Entre Sombras
14 CAPÍTULO 14: A conversa nos aquece
Notas iniciais
Entre Sombras
Escrita por Coffee
CAPÍTULO 14: A conversa nos aquece
— Eu odeio teias de aranha! E lugares escuros! E—
— Oh, por favor, pare de reclamar e ande logo! Quanto mais rápido a gente andar mais depressa chegaremos ao bar. Preciso beber para poder suportar você.
— Eu ainda não me conformo. O que diabos eles tinham para conversar que não podiam falar na minha frente?
— Você é realmente tão idiota ou só finge? Você realmente não notou o olhar e o clima durante toda a noite?
— O quê? O que você está insinuando? Que o teme e a Sakura-ch—
— Exatamente. Não é bem conversar que eles queriam...
— Você só pode estar brincando com a minha cara. A Sakura-chan é casada.
— Bem... Pelo o que eu ouvi... Parece que ele não é o marido do ano...
A voz do homem tubarão saiu ainda mais irônica do que esperava.
— Mas...
O loiro passou algum tempo pensativo o que fez com que Suigetsu estranhasse.
— Sabe... Você sempre foi tão a favor de unir os amigos que eu achei que você fosse ficar feliz.
— Eu fico feliz de saber que eles se entenderam... Mas isso é perigoso.
— Por quê? Você acha que o Sasuke não gosta o suficiente dela?
— Não, não é isso. Eu sei que o teme gosta dela, até demais. E esse é o problema.
— Devo admitir que agora quem não entendeu fui eu.
— Uchihas. Uchihas amam demais...
— E?
— E agora o teme é um kage. E a Sakura-chan casada com outro. E isso pode causar uma nova guerra no mundo shinobi.
— Bom... Vamos torcer para não chegar a tanto. Embora eu ame guerras.
— Estúpido.
— Você? É mesmo.
— Oh por favor, cale a boca!
♣
Ele ficou mudo nos primeiros minutos.
— Digo... Durante todos esses anos... Por que nunca me procurou?
Sakura cruzou os braços e limpou uma lágrima que insistiu em cair.
— Nunca me mandou uma carta... Nada... Você... Agiu como se eu não existisse.
— Não diga isso.
— Isso o quê? Que você agiu como se eu não existisse? É a verdade.
— Não. Não diga isso Sakura.
Eu sempre pensei em você.
Em cada hora, em cada minuto, em cada segundo.
Seu sorriso e suas lágrimas nunca saíram da minha mente...
— Bom, é assim que eu me senti todos esses anos. Esperando uma iniciativa sua, uma conversa, uma carta, um sinal, qualquer coisa.
— Eu queria, eu—
Eu tentei...
— Queria? Sabe, na vinda para cá eu me peguei pensando nisso. No motivo de você se aproximar de mim justo agora, quando eu estou casada e—
— Não diga que está casada.
— Essa é a verdade! Eu estou casada! Com outro homem! E porque justo agora voc—
— Eu queria. Durante todos esses anos. Eu escrevi milhares de cartas, mas todas elas acabavam no chão do escritório.
Nenhuma era boa o suficiente para alguém como você.
Mais lágrimas escorreram.
— Por quê?
— Eu não podia...
— Não podia o quê?
— Exigir alguma coisa de você. Depois de tudo que eu fiz quando jovem... Eu não tinha o direito de exigir nada de você. Entenda, eu sou um kage agora. Uma vila inteira e milhares de pessoas dependem de mim, das minhas decisões. Eu passo mais tempo em uma sala rodeado de pergaminhos do que na minha própria casa... Eu não podia arrastar você para isso. Não podia voltar para Konoha, mas não podia pedir para que você viesse para cá. Sei o quanto gosta daquela vila.
— Acho que isso deveria ser uma escolha minha, não?
Sim, sim.
Mas eu mereço isso?
Mereço você?
Mereço seus sacrifícios?
