Entre Sombras

16 CAPÍTULO 16: A constatação nos choca


Notas iniciais
Olá! Estou de volta, e muito animada com o retorno de vocês. Tenho recebido comentários extraordinários, não só nessa história, mas em todas que eu estou atualizando. Estou em uma fase legal para escrever, e espero conseguir atualizar o máximo possível enquanto ela durar! Obrigada pelas opiniões e por todo o carinho que vocês têm por mim! Boa leitura!

Entre Sombras

Escrita por Coffee

CAPÍTULO 16: A constatação nos choca

— Você acha que ele acreditou? — Shizune perguntou.

— Espero que sim. Odeio agir como uma foragida.

Tirou uma maldita folha do cabelo loiro. Estavam agachadas nas florestas atrás da casa principal, onde sabiam que Sakura estaria.

Precisava dar um jeito de entrar. Precisava ver a pupila, e, se possível tirá-la de lá.

Queria ir até Raioko e quebrar a cara dele, mas como Shizune mesmo a lembrara isso traria problemas para Konoha. Era uma ninja de lá, e os contratos pós-guerra deixavam bem claro punições para as vilas cujo seus membros incitassem guerras com outras vilas, assassinando líderes e figuras importantes.

Inferno.

— Quem foi o infeliz que assinou essa merda de tratado?

Shizune tossiu.

— A senhora, Tsunade-sama.

Revirou os olhos.

— No fim da guerra pareceu um bom acordo. Agora parece apenas idiotice.

— Mas a senhora sabe que agora todos levam os tratados muito a sério.

— E ainda sim, veja a que pontos chegamos.

A morena não respondeu.

Ainda sim não desistiria, precisava pelo menos falar com Sakura, ver a peça que prendia seu chakra e ajudá-la o máximo que conseguisse.

— São três — Shizune afirmou com os olhos clínicos.

— Eu vou abater o que está atrás da casa, você lida com os da frente e me da cobertura.

— Certo — A ninja de cabelos pretos se preparou para agir.

— Esteja preparada para partir a qualquer momento.

Não esperou a morena responder, apenas correu em direção a casa.

O ninja notou sua presença. Lutaram por não mais que três minutos, antes que ela o matasse.

Entrou por uma janela. Caiu em um quarto não ocupado. Não tinha pó, mas possuía apenas uma cama e um guarda-roupa vazio. Abriu a porta silenciosamente. Verificou se não havia mais nenhum chakra na casa além do de Sakura.

Havia. Um civil.

Correu pelas escadas. A pupila se encontrava no primeiro andar.

— Tsunade-shishou?

Tinha o olho e a bochecha vermelhos. Alguns arranhões no corpo.

O queixo começava a inchar. Ainda sim, sorriu com a sua presença, como se estivesse vendo água no deserto.

Seu coração se apertou.

— Sakura.

O que estão fazendo com você?

— Como... Como entrou aqui? Raiok—

— Não temos tempo para explicações.

A rosada acenou positivamente. E depois olhou para trás dela.

Virou-se. Havia uma mulher de meia idade na porta, com o olhar indecifrável. Não sabia se estava assustada ou determinada.

— Fuji-san, não tenho como explicar agora. Por favor, não comunique Raioko.

A mais velha deu as costas a elas. Não soube qual das duas coisas ela faria: correria até Raioko ou manter-se-ia calada.

Sakura levantou-se do sofá onde estava. Subiu as escadas, pedindo para que ela a seguisse.

— Naruto deve ter te entregado a minha carta.

— Sim, resolvi vir pessoalmente. Raioko me ameaçou, fingi que fui embora e entrei pelos fundos.

— Tenho algo para te entregar, preciso que leve para Naruto, ou Sasuke.

Elas entraram em um quarto amplo, com cama dossel e um guarda roupas embutido. A médica andou até o guarda-roupa, abriu-o, tirou várias roupas as jogando na cama, até achar uma caixa de joias.

Abriu-a na sua frente, tirando o fundo falso.

— Não temos tempo, Raioko vai aparecer logo.

— Shizune está dando cobertura.

— Você não o conhece... Ele tem olhos em todos os lugares. Vai aparecer.

— Venha embora conosco.

