Entre Universos

5 "E então eu petrifiquei um troll"


Notas iniciais
*le Back in Black de fundo* I'M BACK, PEOPLE, PARA A FELICIDADE DAS MINHAS FÃS E INFELICIDADE DAS HATERS. Is it too late now to say sorry? Sim, viciei nessa música também. Então, para vocês meus queridos leitores: IS IT TOO LATE NOW TO SAY SORRY? Tá parei. Leiam logo o capítulo, e não me matem. P.s.: sugiro que leiam de novo os capitulos anteriores, eu atualizei eles, como dito na carta, e mudei algumas coisas.

Okay, acho que agora é definitivo: eu pirei na batatinha.

Respirei fundo uma, duas, três vezes. Então comecei a contar. "Um coelho, dois coelhos, três coelhos, quatro coelhos, cinco coelhos..." Passou dez minutos, e eu tinha contado duzentos e poucos coelhos. Leeroy está realmente falando comigo? Sério? Really?

Encarei a cria de lince com gato doméstico. Chamo-o assim carinhosamente, pelo fato de que suas orelhas me lembram a de um lince, mas não tão acentuadas, e o resto de suas características me lembram um gato doméstico. Minha mãe sempre disse que é por isso que ama esse animal. E eu concordo. Mas a partir do momento em que seu animal de estimação está falando contigo, tudo muda de ângulo.

"Oi? Poderia por favor me arranjar comida? Em troca, eu... Te ajudo nas próximas viagens." Opa, comassim?

–Você não vai me ajudar. Agora que eu sei que você sabe dessas viagens, você vai comigo. — ele pareceu vibrar — É só ficar perto de mim e me ajudar quando eu precisar... Vamos, vou te dar comida.

Me levantei e fui até a cozinha, pegando um pacotinho de ração úmida. Fui até o quintal e coloquei a ração. Enquanto Leeroy comia, eu subi para o meu quarto. Acho que preciso de um bom sono na minha cama. Me deitei na mesma e cochilei, acordando depois de um tempo com Leeroy no meu colo.

–Quié? — resmunguei.

"Me leva até A Toca?"

–Como sabe sobre?

"Sei lá, apenas sei. É como se eu me lembrasse de cenas de um livro lido há muito tempo atrás."

–Okay, mas com uma condição: nada de pular nos sofás, nada de arranhar os sofás, nada de arranhar qualquer coisa por lá. Nada de defecações suas pelo lugar, e não quero saber de você pulando sobre os livros, estantes ou mesa. Mais instruções quando chegarmos.

Dito isso, me levantei. Peguei a mesma mochila do dia anterior, e coloquei dentro o uniforme de Hogwarts dobrado, junto com três camisetas, um shorts, um boné, um casaco, uma bota e uma bolsinha com roupas íntimas. Noutro compartimento da bolsa, coloquei meu DS (agora eu levo! Vai que me torturam de tédio?), fone de ouvido, carteira, os presentes que não são jóias (ou seja, o livro, o tablet e o mapa), o case do meu óculos de sol, e... só. Tomei um banho e me vesti, coloquei minhas novas bijuterias e meu óculos, e então desci com a mochila nas costas enquanto bagunçava um pouco o cabelo. Separei algumas frutas num saco plástico, colocando no terceiro compartimento. Enchi uma garrafa térmica de água, colocando alguns (muitos) cubos de gelo, e coloquei no mesmo compartimento que as frutas. Fui correndo até o meu quarto, peguei um edredom azul escuro que encontrei ali e o dobrei, enfiando na mochila. Vai que. Voltei para a sala.

–Vambora, Leeroy. — chamei meu gato, que logo apareceu — Perto de mim. Não ouse se afastar e...

"Eu sei, eu sei. Ninguém mais cuidaria de um gato exótico como eu. Provavelmente ficaria comendo no lixo dos outros, o que eu não gosto muito. Não sou burro a fazer esse tipo de coisa." Fiquei calada, enquanto trancava a casa. Logo estávamos indo em direção ao lugar.

