Entre beijos e paixões - Season 2
20 Surpresas e desesperos...
Notas iniciais
Não demorou muito até que as garotas chegaram ao ensaio da banda dos garotos. Antes mesmo de entrarem, conseguiam ouvir o som emanando da garagem da casa de Marcelo. Os garotos ensaiavam uma das músicas de Paçoca.
Logo, as garotas adentraram ao local de fininho para não atrapalhar o ensaio, e sentaram-se num banco largo para assistir. Nesse momento Paçoca encarou Julieta, que sorriu, o garoto sorriu de volta. O casal não foi o único a trocar olhares, André que estava na bateria, não parava de encarar Vivi, que retribuía, porém, do contrário do outro casal, estes se encaravam de forma negativa.
– Até quando você e o André vão continuar sendo inimigos? – Perguntou Janu, reparando o clima ruim.
– Por mim, até os próximos trezentos anos. – Respondeu Vivi, sem tirar o olhar de raiva destinado ao garoto. Nesse momento Janu levou umas das mão ao rosto da amiga fazendo com que a mesma direcionasse o olhar a ela. Janu sorriu.
– Deixa de bobeira, Viviane… – Disse, olhando profundamente em seus olhos, com um leve sorriso. Vivi a encarou por um tempo, o que fez com que a mesma lembrasse do que aconteceu a noites atrás, novamente. Aquilo era um pouco constrangedor em sua opinião.
Enquanto as garotas se encaravam, não percebiam, mas, estavam dando a entender algo a mais, na mente de alguém que as observava atentamente, Juca.
Enquanto isso, na Bélgica…
Devido ao fuso horário, lá já era tarde da noite.
– Bela ideia essa do Mosca… “Meninas num quarto, meninos no outro”. – Resmungava Pata, imitando a voz do irmão, enquanto ela e Mili se preparavam para dormir no quarto de hóspedes. – Fala sério, como se eu nunca tivesse dormido com o Duda desde que venho pra Bélgica. – Acrescentou, impaciente. Mili que antes ria do aborrecimento de Pata, a encarou surpresa.
– Quando você fala “dormir”, tá querendo dizer o quê? – Perguntou Mili, ainda sem crer. – Como assim, Mili? O óbvio, né?! – Falou Pata, sem nenhum problema, mas, Mili continuava sem crer. – O que, não vai me dizer que nunca rolou entre você e o Mosca… – Mili ficou apenas calada. – Ai, não Mili, sério? Você ainda é virgem? Porra! Não acredito! – Pata tentou segurar o riso, porém, não se conteve.
– O que tem de mais? – Perguntou Mili, séria. – É por escolha própria! – Afirmou.
– Tá, desculpa… – Disse Pata, sem tocar mais no assunto.
No outro quarto…
– Nossa, ainda não acredito que você fez essa cagada, Mosca. – Reclamava Duda.
– Né, em vez de curtir com a namorada no quarto de hóspedes, preferiu dormir com o Duda. – Debochou Raul.
– E ainda por cima, me distanciou da Pata. – Detalhou Duda. Nessa hora, Mosca o encarou sério.
– O que você tá querendo dizer? Que dorme com a minha irmã? – Perguntou Mosca, pegando Duda pela gola da camisa.
– Opa! Calma aí! Que você pega minha prima se for por isso. – Retrucou Duda, empurrando Mosca para trás. Nessa hora Mosca se conteve em seu lugar, expressando tensão. Aquilo era mesmo verdade? Até sua irmã caçula tinha vida sexual ativa, e ele NÃO.
Raul percebeu toda a tensão do hóspede, e sacou logo de cara.
– Xi… Pela cara do seu cunhado, maninho… A coisa parece não tá boa pra ele. – Reparou Raul.
– Duvido muito, o Mosca, era o maior pegador antes de namorar a minha prima. – Lembrou Duda, rindo. Porém, ao olhar bem para o garoto, percebeu que este se encontrava desanimado. – Não… Pera, sério mesmo? – Perguntou.
– Não quero falar sobre isso. – Disse Mosca, com cara de tacho. Raul passou a rir do mesmo, que ficou irritado. – Por que não vai lá pro seu quarto, seu mané? – Perguntou.
– Por que a casa é minha e eu fico onde quiser! – Retrucou Raul, falando mais alto.
– Pera lá Raul, melhor você ir. – Pediu Duda, calmamente. – Quero conversar um assunto com o Mosca, afirmou. Logo, Raul saiu, os deixando a sós. – Senta aí Mosca, e me explica essa história direito. – Pediu.
– Ok… – Concordou Mosca.
Enquanto isso, no Brasil…
Na casa de Ana
Ana concentrava suas energias meditando, esta colocou incensos e velas florais por todo o quarto.
– Anima separata, si venerit ad me adiuvare. – Pronunciou, em latim, na intenção de atrair a alma da garota. – Anima separata, si venerit ad me adiuvare. – Repetiu. Porém, nada aconteceu. A garota não estava por perto.
Nessa hora, sua tia abriu a porta do quarto.
– Ágata? – Chamou, interrompendo todo o ritual. – Ah! Mil perdões!
– Tudo bem tia, não tava dando certo mesmo. – Disse Ana.
– Estava tentando contatar algum espirito? – Perguntou Rubi.
– Sim… Uma menina apareceu no meu quarto hoje, mas, acho que já foi embora. – Disse Ana.