— Você sabe que não posso. Não posso ir embora sem ter certeza que Naruto conseguiu alguém que forneça alimentos, ferro e madeira para Konoha, e também não posso deixar que Raioko continue no controle da vila. Ele está massacrando os moradores.

— Vai massacrar você, se continuar aqui. Mais do que já está.

— Tem esse maldito colar, sabe que não vou ser capaz de acompanhar vocês.

— Podemos revezar te levar no colo, ou—

— Não, o mais importante é que a senhora leve isso para Naruto. Ou para Sasuke.

Ela não tinha ideia do que o menino Uchiha estava fazendo metido naquilo tudo.

— Eles estão no Exame Chunnin, em Oto, precisa ir o mais rápido possível.

Acenou positivamente.

— Agora, deixe me ver essa corrente.

A pupila se virou, sentada na cama, deixando que ela examinasse o fecho.

— Já viu algo assim?

— Parecido, mas não exatamente desse jeito. Cada um desses é criado com um sistema único, como uma análise combinatória. Você se lembra de quando treinamos sobre libertação de chakra nesses casos? — Sakura acenou positivamente — Cada supressão tem um “segredo”, uma forma específica de se libertar. Você deve ter lido o livro, afinal, você leu tudo.

— Sim, eu me lembro. Alguns têm uma sequência feita por armas, outra uma sequência de mãos, alguns são ligados ao próprio chakra, ou a sentimentos, eu já tentei de tudo, mas não descobri do que esse é feito.

— Eu chutaria que é uma sequência de controle do próprio chakra, ou talvez emoções.

— Duvido que seja emoções. Acredite, já experimentei muitas aqui.

— Ás vezes não as sentiu do modo certo. Alguns são ligados à felicidade, ao ódio, a tristeza, ao amor, a dor. Não tem como dizer ao qual esse é ligado. Ou também pode ser necessário sentir o seu próprio chakra. Eu gostaria de poder falar algo mais específico, mas não tenho como afirmar como esse funciona.

Analisou novamente o colar, tentou até mesmo puxá-lo usando sua força, mas a única coisa que conseguiu foi que um choque se espalhasse pelo corpo de Sakura e pelo dela próprio.

— Uma coisa é importante que eu te fale, esse tipo de supressão tem uma espécie de “grade de segurança”, ele não está só suprimindo seu chakra, mas também o sugando aos poucos, mas em uma quantidade tão pequena que você não sente, e os outros, não percebem. Por isso imagino que quando você se libertar dele, não vai ter chakra o suficiente para ativar o byakugou. Você provavelmente vai ter um spleen grande de chakra, mas não deve durar muito antes que ele “suma”. É uma segurança para caso consiga se libertar, não consiga fazer muitos estragos.

— Quanto tempo? Quanto tempo vai durar o spleen?

— Imagino que não mais que quinze minutos.

Viu a pupila acenar positivamente.

Ouviram um barulho.

— Tsunade-sama, você precisa ir. Raioko deve estar a caminho.

Não posso te deixar aqui.

Sakura segurou suas mãos entre as suas.

— Por favor, a senhora sabe que não podemos matá-lo. O único modo de tirá-lo do poder é através destes papéis, então, por favor, leve-os o mais rápido possível para Oto. Não se preocupe comigo, eu vou conseguir me libertar desse colar. Custe o que custa.

Mas e se não conseguir?

— Sakura.

— Não, Tsunade-sama. Eu vou conseguir. Eu sou uma mulher forte. A senhora me ensinou a ser uma mulher forte. Eu vou me livrar disso, e até lá a senhora já deverá ter chego a Oto e iniciado a denúncia. Em não mais que três dias eu estarei livre disso. Vou aguentar até lá.

Acenou positivamente por mais que aquilo tudo doesse.

Sakura tinha razão. Era uma mulher forte. Sua pupila. E tinha tomado a sua decisão.

Aproximou-se, deu-lhe um beijo na testa, e passou a mão pelo rosto inchado.

— É bom que você se liberte disso logo. Não me decepcione.

— Não vou.

Outro barulho.

— Agora vá.

Não passou nem dois minutos que Tsunade tinha saído pela janela, quando Raioko entrou furioso no quarto. Ele a pegou pelo braço, gritando para que subordinados fossem atrás da Senju.

