Entre a cruz e a espada
6 CONSEQUÊNCIAS
Notas iniciais
Os corpos na grande cama se completavam. Pareciam feitos sob medida um para o outro. O ósculo finalmente chegou ao fim, a necessidade de respirar se fez presente.
As bocas se separaram e as respirações se chocavam dada a proximidade em que se encontravam. O mais velho abriu os olhos vendo a face rubra do mais jovem e sorriu, aquela expressão compensava qualquer coisa.
Seu coração batia tão rápido que julgava que o mais novo pudesse ouvir. Deu mais um selinho e viu um leve e breve sorriso adornar a que rosto tão lindo e másculo dele.
O viu abrir os olhos e lhe encarar. Os orbes verdes dele o faziam estremecer. Abriu a boca e sentiu dois dedos dele tocar seus lábios o impedindo de falar.
Aioria o empurrou contra a cama, de forma que logo estava por cima do mais velho. Aioros pareceu surpreso, mas não contestou, Deixou que o filho fizesse o que desejava.
Sentado sobre o quadril do advogado, o médico inclinou-se tomando novamente os lábios do outro, com um desejo que não suportava mais conter. Da forma como estava sentia o falo rijo de Aioros tocar suas nádegas.
Aioria remexeu-se de forma sensual e acabou arrancando um gemido abafado pelo beijo da boca de Aioros. Abandonou os lábios a fim de provar a pele morena do pai.
Com o nariz passeou com carinho pelo pescoço do mais velho, parando na orelha mordendo seu lóbulo levemente causando arrepios no outro. Passeou com a língua por dentro da orelha, como se estivesse descobrindo o formato dela, a deixando úmida.
Desceu procurando mais do outro, traçando uma trilha com sua saliva, mordiscou os ombros e o pescoço deixando marcas na pele do outro. Tinha mãos fortes e pesadas até, mas que conseguiam envolver o outro sem machucar, desceu ainda um pouco lambendo o mamilo durinho do pai.
E enquanto Aioria sugava aquele pontinho e brincava com o outro entre seus dedos, Aioros sentia coisas que nem sabia que ainda era capaz. Suas emoções o dominavam, a razão tinha sumido totalmente. A boca do filho era doce, mas firme.
A cada carícia que recebia, desejava mais e mais estar dentro do mais novo, possuir o corpo belo e viril do filho. Deixava-se ser tocado, mas queria tocar também. Fechou os olhos e temeu quando sentiu Aioria descer abandonando seus mamilos.
A língua do mais novo. Parecia mesmo interessada em explorar o corpo mais velho, porém igualmente lindo e perfeito do pai. Foi seguindo um trajeto só seu e logo se viu com a boca encostada no cós de sua calça de pijama. Os orbes verdes ousaram levantar e encontrar os do mais velho, e seu sorriso se intensificou, maliciosamente entregue ao momento.
Puxou a peça para baixo enquanto brincava com o umbigo do outro. Ouviu os gemidos roucos que lhe eram o aviso de que estava indo no caminho certo.
Aioros sentia o corpo se entregar as carícias casa vez mais, céus por que mesmo tinha se negado até então? Aquilo era bom demais! Sentiu quando a língua úmida e urgente passeou por seu baixo ventre, sua virilha o fazendo quase gritar.
O advogado a cada instante sentia mais vontade de fazer o medico seu, apenas seu. Arqueou as costas ao sentir a umidade da língua passando em seus testículos. A sensação que o invadia era tão intensa, o prazer e a satisfação o preenchiam de tal modo que não conseguia raciocinar, não conseguia parar. não que quisesse realmente acabar com tudo, embora devesse... No entanto dava-se conta que queria mais e mais de tudo que estava tendo.
O medico não se sentia diferente, em sua cabeça mil questionamentos. Mas naquele instante não queria pensar em nenhum, fechou os olhos com força a fim de afastar aqueles pensamentos. Abocanhou o falo do mais velho sentindo sua mão se enfiar entre seus fios loiros.
Ao sentir a boca do mais novo lhe envolver o membro, Aioros moveu seu quadril de forma controlada, ele ficou extasiado com seu menino, como ele podia ser tão hábil, como podia parecer tanto consigo? Segurou os fios loiros curtos entre os seus dedos e passou a movimentar o quadril, era impossível não fazer aquilo diante do que sentia, o desejo há muito guardado, o calor do momento, e ânsia de se derramar naquela boca.
Seu falo invadia a boca úmida do loiro, ia fundo na garganta de Aioria, que por sua vez mostrava-se extremamente hábil em receber o membro pulsante de Aioros. Sentia ele lhe tomar o folego, mas não parou, pelo contrário, o deixou estocar sua boca, como se estivesse o possuindo. Sentiu quando o pré-gozo do mais velho tomou conta de seu paladar, mostrando-se prestes a se derramar.
