Entre beijos e paixões - Season 2
19 Bélgica, Fantasmas, flagras e etc...
Notas iniciais
No cap anterior…
Olegário e Mariana se despediam dos filhos e de Pata.
– Se comportem! – Pedia a mulher.
– Por favor Mariana, eles já tem cabeça o suficiente para não fazer o que não faríamos. – Disse Olegário seguro.
– Meu pai tem razão, madrasta. Somos anjos! – Afirmou Raul , cínico.
– São né? Sei… – Concluiu Mariana, desconfiada.
Duda e Raul encararam-se prendendo o riso, e assentiram, sonsos. Pata apenas observou, com um sorriso no rosto. Logo esta se despediu de Mariana e seu marido, que entraram no táxi e partiram. Enquanto os três adolescentes assentiam para o táxi, Pata ouviu alguém berrar por ela.
– Pata!!! – Exclamou a voz, que Pata reconheceu logo de cara.
– Mosca? – Sussurrou, olhando na direção da voz. Avistando Mosca correndo em sua direção, e Mili, caminhando logo atrás. – Mosca!!! – Exclamou Pata, ao ter certeza que não era fruto de sua imaginação.
– Mas o quê?! – Duda, também não acreditou no que estava vendo, e Raul muito menos, nem sequer entendeu, apenas ficaram lá parados, observando a felicidade de Pata, ao rever o irmão, que havia ido com Mili até a Bélgica pata vê-la.
***
Após o reencontro na entrada do prédio, Mosca e Mili foram convidados a subir ao apartamento.
– Meu Deus, que surpresa foi essa? – Perguntava Duda, ainda sem cair a ficha. O garoto ajudava a prima com suas malas.
– Lá no Brasil tava meio parado, então resolvemos vir. – Afirmou Mili, mentindo. Mosca a encarou confuso, porém, entendeu que a garota não queria dizer de início que havia ido buscar Pata, então assentiu concordando com a mesma.
– Meu Deus, ainda não tô acreditando, alguém me belisca! – Exclamou Pata. Esta mantinha um enorme sorriso desde que vira o irmão e a cunhada. Sorriso que se desmanchou ao levar um besliscão de Raul. – Ai seu idiota! – Xingou.
– Você que pediu. – Defendeu-se Raul. – Mas espera, eu continuo sem entender. – Afirmou.
– Ô burro, esses são Felipe, irmão da Pata, e a minha prima Milena, que é namorada dele. – Lembrou Duda.
– Ah! Tô lembrado! Então quer dizer que vocês são os famosos Mosca e Mili! – Lembrou-se. Raul já havia visto o casal em suas redes sociais.
– E você é o Famoso Raul? – Perguntou Mili.
– Raul Alverte van Clerix, ao seu dispôr. – Apresentou-se Raul dizendo seu nome completo, cem seguida cumprimentou Mili com dois beijos de cada lado do rosto, e apertou a mão de Mosca.
– Seu sobrenome me lembra alguém… – Afirmou Mosca, sério.
– A Marian, ele tem o mesmo sobrenome da Marian. – Lembrou Pata.
– Caramba, verdade… – Notou Mili, admirada.
– Ele não é parente da Marian, gente. – Disse Duda revirando os olhos.
– Verdade, meu pai só tem eu de filho, e agora o Duda de entediado. – Afirmou Raul.
– Você quis dizer enteado. – Corrigiu Duda, com cara de tacho.
– Foi mal, tenho que praticar mais meu português. – Desculpou-se Raul. – Mas, quem é essa tal Marian? – Perguntou.
– Alguém que nos prejudicou muito, no passado. – Afirmou Mili.
– E depois sumiu. – Completou Mosca.
– Que o diabo a tenha. – Desejou Pata. Nessa hora todos a encararam tensos. – Ué… Fui sincera. – Defendeu-se.
– Mas e aí pessoal, quanto tempo você vão passar aqui? – Pergntou Duda.
– Por que? Já tá querendo que a gente vá embora, é? – Perguntou Mosca, num tom ameaçador.
– Não, que é isso… – Disse Duda, sem graça.
– Então não precisa se preocupar com isso. – Afirmou Mosca.
– Para com isso Mosca. – Pediu Mili. – A gente vai passar uns dias aqui. – Disse. – Se pudermos, claro. – Completou.
– Claro que podem! A casa é de vocês! – Adiantou-se Raul, sorridente para Mili. Mosca, não gostou nada disso.
