Entre Sombras
12 CAPÍTULO 12: O prazer nos consome
Notas iniciais
Entre Sombras
Escrita por Coffee
CAPÍTULO 12: O prazer nos consome
Tomou um banho assim que chegou depois passou a maior parte da manhã dentro do quarto. Não queria sair por enquanto, suas reuniões seriam apenas amanhã assim como a abertura do Exame Chunnin e quanto menos tempo ela passasse na rua, melhor. Não queria dar motivos de desconfianças para os guardas que Raioko mandara com ela.
Uma hora ou outra teria que falar com Sasuke ou Naruto, entregar a carta e contar algumas coisas, então deixaria para “escapar” quando fosse realmente necessário.
Não via a hora de poder falar com eles, mas sabia que mesmo se tivessem descoberto alguma coisa ainda não poderiam fazer nada. A situação na Vila estava caótica, e ela não tinha se livrado da supressão. Se denunciassem agora seria um perigo tanto para Amegakure tanto para ela própria.
Ao meio dia pediu uma refeição no quarto, aproveitou para olhar no corredor, nenhum dos shinobis estava vigiando sua porta, mas isso não significava que eles não estivessem de olho nela.
Sentindo-se vulnerável voltou para dentro com o almoço nas mãos, andou até as janelas, fechou todas as cortinas e só depois se sentou à mesa para comer sua refeição.
Quando acabou, levou a bandeja para a cozinha, lavou-a e deixou lá, depois foi ao banheiro. Ao voltar ficou olhando alguns papéis e folheando um livro tentando achar algum modo de se livrar daquela coleira.
Na noite passada havia dito algumas ideias, e aproveitaria esse momento longe de Raioko para testá-las.
Ouviu um barulho sutil perto da porta, e quanto se virou deixou que o livro caísse no chão em um baque.
— Otokage! — Sua voz saiu uma oitava a mais do que o esperado e suas mãos voaram imediatamente ao peito.
— Ninguém me viu entrar aqui.
Ele comentou pouco interessado em seu estado de cacofonia.
— Os guardas, eles... Você...
— Os guardas estão ocupados, fique tranquila.
Teve medo de perguntar de que modo ele os havia deixado ocupados.
— As paredes, elas—
— Sakura — As sílabas do seu nome saindo pelos lábios dele fez com que um arrepio percorresse seu corpo — Você está na Vila do Som, fique tranquila, nenhum som saíra por essas paredes.
Também não teve coragem de perguntar como ele podia afirmar isso com tanta veemência. Passou o peso de uma perna para outra, incomodada e desconfortável. Estar em um mesmo cômodo, sozinha com Sasuke não fazia as coisas serem mais fáceis.
— Shikamaru descobriu que os impostos de Amegakure são absurdos e que os cidadãos trabalham mais do que deveriam. As instituições que deveriam ser públicas são todas privadas e restritas. É uma vila sanguessuga. É isso, não é?
Acenou positivamente, encolhendo os ombros no processo.
Ele passou os olhos pela sala. Havia uma mesa de madeira no centro com duas cadeiras, uma porta pequena que dava para uma cozinha com nada mais que um fogão, um frigobar e uma pequena pia. No lado oposto havia outra porta, para a suíte composta por uma cama, um guarda-roupa pequeno e uma poltrona.
Depois, voltou a olhá-la.
— Meus subordinados conseguiram reunir algumas provas. Podemos denunciá-lo hoje mesmo. A investigação ainda deve se arrastar por alguns meses, porque nossas provas não são completamente concretas, mas...
Mordeu o lábio inferior e balançou a cabeça em negativa.
— Não, ainda não.
Observou-o fechar os punhos.
— Como assim ainda não? Tem a chance de se ver livre dele, mas—
— Ainda não. Não posso.
— Seja o que for que ele esteja—
— Não. Ainda não.
Ele passou a mão pelo cabelo, seu rosto adquirindo uma tonalidade diferente de pura raiva. Seus olhos a acusavam e seus ombros ficaram duros de tensão.
Sem escolha, resolveu contar a verdade.
— Preciso de mais algumas semanas. Se ele for denunciado agora, irá me destruir. E eu não tenho como me proteger.
— Eu posso proteger você. Pode ficar aqui enquanto a denúncia é verificada.
— Que provas vocês têm?
— Alguns recibos, alguns relatos...
— Não é o suficiente. O processo vai demorar e ele vai destruir a mim e a vila antes que ele sequer chegue à metade.
— ‘Me fale como ele está prendendo seu chakra, eu posso—
— Já estou cuidando disso. Você e Naruto precisam achar provas mais concretas. Eu consegui um documento e com o tempo posso conseguir mais.