Segurou o pênis do advogado e o sugou mais forte, relaxando seu maxilar de forma que o pai pudesse ir mais fundo. Não demorou muito nesse vai e vem, pois logo sentiu o liquido leitoso e quente jorrar em sua boca. O tomou com vontade, ouvindo os gemidos do outro que tinha a respiração pesada e o corpo arqueado para trás.
Aioros demorou um pouco a retomar a respiração, seu coração ha muito não sentia tantas coisas maravilhosas juntas. Escorou os cotovelos na cama, erguendo uma parte do corpo e olhando para Aioria.
A face corada do filho, o fez queimar ainda mais de desejo. O moreno sorriu de canto, e apoiando com apenas um dos braços, chamou o mais novo com a mão livre, fazendo sinal para que subisse em cima de si novamente.
Aioria não desobedeceu, ficando por cima dele que o puxou pelos fios de sua nuca e o beijou. Um beijo leve, mas intenso. Aioros aproveitando-se que agora controlava novamente seus atos, rolou na cama, ficando por cima do filho, deixando seu quadril entre as pernas dele.
Apartou o beijo olhando nos olhos verdes do mais novo. Sorriu e agora era ele que beijava e brincava com o corpo do filho. Mas não exagerou, mesmo por que estava duro como rocha, mesmo tendo gozado, não tinha em nada amolecido. Estava muito excitado e necessitado do filho.
Estava brincando com os mamilos dele quando o sentiu envolver sua cintura com suas pernas, o fazendo chegar mais perto de si. Seu falo tocava as nádegas do que estava embaixo de si, não conseguia mais esperar. Levou uma mão a seu membro o guiando até a entrada apertada do outro. Colocou um dedo e o sentiu piscar, parecia chamar por si.
– Hnnn... Aaahh... Oria...
– Cala a boca... E me come pai... Eu estou louco pra te ter dentro de mim.
Aioros não esperou mais, pincelou o membro na entrada do outro, a deixando melada de seu pré-gozo que já escorria novamente, junto com um pouco de esperma, para lubrificar, e em seguida o penetrou, apesar de querer se enterrar ali de uma vez, foi devagar. Aioria era apertado, talvez não fosse o passivo na maioria de seus casos, não queria machucá-lo.
Uma vez dentro do rapaz, Aioros sentiu seu corpo reagir ainda mais intensamente. Esperou um pouco para não acabar tudo antes mesmo de o possuir. Mas sentia Aioria se mexer, o que o incentivava a começar a estocá-lo.
Aioria sentiu-se preenchido, mas não exatamente incomodado. O pai era grande, mas isso não importava, ele estava ali e logo se acostumaria. — Pai... Se... Mexe! — Pediu, quase ordenando para Aioros se mover.
Aioros começou a mover seu quadril de forma controlada e um tanto involuntária. Ele estava segurando seu desejo para não acabar tudo antes. Aioria por sua vez gemia rouco, mas queria mais dele. Muito mais. Suas pernas circulavam a cintura do moreno, sentia-o ir fundo dentro de si.
A medida que as coisas intensificavam, Aioria Gemia e pedia por mais. — Aaahhh... Mais, mais pai, mais forte, mais rápido, não me tortura Aioros!
Aioros sorriu com aquilo, mas Gemeu sentindo o corpo do outro o apertar. — Hnnn... Calma rapaz, não vamos acabar com tudo tão... Rápido. — O mais velho falou rouco e carinhoso. Ofegante pelo prazer que sentia, mas aos poucos foi intensíficando as suas investidas.
O som que seu quadrio fazia ao bater contra as nádegas de Aiora, fazia com que o mais velho quase gozasse, ele se arrepiava. Os dois pareciam estar no ritmo perfeito, os gemidos estavam cada vez mais altos, o mais jovem dos dois já nem pensava mais. Dizia coisas sem sentido.
Tudo parecia ter sumido a volta deles, seus sentidos estavam entregues ao prazer, nada mais lhes chamava a atenção, todo som ao redor parecia ter emudecido, ambos tinha.m os olhos fechados, gemiam arrastado e sentiam seu clímax chegar.
Aioria abriu os olhos mostrando um olhar febril, sorriu e abriu a boca a fim de dizer algo, mas nada saiu de seus lábios, porém seu corpo estremeceu, e logo pode sentir o líquido quente bater em seu peito, melando também seu abdômen e o de Aioros. Este por sua vez sentiu-se apertado, quase estrangulado dentro do mais jovem e isso o fez morder os lábios. Estourou o filho mais umas duas ou três vezes atingindo seu orgasmo. O mais velho preencheu Aioria com sua semente, ofegando, tomando os lábios do outro nos seus.
