Entre o Coração e a Razão
1 O Instinto
O cursor piscava no ecrã. Escolher emoção ou lógica? O jogo exigia uma decisão rápida.
O cão, atento, observava-a. Nunca hesitava. Agia. Lá fora, a lua iluminava a sala, mas o brilho do monitor parecia mais intenso. Suspirou, sentindo o peso da escolha. A vida era como aquele jogo, cheia de decisões sem resposta certa. O cão apoiou o focinho na sua perna.
Ela sorriu. Na dúvida, seguiu o coração. Clicou, decidiu. O jogo continuou. O cão abanou a cauda. Talvez ele soubesse que, no fundo, a escolha certa já estava dentro dela desde o início.
O jogo exigia estratégia, mas ela hesitava. A personagem estava encurralada. Pensar rápido ou arriscar? O cão inclinou a cabeça. Ele nunca hesitava, confiava no instinto. A jovem olhou para ele, absorvendo a sua calma natural.
Inspirou fundo, clicou sem medo. A jogada foi certeira. O inimigo caiu. Vitória.
O cão abanou a cauda, satisfeito. Talvez a resposta estivesse ali, na coragem de agir sem medo do erro. Ela riu, acariciando-o. Se ao menos a vida real fosse tão simples. Mas, por agora, bastava-lhe aquele pequeno momento de triunfo partilhado com o seu melhor amigo.
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