Entre beijos e paixões - Season 2
13 Flagrantes, Notícias e Surpresas Surpreendentes!
Notas iniciais
Dez minutos para as 3:00 da manhã, e Bia ainda não tinha pregado os olhos, mesmo que quisesse não conseguiria, pois, estava quase no horário que a sete dias atrás recebeu a maldita ligação. Bia nunca foi de ter medo sem motivos, sempre foi cética quanto a paranormalidades, porém, devido a todos aqueles acontecimentos passados envolvendo Ana, Mosca, e até ela mesma, sua forma de pensar mudou. De repente, enquanto estava deitada olhando para o teto, algo a chamou atenção, um barulho vindo da janela. Logo a mesma encolhei-se na cama, cobrido-se com o lençol. O barulho na janela se repetiu, era como se alguém tentasse abri-la. Bia então tomou coragem, levantando-se, então, ao olhar para a luz do poste refletida em sua parede vinda das frestas da janela, tomou um tremendo susto ao ver uma forma parada entre elas a observando.
– Ai meu Deus! – Exclamou, agarrando o travesseiro. No mesmo momento, o ser estranho passou a arranhar a janela, até que a mesma (destrancada) se abriu, Bia então fechou os olhos e gritou, esperando o pior, até que…
“Miau?”, ouviu Bia, um pequeno miado.
– Felina? – Questionou, então tomou coragem e abriu novamente os olhos, se dando conta de que a sombra misteriosa e apavorante na janela, a qual temeu, era sua adorável gatinha de estimação.
“Miau!”, miou novamente a gata. Bia suspirou aliviada.
– Nossa Felina! Que susto! – Afirmou, falando com a gata, enquanto caminhava em direção a janela para buscá-la. – Como eu pude esquecer você aí fora? – Perguntou, a tirando da janela, e a colocando na pequena caminha. – Prontinho, agora tá tudo bem. – Garantiu. Em seguida, voltou até a janela e a trancou.
Vendo que não conseguiria dormir, a garota decidiu ir até a cozinha, procurar algo para comer, porém, na geladeira só havia água, leite, e sardinha congelada. Decidiu então procurar algo na dispensa.
– Que ótimo. – Bufou. – Aqui também não tem nada que eu queira comer. – Reclamava revirando a dispensa, quando esta foi surpreendida com uma mão tocando seu ombro. Bia não gritou, apenas arregalou os olhos, e temendo quem poderia ser, agiu rapidamente, pegando uma frigideira e jogando contra o indivíduo, que exclamou.
– Ai Bia! – Era seu irmão, Paçoca. – Tá doida?! – Perguntou, deixando a irmã sem graça.
– Ai, Carlos, desculpa! – Pediu, sem jeito. – Eu pensei que fosse…
– Que fosse o quê? Doida. – Perguntou Paçoca.
– Esquece… – Disse Bia.
– Pera, o que você faz acordada numa hora dessas? – Perguntou o garoto.
– Não tô conseguindo dormir. – Respondeu Bia.
– Por quê? – Perguntou Paçoca. Bia olhou para o chão. – Nem precisa responder… É aquele lance lá da ligação, né? – Deduziu. – Você não tirou isso da cabeça.
– Pois é. – Disse Bia. – Acho que isso tá me enlouquecendo, e o pior é que eu to morrendo de sono, mas, não consigo dormir. – Contou.
– Você quer que eu vá dormir com você? – Sugeriu Paçoca. Bia riu.
– Dormir comigo? – Perguntou a garota. – Eu já não tô grande demais pra isso? – Perguntou. Paçoca riu.
– Você não se lembra, mas, quando a gente era menor você só conseguia dormir se eu tivesse do seu lado. – Lembrou Paçoca. – Aí, a mãe colocava um cobertor pra gente se cobrir, e eu te abraçava, por que, você continuava com frio. – Acrescentou. Bia ficou em silêncio.