— O que diabos você entregou para ela? Em?

Sakura não respondeu. Ele a pegou pelos cabelos, a arrastou escada abaixo, até o escritório.

Lá ele puxou um dos pisos para cima, abrindo uma porta subterrânea. Jogou-a ali. Ela caiu cerca de dois metros, sentindo o corpo reclamar quando bateu de mau jeito no chão.

— Você fica aí, até que eu cace aquela cadela que é sua mentora.

Ele fechou a porta acima dela, e ela permaneceu ali, no escuro.

O porão fedia a mofo e podridão.

— Você está bem?

Olhou para o lado, os olhos acostumando-se com a escuridão. Em um canto viu um vulto baixo, sentado.

— Fuji-san? O que a senhora está fazendo aqui?

A mais velha não respondeu, e ela desistiu de perguntar novamente. Sabia que a senhora não gostava dela e devia estar sendo um martírio ficar ali presa, justamente com ela. Por isso preferiu o silêncio.

Algum tempo depois (estava um pouco perdida com horário naquela escuridão) surpreendentemente a mulher rompeu o silêncio.

— Não o desafie, menina.

— Desculpe senhora. Mas eu sou uma ninja, uma ninja de Konoha e—

— Eu sei quem você é. É Haruno Sakura, de Konohagakure, ninja médica e uma ninja de luta física especializada. Não é de nenhum clã, mas construiu um legado sozinha, ao lado de Tsunade, que foi sua mentora por anos. A mesma mulher que estava aqui mais cedo.

Um arrepio percorreu sua coluna. Sempre achou que Fuji a ignorasse por completo. Não esperava que ela soubesse qualquer coisa sobre si.

— Mas também sei que você está sem chakra. Por isso repito. Não o desafie.

— O que exatamen—

A mulher a interrompeu com um suspiro alto.

— Cuido de Raioko desde pequeno — Começou — Eu trabalhava para os seus pais. Eram bons homens, uma família nobre e poderosa aqui de Amegakure. Sua mãe tinha dificuldades para engravidar. Perdeu três filhos antes que ele vingasse. Quando Raioko nasceu... Eu nunca tinha visto seus pais tão felizes, eles desejavam tanto aquela criança, tanto... Que eu imediatamente pensei que aquele pequeno embrulhinho chorão, traria uma felicidade absurda para a família, mas não foi o que aconteceu.

Mordeu o lábio inferior. Sabia que o que quer a senhora a contasse, não seria uma história bonita.

— Quando começou a crescer... Nós percebemos que não era uma criança comum. Tinha muita... Maldade dentro dele. A primeira explicita que percebemos foi quando, com três anos, ele matou um gato e colocou-o em cima da cama dos pais, degolado. Adorava matar animais indefesos, pelo simples prazer de ter o sangue deles escorrendo em suas mãos. Quando foi mandado para a academia ninja, na primeira semana, duas crianças morreram. O caso foi abafado, mas eu tenho certeza que foi ele que as matou.

— Mas... Os pais dele, não fizeram nada para impedir? Não buscaram uma ajuda médica?

— A mãe dele queria. Achava que teria cura. Mas o pai não. Ele tinha vergonha de contar para os outros que o filho era assim. Ele era um homem bom sabe, gentil, mas se importava demais com o legado do seu clã e com a opinião dos outros. Por isso, Raioko foi crescendo assim, cruel. Quando fazia algo muito ruim, o pai o trancava aqui, nesse mesmo porão. Olhe para as paredes.

Estava escuro, mas mesmo assim andou alguns passos em direção as paredes. Arrepiou-se.

Havia marcas de sangue seco, arranhados na madeira, marcas de tortura e de ódio.

— Não durou muito tempo. Logo Raioko ficou mais forte que o pai, e foi impossível prendê-lo novamente aqui. Vivia pelas ruas, fazendo arruaças, matando por prazer, saindo com diversas mulheres, que apareciam mortas no dia seguinte. Isso foi bem antes de Amegakure ser unificada, a vila era bem bagunçada, liderada por diversos clãs que brigavam entre si, então, ele nunca recebeu uma punição, e seu pai abafava todas as burradas que ele fazia. Até que um dia foi o estopim. Você está ouvindo, menina?

