Entre o Amor e as Correntes
10 Veneno invisível
Era fim de tarde quando Hank saiu do hospital. O plantão tinha sido longo, e tudo o que ele queria era um café forte. Foi exatamente quando entrou na cafeteria da esquina que a viu: Heather, sentada sozinha, impecável como sempre, com um livro fechado à sua frente e uma taça de vinho — sim, vinho no meio da tarde — em mãos.
Ela ergueu os olhos no momento exato em que ele passava.
— Hank, não é? — perguntou, como se o nome já lhe fosse familiar.
O paramédico arqueou a sobrancelha, surpreso.
— Sim… nós já nos conhecemos?
Heather sorriu, aquele sorriso que parecia atravessar defesas.
— Digamos que já ouvi falar de você. Vegas é uma cidade pequena para certas histórias.
Ele riu, meio sem graça.
— Bom, espero que tenha ouvido coisas boas.
— Oh, as melhores — respondeu, inclinando-se para frente, o olhar cravado no dele. — Um homem bonito, dedicado, salvador de vidas… e com um passado interessante ao lado de alguém igualmente fascinante.
Hank piscou, desconcertado.
— Você está falando da Sara, não é?
Heather sorriu como quem acaba de fisgar exatamente onde queria.
— Exato. Sara Sidle. Uma mulher intrigante. Mas confesso… eu fico ainda mais intrigada com quem já teve espaço no coração dela.
Ele ajeitou o jaleco dobrado no braço, sem saber se ria ou recuava.
— Olha, não costumo falar desse tipo de coisa com estranhos.
— Estranhos? — Heather soltou uma risada suave, quase musical. — Ah, Hank… depois de hoje, nós não seremos mais estranhos.
Ela tocou de leve no banco ao lado, convidando-o a sentar. O perfume dela, doce e hipnótico, parecia preencher o ar.
— Eu adoraria ouvir sua versão da Sara. Quem melhor para me contar sobre ela do que alguém que já a conheceu… intimamente?
Hank hesitou por um instante, mas o magnetismo de Heather era quase impossível de ignorar. Acabou cedendo, puxando a cadeira.
Ela ergueu a taça num brinde sugestivo.
— Aos encontros inesperados… que sempre acabam mudando alguma coisa.
O olhar dela faiscou. E, pela primeira vez, Hank teve a estranha sensação de que acabara de entrar em um jogo sem saber as regras.
Hank estava prestes a aceitar o convite para se sentar quando ela estendeu a mão com elegância.
— Onde estão meus modos? Eu sou Heather Kessler.
O paramédico congelou por um segundo, os olhos se arregalando.
— Espera aí… Heather Kessler? — ele riu, meio incrédulo, meio impressionado. — A famosa dominatrix de Las Vegas?
Heather apenas arqueou uma sobrancelha, satisfeita com o impacto do nome.
— Vejo que minha reputação chega antes de mim.
Hank deu uma risada curta, encostando-se no encosto da cadeira.
— Não dá pra acreditar que eu tô aqui, tomando café na frente de uma das conquistas de Gil Grissom. O cara sempre foi cheio de surpresas… mas essa? — ele assobiou de leve, balançando a cabeça com humor safado. — Agora entendi por que ele vive com cara de mistério.
Heather inclinou-se para frente, o sorriso provocador, olhos cravados nele.
— Conquista? Engraçado… eu diria que, em certos jogos, ninguém conquista ninguém. Apenas… se deixa conquistar.
Hank riu de novo, divertido.
— Ah, então foi assim que funcionou com o nosso querido homem dos insetos? Ele caiu na sua teia?
Heather não respondeu de imediato. Apenas girou a taça de vinho, lenta, felina, antes de devolver:
— Digamos que o Gil sempre teve uma queda pelo desconhecido. Por aquilo que o tira da zona de conforto.