– Eu queria poder me lembrar… – Afirmou, emocionada. – Mas, não consigo. – Completou. – Eu não lembro de nada, nem de você, nem da mamãe, nem do tio Edgar. – Lamentou, com uma lágrima escorrendo em seu rosto.
– Ei! – Exclamou Paçoca. – Não fica assim… – Pediu, enxugando sua lágrima. – Você era muito pequena, só tinha 3 anos… Eu me lembro porque era mais velho. – Afirmou.
– Mas eu daria tudo pra lembrar também, talvez eu fosse mais feliz… – Disse Bia.
– Ou talvez não… – Disse Paçoca. – Porque antes de te reencontrar, essas lembranças só me faziam sofrer, achando que você também tinha morrido. – Afirmou Paçoca. – Acho que você ter se esquecido, na verdade foi bom, assim não sofreu como eu. – Concluiu. Bia nada disse, apenas o encarou, abraçando-o em seguida.
– Eu te amo, Carlos. – Afirmou, o abraçando forte. – Você é o melhor irmão que eu poderia ter. – Completou, emocionando o garoto.
– Idem… – Respondeu Paçoca, com lágrimas nos olhos. – Melhor você ir tentar dormir, antes que fique com olheiras que nem a Viviane. – Afirmou o garoto. Bia riu.
– Tá. – Concordou Bia, caminhando até a porta do quarto. – Você vem? – Perguntou. Paçoca sorriu, então a seguiu, entrando no quarto.
Duas horas depois…
O sol nem tinha aparecido direito no céu, quando Edgar chegou em casa, completamente bêbado, depois de uma madrugada de farra. O homem abriu a porta, e caminhou até o sofá com uma garrafa vazia de vodka na mão.
– Eu tenho que tra…balhar! – Exclamou, com aquela típica voz de bêbado, em meio a soluços. Logo, caminhou com dificuldade até seu quarto (O qual agora dividia com Paçoca, pois acreditou que Bia deveria ter um quarto só pra ela). – Acorda, Car… – Ao ver a cama de Paçoca vazia, estranhou. – … los… Hum, cadê ele? – Perguntou. Em seguida foi até o quarto de Bia, ver se a sobrinha já tinha acordado. – Bia, cadê o… – Ao abrir a porta e adentrar, Edgar se deparou com uma cena que por mais normal que parecesse, não o agradou nada. – O que significa essa baixaria?! – Perguntou aos berros, assustando Bia e Paçoca, que dormiam juntos, ambos acordaram atordoados. – Sai de perto da sua irmã, agora! – Ordenou, dirigindo-se a Paçoca, que saiu.
– Calma tio! – Exclamou. – Por que isso? – Perguntou.
– O que vocês pensam que estavam fazendo? – Perguntou o homem desconfiado.
– Como assim?! – Perguntou Bia. – A gente só tava dormindo.
– Aproveitaram a minha ausência, para praticar safadezas! – Afirmou. Paçoca e Bia se entreolharam, surpresos com as palavras do tio. – Seus imundos, a quanto tempo vocês transam pelas minhas costas? – Perguntou o homem, completamente fora de si.
– Você só pode tá bêbado, pra falar algo absurdo assim! – Afirmou Bia, abismada.
– Me respeita, sua fedelha ingrata! – Disse Edgar, partindo para cima de Bia, porém, foi impedido por Paçoca, que o segurou. – Me solta seu marginalzinho! – Exclamou, porém Paçoca manteve-se firme o segurando.
– Chega, tio Edgar! – Repreendeu Paçoca. – Você tá fora de si! – Afirmou, o arrastando para fora do quarto. De repente, o homem se desequilibrou e caiu, desmaiado no chão. – Caralho! – Exclamou seu sobrinho.
– Tio Edgar! – Exclamou Bia, indo até lá. Porém o homem só fez roncar como resposta.