Adivinha o que Leeroy fez? Ele pulou em cima da minha bolsa. Fidamãe. Revirei os olhos com isso. Mas até que ele foi esperto... Eu iria enfiar ele ali a qualquer hora mesmo.

Chegando na pichação, coloquei a chave na fechadura, ou seja, o colar na pintura. Como mágica, a parte interna da pichação foi ganhando uma coloração de madeira escura, e então eu abri. Entrei no lugar e fechei a porta, sem precisar verificar se está trancada.

"Lugarzinho legal... Olha, uma floresta!" Leeroy se encantou com a floresta do outro lado da janela. Eu ri com a cena que se seguiu: ele pulou na janela fechada e ficou encarando o amontoado de árvores.

–Por quê a surpresa? Parece até que nunca viu uma floresta.

"Faz tempo que não vejo uma. Posso ir?"

–Desde que volte. — falei, abrindo a janela — Tome cuidado, não sei nada sobre onde estamos...

"Sim senhora" e saiu.

Suspirei, encarando o nada. De repente meus pensamentos rumaram para o armário. Eu não tinha checado o que havia naquela caixa de sapatos... Logo me lembrei de que quando eu limpei o armário, encontrei outras caixas. Na verdade, só tem o formato de caixa de sapato. Me levantei e fui até o armário. Tirei todas as quatro caixas de sapato. Olhando nas duas pequenas gavetas — ambas no canto do armário — , encontrei nada além de um saquinho de tecido. Dentro, havia um tipo de brinco lindo. Exótico, mas lindo. Na primeira caixa que abri, encontrei um par de botas de caçada, bem acolchoada por dentro. Percebi que poderia acomodar um pé sozinho, mas cabia também uma arma. Por quê sei disso? Bem, tem uma arma junto na mesma caixa, assim como alguns cartuchos. Estranhoo. Numa segunda caixa, encontrei uma blusa/casaco, não sei, com capuz(praticamente uma camisa de botões, mas não tem botão e pelo visto fecha com um laço, já que as beiradas são compridas; e sem esquecer o capuz!), cuja tonalidade escura não consegui identificar — se é verde ou azul. Na terceira caixa, encontrei um par de luvas marrom escuras (a cor do marrom é tão escura que parece preto), cujo modelo eu achei lindo. Na quarta caixa, encontrei um colete meio comprido que de longe parecia de crochê, mas percebi que era formado por milhares (ou mais) de anéis minúsculos de metal, que não cabiam nem sequer no meu dedo mindinho. Amarrado nele, vinha um pequeno bilhete, que eu não entendi bulhufas do que está escrito. Separei o colete, ainda admirando-o, e me pus a arrumar o guarda-roupa. Coloquei o colete e a túnica em cabides que encontrei na segunda gaveta. Coloquei o brinco em minha orelha e calcei as luvas. Tirando as botas que eu trouxe da mochila, coloquei as que acabei de encontrar. O mais incrível é que está tudo em ótimo estado, como se a poeira tivesse protegendo. E é tudo do meu tamanho! Guardei também o uniforme de Hogwarts, antes que eu me esqueça.

"Fazendo o quê?" Se eu me assustei? Pufff, magina!

–Brincando de esconde esconde com um anão, não tá vendo? — falei, irrigando cada palavra com ironia.

Leeroy foi para o escritório e eu o segui com os olhos. Ele pulou na mesa e ficou olhando algumas daquelas folhas. Logo voltou com uma entre os lábios, e eu percebi que se esforçava para não melar o papel com sua baba. Me entregou a folha e logo entrou no armário.

"Acho que esse é interessante, li algo como dragão aí no meio. Vamoos?" eu o encarei "Aqui, sugiro levar esse colete e essa... túnica... Pode ajudar, sei lá..."

