Entre o amor e a guerra - Season II
29 Capítulo 29 - Vidas em risco...
Notas iniciais
PS 1: O objetivo desse capítulo é clarear um pouco os próximos acontecimentos, tentem seguir um pouco a lógica dos spoillers que dei no capítulo anterior...boa leitura!! Bjs :)
PS 2: Não me xinguem por causa da música do RBD, acho ela tão lindinha...(Vai para meu bichinho de goiaba que adora RBD!!kkkk)
Eram duas da tarde e Brittany estava com Rachel na academia, contando com detalhes sórdidos tudo que acontecera na noite anterior. Rachel ouvia tudo doida para dar sua opinião, mas sentia que a amiga não estava preparada para ouvir a verdade. Cansada de tanto ouvir falar que Vanessinha era gostosa, perfeita, completa, sexy, divertida...bla..bla...bla...Rachel interrompeu o discurso e foi direta
– Ok, pare com esse monólogo cópia de rachel Berry!! A gostosona e perfeita faz o que da vida? Ou melhor, o que além de gostosa Vanessinha tem, porque até agora só sei que ela é gostosa, Britt. Desabafou Rachel, sendo um pouco dura com os devaneios da amiga.
– Pelo que estou vendo você não está feliz por eu ter seguido em frente não é Rachel?! É porque a outra lá é amiga da Quinn?! Se for eu nem acredito Rachel, você quer que fique sozinha sofrendo porque sua namorada é amiga da minha ex....não quer me ver feliz?! Britt falou com tom de raiva e saiu, sem nem esperar Rachel se explicar. Quando deixava a sala da coordenação para se dirigir à sala de dança recebeu alguns sms de Vanessinha:
– Hoje no fim do dia quero te ver, estou com vontade de repetir tudo o que fizemos ontem e um pouco mais...aceita? Britt rapidamente respondeu...
– Com certeza. Só dizer onde, como e quando, pois estarei lá gostosa.
– No fim da tarde, umas 17 horas, quando sair da academia me espera no pé do morro, no mesmo lugar onde me pegou ontem.
– Tudo bem. Mas não acha melhor me deixar ir em casa, tomar um banho e nos encontrarmos mais tarde?
– Não, prefiro esse horário mesmo, 17 horas no pé do morro, naquela lanchonete em frente ao movimento, onde os meninos ficam fazendo a segurança da entrada da favela. Te espero lá. Bjs Vanessinha, sua gostosa.
– Ok. As 17 te espero lá. Beijos minha gostosa.
Esse foi o último sms enviado por Britt antes de ir dar aula; estava animada que a tarde iria ser “quente”, queria colocar em dia tudo que havia perdido enquanto estava chorando por Santana, e Vanessinha era a pessoa perfeita para isso...gostosa, quente, deliciosa e sem rodeios com a questão sexual.
Na casa de Emily o beijo que a menina deu em Santana foi aceito e correspondido, afinal não conseguiria fugir muito mais de pelo menos beijá-la. Ficaram ali alguns segundos mais, até que a ausência de ar fez com que separassem as bocas...Emily ainda não acreditava que tinha dado o primeiro beijo na latina sem ser roubado ou a força, estava radiante como se tivesse ganho na mega sena.
– Fica mais um pouco comigo. São quase três horas, a gente como alguma coisa, vê um filme e depois te levo em casa para pegar suas coisas e ir ao cursinho. Disse Emily, com cara de pidona.
– Ok. Então desgruda da minha cintura e deixa eu ir ver o que tem nessa sua cozinha. Enquanto isso veja que filme vamos assistir. Disse a latina, saindo dos braços da menina. O beijo não tinha sido ruim, muito pelo contrário, era maravilhoso, a menina sabia como ninguém deixar alguém aceso só com o beijo, mas a verdade era que além da questão física não sentira exatamente nada além de um estranho sentimento de compaixão por Emily. Não a queria mais morta, mas sabia que ela teria que pagar pelos crimes que cometeu. Passaram o resto da tarde vendo alguns filmes, e como prometido, Emily se arrumou para levar a latina em casa para buscar alguns livros, sendo que depois a levaria no cursinho noturno.
