Notas iniciais
Flor da noite: Oi gente linda! Ses tão bem? Mais um cap fresquinho para vocês. Espero que gostem.

— Bom dia, o senhor poderia me dizer onde fica o restaurante?

— Quinto andar, senhor.

— Obrigado.

Eu estava hospedado num hotel, próximo ao prédio do FBI. Havia conseguido negociar com o velhote do senhor Bill, disse a ele que tinha conseguido um trabalho e que precisava da casa pra deixar as minha coisas até eu voltar. Acabou ficando que eu pagaria tudo o que estava devendo a ele ( com um maldito juros.) assim que voltasse, ou ele me levaria prá justiça.

Subo até o andar do restaurante pra tomar merecido café. Eu tinha que aproveitar, me disseram que o local aonde eu iria eles eram meio pão duros em relação a comida.

Dá pra entender, né. A comida tá cara, horas.

Lentamente como um delicioso prato de ovos com bacon e tomo um suco de laranja. E após o café corro até o FBI.

Dessa vez, estando apé entro pela porta principal. Passo por um monte de pessoas andando de lá pra cá e vou até a recepção. Havia uma garota de cabelo ruivo mal pintado e toda vestida de rosa, ela olha pra mim como se me devorase e sorri sedutora.

— Bom dia.- ela diz mordendo a caneta.

— Bom dia, qual o andar da sala de treinamento?- pergunto revirando os olhos.

— 2.- ela responde.- você é algum estagiário?

— Não. — respondo simplesmente.

— Algum agente novato?- ela realmente estava determinada a puxar assunto.

— Você já me viu antes?

— Não.

— Olha só, então acho que já sabemos a resposta.- falo meio grosso( ou totalmente, tanto faz.)

— Ah, não precisa ficar irritado, quer que eu te ajude a relaxar?- ela tenta. Eu a olho sem interesse e forço um sorriso.

— Sabia que você se parece muito com a Barbie?- pergunto.

— Já me disseram, e é muito bom, sou fã dela.- ela diz ainda mais sorridente.

— E sabia que ela não existe, né?- ela afirma com a cabeça.- E sabe o que mais não existe?

— Oque?

— A chance de eu ficar com você.- reviro os olhos e saio andando.

— Escroto!- ouço ela dizer.

Eu sei. Sou meio babaca, mas é melhor do que iludir, só dizendo.

Vou até o quarto andar e entro numa porta que diz: Ala de treinamento. Por incrível que pareça era uma área aberta. Tinha uma quadra, um local para tiro ao alvo, uma piscina olímpica, academia e muito mais.

Depois de dar a devida atenção ao local, percebo uma coisa. Não havia ninguém.

Ótimo! Mais que ótimo! Ta explicado porque a polícia nunca chega na hora em que precisa, nem dentro do próprio prédio eles conseguem evitar o atraso.

Sem nada pra fazer me sento num banquinho na academia e fico brincando com um peso qualquer da estante de levantamento.

Fico uns 15 minutos ali, até que entra um homem na ala. Ele era mais alto e todo musculoso, parecia aqueles caras que não sai da academia nem quando ela fecha. Ele se aproxima com um andar confiante e para na minha frente.

— Você é o tal Kily?- ele pergunta com uma voz tão fina que beirava o ridículo.

Começo a gargalhar. Rio tanto que chego a me curvar.

— Não tinha tostesterona sobrando não?- zuo o cara.- ou implantaram uma bexiga na sua boca?

O cara só fica me encarando como se não achasse graça nenhuma.

— Já acabou?

— Não, pera.- peço ainda rindo.- Já assistiu gente grande? Você é tipo o sunguinha do parque aquático, só que mais feio.

— Ta me tirando, mermão?- o cara ameaça.

— Não precisa engrossar a voz, cara.- zuo mais ainda. Vou parando de rir ao pouco.- Ta, vamos começar logo com essa merda.

Enxugo as lágrimas de riso. E me levanto.

— Por onde eu começo?

— 20 voltas na quadra.- ele responde mal humorado. Bufo e começo a correr.

....

— Acabamos.- o cara de voz fina diz.

— Finalmente.- digo.- tchau bexiga ambulante.

O cara rosna, mas eu já estou fora da ala de treinamento. Me disseram que antes da reunião eu tinha um tempo livre então dou uma volta pela cidade.

Estava um clima ótimo, diferente do meu aniversário não chovia. A cidade estava movimentada e sorrio ao ver que as garotas todas param para me olhar.

Sou um gatão, irresistível e totalmente modesto, é claro.

— argh, ainda bem que eu saí daquele inferno.- ouço alguém dizer.

Cara, parece que adivinhou meus pensamentos.

Me viro pra ver quem era o dono da voz e vejo uma garota passando apressada. É loira de olhos verdes e um corpo explendido. Tenho de admitir que é muito gostosa.

Meu relógio apita.

— Já? Acabei de sair.- reclamo e volto para o prédio.

....

— Eles tem mais de 450 assassinos.- o agente Maiko diz, já sabia o nome te todos.

— Sim, todos especialistas em matar.

— E eu vou entrar lá sem nenhuma arma.

— Está louco?

— Talvez, mas pense bem Katherine, eles devem ter trosentas formas de revistar até a alma.- digo.- os outros dois entraram armados e se ferraram. Entao vou entrar sem armas e sem equipentos. Provavelmente lá me daram armas.

— Ok suicida, tome. Está é a sua ficha. Um serial-killer iria entrar no plano. Ninguém sabe seu nome, ele apenas se referia como o ipnotizador. De acordo com seus relatos na prisão perpétua, ninguém era digno de saber seu verdadeiro nome.

— Ele morreu, pegou câncer.

— Ui.

— Entao não temos ninguém para te desmascarar.

— Mas é vc consegue não se desmascarar?

— Quer saber se eu consigo imita-lo? — levanto uma sobrancelha. E antes que eles respondam chamo a garota que entra para trazer café.- Daiana?

— Sim?- ela se vira para mim.

— Por que está fazendo isso?

— Oque?- ela me olha sem entender.

— Você sabe do que estou falando Daiana. Por que está fazendo isso? É formada em engenharia não é Daiana? Então me responda, porque está aqui, Daiana?

— Porque eu não sou a melhor.

— Ah, você sabe que é a melhor, Daiana, as pessoas são burras, ela estão apenas tentando te diminuir, porque não conseguem ser melhores que você. Repita comigo Daiana, você é a melhor. — continuo meu diálogo, olhando profundamente para a garota.

— Eu sou a melhor.

— É boa demais para ficar entregando café pra esses velhos.

— Sou boa demais para isso.- ela diz.

— Então mostre que é mais do que um rosto bonito. Rebele-se. Taque essa xícara no chão com toda a sua raiva, você não entregará mais o café deles, eles que deviam entregar seu café, grite isso para eles .

A garota pega a xícara com força, estava com raiva. Ela levanta o objeto no alto e com toda a força taca no chão.

— EU NÃO ENTREGO MAIS O CAFÉ, SEUS INÚTEIS, EU SOU SUPERIOR, SOU MAIS INTELIGENTE. ENTÃO VÃO SE FERRAR!

Com o grito da garota alguns seguranças entram na sala.

— Você fez muito bem Daiana, Parabéns.- ela parece acordar após as minhas palavras e fica sem entender nada.- obrigado, Flor.

As pessoas a volta estão paralisadas, de boca aberta.

— Acho melhor alguém limpar essa bagunça.- aponto para o chão.- café mancha.

Notas finais
Comentem, isso nos inspira a continuar. Beijos de arco íris.