Notas iniciais
Oie gente, aí vai mais um capítulo, espero que gostem :3 Boa leitura, e não se esqueçam de comentar! (Mais que três palavras por favor e.e)

Fazia um bom tempo que havia amanhecido. Mosca, observava a luz do sol entre as cortinas da janela de seu quarto, sem se preocupar em levantar da cama. Tinha passado a noite anterior em claro, sem conseguir dormir um segundo sequer… Motivos? Não sabia ao certo o que lhe atormentava, pois, havia várias coisas impregnadas em sua mente.

– Mosca! – Exclamou sua tia, batendo a porta. – O café tá pronto! – Completou. – Levanta logo que jajá eu vou pra mansão. – Acrescentou. Mosca então respirou fundo e esfregou os olhos, levantando-se.

Depois de fazer todas as suas necessidades matinais, o garoto foi a cozinha, tomar café.

– Olha, eu quero que você vá no mercado fazer as compras da semana assim que terminar aí. – Disse a Graziela. – Só compre o que eu anotei na lista, nada mais e nada menos, tá me ouvindo? – Avisou a mulher, num tom rude. Mosca assentiu. – Ótimo! Tô indo pra mansão. – Concluiu, indo em direção a porta.

– Tá, mas, e o dinheiro das compras? – Perguntou Mosca. A mulher soltou uma risada assustadora.

– Dinheiro? Essa foi boa! – Afirmou. – Até parece que eu vou deixar grana fácil assim, compra com o vale-refeição, querido! A grana é pra titia aqui curtir a night! – Afirmou, mandando beijinho no ombro, batendo a porta da frente ao sair. Mosca revirou os olhos.

Após terminar o café, o garoto pegou sua bicicleta, então saiu rumo ao mercado.

No mercado…

Ao chegar lá, Mosca estacionou sua bicicleta, e pegou um carrinho na entrada, adentrando no supermercado, logo, passou a passear pelas sessões do mesmo a procura das coisas da lista.

Minutos depois…

Mosca havia pegado quase tudo que constava na lista de compras, faltando apenas um item.

– Shampoo… – Leu, coçando a cabeça. Logo foi até a sessão da perfumaria, em busca do bendito shampoo. – E agora, qual desses eu pego… – Perguntou-se, em dúvida. Enquanto decidia, este não percebeu, mas, alguém que o observava resolveu aproximar-se.

– Mosca? – Perguntou, tocando em seu ombro. Mosca que não esperava, acabou tomando um leve susto.

– Nossa! – Exclamou, virando-se. Imediatamente o mesmo notou que se tratava de Débora.

– Desculpa, eu não queria te assustar. – Falou a mesma, sorrindo sem graça.

– De boa, era eu quem tava distraído. – Afirmou o garoto, simpático.

– Você parece inquieto com algo… – Notou a garota.

– Ah, não é nada, só tô aqui quebrando a cabeça pra decidir qual shampoo levar pra minha tia. – Contou.

– Ah! Se você quiser, posso te ajudar nisso. – Ofereceu-se. – Sou especialista em cabelos. – Gabou-se. – Não é a toa que os meus são lindo! – Afirmou, desnecessariamente.

– Hum… Beleza, agradeço se puder me ajudar. – Disse Mosca.

– Beleza! – Exclamou Débora, sorridente. – Só precisa me dizer qual o tipo de cabelo da sua tia. – Completou.

– Ah, o cabelo dela é liso, meio ressecado, com umas luzes. – Disse Mosca.

– Entendo… – Disse Débora. – Bom, eu uso o shampoo e condicionador da linha Dove, acho que dá um brilho ótimo no cabelo. – Afirmou, indo até as prateleiras de shampoo. – Na minha opinião ela vai amar… Esse aqui! De reconstrução completa. – Deduziu.

– Hum, parece bom mesmo. – Disse Mosca. – Você manda bem, devia trabalhar no mercado. – Zoou. Débora riu.

– Engraçadinho. – Afirmou.