Ela pausou, deixando a frase pairar no ar, e completou, em tom mais baixo, cheio de veneno doce:
— Talvez eu esteja vendo a mesma curiosidade… nos seus olhos agora.
Hank inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos na mesa, um sorriso torto brincando nos lábios.
— Bom… se tem uma coisa que eu sempre gostei, é de jogo perigoso. — Ele piscou. — E você parece ser mestre nisso.
Heather sorriu satisfeita, os olhos faiscando.
— Mestre? Que palavra deliciosa.
Hank riu, sem se intimidar.
— Mas vou te falar uma coisa… o Gil não vai gostar nada de saber que eu tô aqui, conversando com você. Na verdade, só de imaginar a cara dele já tô rindo.
Heather ergueu a taça em um brinde silencioso, quase como se estivesse selando um pacto.
— Ora, Hank… ninguém precisa contar nada ao Gil. A não ser que valha a pena ver a reação dele.
Hank gargalhou alto dessa vez, atraindo olhares de outras mesas, e depois voltou a encará-la com aquele jeito safado.
— Tá me tentando a cutucar o vespeiro, hein? Confesso que a ideia é tentadora… ver o entomologista mais famoso de Vegas perder o controle.
Heather se aproximou mais, voz baixa e insinuante:
— Eu diria que ele já está perdendo. Só falta um empurrãozinho.
Hank estreitou os olhos, divertido.
— E você quer que eu seja esse empurrãozinho, não é?
Heather sorriu como quem já tinha vencido antes mesmo da partida começar.
— Exatamente, Hank. Você e eu… podemos nos divertir muito, e ainda assistir ao caos juntos.
O paramédico levantou a sobrancelha, jogando-se de volta na cadeira com um ar debochado.
— Sabe que eu tô começando a gostar de você, Heather? Você é ainda mais perigosa do que falam.
Ela ergueu a taça, encostando-a na dele com um tlim suave.
— Perigosa, Hank? Não. Apenas… inevitável.
Na cozinha de Brass, o cheiro de café recém passado preenchia o ambiente. Grissom estava sentado à mesa, ajeitando os óculos enquanto o capitão enchia sua caneca.
Grissom (sincero, voz baixa):
— O café da manhã com a Sara… foi perfeito, Jim. Eu não me sentia assim há muito tempo. Mas no meio disso… Heather me ligou.
Brass ergueu uma sobrancelha, servindo-se de café.
— Claro que ligou. Essa mulher tem radar para saber quando você está ocupado, timing errado para entrar em ação.
Grissom suspirou, cansado.
— Eu preciso dar um basta, Jim. Até na… amizade, se é que existe amizade ali. Se eu quiser ficar em paz com a Sara, não posso continuar deixando a Heather rondar minha vida.
Brass assentiu, apoiando a caneca na mesa.
— Está mais do que certo. Mas eu te digo uma coisa: não subestime Heather. Ela não perde fácil. Se você deixar uma brecha, ela entra. Fique atento.
Grissom absorveu aquelas palavras em silêncio.
Logo o silencio é quebrado quando a porta da frente se abre e passos ecoaram pelo corredor. Sara surgiu, com os cabelos úmidos de suor da caminhada e uma sacola de compras na mão. O choque foi mútuo: Grissom a encarou surpreso, e ela, igualmente, congelou ao vê-lo sentado ali.
Sara (arqueando a sobrancelha):
— Gil? O que você está fazendo aqui?
Antes que ele respondesse, Hank — o cachorro — disparou em direção à morena, pulando de alegria. Sara se agachou, rindo, recebendo a chuva de lambidas.
— Eu também estava com saudades, grandão.
Grissom observava a cena com uma pontada de ciúme… do próprio cachorro. Brass riu da cara dele.
Brass:
— Bom, parece que agora você descobriu o endereço dela. Surpresa!!
Grissom pigarreou, ajeitando os óculos.
— Então… é aqui que você está… morando ?
Sara cruzou os braços, firme.
