Notas iniciais
A Yoru sequestrou os capítulos minha gente... Estou tendo que pagar a betagem com meu corpo nu besuntado em óleo de peroba... Dx Desenho não muito trabalhado, pois o capítulo é pequeno. E sabe como é... Na casa de ferreiro o espeto é de pau. :v E agradeço a Yoru também por ter arrumado um fundo pra este desenho... MEMEs for the WIN! xD Mas o que importa é que tá saindo. :3 AVISO AOS NAVEGANTES!!! Cuidado com este capítulo! Ele tá curtinho, mas tá fogoso! Estejam avisados! ♥ Boa leitura! ♥

Estou bloqueado... de novo... E mal se passaram três semanas desde aquele fatídico dia em que um certo ruivo gostoso entrou em minha vida.

Ah, pra dizer a verdade, não estou bem bloqueado, não mesmo. Mas, acontece que comecei outra história às escondidas, e ela está sugando toda a criatividade que um escritor pode ter reservada. E tudo por causa de um sonho...

Ok, vou explicar do inicio.

Com a saída de Camus, após ele ter me ajudado com o bloqueio, por algum milagre da vida, em vez de eu sentar no sofá e voltar a assistir meus seriados, apenas retomei a escrita. E fiquei assim digitando madrugada à dentro, só dei por mim quando havia mais dois capítulos prontos da minha série policial.

Estava muito satisfeito comigo e pensando que aquele ruivo não teria mais do que reclamar quando visse meu trabalho pronto e tão cedo.

E foi exatamente isso que deu início ao meu calvário. Eu me pegava pensando no ruivo o tempo todo. Mal deitava e já vinham todos os tipos de sonhos libidinosos com ele. Nestes delírios ele estava completamente diferente: sorria safado e desafiador, dizendo frases de duplo sentido enquanto me fitava intensamente do outro lado da mesa, flertava descaradamente comigo, e do nada, eu senti sua mão atrevida na minha coxa, virei o rosto para o lado ele já estava sentado em uma cadeira mais próxima, me encarava languidamente com uma expressão repleta de significados e promessas eróticas.

Estava paralisado. Não me sentia no meu estado normal, se estivesse já o teria agarrado enquanto ele flertava comigo. Mas, fiquei parado apenas esperando, observando, contemplando aquele rosto pálido e de feição maliciosa, aqueles olhos que vez ou outra alternavam entre os meus e minha boca. E foi então que aquela mão safada deslizou sabe para onde? Bem para o meio das minhas pernas. Passeou tranquilamente por sobre minhas partes intimas ao mesmo tempo em que o seu sorriso se alargou e seus olhos brilharam ao perceber que eu estava desperto e pronto para o que desse e viesse... E claro, eu queria muito que ele estivesse na parte do “desse”.

Ele então se levantou, disse algumas coisas que eu não lembro direito, porque os sons não pareciam muito claros no sonho, mas, de alguma forma entendia e me excitava ainda mais. Ele empurrou sua cadeira para longe e então foi para debaixo da mesa. Achei aquilo meio estranho, até sentir o zíper da minha calça ser aberto e eu acordar.

Pois é, eu acordei. Acordei com a porra do celular tocando do lado da minha cabeça na cama. A minha vontade era de matar a pessoa do outro lado por ligar numa hora tão infeliz. Meu humor só piorou ao ouvir a voz do Aiolia me lembrando de postar o capítulo novo no site, reclamando que já era tarde e que em breve os leitores mais sem noção estariam mandando mensagens malcriadas sobre o atraso.

Quase o mandei à puta que o pariu, mas ao olhar o relógio do telefone vi que estava mesmo passando da hora. O que aumentou ainda mais o meu desprazer, já que eu estava com um mostro exigente, pulsante e chorando dentro da minha boxer e sem nenhum ruivo gostoso para ajudar, pra piorar a situação eu demoro pra gozar quando o assunto é masturbação e não podia perder tempo.

Decidi por pegar o laptop no criado-mudo e rumei para a mesa da sala, pois não tinha como colocar ele no colo sem sofrer algum incomodo com isso.

Liguei o computador, abri o site, escrevi poucas linhas nas notas iniciais do capítulo, menos ainda nas finais e postei sem nem verificar direito a formatação. Os fãs que me perdoassem, mas meu cérebro naquele momento estava abaixo da cintura e implorando por atenção.

Se eu não estivesse tão tenso, acharia tudo aquilo muito engraçado. Mesmo porque eu não era mais um adolescente a ponto de acordar duro por conta de um sonho erótico... Bom, podia até acordar com um inicio de ereção que morria pouco tempo depois, agora, acordar tão duro a ponto de não poder ignorar a parada era no mínimo hilário.

Pode ser também pelo fato de não estar saindo. Droga, eu precisava muito transar... eu duvido que ficaria neste estado apenas por ver um cara gostoso na minha porta se não estivesse me negligenciando neste sentido.