– É zoeira. – Disse o garoto, rindo. De repente os olhares de ambos se encontraram, causando um pequeno constrangimento. – Caham! – Pigarreou Mosca. – Bom, é… Valeu mesmo a ajuda, nem sei como agradecer. – Agradeceu.

– De nada! – Disse Débora. – E já que tocou no assunto, eu até sei como você pode me agradecer. – Acrescentou.

– S-Sabe? – Perguntou Mosca, temendo algo.

– Sim, que tal lanchar comigo na praça de alimentação? – Convidou Débora. – Os croissants daqui são uma delícia. – Afirmou. Ao ouvir a palavra croissant, a barriga de Mosca roncou. Certo que já tinha comido, mas, o café requentado da tia e a fatia de pão com manteiga, não haviam sido suficientes. E cá entre nós, o que um lanche no supermercado traria de mal?

– É que… Tô meio que sem grana e… – Tentou argumentar.

– Eu estou te chamando, não estou? – Falou Débora. – Então é óbvio que vai ser por minha conta. – Completou.

– Ah… Bom, sendo assim, tá de boa. – Concordou o garoto, com um sorriso amarelado.

– Ai que ótimo, é bom que a gente bate um papo! – Disse a garota, animada, puxando Mosca pela mão.

***

Enquanto isso, na mansão Almeida Campos…

Júnior, Carol e Dani estavam a tomar café da manhã, quando Mili desceu até a mesa.

– Bom dia! – Exclamou Carol, simpática.

– Bom dia… – Respondeu Mili, ainda sonolenta.

– Bom dia Mili. – Disse Júnior.

– Bom dia, tio. – Respondeu Mili, puxando a cadeira ao lado de Dani. – E bom dia, Dani. – Completou, sentando-se ao lado da mesma.

– Bom dia Milena. – Respondeu Dani, rabugenta. Logo, Mili se serviu, com um copo de suco de graviola, e uma fatia de bolo-pudim.

– Meu Deus, esse bolo tá uma delícia! – Afirmou Mili. – É do café boutique?

– Não. – Disse Júnior.

– O Chico quem fez. – Afirmou Carol. – Trouxe cedinho lá do orfanato.

– Ah! – Concluiu Mili.

– Você não vai comer o bolo Dani? – Perguntou Júnior.

– Não quero ficar gorda. – Respondeu a garota, que comia apenas pão integral e queijo branco.

– Ai Dani, você é tão nova pra se preocupar com isso… – Disse Carol.

– E nem é gorda. – Completou Mili.

– Não pedi a opinião de vocês, credo! – Disse a garota, irritada. – Vou terminar de comer no quarto. – Concluiu, saindo da mesa.

– Olha como fala Daniela! – Repreendeu Júnior, sendo ignorado. – Essa menina tá um caso sério. – Afirmou.

– Sempre foi, né? – Disse Mili.

– Mili! – Exclamou Carol.

– Só fui sincera. – Argumentou Mili. – Hum, a Graziela já chegou? – Perguntou, mudando totalmente o assunto.

– Já. – Respondeu Júnior. – Mas eu não vi o Mosca com ela. – Completou.

– Droga… – Murmurou Mili. – Tenho que falar com ele urgente. – Afirmou.

– Tem algum problema, Mili? – Perguntou Carol.

– Não… Só pensando alto mesmo. – Mentiu a garota.

Após terminarem o café, Júnior e Carol foram trabalhar, e Mili pegou seu celular, botou um biquíni e foi tomar sol na beira da piscina.

“Por que será que você não tá online, Mosca?”, pensou olhando seu whatsapp.

Enquanto isso…

Mosca lanchava com Débora, enquanto ambos conversavam.

– Então, como é que vai a vida? – Perguntava Débora.

– Bem. – Disse Mosca. – E você? – Perguntou Mosca.

– Ah, eu acho que você já deve saber, que eu e o Rafa não estamos mais saindo… – Comentou Débora.

– É eu soube sim. – Confirmou Mosca. – Ele me contou da briga de vocês na academia.

– Pois é… – Suspirou Débora. – Nem tudo na vida é um mar de rosas… – Afirmou. – Mas e você e a Mili? Como estão? – Perguntou.

