Klaus não é tão longe do meu.
–- Hayley! Pare de ser tão indiscreta! – nós dois gargalhamos. Hope vem andando na nossa direção e eu a pego no colo.
–- Onde a senhorita estava? – eu pergunto.
–- Eu estava com a Tia Rebekah, mas agora ela está com um outro tio.
–- Que outro tio? – Elijah pergunta.
–- Eu não lembro o nome dele, acho que é Mar alguma coisa.
–- Marcel? – eu pergunto.
–- Sim! É esse tio! Eles estão se beijando. – Hope ri – Que nojo! Ele é namorado dela?
–- Eu não sei querida, você pode perguntar para ela amanhã.
POV Kol
–- Você quer continuar aqui? Não está meio chato?
–- Por que você acha que está chato?
–- A diversão de verdade não está acontecendo. Sem lobos brigando com vampiros, sem o Nik pra implicar com alguém, Elijah não está nem aí para nada, ele está com a Hayley e com a Hope, Rebekah está... Ai que nojo! Ela está beijando o Marcel! – eu digo, quando avisto os dois em um canto.
–- Como você é implicante, Kol! Deixe a sua irmã em paz!
–- Acho que nem depois de mil anos eu estou preparado para isso. Ela é minha irmã mais nova, sabe? Não muito mais nova, mas mesmo assim é mais nova.
–- Eu achei que o Klaus fosse o irmão protetor da Rebekah.
–- E ele é. Eu nunca demonstro isso, mas eu faria de tudo por ela, por ela e por qualquer outro da minha família. Eu sei que sou meio egoísta às vezes, mas isso é uma coisa que eu não consigo mudar. – eu rio.
–- Então você faria de tudo pela sua família?
–- Por quase todos.
–- Como assim?
–- Há três pessoas na minha família por quem eu não faria nada, nunca. A não ser mata-los e jogar os corpos no mar.
–- Que horror! Quem?
–- Meu pai, minha mãe e meu irmão mais velho, Finn.
–- Por que? – Davina me olha horrorizada – Quero dizer, eu já ouvi a história de Esther, ela não era uma boa mãe e o Klaus uma vez me disse que ele odiava o pai de vocês, mas nunca ouvi sobre o seu irmão.
–- Finn está morto. Ele era um idiota. Queria colaborar com um feitiço da minha mãe para nos matar, ele sempre odiou o fato de sermos vampiros. Na verdade ele sempre odiou todos nós, nem se importou quando Henrik morreu. Era um babaca, mereceu morrer pelas mãos de um simples humano.
–- Uau. Que bela história de fraternidade, hein? – nós rimos.
–- É sim.
–- Acho que eu vou para o meu quarto, já está ficando tarde.
–- Eu te acompanho até lá.
–- Kol!
–- Calma, calma, é só até a porta!
–- Hum... Tá bom, vamos logo.
No dia seguinte...
POV Caroline
Acordo com o sol inundando o quarto, mas não estou no meu quarto. Logo reconheço o ambiente. Cama enorme, de madeira nobre, cheia de desenhos, um ateliê no quarto e mais um monte de coisas extravagantes, estou no quarto do Klaus. Flashes da noite passada começam a vir na minha cabeça e eu sorrio satisfeita. Uou, isso foi bom. Klaus está enrolado em mim. Sua cabeça está nos meus seios e suas penas enroladas às minhas. Começo a fazer carinho no cabelo dele. Esse não parece o Klaus de sempre, o híbrido do mal, temido por todos, ele está sereno, calmo e relaxado, como eu nunca havia visto antes.
–- Eu sei que está acordada, Caroline. – sinto seu sorriso.
–- Bom dia para você também.
–- Sabe, essa é uma bela maneira de se acordar. Eu ainda quero ficar nessa posição por um bom tempo.
–- Você não tem que cuidar do seu reino?
–- Isso pode esperar.
–- Sério?
–- Caroline, prometa-me uma coisa.
–- O que?
–- Que você nunca irá embora, que nunca irá me deixar.
–- Klaus, porque você está falando isso agora?
Ele se senta na cama e respira fundo. Seu rosto está completamente ilegível.
–- Eu estou com medo, Caroline.