— Temporariamente. Já estou abusando demais da hospitalidade do Jim.
Brass (mordendo um biscoito, rindo):
— Ei, eu até gosto de ter companhia. Mas confesso que não esperava virar "pai de aluguel" de vocês dois.
Grissom lançou lhe um olhar de reprovação, mas serviu para Brass rir mais.
Momentos se passaram e Grissom ainda estava ali, ajudando Brass a guardar a louça.
Grissom (quase num tom de menino carente):
— Jim… acha que eu poderia… ficar? Só hoje.
Brass bufou, revirando os olhos.
— Vocês dois me matam. O quarto é da Sara, não meu. Convence ela, não a mim.
Grissom respirou fundo e bateu à porta do quarto. Sara estava dobrando algumas roupas quando o viu parado na porta com aquela expressão quase tímida.
Grissom (fazendo charme, meio desajeitado):
— Oi… posso entrar?
Sara (erguendo a sobrancelha, divertida):
—Claro!! Precisa de algo?
Ele riu, entrando devagar.
De descanso! Estou bem cansado!
A resposta fez a morena suavizar o olhar, embora tenha tentado disfarçar.
— É visível seu cansaço. Você precisa de uma cama com urgência.
Ele deu mais um passo, um meio sorriso carregado de charme nerd:
"Bom, estou querendo ocupar um espaço… bem do seu lado."
Sara balançou a cabeça, rindo, incapaz de resistir ao jeito “menino carente” dele. Ela aproveitou e arrumou uma cama improvisada para Hank e depois foi trancar a porta.
Sara terminou de dobrar uma blusa e, ao ouvir a voz dele, sentiu o coração acelerar. Grissom se aproximou devagar, como se cada passo fosse um pedido de permissão.
Grissom (baixo, rouco):
— Eu sinto tanta falta de você em nossa casa, Sara…
Ela ergueu os olhos, encontrando o olhar dele — uma mistura de vulnerabilidade e desejo. Ainda tentou manter a leveza:
— Você tem um jeito curioso de demonstrar isso… pedindo abrigo no quarto de uma mulher que você deixou magoada.
Ele suspirou, parando bem à frente dela. Levou a mão até o rosto da morena, roçando os dedos na linha do maxilar.
— Eu sei. Mas eu não vim aqui só por abrigo. Vim porque sem você eu não tenho paz.
Sara hesitou por um segundo, mas a intensidade do olhar dele dissolveu a barreira. Quando ele inclinou o rosto, ela não resistiu. O beijo começou suave, mas logo se transformou em algo mais urgente, carregado de saudade.
Grissom a puxou para perto, as mãos firmes em sua cintura, enquanto Sara retribuía com carícias ousadas, os dedos explorando a nuca e os ombros dele. O corpo dela colou ao dele como se aquele fosse o lugar natural de ambos.
Sara (entre beijos, provocando):
— Você deve saber… eu não tolero dividir espaço, Gil. Nem com Heather… nem com mais ninguém.
Grissom (com voz grave, os lábios roçando na pele dela):
— E não vai. Porque eu só quero você. Só você.
O quarto de Brass, tão simples, tornou-se palco de algo intenso: risos abafados entre beijos, o cheiro de café da manhã ainda no ar misturado à eletricidade daquele reencontro.
Deitados juntos, sem mais barreiras, eles se entregaram. Cada toque parecia uma promessa, cada suspiro um pedido de perdão e um recomeço. Sara arqueava-se sob as carícias dele, deixando escapar gemidos que o enlouqueciam. Grissom, sempre contido em público, ali se mostrava inteiro, ardente, completamente dela.
Horas depois, os dois ainda permaneciam juntos, corpos entrelaçados sob o lençol. Grissom acariciava o braço da morena, o olhar suave, quase em paz pela primeira vez em muito tempo.
Grissom (sussurrando, no ouvido dela):
— Eu não quero mais dormir em lugar nenhum se não for ao seu lado.