Depois que mataram a saudade e conversaram bastante, Pata reservou um local para Mili e Mosca no quarto de hóspedes. No início o quarto ficaria para o casal, porém, Mosca não gostou da ideia, pois Pata dormiria no quarto de Duda, então, findou que Mili e Pata ficaram no quarto de hóspedes, e Mosca alojou-se no quarto de Duda, estragando seus planos com Pata,
Mais tarde…
No Brasil…
Ana ouvia música no volume máximo na casa de sua tia, enquanto arrumava o quarto de Hugo, agora provisoriamente seu.
– Gonna love myself, no, i don't need anybody else! – Cantava, enquanto colocava suas miniestatuas indianas em um espaço na estante de Hugo. Nessa hora, a mesma ouviu uma notificação em seu novo perfil do facebook. (Depois de dois anos, a garota decidiu fazer redes sociais novas, pois acabou esquecendo as senhas das antigas) – “Você recebeu uma nova solicitação de amizade...” – Leu em voz alta. Logo ao olhar de quem se tratava o convite, um calafrio tomou conta de seu corpo. “Thiago Moraes”, leu em pensamento, quando a raiva subiu em sua cabeça. – Vai se foder, seu maldito! – Exclamou, arremessando o celular que, por sorte, caiu em cima da cama. Logo a garota tornou a cantar o refrão da música que escutava, cada vez mais alto, e dançar descontroladamente de olhos fechados. De repente, Ana escutou uma risada vinda dali de perto, a risada de uma garota. Não poderia ser sua tia Rubi, pois a mesma havia saído para trabalhar. Muito menos Hugo ou seu pai, pois estes não riam como garotas. Nesse momento, Ana estremeceu, temendo abrir os olhos. Porém, a curiosidade foi mais forte, o que levou-a a abri-los, lentamente, enxergando assim, através do espelho do quarto, a imagem de uma garota que estava atrás dela a observando, o que a fez gritar assustadoramente. Ao ouvir o grito de Ana, a garota passou a gritar também, pois até aquele momento, pensava não ser vista.
No orfanato…
Quarto das meninas
Cris encontrava-se pensativa, lendo uma revista, quando Teca, Maria e Lúcia entraram no quarto.
– Pois tá combinado, eu vou só ligar pra Dani pra confirmar. – Dizia Maria.
– E a Dani vai também? – Perguntava Teca.
– Claro que vai, ela não vê a hora de reencontrar a Ana! – Afirmou Maria animada. As garotas planejavam visitar Ana no dia seguinte, na casa de sua tia Rubi.
– Ah bom… – Concluiu Teca. Enquanto conversava com as garotas, Teca percebeu que Cris prestava atenção no que falavam, de cara emburrada. – Meninas, podem me dar licença? – Pediu, direcionando o olhar à Cris, que voltou a atenção para a revista.
– Ok. – Concordaram as meninas, percebendo do que se tratava. Então, Maria chamou Lúcia para fazer um lanche na cozinha, e as duas saíram, deixando apenas Teca e Cris no quarto. Teca se aproximou de Cris, que a ignorou.
– Cristina! – Chamou Teca.
– O que foi, Tereza? – Perguntou Cris, a encarando.
– Até quando você vai ficar assim? – Perguntou Teca.
– Assim como? – Perguntou Cris, fechando a revista.
– Isolada de todo mundo! – Exclamou Teca. Cris levou alguns segundos para responder.
– Eu só tô lendo uma revista! – Afirmou Cris.
– Não! Desde hoje de manhã que você não dirigiu a palavra a ninguém, não foi tomar café junto com a gente, não foi almoçar, e nem sequer saiu desse quarto, nem mesmo pra tomar um banho! – Reclamou Teca.
– Aff Teca, me deixa! – Exclamou Cris.
– Você tá assim por causa daquele babaca do Thiago, aposto! – Afirmou Teca. – Isso o que dá namorar com um moleque tão imprestável que nem ele. – Completou.
– Quer saber Teca, é por causa dele mesmo! – Confirmou Cris, levantando-se. – E você como a boa amiga que é, em vez de vir me dar forças e ficar do meu lado, faz é me criticar! – Lançou Cris, calando a garota. – Agora faz o favor de se retirar e me deixar em paz? – Pediu. Teca revirou os olhos, saindo porta afora. Logo, Cris voltou a ler sua revista, ou melhor, fingir que estava lendo, porém, a raiva tomou conta da própria, ao lembrar que Thiago havia ficado mexido com a volta de Ana, fazendo com que amassasse e rasgasse a revista de uma só vez.