– Que porra foi essa? – Perguntou Paçoca, sem compreender nada. Bia apenas o encarou, mexendo a cabeça de forma negativa, tensa com o ocorrido.
***
Eram exatamente oito horas da manhã, quando Cris acordou assustada.
– Não!!! – Exclamou, despertando bruscamente.
– O que aconteceu, Cris? – Perguntou Maria, que acordou com o grito da garota.
– Eu não sei, eu tive um pesadelo… – Afirmou Cris.
– Nossa, tá igual à Bia quando morava aqui. – Lembrou Teca, que já estava acordada.
– Não enche. – Repreendeu Cris.
– Você se lembra do pesadelo? – Perguntou Maria.
– É… – Cris poderia ter contado, porém, optou por omitir. – Não, eu não me lembro de nada. – Afirmou.
– Que estranho! – Concluiu Teca. – Bom, eu vou descer pra tomar café, vocês vem?
– Agora não, tô sem fome. – Afirmou Maria.
– Nem eu. – Completou Cris.
– Aff, suas chatas. – Reclamou Teca. – Me abandonem com aquele bando de trogloditas! – Dramatizou, saindo do quarto.
Quando descia as escadas, Teca deu de cara com alguém a quem estava evitando, Thiago, o qual descia pelo outro lado da escada. A garota então, resolveu ignorá-lo.
– Bom dia, Miss esnobe. – Falou o garoto, sarcástico, ao notar o desprezo de Teca. Teca apenas o encarou seria, e tornou a descer as escadas. – Não vai me responder, Tequinha? – Perguntou, a puxando pelo braço.
– Me solta, Thiago! – Ordenou Teca, num tom arrogante.
– Calma, não precisa se alterar… – Afirmou Thiago. – Vou te soltar, mas antes, deixa eu ver se não sumiu nada meu. – Provocou Thiago.
– Imbecil! – Acusou Teca, livrando-se dos braços de Thiago, de uma só vez, então, o garoto passou zombar de sua cara, saindo em direção a cozinha. Nessa hora, Teca sentou-se na escada, fumaçando de ódio.
Flashback on
O Fato aconteceu um dia antes do dia anterior ao atual (masoq?!) depois que os garotos tiveram sua saidinha em grupo e encheram a cara, e Thiago foi levado por Tati até a casa da mesma, que estava acompanhada de Teca.
– Sorte que a Shirley foi com o Cicinho, lá pra Eduarda. – Comentou Tati, referindo-se a madrasta e ao irmãozinho.
– E seu pai? – Perguntou Teca, enquanto entravam.
– Trabalhando. – Respondeu Tati. – Vem Thiago, senta aí. – Falou, carregando o garoto, até o sofá.
– Isso acabou com a nossa maratona de The vampire diaries. – Bufou Teca.
– Sei que você odeia o Thiago, mas, não seria certo deixar ele na mão. – Disse Tati. Teca revirou os olhos.
– Vou pegar café. – Disse Tati, indo até a cozinha. Teca ficou de pé ao lado do sofá encarando Thiago, com cara de desgosto.
– Por que você não assume logo? – Perguntou Thiago.
– Do que você tá falando, idiota? – Perguntou Teca.
– Da sua paixão por mim. – Respondeu Thiago, a encarando, Teca ficou com cara de tacho, então o garoto soltou uma grande gargalhada.
– Imbecil. – Bufou Teca, sem paciência.
– Peguei o café. – Disse Tati, entregando o café para Thiago.
– Odeio café. – Disse o garoto.
– Vai beber do mesmo jeito. – Afirmou Tati.
– Ô Tati… – Iniciou Teca. – Onde é que o Thiago vai dormir? – Perguntou.
– Que pergunta Teca. – Disse Tati. – Aonde mais seria? No quarto da Vivi, oras. – Respondeu.
– Xi… – Desaprovou Teca. – Ela não vai gostar nada disso. – Afirmou.