Sara sorriu, cansada e feliz, mordendo levemente o lábio.
— Então é melhor começar a se comportar, querido. Porque eu não vou aceitar nada menos do que isso.
Ele riu baixinho, puxando-a para mais perto.
— Considera-me um aluno aplicado… disposto a aprender tudo com você.
E ali, dentro do quarto que não era deles mas parecia feito para aquele reencontro, o mundo desapareceu. Não havia Heather, nem Hank, nem regras de laboratório. Só eles dois, reencontrando-se no amor e no desejo.
O celular de Sara vibrou na mesinha de cabeceira, o toque insistente lembrando que a hora do plantão chegava. Ela abriu os olhos devagar, ainda meio perdida, até perceber o braço pesado de Grissom sobre sua cintura. Ele dormia profundamente, a respiração calma, como alguém que finalmente encontrara descanso.
Sara (cutucando de leve, com um sorrisinho cansado):
— Gil… acorda. Ou vamos chegar atrasados e dar um prato cheio pra Catherine.
Ele abriu os olhos, piscando contra a luz que entrava pela janela. Quando viu o rosto dela tão perto, sorriu com aquele jeito tímido, mas carregado de afeto.
Grissom (rouco, ainda sonolento):
— Posso me atrasar só mais dez minutos? Prometo que será o melhor atraso da minha vida.
Sara riu, balançando a cabeça.
— Você vai se atrasar sozinho. Eu não vou dar esse gosto pra Catherine.
Entre beijos roubados e risadas abafadas, os dois se arrumaram às pressas. Sara prendeu o cabelo num coque rápido enquanto Grissom se arrumou rapidamente.
Quando abriram a porta, o cheiro os atingiu primeiro: café fresco, ovos, torradas. Na cozinha, Brass estava à vontade, jornal aberto sobre a mesa e frigideira ainda no fogão.
Brass (erguendo uma sobrancelha, com sarcasmo afiado):
— Ah, vejam só. O casal CSI finalmente resolveu descer da torre de marfim. Dormiram bem?
Sara quase engasgou de vergonha, enquanto Grissom ajeitou os óculos com aquela expressão que tentava — e falhava — em esconder a felicidade por ter dormido com sua amada.
Sara (sem graça, mas rindo):
— Você não perde uma, não é, Brass?
Brass (servindo café para os dois):
— Claro que não. É raro ver o grande Gil Grissom atrasado por motivos… humanos. Eu tinha que aproveitar.
Grissom suspirou fundo, mas não conteve o sorriso discreto ao ver Sara rindo da situação.
Brass (com humor paternal):
— Relaxem, eu não vou contar pra ninguém. Mas digo uma coisa: se vocês querem manter isso em segredo, a casa de um policial lindo, ou seja eu, talvez seja a melhor estratégia.
Sara deu uma risadinha cúmplice, e Grissom, finalmente, soltou um comentário seco:
— Pelo menos aqui eu sei que estamos protegidos.
Brass ergueu a xícara, como quem faz um brinde.
— Protegidos e bem alimentados. Agora, comam antes que o Ecklie perceba que vocês estão brilhando mais do que as luzes de Vegas.
O relógio marcava quase meia hora depois do início do turno quando o elevador se abriu no laboratório. Sara e Grissom saíram juntos — não lado a lado, mas próximos o suficiente para chamar atenção de olhares atentos. Ela ajeitava uma mecha rebelde de cabelo, ele segurava uma pasta com seriedade… ou, pelo menos, tentava.
Na sala de descanso, Catherine já estava de caneca na mão e olhar afiado. Nick, sentado na mesa, mexia num relatório, mas ergueu os olhos assim que viu os dois entrarem.
Catherine (arqueando uma sobrancelha, irônica):
— Mas não é que os pombinhos resolveram aparecer? O trânsito de Vegas anda tão ruim assim ou vocês estavam… ocupados?