No quarto dos meninos…
Rafa e Neco conversavam com Thiago.
– Como você tá , Thiago? – Perguntava Neco.
– Sei lá… – Respondeu Thiago.
– Você é burro, Neco? – Perguntou Rafa. – Claro que ele tá péssimo! – Afirmou. – A ex-namorada voltou exatamente do dia que ele assume namoro com outra! Se bem que nem é ex já que não chegaram a terminar. – Lembrou.
– Valeu por me lembrar disso Rafa. – Falou Thiago, irônico.
– Foi mau. – Disse Rafa. – Mas é a verdade, né?
– É… – Confirmou Thiago, suspirando.
– E como vai ser a partir de agora? – Perguntou Neco.
– Não sei… – Disse Thiago. – Eu pedi um tempo à Cris, pra poder refletir. – Contou.
– E, você pensa em voltar com a Ana? – Perguntou Rafa.
– Há, até parece que ela ia querer, depois da cagada que eu fiz. – Afirmou Thiago.
– Mas e se ela quisesse, você voltaria? – Perguntou Neco. Thiago demorou alguns segundos, até que falou algo.
– Sabe, cansei do interrogatório. – Disse. – Na boa, vazem daqui. – Pediu, rudemente. Os garotos compreenderam que Thiago não estava para papo, então se retiraram, o deixando sozinho.
Enquanto isso, na casa de Bia…
– Isso… Vai… Tá quase lá, tá quase! – Gritava Bia. – Ganhei!!! – Exclamou, comemorando no sofá.
– Aff, desisto de jogar. – Bufou Binho, largando o controle do ps3 na mesa de centro. Bia passou a rir.
– Não tenho culpa se sempre ganho de você em Need for Speed! – Afirmou, vitoriosa.
– Tá, eu admito, você é melhor que eu. – Admitiu Binho, se rendendo.
– Aê, finalmente se rendeu, tava com medo de ter que ganhar de você mais 50 vezes. – Brincou Bia.
– Chata! – Retrucou Binho.
– Inútil! – Xingou Bia.
– Inútil? – Perguntou Binho.
– Sim, inútil. – Insistiu Bia.
– Tem certeza que sou inútil? – Perguntou Binho.
– Sim, absoluta. – Afirmou Bia.
– E o que devo fazer, pra que você pense o contrário? – Perguntou Binho.
– Mostre-me alguma utilidade. – Disse Bia, com um olhar maléfico. Nessa hora, Binho sorriu, com pensamentos maliciosos em sua cabeça, então, o mesmo nem pensou duas vezes, antes de desabotoar e abrir o zíper da calça jeans que usava, logo, a desceu revelando uma cueca box azul-marinho. O garoto já tinha um certo volume nela.
– Assim tá bom pra você? – Perguntou Binho.
– Ainda não me impressionei. – Disse Bia, o esnobando.
– Ah, então eu acho que… – Antes de terminar de falar, Binho desceu a cueca até metade das coxas, fazendo com que Bia arqueasse uma das sobrancelhas, e lançasse um sorriso tentador ao garoto, que se aproximou da mesma, até então sentada no sofá. Logo, Bia, que estava de saia, levantou-se, e tirou a calcinha que vestia. Binho se sentou no sofá, então a garota sentou-se por cima dele, fazendo com que o garoto a penetrasse, em seguida, Bia passou a fazer movimentos não muito lentos.
De repente, a porta se abriu…
– Caralho!!! – Exclamou uma voz de garoto, interrompendo os dois. Logo, Bia saiu de cima do namorado, que se vestiu depressa, e ao olharem para a porta, avistaram Paçoca, acompanhado de Marcelo e Caio , na porta, perplexos.
– Porra Bia! – Exclamou Paçoca, sem saber o que dizer. – Vão pro quarto vocês dois! – Disse. – Não! Se não vão transar de novo… – Pensou Bem. – Binho dá o fora, e Bia, mais tarde conversamos! – Finalizou. Bia e Binho assentiram, tensos. Logo, Binho foi embora, e Bia para o quarto.
Minutos depois…
– Meu Deus! – Exclamou Caio. – Ainda não acredito que vi sua irmã trepando… – Completou.
– Olha o respeito, mané. – Pediu Paçoca.
– Mal aí. – Pediu Caio. – Mas, essa cena nunca mais vai sair da minha cabeça. – Afirmou.