– Isso se ela souber. – Afirmou Tati.
– Como assim? – Perguntou Teca.
– É muito difícil a Vivi dormir em casa dia de sexta-feira. – Explicou. – Talvez ela durma na Bia, ou na Janu. – Afirmou.
***
Após Thiago se recuperar, e tomar um banho (sozinho), o mesmo foi para o quarto de Vivi, dormir. Tati e Teca ficaram acordadas vendo TV a cabo, onde passava The vampire diaries.
– Ai, eu tô caindo de sono… – Afirmou Tati bocejando.
– Mas já? – Perguntou Teca. Tati assentiu. – Mas a Shirley nem chegou ainda, e o episódio ainda tá na metade. – Argumentou.
– A Shirley tem a cópia da chave. – Afirmou Tati. – E esse episódio a gente já sabe como acaba, a Katherine morre! – Lembrou.
– Não dá spoiler, caralho! – Repreendeu Teca.
– Mas você já sabia disso. – Disse Tati, revirando os olhos.
– Depois dessa, quem vai dormir sou eu. – Disse Teca. – Mas antes, vou tomar um banho. – Acrescentou.
– Vai lá. – Disse Tati. – Boa noite. – Desejou, indo para seu quarto.
– Boa noite. – Respondeu Teca, indo ao banheiro em seguida.
Após um bom banho, a mesma enrolou-se em sua toalha e direcionou-se ao quarto de Tati para pegar uma roupa.
– Que merda! – Exclamou. – Esqueci meu pijama! – Completou.
– Pega um lá no quarto da Vivi. – Disse Tati, sonolenta.
– Mas o Thiago tá lá! – Lembrou Teca.
– E daí? – Perguntou Tati. – Ele tá dormindo. – Acrescentou. Teca, então, revirou os olhos e saiu do quarto de Tati, indo até o quarto de Vivi procurar um pijama.
Ao chegar no quarto de Vivi, esta entrou com calma para não acordar Thiago (Não queria que o garoto a flagrasse só de toalha e.e), logo, a mesma acendeu a luz, torcendo para que Thiago não acordasse com a claridade. Thiago apenas se mexeu na cama, o que causou um leve susto em Teca, que suspirou aliviada ao ver que o mesmo não havia acordado. Então, Teca foi até o guarda-roupas de Vivi, procurar um pijama, porém, ao abrir o móvel, algo que não era um pijama chamou sua atenção.
– Que lindos! – Admirou-se, ao avistar vários anéis enfileirados. (coleção de anéis da Vivi) Logo, Teca pegou um deles e experimentou, um lindo anel de borboleta. – Acho que ela não vai sentir falta se eu pegar… – Pensou alto. – São tantos… – Acrescentou, olhando para o anel em seu dedo. Em seguida, a mesma agiu normalmente, passando a procurar um pijama, até que o encontrou. – Prontinho. – Disse, pegando o pijama dobrado, porém, ao se virar para a porta na intenção de sair, tomou um susto ao ver Thiago sentando na cama a encarando, com um sorriso cínico. O susto foi tão grande, que Teca deu um salto para trás, o que fez com que sua toalha se desprender de seu corpo acidentalmente (sorte que já estava de calcinha).
– Caramba! – Exclamou Thiago ao ver a garota paralisada apenas de calcinha na sua frente. (Não estava de sutiã :o) Rapidamente, a mesma como reflexo cobriu os seios com as mãos.
– Mas que droga, será que dá pra se virar, seu demente?! – Perguntou, nervosa.
– Por que? Já deu pra ver os seus peitos. – Afirmou Thiago, rindo. – A propósito, você usa enchimento, né? – Perguntou, num tom provocante.
– Vai tomar no meio do seu cu! – Ordenou Teca, irritada.