–Por quê esse? — perguntei

"Pela floresta, encontrei uma águia. Ela falou, pois é, falou que me procurava, para que eu levasse o convite a minha companheira. Convidou para uma aventura. Detonar um dragão. Me mostrou alguns símbolos e disse que deveria procurar pela folha que contivesse-os. E aqui estou."

–Espera, a águia falou? Companheira? Aventura, dragão? — se eu estou confusa? Magina.

"Pois é, também estranhei. Falei que talvez iríamos nos encontrar no caminho, e quando fui perguntar sobre de onde ela é, ela alçou voo e se foi."

–Tudo bem, então. Vou levar algumas dessas coisas. Tenho comida e roupa aqui. Ainda trouxe cobertor, sorte ou coincidência? Vamos decifrar isso ae.

Depois de um tempo, não consegui nada. Só sabíamos uma única palavra: dragão. E sim, é a mesma palavra que a águia disse. Suspirei, frustrada.

–Mas como assim? Dragão? Só iss--não terminei a frase, fiquei atordoada demais quando revi o brilho. Da última vez, eu fui parar no gramado de uma escola para bruxos.

Me levantei da cadeira e fui até o armário. Vesti o colete de anéis, e coloquei a túnica por cima. Não mudou nada. Troquei meu all star pela minha nova bota, e coloquei na mesma a minha varinha. Analisei meu estado — está até que razoável, pra quem vai numa aventura contra um dragão.

–Só espero que não seja aqueles clichê em que temos de salvar algum mané que é feito de refém pelo dragão. — comentei, indo até a biblioteca. Lá, vi uma pilha na estante, é de cópias de alguns mapas que encontrei no escritório. Peguei uma cópia do mapa da Terra Média, o mais próximo de uma vila com dragões.

Entrei no vórtex/portal, já desconfiada de que cairia com a bunda no chão — seja lá pra onde eu estou indo. Mas não foi isso. Apenas vi que estava no ar...

NO AR? MELDEUS, HELP!! PIEDADE, ZEUS!

Olhei para baixo e vi uma fogueira — um acampamento, espero. Fiquei feliz, com a esperança de que alguém me visse e me ajudasse.

–EU VOU VIVEER!! — gritei, chamando atenção de seja lá quem esteja acampando ali.

Quando cheguei perto do chão, percebi meu erro. Trolls.

–EU VOU MORREER!!! — gritei quando um deles me pegou em pleno ar, como se eu fosse um esquilo voador bem lerdo. (bom, já sou lerda, só falta virar esquilo)

Me debati, e logo consegui me desvencilhar do troll que me pegou. São três, grandes e um tanto repulsivos. Acho que da altura do troll montanhês do segundo ano de Harry. Ah não, pera, é o dobro de altura. O que me pegou segurou meus braços com força, e eu jurei que poderia sair com um braço quebrado (o que não ajuda na aventura...).

–Mais! Eba, teremos um petisco a mais!

–Vamos começar por esse, Will.

–Mas parece nem ter carne.

Enquanto eles discutiam o que fazer comigo, eu analisei o acampamento. Em um canto, vi um amontoado de algo, coberto por um trapo. A fogueira crepita no meio. Tem uma pedra enorme que parece bloquear a passagem para uma provável caverna. Olhei de novo o amontoado, e pensei ter visto algo se mover — não sei dizer se foi o próprio amontoado que se mexeu ou algo pequeno perto do mesmo. Inconscientemente, comecei a mexer no anel — um ato bem frequente quando estou nervosa. Tudo que eu queria era uma espada ou algo para me defender. E o que aconteceu? Bem, apareceu uma espada em minha mão. A segurei antes que caísse, surpresa, e os trolls perceberam. Procurei por meu anel nos dedos, mas tinha sumido. Notei a mesma pedra do anel no punhal da espada — um punhal de 15 cm, acho, e a lâmina deve ter uns 45 cm, só acho — e fiquei surpresa por saber que meu anel se transformou em espada. TENHO UM ANEL QUE SE TRANSFORMA EM ESPADA, LALA LA LA LALA. Sifu, trolls.