— Sim, agora eu vejo isso, mas... Antes tudo em que eu podia pensar era na vila, nas pessoas que estavam estraçalhadas aqui tanto física quanto psicologicamente. Eu não podia abandoná-los.
— Você não precisava! Bastava uma carta! Um convite! Qualquer coisa! Podíamos ter resolvido isso de algum modo, podíamos...
— Eu sei.
Eles passaram algum tempo se olhando. As lágrimas pingando do rosto dela, e uma expressão pesada no dele.
— Você gostava de mim?
A minha vida inteira.
Desde que te conheci naquele parque em um dia nublado.
E você sorriu para mim.
E iluminou o mundo inteiro.
Acenou positivamente, as palavras engasgadas na garganta.
— Sempre.
Ela descruzou os braços, deu meia dúzia de passos pela sala.
— Você deveria ter me dado o direito de escolha. Nesse quesito você não foi diferente de Raioko.
— Não diga—
— É exatamente isso!
A voz dela subiu dois terços.
— Eu abandonei você e Naruto, eu lutei com vocês, eu quase... Eu quase te matei...
Eu quase te matei.
Justo você.
Tão doce tão imaculada...
Minha loucura quase te matou...
As palavras saíram saltadas, mais altas do que esperava e mais desesperadas também.
— Eu quase... Eu quase te matei... Eu... Eu não podia voltar depois de todo esse tempo e pedir para que você ficasse ao meu lado, para que você mudasse de vila para ficar comigo, eu não tinha esse direito eu não—
— A escolha deveria ser minha! Se você gostava de mim como diz... A escolha deveria ser minha.
— Eu sei. Eu errei mais vezes do que gostaria, e mais vezes do que você poderia perdoar. Eu errei. Errei por não ter voltado, por não ter ido atrás, errei por não ter te ajudado quando você precisou...
A médica sentou no sofá, os cabelos entre as mãos.
— Por que agora? Por quê?
— Porque eu te vi.
Porque eu te vi.
E o sentimento me inundou novamente.
Tão forte...
Porque eu vi esses seus enormes olhos verdes.
E eles me deixaram de joelhos como fizeram a vida inteira.
— Nós não tínhamos mais nos vistos... Eu... Acho que se tivesse visto antes o resultado seria o mesmo. Eu não podia...
— Não podia suportar ficar tão perto e não tocá-lo. — Foi ela quem completou sua frase.
Acenou positivamente.
— Eu sei que te decepcionei. Que—
— Você me quebrou, Uchiha Sasuke. Tantas e tantas vezes...
— Eu sinto muito, eu—
— Você é estúpido Otokage-sama. Não importa se é um gennin, jounnin, sannin ou um kage. Você é estúpido. Tão cheio de erros e tão cheio de pecados que eu não sei como você consegue carregar todos eles.
— Sakura eu—
— Eu te perdoo.
— Sakura, não—
— Pare de me interromper. Ouça. Nós já ficamos tempos demais separados, já sofremos demais pela distância. Agora vamos aproveitar o pouco que temos juntos.
— Eu vou te tirar de lá, eu vo—
— Shh — Ela andou até ele, cinco passos rápidos — Não vamos falar disso agora.
Seus lábios se aproximaram e se tocaram. Leves.
— Eu preciso fazer minhas próprias escolhas. Nos últimos anos eu deixei que o mar me arrastasse para onde quisesse. Eu podia ter lutado, podia ter tomado iniciativa e ido atrás de você, mas eu tinha tanto medo, tantas dúvidas que não o fiz. E perdi tempo. Depois aceitei casar com um homem que eu nem conhecia para satisfazer minha função ninja.
— Você não teve escolha.
— Nós sempre temos escolhas Sasuke, só fingimos não ver...
Os lábios roçaram um no outro novamente.
— Já está na hora de eu assumir o controle da minha vida. Você não precisa se preocupar em me tirar de lá, vou fazer isso sozinha.
