Entre o amor e a guerra - Season II

34 Capítulo 34 - Marley Fields...a irmã!


Notas iniciais
Boa noite amores...primeiro capítulo com o "dedo" da co-autora Arremedo de felicidade, que idealizou boa parte dele!! Espero que leiam sem surtos, afinal tudo vai ficar bem, ok?! Esse capítulo faz parte de alguns pedidos das leitoras, mas logo as coisas voltam ao normal...

PS: Pablo América muitoooo obrigado pela recomendação!!!

Boa leitura!! :)

O silêncio imperava dentro do carro...depois de muita discussão com Rachel, Quinn havia optado por levar ela e Britt com elas para que vissem que estavam apenas atrás da irmã de Emily, assim deixaram um dos carros no morro aos cuidados da menina-menino e seguiram em um único veículo. Quinn dirigia com Rachel ao seu lado, enquanto Santana ia no banco de trás com Britt, que volta e meia tentava tirar algo da latina, porém sem sucesso. Não haviam achado um telefone de contato, apenas um endereço, por isso iriam com a cara e com a coragem bater na porta da possível irmã de Emily, que poderia recebê-las bem, ou não...

A casa era enorme, embora aparentasse bem bagunçada pelo que se via pelas grades do portão...um quintal grande, algumas coisas espalhadas por uma grama, aparentemente brinquedos, assim como rastros da existência de animal, que logo se apresentou na figura de um enorme labrador latindo alto no portão quando viu as estranhas se aproximarem...o jeito era tocar a campainha e esperar para ver se alguém acordaria para atendê-las. Depois de alguma insistência uma pessoa colocou a cara na porta, parecia meio descabelada e de pijama, mas se prontificou a vir até a direção do portão verificar do que se tratava.

– Boa noite, posso saber o que desejam aqui na minha porta, tocando insistentemente minha campainha em plena madrugada? Perguntou a garota, parecendo desconfiada daquele grupo estranho de quatro mulheres, afinal eram quase duas da madrugada.

– Desculpa vir a essa hora da madrugada, mas não viríamos se não fosse de extrema urgência. Meu nome é Santana Lopez e procuro por Marley Rose Fields, ela mora aqui? Perguntou a morena, tentando ser simpática, afinal aquela não era hora de bater na porta alheia de forma alguma.

– Mora sim, Marley é minha esposa e está dormindo, posso saber qual é o assunto? Perguntou a garota, ainda mais desconfiada daquela menina com a cara todo pocada, o braço enfaixado, acompanhada de três outras meninas tão estranhas quanto ela.

– Aconteceu uma fatalidade com um familiar dela, mais especificamente a irmã dela, precisamos conversar com ela o quanto antes, é um caso de vida ou morte. Quando Santana ia continuar a falar viu que a menina saia pela porta e vinha em direção ao portão.

– O que aconteceu com Em? Disse a menina, aproximando-se aflita, mas não reconhecendo Santana logo de cara.

– Você não deve se lembrar de mim. Sou Santana Lopez, fiquei internada no hospital em que você trabalha, e foi você que facilitou a entrada de Emily lá para me visitar, por isso recebeu até uma advertência. Enfim, não foi sobre isso que vim falar, foi sobre Emily...Santana contou tudo que havia acontecido, desde o envolvimento das duas até a tentativa de homicídio que não era direcionada a Emily, mas que a garota acabara sendo atingida; falou da necessidade de uma UTI para a menina ter uma chance mínima de sobrevivência, chegando assim no porquê de ter ido procurá-la. Marley ficou desesperada e se propôs a ir atrás da vaga de UTI naquele momento, não esperar o dia amanhecer, sendo que a esposa de Marley deu a idéia de tentar a transferência de Emily para o hospital onde a menina trabalhava, o que foi acatado por todas e logo a médica começou a fazer contatos com amigos e parceiros.

Eram quase sete da manhã quando a transferência foi autorizada e realizada e foi acompanhada por uma equipe composta pelos melhores médicos do hospital de Marley, que pelo carinho e respeito à médica, foram pessoalmente buscar a paciente, assim como possibilitaram o melhor que o hospital poderia oferecer a um paciente grave. Embora o bonde tenha deixado a casa de Marley quase quatro da manhã, as sete Santana já estava no hospital para acompanhar toda a transferência...a verdade era que ela não sabia mais separar o interesse na recuperação da menina por se preocupar com sua ajuda em relação a Brittany, ou se começava a sentir-se apegada realmente a Emily; quando isso tomava seus pensamentos preferia não pensar...era confuso e ela não se permitia sentir nada pela “latina-asiática”.

Os dias, as semanas passaram...Emily saiu do estado crítico e deixou a UTI, sendo acompanhada sistematicamente pela irmã, que acabou se aproximando de Santana, afinal a latina era seu elo com Emily, era o elo da “menina má” com a realidade e com a possibilidade de ter uma vida minimamente normal, afastada da criminalidade. Sabia que tinha ajudado Emily a fazer muito mal a Santana, mas aos poucos percebeu que a latina tinha algo além da amizade e do carinho para com sua irmã...era seu trunfo para tentar aproximar-se e ajudar Emily. Alguns dias após a saída da UTI e Emily já podia receber visitas no quarto, sendo que antes mesmo da “latina- asiática” pedir pra ver Santana a mesma já adentrava o quarto, sorrindo gostoso, aquele sorriso que conquistou Emily desde a primeira vez que a viu...