– Ah, a gente tá bem… – Falou Mosca.

– Foi impressão minha ou você me pareceu inseguro nessa afirmação? – Reparou Débora.

– Eu… – Mosca não soube como se expressar.

– Sem querer me meter Mosca, mas, eu reparei que a Mili continua daquele mesmo jeito. – Intrometeu-se Débora.

– Como assim? – Perguntou Mosca.

– Tá, sem rodeios… – Disse Débora. – O Rafa me contou que vocês não transam. – Revelou, fazendo Mosca se engasgar com o croissant.

– Puta que pariu Rafa! – Exclamou alto.

– Não se preocupa, eu não comentei isso com ninguém. – Acalmou Débora. – Enfim, você me parece amar muito ela, pra aguentar esperar desse jeito, levando em conta o tempo que estão juntos. – Afirmou.

– É… – Concordou Mosca, num tom de desanimo. Na verdade havia sido essa questão que o deixara pensativo na noite anterior.

Depois desse papo, Débora mudou de assunto, até que (para a alegria de Mosca) terminaram o lanche.

– Bem, obrigada por me acompanhar, Mosca. – Agradeceu a garota, na saída do mercado.

– Nada! Valeu pelo lanche! – Agradeceu. – E por me ajudar com o shampoo. – Completou. Débora sorriu.

– Me passa seu whatsapp! – Sugeriu a garota. – Pra gente manter contato. – Completou.

– Ah… Tá. – Concordou Mosca, inocentemente. Logo o mesmo deu seu número, então Débora despediu-se do mesmo com dois beijos no rosto, e ambos tomaram seu rumo, cada um para um lado. Deixando alguém que os observava de dentro do mercado em um pensamento confuso, Lúcia.

Depois…

Após um bom tempo a espera do garoto dar notícias, sem sucesso, Mili decidiu ligar para o seu celular. Porém, o mesmo chamou até cair na caixa postal. Mili subiu ao seu quarto.

– Droga, Mosca! Porque você não atende?! – Irritou-se, tentando mais três vezes, porém, nenhum sinal de vida de Mosca. – Porra… – Bufou Mili.

No quarto de Dani…

Dani navegava na internet, quando recebeu uma mensagem interessante. Logo em seguida, mandou uma mensagem de áudio.

– Você tem certeza?! – A pessoa enviou uma resposta afirmativa. – Olha lá, hein? Não vai me passar fofoca errada. – Alertou.

Mensagem de Áudio: “– Eu juro pela minha vó mortinha! Era ele, eu tenho certeza!–”, Enviado por Lúcia, às 8:45.

Aquela notícia causou uma certa felicidade em Dani, a garota com o tempo, aprendeu a apreciar a desgraça alheia.

Enquanto Mili continuava a tomar sol, ainda aguardando que Mosca desse o sinal da graça, Dani aproximou-se de onde a garota estava, com um astuto sorriso estampado a face. Sorriso que se tornou gargalhada em poucos segundos, o que chamou a atenção de Mili.

– Qual o motivo da alegria? – Perguntou Mili.

– Nada não, nada não. – Disse a garota. – Mas, deixa eu adivinhar… – Iniciou. – O Mosca não tá atendendo o celular, né? – Perguntou, acertando em cheio.

– É… – Disse Mili, sem paciência.

– Suponho que você queira saber o motivo. – Supôs, Dani.

– Ah, ele deve tá dormindo ainda, ou no banho, sei lá. – Chutou Mili.

– Ou talvez, esteja ocupado demais pra você… – Enquanto Dani tentava provocar Mili, foi interrompida pelo toque do celular da garota, que ao ver que era Mosca, cantou vitória, deixando a mesma com cara de tacho.

Chamada on

Mili: Mosca?

Mosca: Oi amor, desculpa eu não ter atendido antes, é que eu tava no mercado.

Mili: Nossa, que susto! Pensei que tivesse acontecido algo.

Mosca: Foi mals…

Mili: Sem problema.