— A supressão de chakra, ela—
— Eu vou pensar em algo...
— Não posso suportar a ideia de deixar você voltar para lá.
Os braços finos circundaram seu pescoço o trazendo mais para perto.
— No momento eu estou aqui.
Uma das mãos pequenas pegou a sua e a encaixou na cintura fina.
— Me toque.
E ele tocou, uma carícia leve na cintura, outra em círculos na lateral dos seios.
— Me beije.
E ele beijou, segurando a nuca dela, puxando levemente os fios róseos e colando seus corpos.
— Me faça sua, Otokage.
A mão suave emaranhou-se nos fios negros e puxou-o ainda mais em direção a ela.
Quente.
Tudo que ele queria era levá-la para sua cama no andar de cima.
Mas sabia que os guardas do lado de fora notariam a mudança de altitude dos chakras e estranhariam o que os dois estavam fazendo sozinhos no andar de cima da sua casa.
Então se contentou em arrastá-la até a cozinha.
Tchigo já havia limpado tudo do jantar e provavelmente já tinha ido para sua casa. Andou até o balcão e foi para cima dele que impulsionou o corpo pequeno de Sakura.
Ela abriu as pernas para acomodá-lo entre elas, e ele desceu os beijos dos lábios para a lateral do pescoço pálido.
A médica gemeu quando sua boca chegou até um dos seios, ainda coberto pelo tecido.
Lentamente, desfez o nó que prendia o vestido acima do pescoço. O tecido desceu levemente até a cintura, repousando ali. Ele acariciou o seio, agora exposto, primeiro com a boca, depois com uma das mãos.
— Por favor... Não tenho muito tempo.
Sakura remexeu, aproximando seus corpos, ansiosa por outro contato.
Foi ela quem passou o vestido pela cabeça, ficando apenas com a calcinha de renda branca.
— Me faça sua, Otokage.
Ela repetiu, lançando um arrepio por toda a sua coluna.
As mãos pequenas foram até a sua calça, abrindo o botão, e depois o zíper. Suas bocas se encontraram em um beijo.
Ergueu-a um pouco, livrando-se da peça branca, e desceu as mãos até sua intimidade. Estava molhada, ansiando por ele.
A rosada gemeu quando seu dedo pressionou seu ponto de prazer, fazendo-a querer mais contato. Ele queria estender aquele momento, fazê-la gemer ainda mais por ele, mas eles não tinham tempo o suficiente.
Então se contentou em tirar a calça seguida da cueca, e se posicionou entre as pernas torneadas.
Foi ela que veio mais para frente do balcão fazendo seus sexos se encontrarem.
Os dois soltaram um muxoxo de prazer e prenderam a respiração enquanto ele a penetrava.
Carne na carne.
O interior dela se abrindo para ele, e apertando-o ao mesmo tempo.
Porra.
Porra.
Porra.
Ele soltou a respiração quando estava totalmente dentro dela.
Quente, apertado.
Ele se moveu uma vez.
Duas vezes.
Três vezes.
Saiu totalmente e entrou de novo.
— Mais.
Ela pediu, e ele atendeu.
Os movimentos ficaram mais rápidos. E ele continuou a arrematar ali, até que ela resfolegou de prazer, suas partes íntimas formigando, enviando aquela onda de prazer por todo corpo.
Chegaram ao ápice juntos, suados.
Não falaram nada no primeiro momento. Permaneceram nos braços um do outro. Em um semi abraço, ela encostada-se a seu ombro, ele com uma mão na sua cintura e outro no balcão da cozinha que usara como apoio segundos atrás.
— Eu vou embora amanhã.
Foi tudo que ela disse.
— Já? Por que não contou?
Ela não respondeu, afastou-se do seu ombro, encarando-o com os olhos verdes.
Algumas lágrimas pingaram.
— Espero poder te ver em breve.
