Entre o amor e a guerra - Season II
33 Capítulo 33 - Patricinhas CSI?!
Notas iniciais
- Anda Rachel, se aproxima mais do carro senão vamos perdê-las, andaaa!!! Você é muito lerda tartaruga ninja da favela...aff!! Resmungava Britt, enquanto Berry tentava seguir o carro em que Quinn e Santana estavam. Logo depois da saída do hospital haviam decidido que seguiriam as duas até o inferno se precisasse, mas descobririam o que estavam tentando esconder desde que começaram com o tal namoro fake. Rachel tinha algumas desconfianças, mas preferiu não dividir com Britt ainda, tinha medo de assustá-la.
- Eu estou tentando, mas sou neurótica obsessiva compulsiva, não consigo fazer algumas coisas sem serem exatamente como devem ser...tipo, preciso respeitar todas as placas, especialmente as de pare, atenção, siga, velocidade permitida...falava Rachel, histérica!!
- Tá bom Rachel, acalme-se!! Siga em frente, só temos que manter uma distância suficiente para não perdermos elas de vista. Relaxa, pense que logo vamos descobrir o que essas piriguetes estão aprontando. Da próxima vez que elas pararem trocamos de lugar e eu dirijo, tenho certeza que nasci para ser piloto de fuga, Quinn ainda vai me aproveitar para assaltar bancos para a facção!! Dizia Britt rindo da própria constatação.
Depois que rodaram por quase vinte minutos, pararem para abastecer e lanchar, as meninas se dirigiram a um hospital, mais especificamente ao hospital onde Santana havia ficado internada quando tentara o suicídio. Um pouco atrás Rachel estacionou, com uma certa distância, não queria ser pega em flagrante.
- O que essas duas estão fazendo aqui?! Quinn não tinha dito que iriam a uma favela perigosa e que não poderia nos levar porque queria nossa segurança? Vou matar aquela loira sem vergonha!! Disse Rachel, dialogando com si mesma. Santana desceu do carro e foi até a recepção, falou com alguém, a pessoa entrou e a latina esperou por alguns minutos. Em seguida a mesma pessoa voltou, passou alguma informação para a latina, que fez cara de impaciente e voltou até o carro. Em seguida saíram em disparada, no sentido da periferia.
- Droga Santana, que mulherzinha escrota, custava passar o endereço da médica?! Disse Quinn impaciente com as informações que a latina havia lhe repassado.
- Diz ela que não pode, que os endereços e telefones pessoais dos funcionários são sigilosos. Também né lorah, imagina se tivéssemos acesso aos telefones de todos os médicos que nos atendem...viraria putaria, todo mundo ia querer xingar alguém. Disse Santana, meio chateada com a primeira tentativa frustrada de achar a irmã de Emily.
- Tá, mas o que a gente faz agora?! Não temos endereço, não temos telefone e não temos bola de cristal...como achar essa bendita médica irmã da psicopata?! Aliás, nunca imaginaria que a psicopata fosse patricinha, tivesse irmã médica e família burguesa...a vida é muito loka mano!! Falou Quinn, rindo da situação, que de tão crítica chegava a ser surreal.
- Para de chamar ela de psicopata Quinn!! Vamos até a casa de Emily, com certeza lá tem que ter uma agenda de telefone ou algo do tipo que tenha um telefone de contato, ou mesmo um endereço. Sabemos o nome dela, o resto descobriremos nem que seja durante a madrugada. Disse Santana, arrumando-se no banco do carona, enquanto a loira acelerava o mais que podia em direção a favela onde Emily estava morando.