A tarde correu também na academia...Rachel, totalmente chateada com a atitude da amiga, foi chorar com Quinn em relação a ignorância que Britt havia feito por causa da tal Vanessinha; a loira achou muito estranho justo aquela garota se envolver com Britt, afinal tinha fama por todo o morro de curtir somente homens, e todos bem barra pesadas. Não tinha nem de longe um perfil que se encaixasse as aspirações e sonhos de Britt, porém tentou não ser preconceituosa, afinal Santana também não era lá essas coisas quando conheceu a loira. Preferiu não comentar nada com Rachel, mas iria investigar, pois certamente algo estava errado com aquela aproximação rápida e suspeita, e ela certamente iria descobrir pelos becos da favela.
Eram quase quatro e meia e Britt se arrumava para sair, quando Quinn se aproximou da menina e puxou assunto...
– Fala ae lorah. Tudo bem?!
– Tudo tranqüilo Quinn. Respondeu desconfiada, já imaginando que Rachel deveria ter ido reclamar do que tinha feito mais cedo.
– Qual a boa de hoje? Estou querendo fazer alguma coisa mais tarde com a Rachel lá na casa dela, pensamos em filme, pipoca, pizza, sei lá. Como Puck ainda está todo tenso com a recuperação da Mercedes pensei e chamar os meninos e tentarmos animá-lo um pouco, o que você acha?
– Sei não lorah. Vou dar uma saída com uma garota, não sei se vai dar pra encontrar com vocês cedo. Mas se der dou uma passada por lá mais tarde, pode deixar. Disse Britt, sem demonstrar muito interesse no convite.
– Rachel me falou que você saiu com uma guria aqui da favela, a Vanessinha. Ta curtindo ela Britt? Perguntou Quinn, cheia de cerimônias para não meter os pés pelas mãos e afastar a amiga.
– Sabia que a anã iria correr para te passar a fita. Aposto que deve ter feito o maior terrorismo em relação a menina cara, Rachel é foda quando cisma com uma coisa. Tipo, to saindo com ela, mas na boa...não quero saber coisas sobre ela. Aposto que vai vir me falar que ela não quer nada da vida e tals, mas eu não to interessada nisso agora; por enquanto quero só curtir o momento, como aposto que Santana esta curtindo né não?!
– Desculpa Britt, mas não quero falar sobre a vida pessoal da Santana. Se você não quer ouvir nada sobre a Vanessinha eu respeito, só espero que tenha cuidado nesse seu novo envolvimento. Falando isso Quinn se retirou, não iria discutir com Britt como Rachel fez, faria melhor, investigaria qual era a da tal guria, o que ela queria realmente com sua amiga. Ai sim depois teria uma conversa séria com Britt. O melhor a fazer era terminar o que tinha para fazer, pegar sua morena e ir para casa namorar, afinal cada um sabia muito bem o que estava fazendo. Aquela noite iria para a casa da morena, por isso desceria o morro já com ela, queria aproveitar ao máximo sua companhia.
16:45 hs e Vanessinha já estava no pé do morro, como havia combinado com Brittany. Porém, ao contrário do que tinha dito no sms, não estava na lanchonete em frente ao movimento, mas sim em uma esquina próxima ao local; conversava com dois homens, mais especificamente Alemão e Carlos Eduardo, dois dos três policiais que haviam participado do tiroteio e morte dos dois adolescentes no Morro do São Jorge, em frente a academia. Com eles estava um terceiro homem, desconhecido e contratado para realizar o serviço que seria executado dali a pouco, na subida do morro.
– Fiz tudo o que vocês mandaram, agora passa meu dinheiro que quero estar o mais longe possível quando a patricinha levar os pipocos. Disse a garota, parecendo estar tensa e ter pressa em sair dali.