— Tempo?
Ela pensou nunca ter ouvido a voz de Sasuke tão alta.
— Tempo? Você está ouvindo o que está falando? Quer que eu e Naruto a deixemos lá por mais tempo? Não tente me tomar por estúpido, eu sei que ele te maltrata, sei que você vive um inferno lá e quando tem a chance de sair, você quer tempo?
Furiosa ela se aproximou em passos rápidos, erguendo o dedo em riste e apontando para o rosto dele.
— Está supondo que eu queira ficar lá? Como você mesmo disse eu estou vivendo um inferno! Mas não posso sair de lá agora, milhares de pessoas dependem da minha ajuda! Não posso dar as costas a todos eles assim!
— E eu não posso mais vê-la nos braços dele!
Calou-se. Sasuke nunca havia dito algo assim tão claramente. Suas bochechas tornaram-se vermelhas e ela olhou sem graça do rosto dele para o chão branco.
Logo os sapatos dele estavam em seu campo de visão e ele tocou seu rosto com a mão, fazendo-a olhar nos olhos negros.
— Entenda Sakura. Eu não sei quanto tempo mais vou suportar olhá-la ao lado dele e não fazer nada. Quantas noites mais vou ser capaz de ficar sem dormir, pensando que você está sendo maltratada, que está sendo... Que está sendo dele.
Oh Sasuke, você não enxerga?
Eu nunca fui dele. Nunca fui de ninguém mais a não ser sua...
A constatação a atingiu como um soco no estômago. O sentimento tomando-a por inteiro. Sem barreiras, sem muros, sem grades de segurança.
Por quanto tempo havia tentado negar o que sentia? Esquecer, relevar, mas era inútil... O sentimento pulsava tanto em sua mente quanto em seu coração. Ele a tomava por inteiro. Um sentimento antigo, profundo e mais verdadeiro do que seria recomendável.
Ela não negou quando os lábios dele procuraram os seus. Puxou-o pelo pescoço, aproximando seus corpos e suas bocas sedentas. Começou como uma carícia, lento, leve. Depois se intensificou. Ficou mais rápido, mais exigente, mais quente.
Ele a empurrou alguns passos para trás, até seu quadril bater na mesa de madeira. Foi ali que ele a impulsionou para cima em um movimento ágil e rápido, fazendo-a sentar-se sobre a mesa e deixando os dois em uma altura mais confortável.
Levou as mãos até a abotoadura da capa que ele usava, soltando-a com um clique. O pano negro caiu no chão em volta dos pés, deixando com que ela pudesse tocá-lo com mais facilidade.
As mãos dele percorram seu quadril, puxaram o vestido que usava para cima, deixando-o enrolado na cintura e se aventuraram por baixo da peça, desbravando sua pele, provando-a. Os lábios desceram pelo seu pescoço, trazendo arrepios para sua espinha e deixando seu interior úmido.
Irritada com o pano, puxou a camiseta dele para cima e foi ele próprio que a ajudou a tirar.
Olhou-o.
Acostumada com os tempos de gennins e até mesmo no fim da guerra, quando o viu sem camisa diversas vezes no hospital, deleitou-se com a nova visão. A barriga antes lisa ou em construção, agora era definida, dura, pele sobre músculos. O peito largo, os braços marcados pelos anos de treinamento e uma rala camada de pelos começava no umbigo e sumia pelos cós da calça.
Agora não havia nada em formação, nada de puberdade.
Era um homem.
Firme.
Viril.
Nem mesmo as cicatrizes de batalha conseguiam macular o corpo.
Ela gemeu com a visão mordendo o lábio inferior.
Foi ele quem cortou o contato do seu olhar. Aproximando-se dela encaixando-se sobre suas pernas. Ela se mexeu para frente, quase na borda da mesa, encontrando o quadril dele com o seu, os dois gemendo quando seus sexos se encontraram sobre as roupas.
A saia do vestido estava embolada em seu quadril, e as mãos dele voltaram para debaixo da peça, tocando suas costas e sua barriga, indo até a borda do seu sutiã, mas nunca tocando seus seios. Uma tortura.
— Por favor...
Ela pediu com os olhos fechados, embriagada pelos beijos quentes e as mãos fortes. Ele soltou o que parecia uma risada pelo nariz e puxou seu vestido para cima, lançando-o sob os ombros.
Com os olhos fechados, ela sentiu a boca dele sobre seus ombros, sobre seu colo, sobre seus seios. Impaciente, ela desabotoou o próprio sutiã, deixando seus seios livres. Suas preces foram atendidas quando ele amassou um dos peitos com a mão e botou a boca sobre o outro.