À distância, Britt que agora estava no volante, fazia misérias no trânsito para conseguir acompanhar o ritmo das meninas, que corriam, furavam sinais, invadiam a contra mão, afinal queriam chegar à favela o quanto antes, para não entrarem madrugada adentro nessa busca frenética. Já no pé do morro o carro, que não era conhecido dos soldados de Emily, foi parado, sendo solicitado que baixassem o vidro para identificar-se. Ao perceber que se tratava de Santana, os meninos logo baixaram a guarda; como a latina não tinha as chaves da casa de Emily, precisou descer do carro, explicar ao grupo que fazia a proteção ao morro toda a situação, para em seguida subir com um deles, que entraria na residência junto com a latina para vasculhar e tentar achar um número de telefone.
- E agora, como faremos para subir Britt?! Perguntou Rachel, doida para entender o que acontecia.
- Melhor ficarmos por aqui esperando que elas desçam. A própria Quinn disse que entrariam em uma favela perigosa, acho melhor não arriscarmos em um lugar que não conhecemos, afinal já passamos por muitas emoções hoje. Disse Britt, esboçando certo receio do grupo que fazia a segurança da favela, cerca de dez meninos e meninas fortemente armados. Berry acenou com a cabeça concordando, afinal uma coisa era circular pelo São Jorge, um lugar onde já conhecia todo mundo, outra era tentar entrar em uma favela que não conheciam ninguém, muito pelo contrário, tinham Emily como referência de liderança, o que era no mínimo apavorante.
Enquanto no alto do morro Santana, Quinn e um dos seguranças de Emily vasculhavam gavetas, escrivaninhas e todo o resto da casa, no pé do Morro Berry e Britt esperavam pacientemente, ouvindo a coletânea de clássicos da Brodway de Berry, que cantava como um papagaio, quase deixando Britt surda, tamanha sua empolgação. Quando riam descontraidamente, de repente ouviram duas cacetadas fortes no vidro traseiro do carro, seguidas de um grito:
- Eu vou contar até dez para quem quer que esteja ai dentro sair, senão vamos fuzilar esse carro porra!! Gritou alguém do sexo masculino, voz forte e decidida. Automaticamente Berry calou a matraca e olhou assustada para Britt, que parecia tão apavorada quanto à amiga.
- E agora, o que a gente faz Britt? Perguntou a morena, apavorada, olhos esbugalhados e uma vontade infindável de ter Quinn por perto...
- Sei lá Berry, acho melhor a gente sair bem devagar, sem fazer movimentos bruscos, senão eles vão fuzilar a gente aqui dentro. Falou Britt, um pouco mais focada.
Lentamente a loira abriu a porta do carro, descendo bem devagar para não fazer nenhum movimento que pudesse parecer uma reação a abordagem. Em seguida desceu Berry, com cara de desespero, parecendo que iria para o fuzilamento. Uma das meninas do bando se aproximou das duas, armada, e as guiou para um pouco mais distante do carro, colocando-as encostadas em um moro da entrada da favela.
- Um carrão, duas patricinhas lindas cantando no meio da madrugada no pé da favela, eu aqui solteira e sozinha nessa noite fria...isso é loucura da minha cabeça, miragem ou eu estou com sorte hoje?! Disse a garota, ironicamente, passando a mão pelos cabelos de Rachel, que se encolheu no muro, já quase chorando.
- Desculpa, nosso carro deu uma pane bem aqui, ai ligamos para o seguro e estávamos esperando eles virem nos atender. Não queríamos invadir sua área, por isso ficamos quietinhas dentro do carro. Disse Britt, tentando ser simpática com a garota, que parecia bem interessada em tirar uma casquinha de Rachel.
- Bom, quietinhas vocês não estavam mesmo, porque eu ouvia a voz desse rouxinol lá do pé da escada, por isso viemos ver o que era. Disse a garota, se aproximando ainda mais de Rachel, encurralando ela entre seus braços e o muro de chapisco. Passou o cano da arma no rosto da morena, descendo pelo pescoço até seus seios, que estavam ligeiramente expostos pelo decote que usava.
