Entre o Céu e o Mar.

5 "Eu, que não digo, mas ardo de desejo."


Notas iniciais
Oieee gnt, olha eu aqui com capitulo novo. Até pedido de casamento eu recebi ontem kkkkkkkkkkk Como eu disse a vcs, a classificação da fic subiu. Deixa eu falar com vcs que elas agr vão passar pra um novo nível no relacionamento, eu espero q vcs gostem.

–Emma, abra essa porta ou eu vou chamar a Fiona. – Era a terceira vez que Regina ameaçava, e já estava ficando impaciente. Quando estava se virando para ir embora a porta se abriu, revelando uma Emma totalmente devastada.

Em menos de 24 horas, os olhos de Emma haviam perdido seu brilho característico. Sua pele e seu cabelo tinham um tom fosco, e, em volta dos olhos, as olheiras se assemelhavam a de um panda.

–O que você quer aqui?- Emma perguntou num fio de voz.

A vontade de Regina era de responder “você”, mas se conteve. Estava vendo o resultado de sua atitude precipitada bem na sua frente. O que ela tinha feito a aquela menina?

–Eu quero conversar com você, Emma. – Ela disse e nem esperou convite, foi entrando no quarto. – Primeiro, me diga, o que foi que você fez?

– Eu voltei a ser eu mesma, Regina. – A voz da aluna era carregada com pesar. – Eu voltei a ser aquela Emma que eu nunca deveria ter deixado de ser. A Emma que não te conhecia, a Emma que não sofria de amor, a Emma que não sofria por você.

O coração da professora quebrou em mil pedaços. O que ela menos queria era ver Emma sofrendo, na verdade, só tinha dado um fim na situação toda para que Emma não viesse a sofrer no futuro.

– Emma, eu não queria te ver sofrer. É irônico que eu tenha “terminado” com você – ela fez o movimento de aspas com a mão — para não te ver sofrer e acabei te fazendo sofrer mais.

– Só percebeu agora? – O sarcasmo era presente na voz de Emma. – Era de se esperar né?

Regina perdeu a paciência. Ela só fazia merda mesmo, só errava. Mas, se ela errava, era por querer o melhor para todos os outros.

–Escuta aqui, Emma. – A voz de Regina já não era mais comedida, não era baixa, era uma voz carregada de emoção, carregada de dor e sofrimento. Ela não aceitava levar a culpa quando estava tentando fazer o seu melhor. – Você acha que é fácil pra mim? Você acha que é fácil me ver apaixonada por uma pessoa que mal fez 18 anos? Você acha que é fácil para mim correr o risco de perder meu emprego? Hein, Emma, responde! – As duas eram separadas por menos de um palmo de distância. Cada uma sentindo a respiração pesada da outra. A pergunta foi retórica, Regina não deixou a mais nova responder. – Você sabe o que é sentir borboletas no estômago só de ver outra pessoa? Você sabe o que é se repreender mentalmente todos os dias por ter pensamentos pecaminosos com uma pessoa que é quase 10 anos mais nova que você? Eu vejo todas as pessoas se declarando, todas as pessoas se amando, dizendo que se amam, e eu olho para você e nem respirar eu consigo! O efeito que eu tenho em você te dá vontade de ficar bêbada, de quase se matar? O efeito que você tem em mim é o efeito da vida, Emma. – Regina riu, uma risada sem humor. As lágrimas rolavam no rosto de Emma, mas em momento nenhum ela se deixou parar, nem se deixou comover. – Você me faz querer ter 18 anos de novo, você me faz querer esquecer tudo que já me aconteceu, e isso me assusta. Me assusta saber que alguém tem esse poder sobre mim.

– Eu não sabia que você se sentia assim.

–O que você quer de mim, Emma? Me diz.

– Isso. – Então a loira a puxou para um beijo desesperado, um beijo em que ela não pedia permissão, apenas fazia. Suas mãos correram pros cabelos negros bem aparados de Regina e se permitiram se perder por lá, até que o ar se fez necessário e as duas pararam.

A professora se afastou. Camões dizia que o amor era fogo que ardia sem se ver, mas aquele ali dava para ver com clareza, com exatidão. Com passos lentos e bem calculados, Regina foi até a porta e a trancou.

– A Ruby vai voltar agora de tarde? – perguntou com a voz rouca, carregada de desejo. Rezava para a resposta ser não, se fosse não, ela tomaria Emma para si naquele quarto mesmo.

– Não.

–Ótimo.