A língua quente rodou pelo seu mamilo intumescido, fazendo com que seu núcleo pulsasse e encharcasse ainda mais. Um gemido saiu dos seus lábios e ela jogou a cabeça para trás, absorta, uma mão sendo usada para se sustentar e a outra entre os cabelos negros, trazendo-o para ainda mais perto.
— Deliciosa.
Não passou de um múrmuro entre os seus seios, mas que a fez perder a paciência.
Abriu os olhos, levando as mãos até o cós da calça negra, abrindo o botão rapidamente. Antes que pudesse abaixar o zíper, porém, a mão dele cobriu a sua, levando-a para o pescoço dele, enganchando-a lá.
Em um impulso ele elevou-a, tirando sua calcinha molhada pelos quadris, até ela descansar nos pés pequenos. Depois a voltou para a mesa e a atenção para os seus seios.
Uma das mãos, entretanto, foi para o meio das suas pernas. Contornou seu monte de Vênus, sua virilha e passou levemente pelos grandes e pequenos lábios. Ela engasgou um múrmuro quando um dedo entrou pelas dobras, encontrando sua umidade.
Ansiosa por mais contato, mexeu os quadris em expectativa.
O dedo subiu e desceu, tocando seu clitóris inchado e depois, sua fenda. O gemido ficou sufocado na garganta quando ele repetiu o movimento, tão lento que a torturava.
— Mais—
Mais, mais, mais.
Ela ansiava aquele contato, ela precisava daquele contato. Senti-lo sobre ela.
— Onde—
A palavra saiu surpresa e cortada, quando ele pegou suas pernas, fazendo ela se enlaçar nele e levantando-a da mesa.
— Quero te ver bem aberta para mim.
Oh por favor.
Eu vou gozar só com isso.
Um som de frustração saiu pelos seus lábios e ela rebolou em seu quadril, causando uma ficção entre seus sexos que o fez ficar ainda mais duro e suspirar em seu ouvido.
No quarto, ele a deitou na cama, tampando o corpo dela com o seu. Mordeu o lóbulo da sua orelha e depois voltou às mãos para as suas pernas. Dobrando-as e colocando-as em v lado a lado do seu corpo, deixando-a em uma posição em que ela se sentiria envergonhada se não estivesse com tanto desejo.
O dedo grosso voltou ao seu ponto, mas somente exteriormente, em um vai e vem de cima para baixo, e depois em círculos entre seu clitóris e sua abertura, mas nunca entrando. Nunca deixando que ela sentisse por completo.
Em algum momento a ficção foi ficando mais forte e mais rápida e ela experimentou a sensação de formigamento, a quentura, a epifania do êxtase.
Ele riu novamente pelo nariz. Beijando sua testa suada e depois seus lábios entreabertos.
Ela ainda não se sentia satisfeita o suficiente, precisava senti-lo dentro dela. Mesmo um pouco desnorteada pelo orgasmo, ela retribuiu o beijo e voltou às mãos para a calça. Dessa vez ele não impediu que ela abaixasse o zíper e a ajudou a descê-la pelas pernas.
Livrou-se da calça, junto com a cueca, jogando ambas no chão, e suspirou ao ver o membro duro de desejo.
Por causa dela.
Por ela.
Tomou-o nas mãos, sentindo o peso e o comprimento em um toque inicialmente suave, e depois um pouco mais forte, ainda sim, leve. Fechou a mão em torno dele, fazendo-o fechar os olhos e soltar um muxoxo.
Moveu a mão para cima e para baixo, a outra foi até as bolas, massageando-as.
— Não.
Ele disse, ainda com os olhos fechados.
Pensou que tivesse algo errado, mas a expressão dele era de prazer, então, continuou.
— Não — Ele repetiu novamente, tirando suas mãos dele e colocando-as sobre a cabeça, prendendo-as ali.
— O que—
Ele roçou seus lábios nos dela e depois o lóbulo da sua orelha foi mordido novamente, a boca sugou mais uma vez seus seios, e depois o membro quente e pesado foi posto sobre a sua entrada.
Com a ajuda da mão, ele levou a cabeça do membro para cima e para baixo, molhando-o com a sua umidade e torturando-a ainda mais.
— Por favor...
Ele tirou suas pernas da posição inicial, deixando-as abertas ao lado do corpo e se aproximou mais. Levantou uma perna recém-posta sobre o corpo dele, puxando o quadril para baixo em direção do seu.
— Olhe.
