Entre o Céu e o Mar.

12 "Um delicioso minuto passa a ser uma eternidade."


Notas iniciais
Geeeeeeente, desculpa a demora! Essa semana foi louca pra mim, eu ia postar domingo, só q eu fiquei mt mal, ontem tbm, aí eu vim postar hj! Sobre o smut, vcs ja sabem, ainda to aprendendo, espero q vcs gostem. Bjão

Eu tive uma noite maravilhosa com a Emma. Jantamos e ela deu risada com a minha alergia a camarão, ainda por cima me provocou a noite inteira dizendo que eu não sabia o que estava perdendo. A verdade era que eu estava super arrependida por ter feito Emma e Lily perderem duas noites da viagem, mas não iria admitir nunca para nenhuma delas. Meu arrependimento me fez ir atrás da minha loira, e não de Lily pois não suporto ela, e chama-la para jantar.

A noite se estendeu e fomos conversar na área externa do hotel, apreciando o mar do Rio Vermelho abaixo de nós. Estava tarde e eu queria ficar mais um pouco com Emma, então eu a puxei para assistirmos alguma coisa no meu quarto.

Minha intenção não era aquela, mas aconteceu. Quando eu me dei por mim, já estava com minhas mãos pelo seu corpo e beijava sua boca avidamente. Estávamos indo longe demais, mas eu não me importava, apenas precisava saber se Emma estava de acordo dessa vez. Depois que ela me deu o seu consentimento, eu me permiti.

Me permiti correr as mãos pelos seus seios e pela sua barriga. Com uma mão massageando seu peito esquerdo, desci a outra para levantar a barra do vestido folgado que ela usava. Subi o vestido lentamente e saí de cima dela para que, sentada, fosse mais fácil tirar-lhe a roupa por cima dos ombros.

Quando ela estava já semi-nua, parei e contemplei seu corpo. Mesmo sentada, Emma não apresentava nenhuma dobrinha, nenhum “pneu”, nada. Sua pele era branca como a neve, mas emitia um brilho único, assim como o sorriso que se formava em seu rosto quando ela percebeu que eu a olhava.

– Ué, vai só olhar? – Ela me perguntou com um olhar de predadora. Safada.

– Paciência é uma virtude, Swan. – Entrei no jogo dela e levantei da cama. Sua boca se abriu para protestar, mas antes que ela falasse comecei a desabotoar meu short. Emma percebeu o que eu estava fazendo e se ajeitou na cama para me ver melhor.

Deixei o short correr pelas minhas pernas e fiquei só de calcinha, agradecendo a todos os Santos por eu ter colocado um conjunto de lingerie que prestasse. Tirei a blusa e observei cada reação que a loira tinha e me deliciei com suas feições. Amarrei meu cabelo num rabo de cavalo pequeno e me sentei na cama, de frente para Emma.

Ela segurava a respiração de tão ansiosa que estava, e eu também. Queria fazer tudo aquilo da maneira certa. Puxei suas pernas para mim, fazendo com que elas ficassem abertas, uma de cada lado do meu corpo, ela riu com o movimento repentino e apoiou as mãos na cama, seu sexo grudado em meu ventre. Apertei suas coxas e passei, de leve a unha por elas, deixando uma trilha vermelha que se perdia entre suas pernas.

Emma me puxou pelo pescoço e me beijou. Sua língua invadia minha boca, ansiosa e violenta, e sua pele se espremia contra a minha, buscando mais e mais contato. Não me aguentei, e as mãos que antes estavam em suas coxas, passearam para a sua zona de prazer, descrevendo pequenos círculos no seu clitóris por cima da calcinha que ela usava. Ela estava ensandecida, gemia, murmurava meu nome, e nada me deixava mais excitada do que ver aquilo e saber que eu era a responsável por causar prazer naquela mulher.

– Regina...- Ela falou com a voz arrastada, me chamando, pedindo minha atenção.

– O que você quer Emma? – Perguntei, já sabendo qual seria a resposta.

– Eu quero você. – Parei com os movimentos circulares e gentilmente puxei a roupa intima que a cobria. – Eu quero você dentro de mim.

Aquelas palavras foram como um estímulo para mim. Sem demora, inseri dois dedos em sua entrada. Emma gritou em aceitação, murmurando palavras de incentivo para mim. Seu corpo era receptivo e eu sentia suas paredes internas se contraindo, indícios de que seu orgasmo estava para chegar. Alguns movimentos de vai e vem depois, em conjunto com os círculos que eu fazia em seu clitóris com o polegar, e Emma gozou em minha mão.

Seu orgasmo foi anunciado com um grito estrondoso, e eu a beijei para abafar o som. Retirei meus dedos de dentro dela e deitei meu corpo por cima do seu, sem deixar de beijá-la.

