Notas iniciais
É a quinta vez que eu tento posta este cap -.-
Enfim, Não preciso dizer nada neh! O Titulo da diz tudo *.*

- Nós precisamos lhe contar algo Gabriel! –meu pai, como nunca havia feito cortou a fala da minha mãe antes que ela pudesse terminar. Percebi ela enrijecer ao seu lado, de modo que ele apertasse sua mão firmemente e balançasse a cabeça em sinal positivo.


Eu estava sentado na poltrona, com as mãos já suadas, esperando meus pais virem conversar comigo. Agora quem estava nervoso era eu. Eles tinham algo para me contar e eu não fazia a mínima idéia do que era. Eles adentraram a sala, dessa vez com um semblante calmo e quase alegre.


- OK! Vocês estão me deixando nervosos!


- Não fique meu filho. É uma coisa boa.


- Pelo menos isso de bom na minha vida.


- Meu amor, eu não sei bem como lhe contar isso, então tentarei da melhor maneira possível. Por favor, não me julgue pelos meus atos passados e nem pelos que irei cometer, eu sempre procurei fazer o melhor para você. – minha mãe disse alisando meu rosto.


- Apenas escute com muita atenção. – meu pai disse sorrindo para mim. O meu estomago estava se embrulhando.


- Gabriel, esse é um assunto de extrema importância! Você não pode contar para ninguém. – fez uma pausa – E novamente eu peço que não me julgue e apenas escute.


- Tudo bem mãe.


- Você acredita em destino? – afirmei com a cabeça – E em Deus? – retornei a afirmar. – Eu não sei nem por onde começar a falar. – ela fechou os olhos e entrelaçou os dedos.


- Pelo início seria uma boa idéia mãe.


- É seria sim. – ela abriu os olhos e pegou em minhas mãos. – Gabriel, você se lembra quando era pequeno, e nós sempre lhe contávamos como era o céu?


- Sim. Que ele era lindo, tipo uma colônia. Com casinhas, pracinhas, lojinhas, hospitais e tudo mais. Vocês diziam que era que nem aqui na terra. Só que tudo lá, era mais clean* e calmo.


- Tudo que lhe falamos sobre o céu, Deus e anjos são verdades. – eu estava pronto para lhe interromper quando ela me cortou – No céu existe a casa principal. É quase como uma Casa Branca, só a única diferença é que lá vive Deus, Jesus, alguns de seus discípulos, e mais algumas pessoas importantes.


- Mãe, como você sabe tudo isso?


Ela olhou para cima e novamente retornou a respirar fundo.


- Por que eu era um anjo.


Ela só podia estar brincando comigo. Hoje era meu aniversário, não primeiro de abril. Eu não sabia o que falar, nem o que pensar. Eu estava pronto para rir quando ela me cortou novamente.


- Eu sei que é difícil de acreditar. Você deve estar pensando que isso é impossível, ou que estou brincando com você. Mas eu não estou meu filho, e você PRECISA acreditar em mim. – ela estava certa, por mais que eu quisesse falar algo, nada saia. Então eu resolvi apenas escutar e tirar minhas conclusões depois.


- Um anjo é incumbido de cuidar do céu e da terra. Alguns são designados para a terra, e dai surgem os anjos da guarda. Eles seguem seus protegidos por todo lugar, e sempre lhes ajudando a escolher o melhor caminho. No céu, os anjos são quase todos iguais, cabelos loiros e cacheados, asas, feições amorosas. – ela fez uma pausa – Posso continuar?


- Claro, é só que tudo isso é muito novo para mim!


- Eu sei meu amor, mas será melhor assim. Você precisa saber o que acontece ao seu redor.


- OK.


- Bom, um anjo que é designado para terra, tem esse “protegido”, que é um humano. Esse anjo pode tanto aparecer na terra como humano e cuidar dele, ou como ficar “invisível” como anjo.


- Então é por isso que você apareceu para mim, no meu sonho, com os cabelos morenos?