– Calma! – Disse Thiago, se virando. – Satisfeita? – Perguntou virado de costas para a garota. Logo Teca tratou de apanhar a toalha e o pijama, vestindo-se em seguida, sem perceber que havia um espelho na direção em que Thiago estava olhando, o garoto riu novamente, até que a mesma percebeu.
– Ai, seu cretino! – Exclamou Teca, brava. Então esta partiu para cima de Thiago tentando o nocautear, porém, o mesmo segurou seus braços até que Teca desistisse. – Não conte a ninguém o que viu! Se não… – Ameaçou.
– Se não o quê? – Perguntou Thiago.
– Vou falar pro meu padrinho que você tava me espiando. – Afirmou.
– Droga… – Falou Thiago. – Tá, eu não vou falar. – Concordou.
– Ótimo! – Concluiu Teca. – Espera aí… Viu mais alguma coisa? – Perguntou. (Teca torcia para que Thiago não tivesse visto quando ela pegou um dos anéis de Vivi)
– Além dos seus peitos, absurdamente minúsculos? – Perguntou, zombando da garota, que o presenteou com um tapa. – Ai! – Exclamou. Logo Teca saiu do quarto de Vivi, deixando Thiago sozinho.
Ao entrar no quarto de Tati, a primeira coisa que Teca fez foi tirar o anel de seu dedo e o guardar na sua mochila, bem escondido, indo dormir em seguida.
No dia seguinte…
Todos encontravam-se na mesa de café da manhã, quando Teca acordou.
– Chegou ontem que horas, paixão? – Perguntou Shirley, dirigindo-se a Cícero.
– Cheguei hoje de madrugada, eram 2:40, você já tava dormindo. – Disse Cícero.
– E você Shirley, chegou em casa que horas? – Perguntou Tati.
– Sei lá, umas 23:00, dormiram cedo foi? – Perguntou Shirley.
– Umas 22:00. – Respondeu Tati.
– Então quer dizer que o Thiago dormiu aqui? – Perguntou Cícero encarando o garoto, que engoliu seco.
– Foi pai. – Disse Tati. – Mas não se preocupa, ele dormiu no quarto da Vivi.
– E a Vivi? – Perguntou Cícero.
– Não dormiu em casa. – Disse Tati. Ao saber disso, Cícero fez uma cara de desconforto, pois não gostava que a filha dormisse fora sem avisar.
– Bom dia… – Disse Teca entrando na cozinha.
– Bom dia Teca! – Exclamaram Shirley e Cícero.
– Essa é hora de acordar, minha filha? – Perguntou Tati, rindo.
– Hoje é sábado, e ainda é férias. – Argumentou Teca. Nessa hora a mesma encarou Thiago que a encarou rindo cinicamente.
– Dormiu bem Teca? – Perguntou Thiago.
– Sim. – Respondeu Teca, desviando o olhar.
Todos terminavam de tomar café, quando Vivi chegou em casa.
– Aonde era que você tava, minha filha? – Perguntou Cícero.
– Na Janu. – Mentiu Vivi.
– E essa maquiagem borrada? – Perguntou Tati.
– Não te interessa. – Retrucou Vivi. – O que o Thiago tá fazendo aqui? – Perguntou.
– Oi pra você também Vivi. – Disse Thiago.
– Ele dormiu aqui. – Disse Tati.
– Por que? – Perguntou Vivi.
– Porque sim, ué. – Disse Tati, deixando todos com cara de tacho.
– Hum… – Concluiu Vivi. – Vou pro meu quarto. – Avisou, chegando lá viu a bagunça em sua cama. – Aff, já vi que invadiram meu quarto! – Reclamou, arrumando a cama. Em seguida dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho.
Depois…
Tati estava em seu quarto conversando com Teca, quando Vivi adentrou.
– Tati, você por acaso pegou meu anel de borboleta? – Perguntou Vivi, irritada. Teca gelou, torcendo para que Vivi não percebesse.
– Você sabe que eu não mexo nas suas coisas sem pedir. – Disse Tati.
