Entre Universos
6 Flashbacks | Elfa e tigre, a dupla dinâmica
Notas iniciais
Realmente, tenho um pressentimento que, quando nos encontrarmos, será um reencontro um tanto inusitado...
Vi que eles se preparavam para partir. Peguei na minha mochila o mapa e o analisei, pensando em onde estávamos agora. Gandalf logo me respondeu, indicando com o dedo um lugar no mapa. Agradeci-o, olhando outros lugares. Uh, Floresta! Reino dos Elfos. Acho que eu vou me aventurar por lá depois...
Pensando bem... Tem aranhas gigantes por lá. Ah dane-se, eu tenho uma espada phoda, uma adaga élfica e um tigre phodão.
–Naomi? — admito que eu me assustei, estava concentrada demais no mapa e alguns lugares para ir.
AINDA NÃO ACREDITO QUE ESTOU NA TERRA MÉDIA!!! Primeira parada: Condado. Ah não, pensando bem, acho que seria a última parada... Condado sem Bilbo é meio... estranho. Sei lá, não consigo imaginar.
–É o meu nome. — respondi no automático, me virando para ver Fili.
–O que você quis dizer com momentos inoportunos? — Bofur, que estava perto dele e ouvindo a conversa com Gandalf, perguntou
Iih, lá vem.
–Não sei exatamente como explicar. Digamos que seria, bem, momentos estranhos para um reencontro. — disse como se estivesse falando com uma criança de 6 anos.
Como se...
Flashback on
–Filha, eu te vejo depois, ok? No momento mais inoportuno, lembre-se disso, que eu estarei contigo, custe o que custar, haja o que houver. Estarei sempre contigo.
–Mãe, por quê está dizendo isso?
–Por que, minha querida, é hora de eu continuar o que comecei. E algum dia você me ajudará, tenho certeza.
–Como assim, momento inop.. inopotuno... Não, ino-por-tu-no. Como assim?
–Digamos apenas que... Quando nos encontrarmos, podemos não estar num lugar apropriado para reencontros. Ou talvez possa. Será... Bem, momentos estranhos para reencontros...
–Está dizendo que você vai... Morrer? — a mulher à minha frente sorriu
–Não, minha querida. Apenas irei para um lugar melhor. Não significa que eu vou morrer em breve. Existe sim, um lugar melhor do que o planeta onde vivemos. Você, um dia, vai ver.
Flashback off
Me escorei numa árvore, o olhar no horizonte, enquanto os anões arrumaram suas coisas.
O corpo nunca encontrado... E o pior: nenhuma pista. Nenhuma pista! Ela pode ter sido raptada, pode ter sido queimada, pode ter sido enterrada. Mas eu não sei. Ninguém sabe. Se os policiais descobriram mais alguma coisa, não falaram. Lembro-me como se fosse hoje.
Flashback on
–Lamento, senhora. — um homem disse para minha tia em prantos
–Não encontraram o corpo? Nada? Como podem ter certeza de que ela... Morreu? — ela perguntou, após se acalmar
–Encontramos esse cinto. Ela usava o cinto, antes do carro bater. Ainda não sabemos o que aconteceu, apenas encontramos o carro dela, no final da ladeira. Mais nada. Foi como... Eu não acredito no que vou falar, mas foi como mágica. Não houve pistas nem sinais de que ela saiu do carro. Não há pegadas. — outro homem falou
–POIS PESQUISEM, PROCUREM COM MAIS AFINCO!!! — minha tia berrou, e então caiu em prantos novamente.
Sai do esconderijo, e subi a escada correndo, indo para o meu quarto e fechando a porta silenciosamente. Apesar de quase tropeçar em Leeroy, eu me joguei na cama, e algumas lágrimas escorreram. O que houve com minha mãe? Onde ela foi parar? E onde ela está agora? Perguntas e mais perguntas.
Ela disse semana passada, que iria para um lugar melhor. Não o céu, não. Ela não morreu, sei disso. Acho que... Acho que se ela tivesse morrido de verdade, eu sentiria, e estaria em prantos.
Ela não morreu.
Ela está viva. Eu tenho certeza disso.
Mas onde ela está, isso ainda é uma dúvida.
Flashback off
CHEGA DE FLASHBACKS!!!
–Está tudo bem? — ouvi alguém perguntar, e notei que era Bilbo. Aparentemente, ele arrumou as suas coisas bem mais rápido que os outros; não sei se é agilidade ou poucas coisas.
–S-sim. Só... Relembrando um pouco o passado. Nada de mais. — o tranquilizei
Meu tigre me olhou sugestivamente. Ele sabe o que é. Pelo menos eu acho.
Ele deve se lembrar até hoje a cena de uma garotinha de seis anos chorando até dormir, levando em conta que essa garotinha é sua dona... Bem, deu pra entender, né?
[...]
Nunca pensei que diria isso, mas... Estou dividida entre Bilbo e os anões. Sério.