- Sim, ali eu já tinha decido ficar como humana para cuidar de meu protegido. – ela parou e sorriu para o meu pai, que lhe retribuiu o sorriso – Existem coisas, que nem o céu pode impedir. Como o amor. Ele pode aparecer no momento errado, na hora errada, mas se ele apareceu foi porque tinha que ser assim. E eu me apaixonei pelo meu protegido. Eu não podia mais viver longe dele, e não suportaria ver ele se desgastar ao longo dos anos, e eu não estar perto para ajudar. Então como sinal de meu amor, eu renunciei minhas asas e auréola, e finalmente me tornei uma simples humana.


- Seu protegido era papai não é?


- Sim, meu protegido era seu pai.


- Todos da família sabem que você era um anjo?


- Não, nem todos. Angelique não sabe, e nem os parentes mais distantes. Mas seu tio, pai de Bryan é meu irmão. Ele também era um anjo, e renunciou para ficar com sua amada.


- Tio Ângelus também era?


- Sim, ele era. E neste exato momento ele esta contando para Bryan a mesma coisa que nós estamos contando para você.


- Mas porque só nós dois? E nossas irmãs, elas não merecem saber também?


- Claro que merecem, mas a irmãzinha de Bryan ainda é muito nova. E Angelique, bem você conhece sua irmã. Ela provavelmente irá rir.


- Vindo de Angie eu espero tudo. – nós três rimos.


- Mas esse não é o verdadeiro motivo, que eu, seu pai e meu irmão estamos fazendo isso.


- Não? Mas então qual é?


- Gabriel, você nunca percebeu como é extremamente bom? Ou como às vezes chegava em casa e nos contava que tinha ajudado tal aluno, ou tal professor. E o principal, como sempre teve aquela coisa sensitiva com casais? Quando tinha um casal que entrava na loja e você falava que eles iam ser felizes, ou quando Angelique trazia para casa um namorado novo e você não dava dois meses de duração. E eles sempre terminavam?


- Eu... Eu não sei mãe. Eu nunca parei para pensar nisso. – ela me olhava sorrindo, assim como meu pai. Foi então que as coisas começaram a entrar no lugar – Mãe você esta insinuando que eu sou...


- Sim Gabriel, você é um anjo. Na verdade é um meio-anjo, porque seu pai é humano.


Como assim eu era um anjo? Isso era impossível! Eu nunca me senti tocado pela mão divina. Minha mãe estava complemente enganada. Levantei e comecei a andar pela sala, novamente palavras me faltavam, assim como pensamentos. Meus pais me olhavam preocupados. Isso não podia estar acontecendo. Eu? Um anjo?


- Mãe, você deve ter se enganado!


- Não Gabriel. Eu nunca me enganaria! – ela me puxou, para me sentar ao seu lado de novo – Eu sei que isso foi um choque enorme, mas você precisa acreditar e entender.


- E Angelique? Ela também é?


- Não.


- Porque não?


- Porque você foi o único agraciado com este dom e dever.


- Mãe do que você esta falando? – agora além de dom, eu tinha dever? Era só o que me faltava.


- Quando um anjo tem um filho, Deus escolhe se ele deve ou não se tornar um anjo futuramente. Quando sua irmã nasceu, ela não foi abençoada. Mas você Gabriel, ganhou um dos dons mais lindos de todos. Poder ajudar as pessoas.


- Mas não é isso que todos os anjos fazem? Ajudam?


- Claro, eles ajudam. Mas não que nem você. Você TEM o poder, você pode manipular quem você quiser! No bom sentido. – ela pegou em minhas mãos – No céu existe uma regra, de que todo meio-anjo, aos dezoito anos, tem o direito de escolher.


- Escolher o que?


- Se quer ou não se tornar um anjo de verdade!