– Calma gata, para que essa pressa? Relaxa, pois você só sai daqui quando o serviço estiver finalizado. O nosso amigo aqui vai simular o assalto, mas você tem que estar junto para dar veracidade na ação poxa. Pode ficar tranqüila que nada vai te acontecer, eu não deixaria nem um tiro acertar a putinha mais gostosa do São Jorge. falou um dos homens, passando a mão nos seios da menina.
– Puta que pariu!! Eu te dei a foto da garota, te dei a “fita” do trabalho, da casa, da faculdade, porque tinha que ser aqui tão perto da comunidade cara?! Assim vai acabar sujando para os meninos do movimento, vão achar que foi alguém daqui do São Jorge porra.
– Mas é justamente esse o objetivo gatinha. Pobre e favelado sempre leva a culpa de tudo, não será dessa vez que vai ser diferente. Logo vão dizer que a patricinha foi morta por causa de algum nóia que queria roubar para comprar drogas, a polícia vai subir de bicho essa porra dessa favela e ta tudo dominado. Vão fazer um favor pra gente se inclusive matarem uns “trafica” ai da facção que não fecha com a gente, a galera da tal da Quinn Fabray. Será um serviço de utilidade pública. Disse o PM rindo a valer.
Eram quase 17 horas e um pequeno trânsito começava a se formar na rua que dava acesso a favela, normal nos horários de pico do dia, quando trabalhadores estavam voltando para casa em ônibus lotados. Quinn e Rachel desciam no carro da morena, se dirigiam para a avenida principal, afinal iriam para a mansão da morena. No mesmo horário, só que em sentido contrário, vinham Emily no volante e Santana no banco do carona, a morena acabara dormindo um pouco depois do almoço e estava atrasada, ainda tinha que chegar em casa, tomar um banho e pegar suas coisas para a aula....o trânsito não ajudava.
Brittany acabara de estacionar o carro em frente ao local marcado por Vanessinha, e esperava a garota, ouvindo destraidamente a música que tocava no rádio do carro. O sorriso brotou no rosto quando viu que começava a tocar uma música que Santana, sempre ficava brincando, fazendo performances da Anahí, sua diva...
“Te encontro sem graça dizendo o que senti, com uma lágrima no olhar...me abraça primeiro, me pede um beijo, já não consigo nem respirar. Só espere um momento, não me diz que não é certo..então fique em silêncio, cinco minutos, eu preciso desse tempo vem junto a mim; te darei o último beijo, o mais profundo, guardarei meus sentimentos e aí será o fim...o fim! Tenho tanto medo, é que não entendo o que foi que eu fiz que te fez tão mal? Me abraça primeiro, me pede um beijo, já não consigo nem respirar. Só espere um momento, não me diz que não é certo. Muda esses planos? E troca de lado? Diz que me ama? Que não há culpado? Pelo menos um momento diz que isto não é certo. Então fique em silêncio, te darei o último beijo...guardarei meus sentimentos e aí será o fim...” RBD – Cinco Minutos
O tempo, que mais cedo estava aberto e ensolarado, mais uma vez fechava, formando nuvens espessas e escuras, dando a impressão de que uma forte chuva estava a caminho...sentado na porta da lanchonete, Finn esperava para influenciar e assistir cenas de planos já traçados nas histórias de todas as meninas envolvidas na situação...sentia-se abandonado e traído pelas amigas que dedicara toda a sua vida, que havia sido ferido para proteger...ainda não aceitava sua morte e queria vingança...
Notas finais
RBD Cinco Minutos (http://letras.mus.br/rbd/1003586/)
PS 3: Vou deixar vocês uns 3 dias sem atualização para se livrarem dessa gastura e dessa ansiedade com os acontecimentos...terapia de choque!!kkkkkkkkkkkkkkkkk!! Tô brincando...
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