Com uma rapidez impressionante, Regina com uma mão enlaçou a cintura de Emma e com a outra segurou seu pescoço. Se beijaram novamente, com urgência, com desejo, com tesão, com paixão. Foram caminhando até a cama e a professora se deitou sobre a aluna. Desceu suas mãos pela barriga seca de Emma e atingiu o cós da calcinha que a mais nova usava. Interrompeu o beijo e olhou para a loira, como se pedisse permissão. A aluna apenas assentiu.

Por dentro da calcinha mesmo, Regina atingiu o sexo já encharcado de Emma. Massageou o local com seu dedo indicador, enquanto distribuía fortes mordidas pelo pescoço da outra. A aluna murmurava palavras desconexas, sem sentido.

Percebendo que Emma já estava quase gozando, Regina parou. A loira murmurou em desaprovação.

–Não quero que você goze na minha mão, eu quero que você goze na minha boca. Eu quero sentir o eu gosto.

Regina puxou o short do pijama que Emma usava e lentamente abaixou a calcinha que ela usava, uma calcinha da hello kitty. Não pôde evitar de sorrir. Sem tirar os olhos da aluna, que apertava os lençóis da cama e tinha o lábio inferior roxo de tanto morder, a morena colou seus lábios no clitóris dela e depositou leves beijos lá. Depois, com a sua língua, lambeu e chupou. Conseguia sentir os tremores característicos do orgasmo e sorriu quando o líquido quente preencheu sua boca. Ela amou aquele gosto.

Emma havia chegado ao orgasmo com um grito estrondoso, e agora Regina era obrigada a beijá-la para suprimir seus gritos intensos.

–Psiu! – Regina descansava seu corpo por sobre o dela. Ainda não havia tirado uma peça sequer da roupa que usava, uma calça jeans e uma blusa social preta. – Você quer que o Sine Timore todo ouça que você acabou de ter um orgasmo?

–Eu quero saber porque você ainda está vestida, isso sim. – Emma disse, desabotoando os botões de cima da camisa de Regina.

–Eu estou vestida pois já estou indo embora. – A professora respondeu e levantou, ouvindo um murmúrio de reclamação da aluna ao descolar seus corpos. – Não vou dar a oportunidade a alguém me pegar aqui dentro, né. Isso que estamos fazendo, querendo ou não, é errado.

–Não é não. Eu sou maior de idade, e você sabe disso. – Emma agora estava sentada na cama, com o travesseiro cobrindo sua intimidade ainda exposta. Regina arrumava seu rosto em frente ao espelho.

–Mas você ainda é minha aluna, Emma. – a professora replicou.

–Quanto a isso... Eu só continuo nesse colégio por sua causa. – Ela estava se dirigindo ao banheiro para tomar um banho. – Eu tive a opção de fazer a prova e concluir o Ensino Médio, mas quis continuar na Sine Timore para ter aulas com você.

–Sério? – Regina não acreditava naquilo. Emma tinha ficado numa escola que odiava apenas para estar perto dela.

–Sério. – Emma fez silêncio por um tempo – Quer saber? Eu vou sair do colégio. Eu vou sair do colégio, Regina. Eu vou tirar meu diploma e nós vamos poder ficar juntas. – Agora a aluna abraçava a professora por trás. – A gente compra um apartamento aqui perto e vamos morar juntas, vamos crescer juntas, vamos viver juntas.

Aquilo era utópico demais para Regina. Era algo precoce ela e Emma se mudarem juntas, mas, no momento, ela não se perguntava o por que. Ela se perguntava, porque não?

– Quer saber de uma? – Ela sorriu e viu o sorriso de Emma junto ao seu refletido no espelho. – Vamos.

–SQ-

–Você tem certeza disso, Emma? – Ruby perguntou preocupada com a amiga.

–Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida, Ruby. – Ela ria com o semblante apaixonado. – Eu amo aquela mulher, eu quero viver a minha vida inteira ao lado dela.

–Tenho paciência para gente apaixonada não, viu. – A morena de mechas vermelhas jogou uma almofada na loira. – Só espero que você saiba exatamente no que está se metendo, viu. Parece tudo lindo agora, mas e depois, quando for só você e a Regina?

–Aí seremos eu e ela, nós duas, contra o mundo.

"Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir"

Notas finais
Gostaram? Gnt, eu nunca escrevi cena de sexo na vidaaaaa, acho q ficou horrivel, espero q vcs tenham gostado kkkkkk Esse trechinho do final é de uma das minhas músicas favoritas, Cecília, de Chico Buarque. A musica é sobre o amor de um poeta por uma mulher, um amor tão grande, tão intenso, que ele não consegue colocar em palavras o que ele sente. Bjs e vejo vcs nos comentários!