–- Medo? Medo de que?
–- Medo de perder você. Principalmente depois de ontem, agora todos sabem que você está comigo, que você é uma das minhas fraquezas. Todos os meus instintos dizem para deixa-la ir embora, longe daqui, longe dos perigos que essa cidade tem para você, mas eu simplesmente não posso, não posso porque eu não consigo seguir em frente sem você. Você é a minha tábua de salvação, Caroline. Eu te amei desde a primeira vez que te vi, mas acabei indo embora para deixar você ser feliz com Tyler, mas não foi isso que aconteceu. Você cuidou da pessoinha que eu nunca esperei ter, que me ama incondicionalmente mesmo eu sendo eu, a minha filha. E ela te ama também, você não tem ideia de como isso me faz feliz, ela fala de você o dia inteiro e com vocês duas eu sinto que eu posso ter uma família de verdade, vocês são as coisas mais importantes da minha vida.
Eu nunca imaginei que Klaus fosse dizer uma coisa dessas para mim, isso é tão lindo, parece ter saído de um daqueles livros adolescentes românticos bem clichês, que é o sonho de qualquer garota. Esse já foi o meu sonho um dia.
–- Klaus... Existe uma grande diferença entre o grande amor e o amor certo. Há um ano atrás eu achava que você era o meu grande amor e que Tyler era o amor certo, com ele eu teria a chance de viver um conto de fadas e eu fui muito burra quando aceitei a sua proposta na floresta, eu nunca devia ter deixado você ir embora, não sem mim. Eu escolhi errado, escolhi o amor certo. E agora eu vou escolher certo, vou escolher o grande amor. Eu vou ficar aqui, Klaus, não vou embora.
Klaus sorri abertamente e me dá um beijo suave, leve e romântico.
–- Eu acho que nós temos que levantar agora, Klaus.
–- Vamos tomar um banho? – ele sorri sugestivamente.
–- Eu preciso de roupas. Não posso sair do quarto com o que eu estava usando ontem.
–- E você acha que eu deixaria? Vá para o banheiro e ligue o chuveiro, eu vou mandar uma das empregadas trazer as suas roupas. Ah e mude para o meu quarto.
–- Klaus, eu não sei se é uma boa ideia...
–- Por favor? Qual é Caroline, eu nunca peço por favor para ninguém.
–- Tá bom, mas só por um tempo. Se você encher o meu saco eu volto para o meu quarto.
–- Está tão abusada hoje... – eu sorrio e vou para o banheiro.
Em algum lugar escuro e sombrio...
POV Katherine
Se tem uma coisa que eu não aguento mais é ficar nesse lugar estúpido. É escuro, úmido, fétido, parece um esgoto, não combina nada comigo. Damon veio me fazer uma visita, ele ficou surpreso quando me viu, obviamente não sabia que eu estava aqui. Se eu vou ficar aqui por toda a eternidade, bem que eu poderia oscilar entre o "esgoto sobrenatural" e o mundo real, já começo a pensar no que eu faria, onde estaria. Acho que primeiro eu veria o Stefan se trocando, ou tomando banho, ou fazendo qualquer outra coisa. Eu só espero que ele não esteja com nenhuma vadia, porque mesmo estando morta eu acabaria com ela. Estou cansada de ficar sozinha, será que Damon aceita a minha adorável companhia?
Estou andando na direção que ele veio, é um lugar mais claro, menos fétido, parece até melhor do que aqui. O que foi que eu fiz para merecer perecer no esgoto e ele no lugar com cheiro de desinfetante? Ele está conversando com a velha Bennet e com aquela amiga do Stefan, acho que é Lexi o nome dela.
–- Já está tudo pronto, vocês voltam em poucos minutos depois que começarmos, mas eu não. – diz a velha. Do que esses malucos estão falando?
–- Mas Sheila, por que nós vamos voltar para o mundo real e você não? – voltar? Esses cretinos vão voltar e nem me ofereceram uma carona?
–- Alexia, eu vou ficar bem aqui, vou encontrar a paz, vocês são jovens, tem muito a viver. Bom, vamos começar!
É agora ou nunca. Eu sobrevivo, eu sou Katherine Pierce.
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