Sara conteve o riso, mordendo o lábio para não entregar nada. Grissom pigarreou, ajustando os óculos, como sempre fazia quando estava desconfortável.
Grissom (sério demais para ser convincente):
— Houve um pequeno contratempo. Nada demais.
Nick (sorrindo malandro):
— “Nada demais”? Cara, você tá sorrindo. Antes das oito da manhã. Isso é praticamente um fenômeno científico.
Sara não resistiu e soltou uma risadinha. Catherine cruzou os braços, vitoriosa.
— É… tem alguma coisa no ar. E não é só perfume barato de cassino.
Grissom fingiu não ouvir, mas a vermelhidão no pescoço o entregava. Ele colocou as pastas na mesa com um movimento mais brusco do que o necessário.
Grissom:
— Vamos ao trabalho. Catherine, você e Nick pegam o homicídio em Henderson. Sara, vem comigo, temos uma cena no centro enquanto Warrick e Greg terminam o caso do Cassino.
Catherine (sussurrando para Nick, mas alto o bastante para os dois ouvirem):
— Ahá. Já começou o favoritismo.
Sara apenas balançou a cabeça, rindo, enquanto caminhava atrás de Grissom. No corredor, ela se aproximou um pouco mais dele, a voz baixa, mas carregada de humor ácido.
Sara (irônica):
— Viu só? Sua cara não ajuda em nada quando você tenta esconder.
Grissom (olhando de canto, cúmplice):
— A sua também não. Está brilhando mais do que luminol em cena de crime.
Ela riu, mordendo o lábio, e os dois seguiram juntos para o próximo caso, deixando para trás Catherine e Nick trocando olhares divertidos.
Em outro ponto da cidade, o quarto de hotel estava em meia penumbra. Um copo de vinho vazio repousava na mesa de cabeceira, ao lado de uma algema esquecida — típico detalhe da anfitriã da noite. Heather recostava-se contra os travesseiros de cetim, os cabelos ruivos desgrenhados emoldurando o sorriso de pura satisfação.
Hank, ainda sem camisa, caminhava pelo quarto com aquela confiança malandra de quem sabia exatamente o efeito que causava. Ele parou diante do espelho, riu do próprio reflexo e comentou com sarcasmo:
Hank:
— Quem diria… eu, passando a noite com a famosa Lady Heather. Se o Grissom soubesse, acho que teria um colapso.
Heather arqueou uma sobrancelha, divertida, puxando o lençol para cobrir parte do corpo, mas deixando escapar a intenção clara de provocação.
Heather (voz sedosa, mas com veneno escondido):
— Ah, meu caro… ele vai saber. Só não ainda.
Hank virou-se para ela, rindo com malícia.
— Tá armando alguma coisa, né? Dá pra ver nos seus olhos.
Heather inclinou a cabeça, estudando-o como quem avalia uma peça num tabuleiro.
— Digamos que eu gosto de… reposicionar pessoas. E você, Hank, pode ser a peça perfeita.
Ele se aproximou da cama, apoiando-se no colchão, olhando-a de perto, quase desafiador.
— Você quer que eu fique perto da Sarinha, é isso? Fazer o velho Grissom perder as estribeiras?
Heather sorriu, um sorriso lento e calculado.
— Exatamente. O ciúme é o veneno mais eficiente. E Gil Grissom… não sabe lidar com veneno.
Hank jogou-se ao lado dela, rindo alto, claramente excitado pela ideia tanto quanto pela companhia.
— Então relaxa, Lady. Se tem uma coisa que eu sei fazer bem é provocar. E, convenhamos, a Sara merece um pouco de diversão depois de tanto tempo com aquele entomologista sério demais.
Heather estreitou os olhos, satisfeita. A chama da vingança brilhava em seu olhar.
— Perfeito. Vamos deixar o jogo começar.
Ela ergueu a taça de vinho quase vazia como se brindasse ao plano, e Hank, rindo, completou:
— Ao caos.
Fale com o autor