O moreno disse, como um pedido para que ela assistisse aquilo.
Atendeu, mantendo os olhos abaixados, enquanto via e sentia-o deslizar para dentro dela em um movimento lento e continuo.
Chiou baixinho tanto pela visão quanto pela sensação. Era incrível.
Ele resfolegou quando estava totalmente dentro dela, o suor reapareceu em sua testa e seus ombros, e ele debateu uma mão, tirando-a do lençol e colocando-a sobre o quadril dela, exercendo uma pressão ali.
A médica também levou as mãos para ele, tocando o quadril dele e os aproximando mais, enterrando-o ainda mais dentro dela e a outra voou pelas costas fortes.
O primeiro movimento a preencheu e a arrebatou.
E veio com a certeza de que precisava de mais.
— Porra.
Ele soltou, movendo-se dentro dela em um vai e vem. Os seus quadris se moveram com os dele, em ritmo lento, depois rápido, tentando ao máximo atingir o prazer.
Alguns arranhões foram feitos pelo corpo do kage, suas bocas se encontraram, mas eles não conseguiam nem ao menos se beijar naquele momento.
Nenhum deles durou muito tempo. Ela veio primeiro, não aguentando mais olhar, jogando a cabeça para trás, fechando os olhos e segurando o quadril dele forte com uma mão e arranhando seus ombros com a outra.
Depois foi a vez dele. Sentiu-o inchando ainda mais dentro de si, então, arrematou com uma estocada ainda mais funda. Foi quando ela fechou as paredes ao redor do membro dele que ele gozou forte e quente.
Céus.
Céus.
O gemido estava engasgado. Um múrmuro saiu dos lábios dele, antes que ele saísse de cima dela, jogando-se ao seu lado.
Passou as mãos moles pelos cabelos cor-de-rosa, sentindo o suor da testa e o cansaço a abatendo.
Como é possível?
Nunca havia sentido nada igual, nem ao menos parecido. Já tinha sentido prazer com dois ou três caras com quem já tinha dormido quando mais nova, enquanto tentava (inutilmente) esquecer Sasuke após saber que ele havia entrado para Akatsuki.
Mas nada tinha sido como aquilo.
Tão forte, tão intenso.
Tão arrebatador.
Suas pernas estavam moles, tremendo e formigando como se tivesse corrido quilômetros sem parar.
E o seu fôlego ainda não tinha voltada ao normal. Seu coração retumbava tão forte no peito que ela pensou que a vila inteira poderia ouvir.
Nunca alguém tinha a tocado daquele modo.
Os homens tinham receio de tocá-la, alguns eram leves como plumas, com medo de machucá-la, e outros fortes demais que realmente a machucavam. Os adolescentes de antes tinham medo de fazer algo que ela não gostasse, um até chegara a dizer uma vez, quando ela pediu que fosse mais forte que um soco dela doía muito e ele não iria arriscar.
Outros como Raioko eram tão brutos que a machucava.
O Otokage não. Sasuke não tinha medo de quebrá-la, ele parecia saber os seus limites, os seus desejos, as suas necessidades. Era bruto no modo certo, a dava um prazer sem igual, mas nem ao menos chegava perto de machucá-la.
Suspirou.
O silêncio preencheu o cômodo. Suas respirações pesadas podiam ser ouvidas, mas nada mais.
Ficaram assim por quinze ou vinte minutos, até ele mover-se e sentar nada cama.
— Tenho que ir. Seus guardas logo voltarão.
Acenou positivamente, mesmo que ele estivesse de costa e não estivesse vendo. Observou-o levantar e andar até os pés da cama, pegando a cueca e a calça. Ele vestiu-as rapidamente em um único movimento.
Sem graça ela esperou que ele fosse para a sala para se levantar e escolher uma peça aleatória pelo chão, um short e uma blusa que foram vestidos sem roupa íntima.
Quando chegou a sala ele já vestia a blusa e segurava a capa na mão.
— Tenho uma reunião agora. Tentarei marcar alguma reunião entre Naruto, você e eu sem os seus guardas para discutirmos sobre a denúncia.
Ela ficou decepcionada com a presença de Naruto, embora adorasse o amigo ela gostaria de ficar mais tempo a sós com Sasuke.
Ele pareceu perceber e parecia prestes a dizer algo, mas mudou de ideia.
— Preciso ir logo ou não conseguirei sair daqui.
Sorriu sem graça.
Ajudou-o a vestir a capa e caminhou com ele até a porta do apartamento.
Eu amo você.
Ela quis dizer, mas nada saiu além de um sorriso e um beijo casto.
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