— Não vá. Fique aqui. Eu posso te proteger, eu—
— Eu preciso ir. Preciso dar um jeito de ajudar aquelas pessoas. De tirar aquele homem do governo da vila.
Ele não rebateu. Sentia o sentimento de lealdade que tinha com o seu povo, e devia respeitar o dela.
Sakura se moveu, pegando seu vestido e vestindo-o pela cabeça. Depois foi até o banheiro, estava suada e sua trança quase desfeita.
Quando saiu estava intacta. Do exato modo em que chegara ali.
— Tenho que ir.
Acenou positivamente.
Ela andou até ele, o deu um beijo suave nos lábios, e partiu.
Parecia que ele tinha perdido uma parte de si.
♣
Logo que o sol nasceu ela compareceu a duas reuniões e antes do almoço já estava partindo de volta para Amegakure. O Exame Chunnin mal havia começado, mas tudo que ela pôde fazer foi deixar um dos seus “seguranças” com os alunos, e partir rumo à aldeia da chuva.
Raioko havia sido bem direto, dizendo que ela deveria voltar imediatamente.
Os chefes das vilas com quem ela tinha negociado nas reuniões não esconderam seus descontentamentos com Amegakure. Além de insultá-la por ser mulher e não estar a “altura de negociar” (ela teve que se impor e ralhar com eles o suficiente para mostrar que ela estava sim, a altura deles) eles também a encheram de perguntas sobre como ia a vila, as importações e tudo mais.
Estavam desconfiados.
Algo muito sério estava acontecendo e ela já imaginava o quê. Provavelmente as revoltas devem ter continuado, e tudo que ela queria era chegar logo lá e ajudá-los a tirar Raioko do poder, embora não soubesse exatamente como.
No tempo que passou na aldeia do som ela tentou (inutilmente) se livrar da supressão de chakra. Tentou com água quente (e quase se queimou), tentou com água fria, com ervas, com pomadas, com armas ninjas, mas nada era o suficiente para abrir o fecho.
Tentou até mesmo com o próprio chakra, mas não importava o que fizesse ela não conseguia controlá-lo.
Então, chegou mais cedo para as reuniões e deixou, em baixo da bandeja que tinha combinado com Naruto e Sasuke as provas que tinha encontrado e também uma carta para Tsunade, que ela esperava que o Otokage enviasse para ela.
Sua shishou estava viajando com Shizune, elas viviam por aí, coletando plantas, estudando suas propriedades, estudando e descobrindo novas ingredientes para a medicina. E claro, bebendo muito sakê.
Ela era sua última esperança. Que Tsunade já tivesse vivenciado algo assim e soubesse como auxiliá-la a livrar-se da “coleira”.
É claro que precisaria dar um jeito de se comunicar com Sasuke ou até mesmo Naruto para saber se ela havia respondido a carta, mas nisso pensaria depois.
O Hokage havia dito que tentaria colocar algum infiltrado em Ame, mas ela não sabia se com essas revoltas essa manobra ficaria mais fácil ou mais difícil.
Perambulando rumo a sua nova casa, com os seguranças de seu marido a tiracolo, ela vivia com a cabeça nas nuvens.
Ou melhor, em Otogakure.
Não conseguia parar de pensar em Sasuke. Na conversa, no toque, no sexo.
Como ela podia se concentrar em qualquer coisa depois daquilo?
Inferno.
Ainda sim sabia que tinha que controlar seus pensamentos. Precisava manter a mente limpa e clara, calcular com cuidado os seus próximos passos, pensar com precisão tudo que faria quando chegasse à vila oculta da chuva.
♣
Havia fumaça.
Muita fumaça.
O fogo parecia ter se extinguido, mas a densa fumaça negra permanecia pairando sobre a vila. Mesmo com a chuva grossa.
Ela não viu Raioko.