Mosca: Mas, então, você queria falar algo importante? Li aqui suas mensagens no whatsapp e depois vi 7 chamadas perdidas suas, aconteceu alguma coisa?

Mili: Bom, mais ou menos…

Mosca: Como assim mais ou menos?

Mili: É que eu preciso falar com você sobre um assunto delicado, mas, não dá pra falar por telefone… (Ao ouvir aquela explicação, Mosca ficou indeciso sobre o que poderia ser.)

Mosca: Tudo bem, eu tô chegando aí daqui a pouco.

Chamada off

Assim que terminou de falar com Mosca, Mili recebeu uma mensagem no whatsapp.

Mensagem on

Bia: Mili?

Mili: Oi Bia!

Bia: E aí, já contou ao Mosca?

Mili: Ainda não, mas, eu acabei de falar pra ele vir aqui. Assim que ele chegar eu vou contar.

Bia: Ah, beleza!

Mili: ^^

Bia: Tá tudo bem com você?

Mili: Tá, né? Tô só um pouco preocupada com esse lance da Pata.

Bia: Entendo… É foda mesmo :/

Mili: Pois é… Contar pro Mosca não vai ser nada fácil.

Bia: Mas, é o certo a fazer, ele precisa saber o que tá pegando.

Mili: Eu sei.

Mas, e você, como é que tá?

Bia: Ah, cê sabe, só um pouco tensa… Acho que nem vou conseguir dormir mais tarde, esperando algum sinal do sujeito misterioso do trote. Kkkk

Mili: Relaxa, não vai ser nada. XD

Bia: Deus te ouça! :v

(De repente alguém bate na porta do quarto de Mili)

Mensagem off

– Entra! – Exclamou. Logo, a pessoa abriu a porta, adentrando no quarto.

– Oi amor! – Cumprimentou Mosca.

– Nossa! Que rápido! – Exclamou Mili.

– Peguei o expresso. – Afirmou Mosca.

– Ah. – Concluiu Mili.

– Então, o que você queria falar comigo? – Perguntou Mosca. Mili respirou fundo.

– É complicado… – Afirmou.

– Do que se trata? – Perguntou Mosca, sentando-se na cama. Então depois de alguns segundos encarando o garoto, Mili falou.

– É sobre a Pata. – Afirmou.

– Sobre a Pata? – Perguntou Mosca.

– Sim. – Afirmou Mili.

– O que tem a minha irmã? – Acrescentou.

– Mosca… Você não notou nada de estranho na Pata ultimamente? Quando ela esteve te ligando, ou falando por chamada de vídeo… Nada? – Perguntou Mili.

– Não. – Disse Mosca. – Ontem mesmo ela me ligou, e tava tudo normal. – Afirmou. – Não deveria estar? – Perguntou. Mili respirou fundo. – Mili… Você sabe de alguma coisa que eu não sei? – Questionou, preocupado. Mili assentiu.

– Pois então fala logo, do que se trata Mili? – Perguntou Mosca, alterando-se.

– Há uns dias, no ano novo, precisamente. Eu falei com a Pata pela web cam e aconteceu algo estranho. – Iniciou.

– O quê? – Perguntou Mosca.

– Ela começou a chorar, Mosca. Dizendo que não aguentava mais ficar na Bélgica. – Revelou Mili.

– Quê?! – Perguntou Mosca, alterado. – E como você só vem me dizer isso agora Mili?! – Perguntou alteando o tom da voz.

– Eu não queria te assustar sem saber de nada. – Disse Mili. – Por isso eu esperei outro dia pra conversar direito com ela. – Completou.

– E aí? – Perguntou Mosca.

– Fingiu que nada tinha acontecido. – Respondeu Mili.

– Típico da minha irmã… – Afirmou Mosca. – Ela não quer que ninguém se preocupe com ela! E se for algo grave?! – Perguntou.

– Calma! – Repreendeu Mili. – Eu falei pra Bia, e tanto ela como eu tentamos arrancar mais alguma coisa da Pata. A Bia só conseguiu um “Tá tudo bem sim, por que a pergunta?”, e eu de início também, até que ontem, enquanto você tava com os amigos, ela abriu o jogo e desabafou comigo. – Revelou, calando Mosca.