–TIREM ESSA ESPADA DAS MÃOS DELE. — um deles gritou

–EU SOU MULHER, SEU BABACA. — sim, eu gritei com um troll.

Ants que pudessem tirar a espada de mim, desferi um golpe em um deles, cortando seu pulso. Haa, perdeu a mão! Um troll, acho que o tal de Will, veio pra cima de mim. Com a mesma facilidade de antes, desferi um golpe nele. Porém, o bicho saiu ileso. Me afastei deles com uma rapidez que não sabia que tinha, e saquei minha varinha — tenho mais facilidade com isso. Lancei um petrificus tottalus num, e pareceu funcionar. No outro eu lancei um feitiço do pé preso, colando os pés do mesmo no chão. Apesar dos pés terem se colado, ele acabou por se curvar, como uma reverência exagerada, e bater a cabeça no chão. Ele ainda conseguiu se levantar, e mandou o que estava sem pulso -hehehe — me pegar com a mão que ainda tinha. Lancei a azaração de regurgitação de lesmas nele, que imediatamente se curvou e começou a vomitar os bichos nojentos.

Logo o sol nasceu, e os três trolls viraram pedra. Deja-vú.

–Obrigado, muito obrigado mesmo! Espera, é uma elfa? O que faz por essas redondezas? — ouvi alguém falar, e quando me virei, me deparei com um anão de barbas. Sim, eu dei um pulo de susto.

–SÓ PODE SER BRINCADEIRA! EU AINDA TAVA REZANDO PARA QUE NÃO FOSSE CONTO DE FADAS E... — me calei assim que notei que não eram sete anões, e sim quatorze. — De onde vocês vieram? Por acaso brotaram aqui? E como assim elfa?

Passei a mão pela minha orelha esquerda, e percebi que estava mais... Bem, digamos apenas que ficou do tamanho do brinco. AH MEU PAI, EU VIREI UMA ELFA???

Respirei fundo, fechando os olhos. Elfa, trolls, anões... Abri os olhos e vi que havia um deles que não tinha barba; logo não era um anão.

–O que é você? — indaguei, relembrando de uma coisa e torcendo para que eu estivesse certa quanto a algo.

–Um hobbit.

–Bilbo Bolseiro? — perguntei, e ele assentiu.

AI MEU PAIZINHO, EU TÔ NA TERRA MÉDIA.

–Então o dragão é Smaug... — murmurei, mas como o clima estava silencioso, eles ouviram — E... Humana a elfa... Anões e um hobbit... -continuei murmurando, até perceber a situação — LEEEEEEROOOOOYY, CADÊ TU GATO? ADIVINHA ONDE ESTAMOS? NÃO É CONTO DE FADAS, É A TERRA MÉDIA. LEEROY SEU FIDAMÃE. APARECE!!!

E então um tigre aparece do nada e pula em cima de mim.

–Precisa gritar? — ele falou. PERA, ELE FALOU???

–Desde quando tu sabe falar, tipo, da boca pra fora, palavras inteiras? Hein? E como tu virou um misto de tigre com lince? Mas que coisa, Leeroy. Explica! — honestamente, só sei que é ele mesmo por causa da típica orelha de lince e corpo de tigre.

–Olha, não sei. Só sei que apareci aqui um pouco depois de você, mas um pouco mais longe. Fiquei rondando por aí, te procurando, e só encontrei agora. E quanto ao lugar, é, eu sei que estamos na Terra Média.

Tem caroço nesse angu...

–O.K, agora sai de cima de mim. Quero descobrir como eu virei elfa, e que macumba é essa. E eu achando que era só uma feiticeira... Afe, tá fácil pra ninguém, hein.

Os anões estavam agora tentando empurrar a pedra enorme. De repente, um homem apareceu, usando roupas cinzas e um chapéu de bruxo, também cinza.