— Sim, sim. Continue, por favor.

Passava as mãos nas marcas da parede, sentindo o ódio todo que foi posto ali, toda a tristeza, toda a dor. Mas os seus ouvidos estavam atentos ao que a senhora falava.

— Raioko não estava satisfeito de ser apenas filho de um dos chefes de um dos principais clãs de Amegakure. Ele queria mais. Estava com dezenove anos. Comunicou o pai que queria a liderança do clã, que claro, foi negada. Eu me lembro das palavras do meu senhor como se estivessem sido ditas hoje “Raioko, você só vai assumir a liderança quando eu estiver morto”.

Engoliu em seco. Imaginou qual era a conclusão de tudo aquilo.

— Ele matou o pai.

Afirmou, e viu a velha acenar positivamente.

— Não chegou a ser uma luta real. Ele não deu ao pai chance de se defender. Foram três dias depois dessa briga. Os pais estavam dormindo, não passava das seis da manhã. Ele invadiu o quarto, com mais três amigos arruaceiros. Pegou o pai de surpresa. Ele tentou lutar, mas no fim... Acabou com uma espada transpassada no coração. Ele abriu o peito do pai, tirou o coração, e o levantou como um troféu. A mãe assistia a tudo. Enlouqueceu. Arranhou o próprio rosto com as unhas, a pele rasgou pela pressão. Mas ele gostava da mãe. Chamou um médico, pediu que cuidassem dela.

— Ela ficou boa?

— Não. Foi encontrada cinco dias depois, com o pescoço amarrado em uma corda e os pés suspensos. ‘Se matou.

Algumas lágrimas caíram. Ela levou as mãos para limpá-las, mas seu rosto doeu pelo tapa dado mais cedo.

— Mas ninguém nunca ficou sabendo de nada? Nós já tínhamos ouvido que ele não era muito... Gentil, mas nada como isso.

— Não. Tudo foi abafado. Alguns garotos achavam incrível o que ele fazia. O admiravam. E ele foi montando um grupo. Foi ganhando a “admiração” dos filhos dos principais líderes dos clãs. Aos poucos foi incitando que eles pegassem a liderança para eles, e todos eles, uns de um jeito, uns de outro, tiraram os pais do poder. Assim Amegakure foi unificada. Todo o poder na mão dele. As outras vilas nunca ligaram muito para Ame, então ele foi fazendo tudo isso por de baixo dos panos, ao poucos. Foi limpando sua reputação, matando os mais velhos que sabiam o que ele havia feito... Enfim, foi se tornando um exemplo de líder. Alguns até se revoltaram contra ele, mas todos acabaram mortos. Ele é um homem sem escrúpulos, então, eu repito. Não o contrarie. Ele não vai nem cogitar não te matar. Vai o fazer assim que tiver a oportunidade.

— Eu sempre pensei que a senhora me odiasse.

— Não odeio. Mas trabalho para Raioko, e as ordens dele são “fale o menos possível”. E eu o faço. Sei quais são as consequências para quem o desobedece.

— Por que ele manteve você? Digo... A senhora disse que ele matou todos os anciãos, todos que o conheciam desde pequeno. Por que manteve a senhora?

— Pode parecer que não, mas Raioko sofreu muito quando encontrou a mãe morta. Ele realmente tinha um sentimento por ela, talvez não amor, mas o mais próximo que ele possa sentir disso. Ele se apegou muito a mim depois. E claro, eu tentei me afastar. Mas eu tinha um filho, Kenji. Era um menino doce, da idade de Raioko, e eu tentava mantê-los afastados o máximo possível.

— Raioko ameaçou seu filho.

Viu-a acenar positivamente.

— Sim, um dia eu fui fazer compras, as últimas. Estava pronta para pedir demissão e recomeçar minha vida em outro lugar, talvez mudar de vila, não sei... Quando cheguei meu filho estava preso em uma cadeira. Ele não era ninja. Estava morrendo esgotado, com vários cortes pelo corpo. Eu entrei em pânico, gritei tanto que achei que fosse perder a voz.