- Por favor, não faça nada de mal com a gente moça. Nós não iríamos imaginar que nosso carro iria quebrar justo aqui, foi uma fatalidade. Pedimos que nos ajude, pode ser que seja só a bateria, queremos só ir para nossa casa em segurança e sabemos que vocês podem nos ajudar sem fazer nenhum mal a gente. Miou Rachel, porque a fala já nem saía direito de tanto medo.
- Moça?! Há quanto tempo ninguém me chamava de moça!!kkkkkkk!! Claro que podemos ajudar morena linda, mais só posso te ajudar depois que você me ajudar...gostosa desse jeito e com essas coxas lindas acho que passaria a noite toda te ajudando. Falou a garota, rindo e acariciando as coxas desnudas de Rachel, que estava de saia, deixando a menina desesperada. Britt tentou fazer a garota recuar, mas foi segura por dois rapazes, que apontaram suas armas para a cabeça da loira...
- O que está acontecendo aqui?! Gritou Santana, aproximando-se do grupo e vendo que as meninas encostadas no paredão eram Brittany e Rachel.
- Desculpa aê Santana, mas é assunto nosso aqui do movimento. Essas gurias invadiram nossa área, estamos só trocando uma idéia. Conseguiu achar o que precisava para encontrar a irmã de Emily? Disse um dos meninos que segurava Britt, tentado tirar o foco da atenção da latina.
- Consegui sim, mas acho que Emily não gostaria nada de saber que vocês estão importunando minhas melhores amigas dentro do território dela. Aliás, acho que vocês não durariam muito tempo para saber se ela iria gostar ou não...pelo que sei ela está boazinha ultimamente, mas nada que eu não possa mudar se encostarem um dedo sequer nessas duas . disse a latina, colocando o dedo na cara de um dos meninos.
- Desculpa Santana, nós não sabíamos que elas eram suas amigas. Elas disseram que estavam perdidas, que o carro quebrou. E Emily está perfeita como está, não fale nada, por favor!! A última vez que ela se irritou com um dos meninos deixou ele amarrado em uma árvore por uma semana. Resmungou a menina-menino saindo de perto de Rachel e tentando ficar o mais longe possível da patricinha.
- Ok. Digamos que vou tentar esquecer o que aconteceu aqui porque acho que essa fase da Emily passou, mas quero que fique bem claro que qualquer patricinha ou moradora de outro território que passar por aqui, qualquer mulher que se perder por aqui, que passar por aqui pelada sambando...qualquer uma, vocês vão ter que respeitar!! Porque vai que seja uma amiga minha, uma irmã minha, uma tia minha ou qualquer outra porra minha ok?! Gritou a latina, em alto e bom tom para que todos entendessem. Pegou Brittany pelo braço, assim como Rachel pulou no pescoço de Quinn, e foram na direção dos carros. As meninas tinham tido sorte das duas descerem e as encontrarem naquela situação, poderiam não ter tanta sorte em uma próxima vez...
- Posso saber o que vocês duas faziam aqui há essa hora? Tem noção do risco que correram? Poderiam estar mortas a essa hora se não tivéssemos descido e se aquele bando de babacas não tivesse medo da Santana. Gritou Quinn, bem no ouvido de Rachel, que não sabia o que dizer.
- Desculpa amor, não era nossa intenção entrar nessa furada. Na verdade queríamos ter certeza de que vocês duas estariam bem, por isso as seguimos, só isso. Disse Rachel, com medo da reação da esposa, que estava extremamente nervosa.
- Anda, vamos embora, precisamos sair daqui, ainda temos que achar uma maldita médica no meio da madrugada. Gritou Quinn, assustando Rachel. Parecia estar tão irritada quanto no dia em que bateu no rosto da morena, e ela percebeu isso claramente.
Santana estava aborrecida dentro do carro, Britt não ousou nem chegar perto, afinal conhecia muito bem a latina...melhor deixar ela se acalmar, não cometeria o mesmo erro de Rachel ao tentar dialogar com Quinn. Estavam irritadas com a atitude delas, mas certamente não desistiriam fácil...
Fale com o autor