–Vejo que apareceu, realmente, no meio do caminho. Sabia que viria. Pena que não consegui contatá-la pessoalmente. — Gandalf disse

–De boa... Meu companheiro me avisou. Porém, não irei todo o caminho com vocês, vou ter que me desviar um pouco. Mas tenha a minha palavra que os ajudarei com Smaug. — Olha, encontrei minha formalidade!

Os Anões continuavam sem sucesso em abrir a entrada, e nem mesmo Gandalf conseguiu. Lancei um alohomorra, mas não funcionou. Então concluí que aí deve ter algo... Acho que deve ser...

Um dos anões notou uma chave no chão, e a mostrou aos outros, que reviraram os olhos. Nesse instante, eu lancei um bombarda maxima na pedra enorme, que se explodiu. Uia, tô manjando dos feitiços!

–Se não pode abrir a força bruta, exploda. — comentei, dando de ombros.

Entramos na caverna, e pelamordedeus, que fedor! Parece o lixão perto da minha aula de violão, só que 100 vezes pior! Não tem feitiço para perfumar ambientes não? Vasculhei minha cabeça, tentando me lembrar de algum feitiço útil na minha situação, mas não consegui lembrar de nenhum. Respirei fundo, fora da caverna, mas o fedor alcança todo o acampamento. Puts, em que que eu me meti?

Suspirei, entrando na caverna junto aos anões. Acho que meu sistema respiratório vai ficar danificado... Eles têm a brilhante idéia de se separar para cobrir uma área maior mais rapidamente. Essas coisas o Tolkien não relata, né? >.> Antes que eu pudesse me aproximar ainda mais da caverna cheirosa ~le ironia~, Leeroy entra com tudo no lugar, voltando logo em seguida para perto de mim.

–Por favor, me diga que você tem um daqueles cremes para mãos. Nunca achei que isso fosse necessário, mas agora...

–Relaxa, gato. É só entrarmos, vasculhar tudo o mais rápido possível, e sair. E não me olhe com essa cara — ele me olhava como dissesse "Por quê não trouxe o Guia de Feitiços contigo, lerda?".

–Que cara? — ele perguntou inocentemente, e eu revirei os olhos.

Entrei na caverna, olhando para os lados. Resolvi seguir Fili e Kili. Não me culpe, eles foram os primeiros que eu vi, e até parece que eu iria ficar sem ninguém pra me proteger. Quero dizer...

Ignorando meus pensamentos idiotas, mas ainda assim pensando em como Gandalf se parece com Dumbledore, me deparei limpando e catando várias peças que pareciam ser de ouro, carregando-as no colo. Em certo momento, me deparei com uma bolsinha. Sabe aqueles saquinhos minúsculos onde vem os brincos? Pois é, parece uma versão um pouco maior (acho que cabe o meu netbook ali), preto e com detalhes dourados e pratas. Peguei e, me esforçando para que nada caísse de meu colo, lancei um feitiço indetectável de expansão na bolsinha, e logo em seguida despejei tudo o que tinha certeza ser ouro ou pedras preciosas ou algo que valha dinheiro nesse mundo. Assim segui pela caverna, até ouvir alguém me chamar (o que estranhei, pois não lembro de ter me apresentado a eles; não me culpe, mas creio que Gandalf já disse meu nome a eles...).

–Senhorita Undersea--cortei Kili imediatamente

–Olhe bem para mim. Pareço ser velha? Pois de onde eu vim, tenho cara de uma simples adolescente humana de dezesseis anos. Então nada de senhorita, madame ou coisa do tipo. É Naomi.

–Ok, Naomi. — own, ele fica fofo assim. Não, pera — Acho que isso é seu.

Ele me entregou uma adaga que parecia ser élfica, que se encaixou na minha mão como se fosse feita para mim.Tirando a bainha que cobria a lâmina, percebi que era fina e delicada. Analisei o punhal, e vi que tinha mais rabiscos de uma linguagem desconhecida por mim. Suspirei.