– Nem da minha… – Completou Marcelo.
– E vocês acham que da minha vai? – Perguntou Paçoca. – Fiquei traumatizado! – Afirmou, enojado.
– Eu não. – Disse Caio, rindo. Paçoca deu um tapa na nuca do amigo. – Ai!
– Não quero ouvir ninguém comentando sobre isso, tá ligado? – Disse Paçoca.
– Por mim tá. – Disse Marcelo.
– Tá né… – Concordou Caio.
– Ótimo! – Concluiu Paçoca. – Agora vamos tratar do lance da banda no seu aniversário. – Mudou de assunto dirigindo-se a Caio.
– Sim, pois é, vai ser esse fim de semana. – Lembrou. – A gente toca umas 4 músicas, antes do dj, só pra animar a galera. – Decidiu.
– Fechado, quais músicas vamos tocar? – Perguntou Paçoca.
– Eu escrevi uma música nova. – Disse Marcelo, tava pensando da gente ensaiar hoje.
– Pois fechou, eu também escrevi uma nova… – Combinou Paçoca. – A gente ensaia as duas músicas hoje.
Após combinar o ensaio com os garotos, Paçoca decidiu enviar uma mensagem a alguém.
Conversa on
Carlos: Oi Ju… Tudo bem?
Julieta: Oi Carlos! Tudo sim, e você?
Carlos: Tõ bem :)
Julieta: Que bom *-* Como vai a banda?
Carlos: Sabe, foi por isso mesmo que vim falar com você. É que hoje vou ensaiar com o pessoal da banda, e queria saber se você não quer ir… O que me diz?
~Julieta demorou um pouco a responder~
Julieta: Eu topo, com certeza, amei o som de vocês!
Carlos: Então tá combinado. Vai ser às quatro da tarde.
Julieta: Certo!
Conversa off
Paçoca esboçou um sorriso animado, ao saber que Julieta iria ao ensaio.
Enquanto isso, na casa de Janu…
Julieta sorria feito boba, olhando para o celular.
– Que sorriso idiota é esse? – Perguntou Janu, encarando a prima.
– Nada… – Disse Julieta.
– Sei. – Disse Janu. Logo, esta tomou o celular da mão de Julieta.
– Ei!!! – Exclamou Julieta, nervosa.
– Hum, conversando com o Carlos… – Disse Janu, lendo a conversa. – Ah, convidada pro ensaio da banda, quero ir também. – Afirmou.
– Sério? – Perguntou Julieta. – Tá bem, vamo! – Exclamou, animada. – Por que você não chama a Vivi pra ir também? – Perguntou.
– Ah… Não falo com a Vivi desde antes de ontem. – Falou, desconversando.
– Se quiser eu falo com ela no whatsapp! – Disse Julieta.
– Não, não precis… – Enquanto Janu falava, Julieta digitou uma mensagem a Vivi.
– Já mandei “Oi”, pra ela… – Disse Julieta.
– Ah… – Disse Janu. – Ela respondeu? – Perguntou, curiosa.
– Tá respondendo. – Disse Julieta. – Respondeu, vou convidar ela. – Avisou.
Conversa on
Julieta: Oii!
Viviane: Oi Ju ^^ Tudo bem?
Julieta: Tudo sim!
Viviane: Hum…
Julieta: Vamo passear?
Viviane: Passear? Sou nem cachorro kkkkk #zoas. Pra onde?
Julieta: Os meninos da Ramsay vão ensaiar, e o Paçoca me convidou, aí eu quero que você vá comigo e a Janu.
Viviane: Ah! Xi Julieta, é que o meu ex faz parte da banda, e eu não quero encontrar ele…
Julieta: Ah não, vamo? Por favor!!! A Janu também tem um ex na banda e vai!
Viviane: Belo argumento… Tá bom, eu vou, que horas vai ser?
Julieta: Eba!!! Vai ser daqui à duas horas!
Viviane: Ok ^^
Conversa off
– E aí? – Perguntou Janu.
– Ela vai. – Respndeu Julieta. Ao saber que Vivi iria, Janu ficou um tanto nervosa, devido ao ocorrido com ambas, a dois dias.
Na casa de Ana…
Ana estava tensa. Certo que ao longo de seu treinamento havia visto vários espíritos, e ajudado muitos, porém, sempre tinha o auxílio dos mestres ciganos da Índia. Mas, agora era diferente, Ana teria que se virar sozinha. Enquanto pensava no fantasma da garota que havia se manifestado para ela, foi até a cozinha para tomar um copo d'água.