Ao apartar o beijo, Aioros encostou a testa na de Aioria e tentando recuperar o fôlego, esperava uma reação do mais jovem. Afagou os fios claros do outro, agora sentia o suor escorrer por sua pele.
Aioria por sua vez não sabia o que dizer, naquele momento nada passava por sua cabeça, não queria pensar. Sequer desejava que aquele momento acabasse.
Ambos estavam receosos da reação que o outro teria, ou seria medo de si mesmo? Da razão, dos outros? Nenhum deles agora queria enfrentar isso. Mas logo teriam que encarar a realidade que escolheram "viver".
–oooOooo-
Aquela noite estava apenas no início, e Depois de um dia agitado, Milo encontrava-se sentado num banco de praça, não conseguia compreender o que estava acontecendo. Será que aquele policial tinha razão? Mas por que diabos alguém ia querer tirar sua vida, por que?
Respirou fundo inclinado-se para frente, apoiando os cotovelos nas pernas, escondendo o rosto entre as mãos, estava ficando abatido com isso. Foi então que ouviu uma voz que o fez respirar fundo.
– O que faz numa praça, devia estar em casa e não dando mole. — A voz firme e "cheia de razão" se pronunciou com um carregado sotaque francês.
Milo levantou o rosto e deparou-se com a fisionomia seria daquele policial, aquilo o deixou sem jeito, mas um pouco irritado.
– Está me seguindo policial? Eu vou onde eu quiser!
Respondeu encarando os orbes verdes do outro, o que o fez novamente sentir-se mexido. Não conseguiu desviar o olhar, mergulhando mais nos verdes daquele homem.
Camus por sua vez estava irritado mas isso por que sentia um necessidade imensa de proteger o médico loiro. Resmungou algo em francês e sentou-se ao lado de Milo.
– Senhor Bartinik, não tem noção do perigo que corre não é? Isso é sério, eu só estou fazendo meu trabalho... — Falou tentando explicar o fato de seu interesse tão grande em proteger o rapaz. E ainda acrescentou. — Eu não estava seguindo você, mas mora aqui perto não? Eu também, parei para ver algo no meu carro, e coincidiu de o vir aqui, hoje não foi um dia fácil pra ninguém.
Ditou por fim, estava se sentindo inútil, Hyoga estava cada vez pior, parecia com raiva do mundo e ele tinha certeza que nunca fez nada para merecer tal atitude do filho. Precisaria ter mais pulso, ou acabaria o perdendo.
Olhou ao redor, a praça era simples, havia algumas árvores espalhadas. Em um lado havia brinquedos para crianças, um escorrega e balanços. Ao centro um pequeno lago que era cortado por uma ponte de ferro, do lado em que Milo estava, havia um passeio circular com alguns bancos e um poste bem no centro. Era o lado que ficava próximo a pista.
O ruivo voltou seu olhar ao loiro e sentiu-se afogar ali. Respirou fundo e tentou não soar intrometido. — Pensando em algo referente ao que houve? Queria entender por que isso, entender quem teria algo contra você.
Milo o olhava em.silêncio agora, Suspirou parecendo cansado. — Mesmo eu não entendo policial, é algo que não sei entender, sabe... Lido com pessoas o dia todo, crianças em sua maioria. Mas agora o senhor me diz que tem um louco querendo me matar, e por que? Eu nem mesmo consigo conceber isso como verdade.
Camus levantou do banco. — Bem, eu sei que parece estranho, mas não tenho dúvidas de que tudo que lhe sucedeu foi de caso pensado. Por favor, mesmo que não acredite, mas ao menos previna-se. Tenha cuidado.
O loiro levantou em seguida e pós as mãos nos bolsos. — É... Acho que vou indo... — Disse num tom aguado, meio que vencido. — Até logo policial. — Ditou sem emoção aparente e saiu andando devagar.
O policial por sua vez, foi atrás dele. — Disse algo que lhe importunou? Não parece bem, quer... Tomar algo? De repente ajuda... — Ofereceu de forma educada, apesar de não parecer, estava preocupado com o outro.
Milo sentiu um arrepio diante de seu toque, pensou em negar, mas estava precisando sim de uma bebida, e algo bem forte. — Aceito! — Respondeu a pergunta do outro, virando-se para olhá-lo. — O que sugere policial?
Camus deu um mínino ar de riso e fez um sinal com a mão, a palma virada para cima e indicando que Milo podia seguí-lo até o carro. — Confie em mim, “doutor”! — Falou por último, porém, mostrava certa insatisfação por ele o chamar de doutor.