–Só espero que eu aprenda um pouco de élfico, ou essa aventura não vai valer tanto quanto imaginei. — murmurei.

É claro, uma aventura não está completa se você não aprende uma linguagem nova de um povo totalmente raro em seu universo. Voltamos a caminhar, eu ainda olhando para a minha nova aquisição.

–Obrigado, Kili. — falei, assim que notei não ter agradecido ao anão.

Continuando, eu encontrei várias coisas por ali, como por exemplo uma bota pintada de dourado. Francamente, os trolls são uns idiotas...

Inconscientemente, comecei a cantar I See Fire, do Ed Sheeran (o que me fez lembrar que eu poderia estar em casa confortavelmente ouvindo músicas, lendo fanfics e comendo brigadeiro; mas uma aventura não faz mal a ninguém, né?)

–Oh olho enevoado da montanha abaixo; Cuide das almas dos meus irmãos; E caso o céu se encher com fogo e fumaça; Continue vigiando os filhos de Durin — parei um segundo relembrando melhor a música, e então comecei a ritmizar na minha mente — Se isto é para terminar em fogo; Então devemos todos queimar juntos; Veja as chamas subirem alto na noite; Chamando ao pai, oh, se prepare e iremos; Assistir as chamas queimarem; A encosta da montanha

Os anões pareciam apreciar a música, mas ao mesmo tempo um passo atrás em relação a mim (provavelmente por eu ser uma elfa; no fim dessa aventura, vou brigar com Thorin e Thranduil por isso). Continuei cantando, sem ligar para as reações, e Leeroy me acompanhou, rosnando baixinho no ritmo. Em um momento, acabamos dando de cara com Gandalf e Thorin, enquanto eu analisava um bracelete dourado. Ainda cantava a música, e sinceramente não notei que Leeroy estava atrás de mim, até ele começar a esfregar a cara na minha blusa.

–Que é, gato? — perguntei. Ele não respondeu, apenas continuou esfregando a cara na minha blusa -'

Voltei a atenção ao bracelete, e só então notei que tem as mesmas inscrições da bainha da adaga. Bufei, colocando o bracelete no pulso. Eu juro que vou descobrir que inscrições são essas!

Logo saímos da caverna, e eu pensei se dava para aparatar aqui na Terra Média. Mas só vou testar isso depois, quando os anões terem seguido a trilha deles. Pois é, vou andar sozinha pela Terra Média, com um mapa e um tigre falante. Na boa, parece até que eu estou drogada para isso acontecer. Imagino se eu relatasse isso a alguém do meu mundo, "e então eu petrifiquei um troll", pensariam que eu estava drogada ou coisa do tipo... Ri com esse pensamento.

Me aproximo de Gandalf, e começo uma conversa com ele.

–E então, o que está achando da aventura?

–Interessante. Porém, como disse antes, não os acompanharei a todo instante. Creio que partirei logo.

–Ah, ok. Eu só peço a sua ajuda para com o dragão. Há uma lenda que diz, que elfa e anões lutarão lado a lado contra o dragão Smaug. E essa lenda se refere a uma Roger.

Hã, como explicar que Roger é apenas meu nome do meio? Melhor nem discutir.

–Sim, eu os ajudarei. Algo me diz que iremos nos encontrar em momentos inoportunos...- soltei a frase que martelava a minha cabeça.

Realmente, tenho um pressentimento que, quando nos encontrarmos, será um reencontro um tanto inusitado...

Notas finais
IS IT TOO LATE NOW TO SAY SORRY??? (8) CAUSE I'M MISSING MORE THAN JUST YOUR VIEWS. Okay, parei. Se gostou, deixa review. Se não gostou, deixa review. Se amou, recomenda. Se odiou e quer me ver morta, bem, pega uma senha e espera na fila. E se você amou, mas quer me ver morta assim mesmo por causa da demora, obviamente terá uma fila. Não se esquece da senha! Bjus.