– Isso foi... – ela tentou falar. – maravilhoso. – sua língua se embolou com a palavra e eu ri.

– Foi sim. – Não podia deixar de sorrir, eu finalmente tive Emma para mim da forma certa, consensual. – Vem cá.

Desci de cima dela e a puxei para mim, pela cintura. O sexo não tinha sido intenso, nem forte, mas eu percebia o seu cansaço. Ela recostou sua cabeça em meu peito e eu afagava sua cabeça.

– Boa noite, Regina. – Minha aluna disse antes de adormecer.

– Boa noite, meu amor. – Falei para uma Emma já adormecida.

Nós não havíamos feito sexo, havíamos feito amor. E aquilo era lindo.

– SQ –

Os raios de sol entravam pela janela do meu quarto. Sentia um peso em cima do meu corpo e abri os olhos, sorrindo logo em seguida. Emma dormia serenamente, usando meu peito como travesseiro, suas pernas entrelaçadas com as minhas. Minha vida poderia ser assim para sempre, eu me acostumaria com aquilo na minha vida.

Tentei não me movimentar muito para não acordá-la, mas foi inevitável. Ao me afastar dela para levantar, ouvi ela reclamar do meu afastamento.

– Regina? – Sua voz era sono puro.

– Volte a dormir, meu amor. – Falei debruçada sobre ela.

– Não quero que você vá embora. – Emma disse, ainda de olhos fechados, e me segurando pelo braço.

– Eu não vou a lugar nenhum, Emma.

– Então fique aqui comigo.

– Não podemos ficar aqui o dia inteiro. – Eu já estava me levantando. – Ruby deve estar preocupada com você.

Emma fez um “argh” em reclamação, porém levantou e tomou um banho comigo. Entre beijos e brincadeiras, terminamos nossa higiene matinal com a promessa de jantarmos juntas novamente naquela noite.

– SQ –

Descemos para o café da manhã de mãos dadas, porém, ao chegarmos no restaurante do hotel, nos largamos. Senti falta da quentura da mão de Emma na minha, mas nada disse.

Ela vestia a mesma roupa da noite anterior, pois não queríamos demorar mais tempo e causar mais desconfiança no pessoal, que já estranharia o porquê de chegarmos juntas e, ainda por cima, atrasadas.

A primeira a perceber nossa chegada foi Zelena, que levantou as sobrancelhas em questionamento, fiz um sinal para que ela esperasse e, me afastando de Emma, que dizia estar sem fome, fui me servir.

– Agora me conte tudo! – Minha amiga perguntou assim que eu me sentei a mesa junto com ela e Killian, que estava alheio a tudo enquanto atualizava seu Facebook.

– Nada demais. – Dei de ombros, começando a morder o pãozinho de queijo que eu havia pego.

– Existe algo demais em passar a noite com Emma Swan.

– Regina passou a noite com Emma Swan? – Killian perguntou, quase gritando para todos ouvirem.

– Primeiro, como vocês sabem que eu passei a noite com Emma? – Eu tinha que saber, pois, se eles sabiam, outras pessoas sabiam também.

– Primeiro, vocês duas chegaram juntas e atrasadas. Segundo, Você está com cara de quem trepou – Zelena enumerava nos dedos cada evidência da minha estadia com Emma. – Terceiro, eu fui no seu quarto quando a gente chegou, pois não queria ficar sozinha, e encontrei você e Emma dormindo de conchinha.

Eu corei instantaneamente. Killian riu.

– Aha! – disse ele apontando para mim. – Eu sabia! Típico de filmes, professora tarada come aluna em quarto de hotel.

– Meu Deus, killian. – Dei um tapa forte em seu ombro. – Você é bizarro.

– Ele tem razão. – Zelena ria também. Ótimos amigos esses meus, não passavam um dia sem fazer piadas com a minha cara. – De qualquer forma, ela não para de olhar para você. – E apontou para Emma com o queixo. A cara da loira não era das melhores, tendo em vista que eu sabia do ciúme que ela tinha da minha amizade com Zelena.

– Estão apaixonadas já. – Meu amigo brincou. – Até ciúme uma da outra já estão sentindo.

– Vocês, viu. – Peguei o copo de suco e levantei da mesa, deixando meus dois amigos para trás e sabendo que seria seguida por ninguém mais, ninguém menos, que Emma Swan.

“Amor
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo”

Notas finais
Gostaram? Mdsss, eu realmente espero q a cena de sexo tenha sido boa pq eu tava entorpecida qnd escrevi, to tomando um remedio p dor mt forte. o poema do final é de Manuel Bandeira, preciso nem explicar, né? É isso gnt, até a proxima