– E o que ela falou? – Perguntou Mosca impaciente.

– Ela tá sofrendo Mosca, toda vez que vai pra Bélgica, a mãe do Duda obriga ela a mudar alguma coisa no seu jeito de ser. – Disse Mili. – Primeiro foi as roupas novas, depois maquiagem, sapatos, e agora o cabelo!

– Eu também reparei isso, mas, pensei que fosse porque a Pata queria, ela nunca foi de mudar pra agradar os outros. – Disse Mosca.

– Pois é, eu também achei que não. – Disse Mili.

– E o Duda, aquele otário concorda com isso? – Perguntou Mosca, irritado.

– Ela me disse que o Duda não percebe nada. – Contou Mili. – Acha que ela tá fazendo porque concorda também.

– Por que ela não me contou isso ontem?! – Perguntou Mosca, tenso.

– Ela não queria te preocupar. – Disse Mili.

– Mas ela só volta no fim do mês! Ela disse! – Exclamou Mosca. – Eu preciso fazer alguma coisa! – Afirmou.

– Sim, eu sei e já pensei nisso. – Disse Mili.

– No que você pensou? – Perguntou Mosca.

– Em a gente ir buscar a Pata, na Bélgica. – Revelou Mili.

– Sério que você pensou isso? – Perguntou Mosca. Mili assentiu, porém, pela cara do garoto, aquela parecia ser uma ideia absurda a seu ver.

– O quê? Não foi uma boa ideia? – Perguntou Mili.

– Foi, mas, quando se trata da minha irmã você sabe como é. – Disse Mosca. – Ela é dura na queda, nunca vai aceitar isso. – Afirmou.

– E desde quando ela precisa saber que a gente vai? – Perguntou Mili.

– Não precisa? – Perguntou Mosca.

– Não. – Disse Mili.– E tem mais, a Mariana e o Duda são meus parentes. Não seria nada estranho se chegássemos lá de repente com uma desculpa qualquer. – Completou. – Então o que me diz? – Perguntou ao garoto, que ficou pensativo.

– Não sei… – Disse Mosca. – Quando seria essa viagem? – Perguntou.

– No próximo voo pra Bélgica. – Afirmou Mili.

– Mas, um voo desses não é muito caro? – Perguntou Mosca.

– Você sabe que dinheiro pra mim não é problema. – Afirmou Mili.

– Mas eu não quero que você pense que eu tô me escorando em você! – Retrucou Mosca.

– Desde quando eu ia pensar algo assim, Mosca? Tá doido? – Indagou Mili. – Você não tá me pedindo nada, eu quem tô oferecendo ajuda, e mais, é por uma boa causa, ajudar a sua irmã, que por sinal é minha melhor amiga! – Disparou.

– Tá bom… – Cedeu Mosca. – Já entendi.

– Então você concorda? – Perguntou Mili.

– Concordo… – Concordou Mosca. – Mas tem um problema. – Impôs.

– Ai meu Deus… – Lamentou-se a garota. – Qual problema, Mosca? – Perguntou, sem paciência.

– Eu nem tenho passaporte, e nem roupa apropriada pra ir pra Bélgica, muito menos malas! – Disse Mosca, fazendo Mili revirar os olhos.

– Nada! Disso é problema. – Exclamou, num tom de voz gritante.

– Não? – Perguntou Mosca.

– Não. – Afirmou Mili.

– Ok. Então fechou. – Concordou Mosca.

Depois…

Após conversarem sobre o estado de Pata, Mili notou que Mosca havia ficado um pouco tenso.

– Mosca… Vai ficar tudo bem. – Confortou Mili.

– Eu sei, mas, só de pensar que a Pata nesse exato momento pode tá sendo mal tratada por aquela mãe do Duda, me dá vontade de voar pra Bélgica agora e tirar minha irmã desse caos. – Afirmou.