– Você gosta daquele anel que eu sei, Tati! – Exclamou Vivi, alteando o tom de voz.
– Qual o motivo da gritaria, meninas? – Perguntou Thiago.
– Ah! Thiago, você dormiu no meu quarto! – Afirmou Vivi.
– Sim e daí? – Perguntou Thiago.
– Por acaso mexeu nas minhas coisas? – Perguntou Vivi.
– Obvio que não. – Disse Thiago, nessa hora o mesmo notou que Teca o encarou desconfiada. – Mas, eu vi a Teca tava revirando seu guarda-roupas. – Completou.
– Isso é verdade Teca? – Perguntou Vivi.
– Claro que não! – Afirmou Teca.
– Ela só foi pegar um pijama emprestado, Vivi. – Disse Tati. – A Teca não faria isso, faria, Teca? – Perguntou, encarando Teca, desconfiada.
– N-Não… – Disse Teca.
– Espera! – Exclamou Thiago. – Agora que eu me lembro, que ontem, a Teca tava com um anel no dedo! – Lembrou.
– Eu? Claro que não! – Disse Teca,
– Tava sim! – Disse Thiago. – Eu vi quando você tentou me agredir! – Afirmou.
– Você tá falando sério, Thiago? – Perguntou Vivi.
– Tô, ué, eu ia mentir pra quê? – Manteve-se firme.
– Teca, cadê as suas coisas? – Perguntou Vivi.
– Vivi, eu não…
– Se você não pegou, o que tem de mau em mostrar sua bolsa? – Interrompeu Vivi, indo até a mochila de Teca.
– Tá bom! Eu peguei… – Assumiu Teca, tirando o anel da bolsa. – Mas eu ia devolver. – Disse, devolvendo o anel a Vivi, que a encarou decepcionada, assim como Tati.
– Acho melhor eu ir embora… – Disse Teca, pegando sua bolsa.
– Espera, eu quero falar com você lá fora. – Disse Tati.
E assim…
– O que deu em você Teca? – Perguntava Tati. – Primeiro as pulseiras no shopping, agora o anel da Vivi… Como pôde? – Perguntou.
– Não foi por mau Tati, eu juro. – Disse Teca.
– Não confio mais e você. – Afirmou Tati, decepcionada. Nessa hora, Teca encarou Thiago que havia se aproximado, e sentiu tanto ódio, que seria capaz de matá-lo.
Flashback off
– Teca? – Chamou Cris, despertando Teca de seus devaneios. – O que você tá fazendo aqui na escada? – Perguntou.
– Tô sentada, não tá vendo? – Perguntou Teca.
– Nossa, o que deu em você? – Perguntou Cris.
– Nada não. – Concluiu Teca. – Vou lá, tomar café… – Concluiu, indo à cozinha. Logo, Cris foi ao banheiro e em seguida dirigiu-se a cozinha também.
Depois do café, Cris recebeu uma mensagem de Thiago.
“Me encontre no lugar de sempre.” O que queria dizer, no porão.
No porão…
Cris foi até o local, sendo surpreendida por Thiago, que a agarrou, roubando-lhe um beijo.
– Nossa Thiago… Que susto! – Afirmou.
– Que é? Não gostou? – Perguntou Thiago.
– Só acho que devíamos nos encontrar em outro canto. – Disse Cris.
– Ah Cris, você sabe que aquí é o único lugar que dá, já que ninguém sabe do nosso namoro. – Afirmou Thiago.
– É, eu sei… – Disse Cris.
– Então? – Perguntou Thiago. O mesmo notou que a garota estava estranha. – O que deu em você? – Perguntou.
– Como assim? – Perguntou Cris.
– Você tá meio estranha. – Afirmou Thiago.
– Ah, não é nada com você. – Disse Cris. – É que eu acho que tem algo de errado com a Teca. – Disse.