Algumas lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Ver minha mãe, assim, me doía o coração. Foi ela que me ensinou tudo que eu sei hoje, foi ela que me mostrou o caminho certo a seguir e foi ela que me alertou sobre Sheba. Eu não sabia o porquê, mas eu tinha quase certeza, de que se ela pudesse escolher para mim qual caminho a seguir, seria o céu.


- Quais são minhas opções?


- Não se sinta obrigado a decidir nada agora Gabriel. Os anjos costumam dar alguns dias, para você conseguir formular toda sua escolha. – meu pai comentou.


- Você pode escolher se tornar um anjo completo, e ir para o céu. Lá eles lhe ensinaram tudo, até sua missão ser designada. Você pode também escolher se tornar um anjo completo, mas ficar na terra cuidando de seu protegido, que também lhe será designado. Ou você pode ficar na terra, como humano normal e perder todos os seus dons. – o rosto de minha mãe murchou.


- Nenhuma delas me parece boa o suficiente. A primeira deu a entender que eu irei tipo morrer. Pois eu não sei se verei vocês novamente – eles confirmaram com a cabeça – A segunda, é como se eu tivesse que ser a babysister de alguém. – meu pai riu – E a terceira seria como perder alguma parte de mim.


- Eu sei que é complicado, mas você tem tempo.


- Mãe, você consegue se comunicar com os outros anjos ainda?


- Sim... Sim eu consigo. Quando faço uma oração ou quando eles simplesmente resolvem aparecer para mim.


Enquanto ela falava, minha cabeça começou a doer fortemente. Imagens começaram a aparecer. Era eu correndo, pelos corredores da casa, enquanto escutava sussurros, todos diziam Gabriel. Mais imagens minhas apareceram, adentrando o quarto de meus pais e enxergando várias pessoas, todas com a mesma roupa, e com algumas luzes saindo de seus corpos. E logo depois escuridão total.


- GABRIEL, MEU FILHO, O QUE ESTA ACONTECENDO?


Abri os olhos e enxerguei meus pais me olhando assustados. Eu estava deitado no sofá, com as mãos na cabeça, que agora já não doía mais nada.


- Gabriel, consegue se levantar? – meu pai pegou em minhas mãos e me puxou devagar.


- Acho que sim. Só foi uma dor aguda na cabeça. – já sentado, consegui respirar melhor – Que estranho! Imagens minha correndo pela casa, e vendo pessoas estranhas apareceram na minha cabeça. – meus pais se entreolharam.


- Há alguns dias atrás, Anjos apareceram para você Gabriel. Foi à noite em que você desmaiou e acordou com Angelique cuidando de você.


- UAU, realmente é muitas revelações para um dia só!


- Pois é. Eu achei que você fosse surtar, ou que não fosse entender. Mas a quem eu queria enganar, estamos falando de você Gabriel, a pessoa mais compreensiva desse mundo. – meu pai afagou meu rosto.


- Acho que minha ficha ainda não caiu. Vou precisar de pelo menos um dia para assimilar tudo.


- Isso é normal. – minha mãe sorria. E agora eu me sentia melhor, vendo seu alivio.


- Bom, se isso é tudo, acho que irei me deitar um pouco. – estava me levantando para me retirar da sala, quando minha mãe me chamou novamente. Fazendo-me voltar para ela.


- Tem mais uma coisa que você não sabe.


- O que?


- É sobre Sheba. – meu coração deu uma vacilada, e obriguei-me a sentar de novo. Por mais que eu dissesse que não me importava com ela, tudo que dizia a respeito de Sheba, me importava profundamente.


- O que é?


- Você acredita no Diabo?

Notas finais
N/A: Oiiii geent! eu sei que foi um post pequenininho, mas de grande importancia
Resumindo: fic chegando ao fim, revelações sendo feitas, escolhas e blábláblá! (não irei contar tudo neh)
UIHAUISHAIUHSOAUHSUOAHSHAUISHUIA
PLEASEEE QUERO MUITOS REVIEWS *.*
Beiijooos!