– O próximo avião pra Bélgica, é depois de amanhã. – Lembrou Mili. – Relaxa um pouco amor, tudo vai ficar bem. – Disse, abraçando o garoto.

– Nem sei o que seria de mim sem você… – Disse Mosca, acariciando seu rosto. Então ambos se beijaram.

***

Depois decidirem a viajem, a única coisa que faltava era dar uma boa desculpa aos adultos para irem a Bélgica. Mosca logo ficou de falar com a tia, enquanto Mili ficaria de falar com Carol e Júnior assim que chegassem do trabalho. Estava tudo certo até então, nada a temer. Só não contavam com a astúcia de uma certa pessoa.

Mili se encontrava na sala, esta ouvia música em seu celular, quando Dani aproximou-se novamente. Logo, esta sentou a sua frente a passou a encara-la, com uma cara debochada.

– O que é dessa vez Dani? – Perguntou Mili, tirando os fones de ouvido.

– Pelo jeito o Mosca não te contou, né? – Perguntou Dani.

– Contou o quê? – Perguntou Mili.

– Que tá te botando xifre ué. – Lançou a garota, sem pena e sem dó.

– Tá ficando doida?! – Perguntou Mili. – De onde você tirou isso?

– Dá pra vê só de olhar pra cara ensaboada dele. – Afirmou Dani. Mili respirou fundo.

– Você tá completamente enganada. – Disse Mili.

– Ah, então você não acredita? – Perguntou Dani.

– Não Dani, não acredito. – Respondeu.

– Pois eu tenho a prova! – Disse Dani. – E com testemunhas e tudo mais! – Completou aos risos.

– Do que você tá falando? – Perguntou Mili.

– Ahá! Era exatamente isso que eu queria ouvir! – Afirmou Dani.

– Desembucha logo! – Ordenou Mili.

– Calma… – Pediu Dani, sarcástica. – Acontece que a Lúcia foi ao mercado com a avó dela hoje, e acabou de me dizer aqui no whatsapp, que viu o seu Mosca, lanchando com uma menina. – Afirmou.

– O quê? – Perguntou Mili.

– E ela disse que depois, quando saíram de lá, eles se abraçaram. – Terminou a garota.

– Tá de zoas comigo, né? – Perguntou Mili, levantando-se.

– Pior que não, olha aí a conversa. – Disse Dani, entregando o celular a Mili, que leu a conversa. Houve silêncio.

– Deve haver um engano… – Disse Mili, receosa. – O Mosca não faria isso comigo. – Garantiu.

– E por que a Lúcia ia mentir? – Perguntou Dani.

– O Mosca foi ao mercado hoje, mas, foi fazer compras pra tia. – Lembrou Mili.

– Daí aproveitou pra se encontrar com a amante! – Afirmou Dani.

– O Mosca não é desse jeito! – Garantiu Mili. – Pode ter sido alguém conhecida… – Afirmou.

– Se tivesse sido alguém conhecida, ele teria te falado, não acha? – Perguntou Dani. A essa altura, Mili não tinha mais argumentos, então decidiu aceitar a possibilidade de Mosca estar a enganando. – Sei como deve estar se sentindo… – Afirmou a garota. – Levar chifre do cara que ama, deve ser uma barra. – Completou. – Eu não queria estar na sua pele agora, priminha. – Provocou, deixando Mili sozinha, com cara de tacho.

***

Mili foi para o quarto, ainda em choque. Não conseguia acreditar, não era possível, Mosca estaria lhe traindo? Depois de tanto tempo? Depois de todas as promessas? Depois de Tudo que passaram juntos? Agora ela não tinha certeza, não tinha certeza de mais nada.

– Será que ele se cansou de esperar por mim? – Perguntou-se, porém, aquela pergunta também não sabia responder. Então respirou fundo e passou a se concentrar na música que tocava em seu celular, enquanto uma lágrima escorreu em seu rosto.

Por um momento pensou em tirar satisfação com o garoto, porém, este já deveria estar bastante preocupado com Pata. Então preferiu sofrer sozinha.

(Nova Música tema Mili e Mosca)

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem!!! Beijos e até o próximo cap ^^