– Com a Teca? – Perguntou Thiago. – O que a Teca tem haver com a gente? – Perguntou.
– Nada, mas, ela é minha segunda melhor amiga, e você sabe. Eu notei que ela tá estranha desde ontem, quando voltou da Tati, e você também dormiu lá. – Afirmou Cris.
– Eu já te contei o que houve, eu bebi com os garotos e elas me ajudaram. – Repetiu Thiago.
– Eu sei, e eu acredito, mas, aconteceu mais alguma coisa que você não me contou? – Perguntou Cris.
– Q-Que coisa? – Gaguejou Thiago.
– Com a Teca! – Disse Cris.
– Não. – Disse Thiago.
– Tem certeza? – Pressionou Cris.
– Tá, parece que ela roubou um anel da Vivi. – Contou Thiago, omitindo a parte de ter visto Teca semi-nua.
– O quê?! – Surpreendeu-se Cris. – Como assim?! – Perguntou.
– É só isso que eu sei. – Afirmou Thiago. – Agora vamos deixar de papo e ir ao que interessa? – Pediu Thiago.
– Tá bom. – Disse Cris. Thiago sorriu, aproximando-se da garota. – Mas antes… – Interrompeu Cris.
– O que foi dessa vez? – Perguntou Thiago, impaciente.
– Eu pensei bem, e… – Iniciou Cris. – Eu quero que a gente assuma o nosso namoro pra todo mundo. – Revelou Cris, sorrindo.
– Ah… – Thiago foi pego de surpresa, o garoto ficou um pouco desconfortável, porém, não queria decepcionar Cris. – Você tem certeza que é isso que você quer? – Perguntou.
– Sim, eu acabei de dizer que pensei bem. – Afirmou Cris. – Não importa o que pensei, quem for nosso amigo de verdade vai ficar feliz pela gente. – Afirmou a garota. – E então? – Perguntou.
– Por mim tudo bem. – Concordou Thiago, sorrindo. Logo Cris retribuiu o sorriso e o beijou.
Logo…
Cris, como a exagerada que é, pediu para que todos se reunissem na sala.
– Fala logo, o que você quer Cris? – Perguntou Neco, entediado.
– Qual é a boa nova dessa vez? – Perguntou Rafa.
– Fala logo que eu quero ir lá pra Bia. – Afirmou Binho.
– Calma, ainda falta a Maria. – Disse Cris. – a Teca foi chamar ela.
– Aff, não vou esperar. – Disse Binho. – Depois vocês me contam.
– Aff Binho! – Reclamou Cris. – Fica aí! – Ordenou.
– Tá, só mais um minuto! – Bufou o garoto.
Logo, Teca chegou com Maria.
– Quem morreu? – Perguntou Maria.
– Ninguém Maria. – Disse Cris, com cara de tacho.
– Na verdade eu quero dar uma notícia. – Afirmou. – Ou melhor, nós… – Corrigiu.
– Nós quem? – Perguntou Teca.
– Thiago… Vem aqui. – Chamou Cris, então, constrangido, Thiago foi em sua direção.
– Gente, eu e o Thiago… – Iniciou Cris. – A gente, tá namorando. – Revelou, abismando a todos, inclusive Teca, que não gostou nada da notícia.
Enquanto isso, na casa de Bia…
Bia estava sentada no sofá, quando Paçoca chegou em casa, com algumas sacolas.
– Já acordou? – Perguntou o garoto, ao ver sua irmã.
– Não, aqui é minha alma fora do corpo adormecido. – Ironizou Bia.
– Já vi que foi com o pé esquerdo. – Afirmou Paçoca, rindo.
– Claro, com o tio Edgar buzinando no meu ouvido. – Disse Bia.
– Ele acordou também? – Perguntou Paçoca.
– Sim e já saiu. – Disse Bia. – E você aonde foi? – Peguntou.
– Comprar o almoço. – Disse Paçoca.
– Ah. – Concluiu Bia.