Fechei o laptop, desliguei meu celular para não ser interrompido novamente e iniciei o processo de meu alívio ajeitando da melhor forma possível a boxer branca para tirar o membro para fora. E nossa, o estrago foi grande! Agora entendia o motivo de estar me sentindo um tanto insano, estava todo inchado e avermelhado. A glande chegava a brilhar pela pele esticada de tão cheia, a pequena fenda liberava um pouco do líquido transparente que escorria devagar e parava ao encontrar meus dedos.

Continuei observando por uns segundos. Confesso que sinto prazer em ver meu próprio pênis ereto, pois era bem dotado e aquilo me enchia de orgulho. O único problema era eu sendo gay e tendo preferência por ser ativo acabava por trazer um certo incômodo aos meus parceiros. Sempre que tirava as calças me encaravam e uma sombra pairava sob suas faces. Sabiam que iria doer pra caralho. E bem, no inicio era um pouco difícil, mas, eu faço gostoso e sempre pedem por mais, lógico que depois ficavam doloridos, fazer o quê? Nem tudo é perfeito.

Toquei-me da forma que gostava deslizando o punho com firmeza pela carne sensível e pulsante, dei bastante atenção à glande acariciando, apertando levemente, espalhando o líquido escorregadio pela pele acetinada que ficava cada vez mais rubra à medida que a excitação aumentava.

Por algum motivo nada daquilo era o suficiente. Eu queria gozar logo, mas minhas ações só serviam pra me atiçar cada vez mais, chegava próximo ao ápice, contudo, sem romper a barreira que me levaria ao orgasmo. E isso estava me deixando louco. Eu precisaria de mais um incentivo.

Impaciente, abri o laptop novamente acessando um site dentre os muitos de pornografia que usava para referências dos meus contos eróticas. Não precisei navegar muito, pois na página inicial já havia um cara cavalgando um moreno saradão, o que foi o suficiente para encher a minha boca de água. O melhor de tudo era que o passivo, convenientemente, era ruivo. De cabelos curtos, mas ruivo. Perfeito!

Era exatamente de um ruivo que estava precisando no momento. Coloquei o vídeo pra rodar e voltei a me masturbar, buscando o mesmo ritmo das investidas dos atores e imaginando-me no lugar no ativo enquanto um certo ruivo de cabelos compridos arremetia com voracidade os seus quadris de encontro aos meus. Durante o meu delírio pude ouvir a voz grossa e aveludada do senhor Beaufort em uma sucessão de gemidos intensos, como se o prazer fosse maior do que seu corpo conseguia suportar.

Então na minha cabeça já não existia mais vídeo, laptop, escritor, mesa, sala... nada, além de Camus me cavalgando e gritando meu nome enquanto seu corpo inteiro contorcia-se de prazer, os jatos de seu gozo eram abundantes sobre o meu abdômen, pescoço e rosto. Inconscientemente apertei meus dedos em torno do meu pênis simulando as contrações do corpo em cima do meu e gozei. Como nunca havia me lembrado de ter feito antes na vida. A fantasia e o orgasmo foram tão fortes que levei alguns minutos para me acalmar e perceber que, na realidade, não havia ruivo nenhum em cima de mim.

Olhei para minha mão que estava melada pelo gozo recente, para a mesa que precisaria limpar, e para o laptop onde uma propaganda de “meninas gostosas que querem transar com você” piscava insistente nas beiradas destinadas aos anúncios do vídeo.

Havia acabado de ter uma nova ideia para um novo romance erótico.

A história tomou ainda mais corpo e forma enquanto me banhava e fazia aquela maldita barba. E os protagonistas? Um empresário loiro gostoso com sérios distúrbios sexuais, que foi condenado pela justiça há passar algum tempo em uma clínica de reabilitação e encontra um psiquiatra ruivo lindo, blasé e super profissional que tem a infelicidade de tê-lo como paciente.

Estava extremamente animado com este conto, o que, por tabela, acabei negligenciando a história que realmente deveria escrever. E, se não fosse já ter dois capítulos prontos antes de dormir naquele dia louco, provavelmente estaria fodido e mal pago com o meu revisor... Se bem, que o fodido com aquele ruivo delicia não seria má ideia, agora o mal pago...

Agora, cá estou eu, mais uma vez, sentado na frente do laptop com o Word aberto e nenhuma palavra digitada para me servir de conforto... E o prazo pra revisão estoura amanhã...

Notas finais
AEW! Cap 3 postadinho! *solta fogos* o/ E quem aí conseguiu sobreviver a um Milo daquele jeito? xD Próximo capítulo: Milo vai se enfiar numa confusão... Estejam preparados pra muita vergonha alheia! Pois eu adoro zoar o Milo... e o Camus também não perdoa... :3 Bjins e até a próxima! ♥