Mas havia um corredor de pelo menos onze pessoas mortas logo na entrada principal da aldeia. Estavam mortas a não mais que três horas, porque os corpos ainda não tinham entrado em decomposição.
Sakura tentou agachar-se ao lado deles, ver se ainda havia algo que pudesse fazer, alguém que pudesse salvar, mas um dos funcionários de Raioko a agarrou pelo braço e a encaminhou para casa.
Apenas Fuji estava lá.
Tinha os olhos arregalados, as mãos tremiam. A senhora fez uma mesura assim que ela passou pela porta (ou foi empurrada pelos capangas).
Quando notou que os dois tinham ido embora, com um aviso de que ela devia permanecer em casa, ela voltou-se para a mais velha.
— Fuji-san, o que está acontecendo?
Dúvida passou pelos olhos da senhora. Sua boca abriu, mas nenhum som saiu dela. Por fim ela virou as costas em direção à cozinha.
— Fuji-san, por favor, me fale. O que está acontecendo? É uma revolta?
Os ombros dela endureceram.
— Vá pro quarto, menina. E não saia de lá.
Foi a única coisa que disse antes de sumir pela porta.
A aldeia estava silenciosa, apesar da fumaça e das pessoas mortas. Ela cogitou ir lá fora e investigar, mas sabia que Raioko a colocaria para dentro assim que ela pisasse para fora da casa. Então decidiu aproveitar esse tempo em que ele provavelmente estava resolvendo os problemas da vila para procurar alguma prova no escritório.
Abriu tantos livros que perdeu a conta. Abriu todas as gavetas (tomando cuidado para manter tudo no lugar), procurou no armário e até mesmo buscou um fundo falso na escrivaninha. Mas não havia nada.
Até o papel que tinha achado aquele dia e tirado cópia havia sumido.
Raioko não deixava papéis administrativos em casa. Sabia que aquele que achara aquele dia havia sido posto ali na correria e depois ele provavelmente o levara para a torre do kage.
Sabia que era na torre que encontraria os papéis que precisava.
Mas a questão era: como entraria lá?
♣
— E aí, teme? Ela deixou os papéis?
Foi a primeira coisa que Naruto perguntou quando se viram logo pela manhã.
— Sim, deixou também uma carta endereçada a Tsunade.
— ‘Dá aí. Eu vou pedir para enviarem imediatamente. Vou mandar por um sapo. É mais seguro e rápido.
Acenou positivamente, entregando o envelope branco nas mãos do amigo.
— Esse outro vou tirar algumas cópias e grampear com os que já temos, mas como ela disse não é o suficiente.
Droga.
Precisavam de provas concretas e rápidas.
Sasuke não sabia quanto tempo conseguiria se controlar.
Quanto tempo conseguiria segurar seu insistindo de invadir Amegakure, tirar Raioko do poder a força e tirar Sasuke de lá.
— Ela disse que vai tentar encontrar mais alguma prova, mas temos que dar um jeito de pegá-las. Vou tentar enviar um infiltrado.
— Não vai ser fácil, ouvi os outros kages falando que as fronteiras de Amegakure estão fechadas, embora Raioko tenha dito que está apenas resolvendo questões internas.
— Qual você acha que é a verdade? — O loiro perguntou.
— Bom, Sakura confirmou que é uma vila sanguessuga, as pessoas vivem na miséria. Eu apostaria em uma revolta.
— É o que pensei também. Não vai ser fácil enviar alguém para lá, ainda mais agora. Mas ainda vou permanecer aqui uma semana, até a segunda fase do Exame Chunnin, vamos pensar em alguma coisa até lá.
Fez um gesto positivo com a cabeça, e observou o Uzumaki sentar-se na cadeira a sua frente. Apesar da conversa parecia incomodado com alguma coisa. E ele já imaginava com o quê.
— Fale logo, Naruto.
O loiro coçou a cabeça, remexeu na cadeira e soltou:
— Você está dormindo com a Sakura-chan?
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