– O tio Edgar lembrou do vexame que deu? – Perguntou Paçoca.
– Por incrível que pareça, não! Acordou normalíssimo. – Contou Bia.
– Graças a Deus. – Afirmou Paçoca.
– Mas até agora tô querendo entender, porque ele pensou aquilo da gente… Foi muito estranho… – Disse Bia.
– Somos dois. – Afirmou Paçoca.
– O que você comprou pro almoço? – Perguntou Bia.
– Carne assada, purê de batata, arroz e feijão. – Disse Paçoca.
– Não trouxe refrigerante? – Perguntou Bia.
– Putz! É mesmo, eu esqueci! – Lembrou Paçoca. – Eu vou lá no mercadinho do seu João, comprar. – Afirmou.
– Tá, mas, não demora, ok? – Pediu Bia.
– Ok. – Assentiu Paçoca. – Quer qual sabor?
– Guaraná. – Respondeu Bia.
– Beleza. – Concluiu Paçoca. Logo este saiu de casa.
Nas ruas da comunidade…
Enquanto caminhava até o mercadinho, Paçoca não percebeu, mas alguém o observava dentro de um taxi.
– Taxista… Vou descer aqui. – Disse o indivíduo no carro.
– São 50 reais. – Disse o taxista. O indivíduo, então, entregou o dinheiro, e saiu do táxi.
No mercadinho…
Paçoca pegava o refrigerante no freezer quando de repente tomou um grande susto, ao fechar a porta do mesmo deu de cara com o reflexo de alguém o encarando. Então, abismado com o que vira, decidiu se virar para averiguar se aquilo era verdade mesmo.
– Mentira! – Exclamou surpreso.
– Oi, quanto tempo! – Exclamou a voz de garota.
Enquanto isso, na casa de Bia…
Bia tentava descontrair a solidão, com uma boa leitura. Livro.
“Miau!”, miou Felina arranhando sua perna.
– Ai Felina! – Exclamou. – O que houve?
“Miau!”, miou a gata novamente, correndo até a porta. “Miau!!!”, dessa vez, o miado foi mais forte.
Bia, então levantou-se do sofá.
– O que você tá querendo dizer Felina? – Perguntou à gata. Felina arranhou a porta. Logo, Bia respirou fundo, caminhando até ela em lentos passos. Porém, quando faltava apenas mais um passo, este foi interrompido por três batidas na porta, fazendo com que Bia travasse. Carlos ou Edgar não eram, pois eles tinham as chaves. Binho e Vivi também não, eles sempre tocavam a campainha… Então, quem seria a bater naquela porta?
“E agora? O que eu faço?”, pensou Bia. Então escutou mais quatro batidas na porta, totalizando sete. Bia tinha duas escolhas, abrir descobrir quem estava por trás da ligação, ou, amarelar e se esconder, esperando que Paçoca chegasse. Resolveu escolher a primeira opção, mas antes, foi até a cozinha, pegar uma faca.
– É agora ou nunca… – Murmurou. – Um momento! – Exclamou, aproximando-se da porta.
– Devia largar a faca primeiro. – Sugeriu a pessoa que a esperava do outro lado da porta, fazendo com que Bia mudasse empalidecesse, não por ter adivinhado sobre a faca, mas, por reconhecer a voz… Voz a qual não ouvia a muito tempo. Em choque, decidiu largar a faca em cima na estante, e abrir a porta de uma vez, e ao fazer isso, a pessoa da ligação misteriosa lhe foi revelada. – CARALHO!!! – Exclamou, abismada.
– Nossa, imaginei qualquer palavra, menos essa pra me receber… – Afirmou, bem-humorada. Bia não conseguia acreditar, depois de tanto tempo, sem dar notícias, ela simplesmente apareceu ali, na sua porta, sorridente, com roupas indianas, e um refrigerante de guaraná em mãos. Ana.
Fale com o autor