Os dois foram para o carro do policial e seguiram para um bar elegante, bem a cara de Camus, que tinha um jeito um tanto aristocrático.
O ruivo estacionou e ambos desceram do carro entrando ali, Milo sentou numa mesa que ficava próximo a parede de vidro do local. Camus por sua vez o fez sair dali, e o levou para uma mesa menos exposta. — O senhor deve ter um sério problema com discrição, adora se expor não? Senhor Bartinik...
– Milo, me chame de Milo. — Ditou o olhando um pouco irritado com aquele jeito do outro lhe falar, ele.nem o conhecia para estar falando de si.
Camus por sua vez, ficou um tanto estático por ser cortado daquela forma, mas então continuou. — Bem, não queremos chamar a atenção de alguém, desculpe, Milo... — Disse.por fim.
O médico suspirou. — Tudo bem, mas não me julgue, não me conhece policial. — Falou irritado.
Dessa vez porém, Camus reclamou. — Camus... Me chamo Camus. — Disse encarando o loiro, ele era bem respondão. — Mas uma vez desculpe, não foi minha intensão, Milo.
Ambos pareciam estar o tempo todo se provocando. Mas Camus chamou o garçon e pediram algo para beber. Enquanto o homem foi providenciar seus pedidos, o policial encarou Milo e falou mais calmo. — Bem, não foi um dia fácil, desculpe pelas palavras ácidas, vamos recomeçar. — Propôs. — E então, como foi no trabalho hoje? Por que ser médico, era algo que sempre quis?
Milo sorriu de canto. — Por que sonhei com isso, queria demais ajudar pessoas... Queria fazer tudo que eu pudesse para salvar as pessoas. Tudo bem, não sou um cirurgião de certa área, mas acredito que andar e poder tocar nas coisas... Bem, isso seria bom!
Explicava divertido, tinha um jeito infantil de falar, e Camus o avaliava, embora já se sentisse encantado com o loiro a sua frente. A bebida chegou e ambos continuaram a conversar, alheios ao olhar cruel de alguém que estava sentado em uma mesa mais reservada, não sendo assim percebido. Nem ele e nem a pessoa que o acompanhava.
O homem estreitou os olhos e levantou. — Vamos embora daqui, me da nojo a incompetência de alguns. — Disse.olhando o loiro a sua frente.
Minos o olhou sério. — Não me Culpe se o idiota do pai do menino não atirou. Não fui eu que errei dessa vez! — Ditou levantando. Viu o outro o seguir, chamando o garçon e deixando algumas notas em cima da mesa.
Sairam dali discretamente e uma vez dentro do carro de Minos, seguiram para um motel luxuoso. Ao entrarem na suíte, o advogado teve seus fios puxados com certa força e seus orbes encontram os olhos verdes que o olhavam frios e cruéis.
Um sorriso sádico brotou naqueles lábios, que logo juntaram-se aos seus. O beijo era cheio de desejo, embora um tanto rude, era verdadeiro. Minos Foi jogado na cama e os fios loiros se espalharam ali.
O homem que o acompanhava, foi para cima dele, tirou a gravata que usava e prendeu os pulsos do outro na guarda da cama e tornou a beijar o loiro abaixo de si. Mas dessa vez era mais intenso, ele o marcava com sua boca, a pele alva do advogado ficava vermelha devido aos toques.
– Ahnn... Hmmnn... Por que faz isso? Sabe que amo seus toques, mas até quando vai ser assim? Até quando vai me trocar por ela? Por que faz isso comigo?
O outro sorriu de canto, mas segurou o queixo dele com uma mão, o fazendo olhar para si. — Ainda não tenho o que quero, preciso tirar Milo do meu caminho, ela gosta dele, e vai acabar colocando ele na direção, não vou deixar, sabe o quanto Estou me sacrificando para manter tudo como quero, aquele hospital é meu Minos e ninguém vai me tirar isso. Entendeu? Quando eu tiver o hospital como quero, aí poderemos ficar juntos... Acredite em mim, eu só quero você!
Ditou rouco e voltou a beijar o loiro que gemeu rouco pela forma como era beijado. Suas mãos passeavam por aquele corpo, ainda vestido. Abriu a calça e a retirou, junto com a box, expondo o baixo ventre de Minos. Sentiu-se ali o ouvindo gemer. — Está pronto amor? Hoje teremos a noite toda... — Ditou rouco e autoritário tornando a beijar o advogado.
A noite era uma criança, Milo se quer sabia o perigo que corria e por que, Camus estava certo, mas ainda havia muito a descobrir. Quem era aquele que queria a cabeça do médico loiro? E o que ele estava planejando agora?
Continua...
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