– Foi você quem deu aquele grito? – Perguntou Otávio, seu tio, que lanchava na cozinha.
– Que grito? – Perguntou Ana, fingindo-se de desentendida. – Não ouvi nada… – Mentiu.
– Você tava cantando, e depois deu um grito, eu também ouvi. – Afirmou Hugo, que tomava um suco.
– Ah! É que… Eu tava tentando fazer um falsete! – Mentiu, desconcertada. Otávio e Hugo prenderam o riso. Logo, Ana riu desconcertada, pegando seu copo de água, e voltando até o quarto.
Ana respirou fundo antes de abrir a porta… “Será que ela estará lá?”, pensou. O susto de Ana foi tão grande que acabou espantando a fantasma. Ana abriu a porta.
– Droga… – Disse ao ver que a fantasma não havia voltado. Pois, se ela desapareceu sem ser ajudada, significa que voltaria mais cedo ou mais tarde.
Na casa de Bia…
Paçoca se arrumava para sair, quando Bia saiu do quarto cabisbaixa. A garota foi até a cozinha, na intenção de fazer um sanduíche.
– Ô Beatriz… – Chamou Paçoca, que calçava os sapatos na sala.
– O que é? – Perguntou Bia.
– Vem cá, quero falar com você. – Chamou Paçoca. Bia foi até lá, e esperou que o irmão falasse. – Tem ideia da vergonha que me fez passar se expondo desse jeito na frente dos meus amigos? – Perguntou.
– Sabia que ia me dar bronca… – Disse Bia. – Eu não tive culpa se vocês chegaram na hora errada! – Afirmou.
– E eu não tive culpa se você tava fazendo sexo no lugar errado! E mais, nem isso você devia tá fazendo! Só tem 15 anos e seu namorado ainda tem 14! – Lembrou.
– Eu aposto que você fez sexo antes de chegar na minha idade. – Afirmou Bia.
– O que te faz pensar isso? – Perguntou Paçoca. – Só porque eu era da rua? – Acrescentou.
– Eu tô mentindo? – Perguntou Bia.
– Não, tem razão, eu fiz com 13. – Lembrou Paçoca.
– 13 garotas? – Zoou Bia.
– Engraçadinha. – Retrucou Paçoca. – 13 anos. – Bia riu.
– Caramba, adiantado você. – Afirmou.
– Mas foram só três garotas ao longo da minha vida ativa. – Defendeu-se. – E a terceira foi só depois que eu entrei na banda.
– Tá, eu não preciso saber dos detalhes. – Pediu Bia. – Não quero imaginar você comendo garotas. – Completou.
– Mas nem sempre eu comia, uma das três foi só sexo oral. – Lembrou, referindo-se à Marian, sem citar seu nome. (EBEP1)
– Que nojo! Não quero saber disso! – Falou Bia.
– Então agora estamos quites! – Concluiu Paçoca sarcástico. – Mas sério Bia, não faz mais isso, foi mais vergonhoso pra você do que pra mim, teve sorte de não ter sido o Edgar. – Continuou.
– Tá esquece isso. – Pediu Bia. – Por falar no nosso tio, tô ficando preocupada… – Lembrou. – Ele não vem em casa desde que deu aquele vexame e brigou com você. – Completou.
– Melhor assim, por mim ele deveria sumir. – Afirmou Paçoca, frio. Bia nada disse, apenas franziu o cenho, e voltou a cozinha para preparar seu sanduíche.
Na casa de Janu…
Janu e Julieta se arrumavam, quando a campainha tocou.
– Deve ser a Vivi. – Disse Julieta, indo abrir a porta. – Oi Vivi! – Cumprimentou, ao ver que era realmente a garota.
– Oi Ju… – Respondeu Vivi.
– Entra aí! – Convidou Julieta. – Tô esperando a Janu acabar de se arrumar. – Completou, bufando.
– Ok… – Disse Vivi, entrando. Nessa hora, Janu que antes estava se maqueindo no banheiro, veio até a sala.
– Ju você viu o rímel… – Disse, interrompendo a pergunta ao ver Vivi. – Oi Vivi! – Cumprimentou.
– Oi Janu… – Respondeu Vivi. Ambas ficaram sem graça.
– E aí? Vamos? – Chamou Julieta.
– Vamos… – Disseram as duas. Logo, as três saíram, rumo ao ensaio dos garotos.
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