– Entendo, isso é normal, eles sentem medo porque estão acostumados a não serem enxergados. – Afirmou Rubi.
– Eu sei… – Disse Ana. – Só espero que ela não demore a voltar. – Completou, preocupada.
***
Na casa de Bia
Bia olhava o relógio impaciente.
– Cadê esse mongo? – Perguntava, irritada. Nessa hora a campainha tocou. – Finalmente! – Exclamou, indo abrir a porta. – Nossa, que demora Binho! – Reclamou.
– Foi mau, gatinha. Tava fazendo hora lá no sambão, aí o Cícero conversa de mais e cÊ sabe... – Disse.
– Tá! Dane-se! – Interrompeu Bia. – A gente tem pouco tempo, daqui a pouco meu irmão tá de volta. – Afirmou.
– Ok. – Disse Binho, encarando a garota.
– Trouxe o que eu pedi? – Perguntou Bia.
– Não, sei… – Disse Binho, fazendo suspense. Logo, o mesmo tirou de seu bolso uma cartela cheinha de preservativos. – Você queria de morango né? – Perguntou, com um olhar safado. Bia sorriu, maliciosamente.
– Seu babaca! – Xingou a mesma, aos risos. Logo esta o puxou para um beijo, então ambos foram rumo até o quarto.
Enquanto isso…
No ensaio…
Os garotos terminavam de ensaiar a música escrita por Marcelo.
– Nossa, o Marcelo manda bem com letra. – Reparava Vivi.
– Verdade, bem profundo. – Concordou Julieta.
– Essa letra não é do Marcelo. – Disse Janu, séria.
– É sim, eles disseram antes de tocar. – Lembrou Julieta.
– Eles mentiram. – Afirmou Janu. – Essa letra é do Maurício. – Revelou.
– Quê?! – Perguntou Vivi, surpresa. – Como você sabe?
– Ele tem um diário, e eu li… – Lembrou Janu. – Essa letra tava escrita lá. – Completou.
– Nossa… Nunca pensei que ele se sentisse assim. – Afirmou Vivi.
– Nem eu… – Disse Janu. Na mesma hora, esta lembrou do motivo pelo qual Maurício havia lhe batido. Este a pegou lendo seu diário.
Assim que a música terminou, Paçoca chamou a atenção de Julieta pelo microfone.
– Julieta… – Disse. A garota então o encarou. – Essa aqui é pra você. Logo, este pegou o violão, e passou a cantar e tocar uma música em sua homenagem.
No fim da música, este se aproximou de Julieta, que sorriu emocionada.
– Então? O que me diz? – Perguntou o garoto.
– Ninguém fez algo tão bonito por mim antes… – Disse a garota. – Obrigada… – Agradeceu, o abraçando.
– Desde a primeira vez que eu te vi, não consegui parar de pensar em você… – Afirmou Paçoca.
– Nem eu, em você… – Disse Julieta. De repente todos começaram a gritar “Beija! Beija!” e no embalo, ambos sorriram e se beijaram, fazendo com que todos batessem palmas.
Enquanto isso…
Na Bélgica…
Mosca explicou a Duda toda a situação.
– Nossa cara… Eu nunca pensei. – Afirmou Duda impressionado.
– Pois é, e eu não posso fazer nada… – Lamentou Mosca.
– Será que nem com chantagem emocional você convence ela? – Perguntou Duda.
– Já tentei… Não funcionou. – Contou Mosca.
– Putz, e então? O que você vai fazer? – Perguntou Duda.
– Não sei… – Disse Mosca.
– Cara, já parou pra pensar que ela pode tá escondendo algo? – Perguntou Duda.
– O que ela esconderia, Duda? – Perguntou Mosca, revirando os olhos.
– Sei lá, alguma marca de nascensa horrenda! – Imaginou Duda, deixando Mosca com cara de tacho. – Ou sei lá, e se ela for homem! – Exagerou.
– Não avcalha, cara… – Pediu Mosca.
– Tá… Foi mau. – Disse Duda. – É que depois desse tempo todo que vocês estão juntos, fica dificil encontrar um motivo pra ela não ter cedido ainda. – Afirmou.
– Pior que você tem razão… – Concordou Mosca, pensativo.
Enquanto isso, no Brasil…
Bia e Binho mandavam ver… (Sim, isso mesmo e.e)
– Ai meu Deus! Vai! Eu tô quase! – Exclamava Bia.
– Eu não vou aguentar por muito tempo, gatinha! – Dizia Binho, por trás da garota.
– Você precisa aguentar! – Afirmava Bia. – Não é homem o suficiente pra mim? – Provocou.
– Mas já faz mais de uma hora que a gente tá… Ah! Ah… – Antes que completasse a frase, Binho chegou ao ápice.
– Aff, de novo antes de mim, seu frouxo! – Resmungou Bia.
– Não pude deter… Tava bom demais… – Disse o garoto, saindo de dentro de Bia, porém, ao fazer isso, notou algo de errado. – BIA! – Exclamou.
– O que foi? – Perguntou Bia.
– Rasgou… – Disse o mesmo.
– Rasgou o quê? – Perguntou Bia, se dando conta em seguida. – O quê?! Não! Não me diz que é o que eu tô pensando! – Exclamou, desesperada. A camisinha havia rasgado.
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