Mas era uma visão, um genjutsu, como vocês chamam. Nele, Raioko me mostrou todas as coisas terríveis que poderia fazer com o meu filho. E então, eu fiquei. Mas... Raioko se aproximou do meu filho para mostrar que tinha poder sobre ele, viraram amigos. Ele colocou meu menino no treinamento ninja. Já tinha passado da idade, mas ainda sim conseguiu aprender um pouco as coisas. Virou o braço direito de Raioko. O ajudava a administrar as coisas da vila, era bom nisso. Foi ele quem ajudou Raioko a mostrar para as outras vilas que Amegakure tinha crescido, bem, nós duas sabemos que só aparentemente. Foi ele quem redigiu a maioria dos acordos de Ame.

— Parece um homem inteligente.

— Sim, mas não me orgulho disso. Ele deixou-se corromper por Raioko. Pelo seu ódio, sua inveja, sua ira. Quase não nos víamos mais. Ainda sim, eu me sacrifiquei, fiquei aqui, acatando as ordens de Raioko, porque sabia que, o dia que eu dissesse não, ou que contasse a alguém sobre seu passado, ele não pensaria duas vezes antes de matar meu filho.

— Eu... Desculpe minha intromissão, mas a senhora fala do seu filho no passado. O que aconteceu com ele?

— Foi morto.

— Por Raioko?

— Não, foi morto ontem.

— Na revolta?

— Não exatamente. Na torre do Amekage.

Colocou as mãos na boca tentando evitar o grito de horror. A senhora pareceu perceber seu desespero.

— Fuji-san, eu—

— Eu sei que foi você, menina. Quando saiu a noite no meio da revolta, eu subi até o quarto de hóspedes e acompanhei tudo pela janela. Vi quando entrou na torre, e vi quando meu filho entrou alguns minutos depois.

Não. Não. Não.

O que eu fiz?

O que eu...

Fiz?

Algum tempo depois Raioko mandou que me avisassem que meu filho tinha sido morto. Acharam que ele tinha caído da escada, mas depois viram que ele tinha sido enforcado.

—Fuji-san, eu não sei nem como te pedir—

— Não peça nada. Foi melhor assim.

As lágrimas escorreram dos dois rostos. Do dela e do de Fuji.

— Eu não fazia ideia, eu não—

— Está tudo bem garota. Meu menino tinha se tornado um homem deplorável. Tão ganancioso e ruim quanto Raioko. E eu sei que é horrível ouvir uma mãe dizer isso, mas eu prefiro assim, prefiro que meu filho esteja morto a estar disseminando maldades por aí. É claro que essa dor nunca vai sair de mim. Eu vou me lembrar dele quando acordar, e quando for dormir, vou continuar chorando o seu luto pelo resto da minha vida, mas está tudo bem.

— Fuji-san, eu sinto tanto, eu...

O que eu fiz?

Que preço é esse a se pagar?

Meu deus.

Meu deus.

Meu deus.

A que preço...?

— Não se culpe. Meu filho colheu o que ele plantou. Ele não teve muitas alternativas na vida, mas nós sempre podemos dar um jeito quando queremos. Ele não quis. Eu não quis. Eu pequei mais do que deus será capaz de me perdoar. Eu estive trabalhando para um homem insano, sanguinário e terrível.

— Você não teve escolhas, você não...

— Sempre temos escolhas.

Eu sei, eu mesmo disse isso a Sasuke...

— O problema é: qual o preço das nossas escolhas? Qual o preço dos nossos erros?

Eu não sei.

Eu não sei.

Eu não...

Notas finais
Pelos comentários acho que a Tsunade enganou mais pessoas além do Raioko! Haha! Nesse capítulo tivemos explicações do porquê a Tsunade não entrou em uma luta com ele, e também nem o Naruto ou Sasuke. Em breve saberemos mais sobre esses acordos pós-guerra. Também soubemos um pouquinho sobre o passado (sombrio) do Amekage. Espero que tenham gostado! Beijos! . Leia também: Para chorar: https://fanfiction.com.br/historia/747778/Cartas/ Para se fortalecer: https://fanfiction.com.br/historia/707679/Pedacos/ Para sorrir: https://fanfiction.com.br/historia/370192/Olhos/ . Promíscuos será atualizada em breve. Ela não é do seu casal favorito, mas eu garanto: satisfação garantida, ou o seu dinheiro de volta: https://fanfiction.com.br/historia/686745/Promiscuos/