– Olha só quem acordou!! Como se sente burguesa tirada à heroína? Disse a latina, toda animada com a recuperação da “amiga”.

–Muito melhor agora que estou te vendo minha vida; não sabes como eu estou feliz por te ver, faria tudo de novo. Falou Emily, dando seu melhor sorriso a latina.

– Aff...nem pense nisso sua maluca, você mal acabou de acordar e já ta pensando em se meter no meio de um tiroteio de novo? Vai ter sangue de favela assim na PQP heim!!! Nada disso, você quase morreu e eu não quero correr esse risco de novo. Santana falou aquilo se xingando mentalmente, afinal uma confusão que se formava em sua cabeça.

Emily abriu o maior dos sorrisos quando notou a preocupação no modo como Santana falou com ela, se sentiu imensamente feliz em ver a latina que tanto amava se preocupando de verdade com ela; sentia seu peito se encher com aquelas simples palavras, a vontade era de beijar e abraçar Santana e não largá-la nunca mais, mas ela sabia que ainda tinha que ir com calma pra não estragar tudo que havia “construído” até agora com a morena.
Santana notou que Emily estava muito quieta, tratando de quebrar aquele silêncio...

– Por que você ficou quieta de repente senhorita? Perguntou Santana, num tom de brincadeira e carinho.

– É que eu estava pensando no quanto eu sou sortuda por você ainda olhar na minha cara mesmo depois de tudo que eu fiz pra você; sei que não mereço nem que olhe pra mim, você é muito boa pra ser verdade sabia?! Disse Emily, com a voz embargada pela emoção das próprias palavras.

– Olha Emily eu não quero falar sobre isso agora, eu não vou mentir e dizer que esta tudo bem e que vamos viver como se nada tivesse acontecido, a gente ainda tem muito que conversar, pois só assim vamos conseguir manter qualquer tipo de relação. Disse a latina sentando na ponta da cama e acariciando o rosto de Emily com uma ternura que assustava ela mesma.
Emily fechou os olhos com o carinho, logo em seguida olhou pros lábios de Santana e pros olhos da mesma e em seguida aos lábios de novo, Santana notou a intenção da garota e se aproximou dela, deu um longo selinho cheio de ternura e uma emoção diferente que não passou despercebido por Emily, que só não aprofundou o beijo por que Marley entrou no quarto interrompendo o momento “Samily”

– Er...estou interronpendo algo? Marley pigarreou, tirando as meninas do pequeno transe.

– Não, imagina Marley, eu já estava mesmo de saída. Falou Santana, já se levantando da cama.
– Não vá Santana, é bom que fique pra entender bem como cuidar da Emily já que amanhã ela terá alta; como a fresca fez o maior drama dizendo que não quer ficar em minha casa e eu não tenho como ficar com ela na casa dela, creio que ela vai precisar de alguém...eu pensei que você poderia ajudá-la nesse processo...o que você me diz? Perguntou Marley, fingindo checar algumas coisas no prontuário da irmã.

– Bom, eu tenho o cursinho a noite mais o resto do dia estou livre, acho que dá pra cuidar dela e ainda tirar um tempinho pra estudar. Falou a latina, com um sorriso meio amarelo, afinal não seria nada bom passar tanto tempo com Emily, sabia que teria problemas com seus objetivos e até mesmo com seus sentimentos...sentimentos, preferia não pensar neles!!

– Ótimo!! Sente aqui, pois vou te passar todos os devidos cuidados que você deve ter com essa mocinha. Disse Marley, apontando para a poltrona em frente à cama da paciente.

Por mais estranho que parecesse, a latina tentava esquecer Brittany definitivamente...porque não faria isso com Emily?! Seria loucura dar uma chance aquela história, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde teria que fazer a menina pagar pelos crimes que cometeu?! Tinha tomado uma decisão...deixaria o tempo e a convivência com Emily lhe mostrar o melhor caminho, afinal ela havia salvado sua vida...quem sabe conseguisse se apaixonar verdadeiramente por ela!!

Do outro lado da cidade, Brittany tomava uma das decisões mais importantes da sua vida...nos últimos meses tentara em vão aproximar-se de Santana, sem nenhum sucesso. Sabia que Santana passava boa parte do tempo ao lado de Emily no hospital, dia após dia, e isso demonstrava cada vez mais que o amor dela havia realmente acabado...era hora de esquecer e seguir em frente. Alguns dias atrás recebera um convite de Natalie...esquecer tudo que acontecera até ali, jogar tudo para cima e ir embora para a França, lugar que para Britt seria um novo começo, uma nova chance de escrever sua história...poderia recomeçar a faculdade de dança, começar a dedicar-se exclusivamente a sua carreira...esquecer a academia, o São Jorge...esquecer Santana!! A latina havia dito com todas as letras dias atrás que era para esquecê-la, para largar o São Jorge que aquele não era um lugar para ela...porque não tentar? Tinha decidido...disse sim a Natalie!!!