Bem, lembram-se da parte do filme em que orcs pegam eles, e então eles acabam indo para a mesma caverna do Smeagol/Gollum? Então, é justamente nessa parte do filme que eu "estou". Então, depois de habilmente sair do amontoado de orcs (que sequestraram os anões, mas que eu não pude fazer nada) sem ser notada, segui Bilbo por falta do que fazer. Obviamente eu não vou decepar alguns orcs. Nah, tenho um plano melhor.
Mas acabou que Bilbo seguiu o roteiro, ou seja, ele se escondeu e páh. Viu Gollum, o Um Anel e tals, e foi atrás dele a procura de uma saída.
E eu? Bem, eu descobri que Leeroy está ´quase encontrando uma saída da caverna, e como eu sou uma boa pessoa, fui ajudar os anões. Mas se eu fizesse algo, meu plano sairia errado. Então fui procurar Bilbo. Só que, se eu aparecer do nada perto do Gollum, o plano também daria errado. Então eu simplesmente não tenho o que fazer a não ser ajudar Leeroy a encontrar uma saída.
Meu plano se resume a: deixar a história rolar até o momento que os anões caem do penhasco, para então lançar um aresto momentum neles, e um wingardium leviosa no orc-rei, e então ir direto à saída mais próxima. No caminho, como eu bem sei, Bilbo vai encontrar a saída da mesma forma que encontra no filme, e então a aventura continuará.
Mas é claro que as coisas não rolaram dessa forma.
Pra começo de conversa, Leeroy estava quase surtando. Minutos depois, encontrou uma saída (graças aos deuses!). E então, o caminho para a saída foi bloqueado. Por nada mais nada menos do que um monte de madeira, praticamente destroços, e logo depois... Acho que isso é o orc-rei...
–Corre. — eu e Leeroy praticamente falamos juntos.
Consegui passar por tudo aquilo a tempo de ver Gandalf e alguns anões que já saíram de baixo dos destroços(quero dizer, apenas Dori e Bifur que já tinham saído).
–Vocês estão bem? — perguntei aos anões
–Onde você...
–Encontramos uma saída — Leeroy falou a Gandalf
Logo todos estavam correndo em direção à saída. É, não foi tãao diferente assim do planejado.
Eu, sendo a boa pessoa que sou, incentivava os outros a irem mais rápido para não virar jantar de orcs. Num dos momentos em que eu me virei para trás, pensei ter visto algo entre uma rachadura. Eu apenas ignorei, voltando minha atenção para a luz do dia.
–Apolo, nunca senti tanto a sua falta... — murmurei inaldivelmente assim que estávamos sob a luz solar
Seguimos até encontrar uma pequena clareira. E então...
–Onde você esteve? — Thorin, sendo ele mesmo, perguntou.
–Procurando uma saída, e procurando Bilbo. Mas-- mal terminei de falar '-'
–E onde está o pequeno? — e então começou o bate-papo sobre o hobbit.
Cansada, sentei na sombra de uma árvore, olhando o lugar. De repente meu olhar parou em determinado ponto entre as árvores. Tenho certeza de que vi algo por ali... Será que é Bilbo, e eu tenho um poder estranho que pode ver através do 'véu' do Um Anel?
Leeroy deitou a cabeça em meu colo, e olhou na mesma direção que eu. O vulto sumiu entre as arvores, e eu olhei para o horizonte... Instantes depois, Bilbo apareceu.
Sabe aquele falatório do filme? Pois é... Idêntico. A cena toda é idêntica ao filme. Mas com uma diferença: agora, eu estou bem aqui...
–E você? Onde esteve? Como podemos ter certeza de que é conf--Thorin sendo Thorin. O cortei antes que ele continuasse com esse falatório.
–Você tem razão — eu disse, ainda encarando o nada, e recebi olhares confusos — Eu poderia muito bem abandonar vocês. Poderia deixá-los lá dentro para apodrecer. Não tenho muitos motivos para ajudá-los. Até onde eu sei, vocês não precisam de mim para derrotar Smaug, ou conseguir de volta seus tesouros. Eu poderia evaporar, sumir da vida de vocês, volta para o meu universo, e vocês conseguiriam o que querem, alcançariam seus objetivos. — dei uma pausa no momento deprê, e notei que Gandalf me encarava com um olhar interrogativo — Uma elfa e um tigre salvarão a Terra Média; Aos filhos de Durin devolverão seu tesouro. É um trecho da profecia que se refere a mim. Antes, eu realmente achavaque era uma inútil, que fica em casa lendo livros e livros de ficção quase desconhecidos, que escreve seus sonhos como se fosse um livro. E então eu vim parar aqui. Afinal, os livros não foram inúteis, eu estava lendo, o tempo todo, histórias sobre outros universos, que realmente existem, e eu não sabia. Mas quando eu vim parar aqui, a história mudou. — ergui meu olhar a eles — Estou destinada a matar Smaug (algo que eu achava inpossível antes). E não inporta mais o que qualquer um diga, vou devolvê-los o que um dia já foi de vocês.
Silêncio... Leeroy estava com o focinho na minha palma, o que é normal. Ele brincava com a minha mão, algo que me fez rir, relembrando bons momentos da infância... SEM FLASHBACK!!!
–Como eu odeio profecias... — comentei com o tigre
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