Entre Segredos
1 1- Caso Casanova
Notas iniciais
Caso Casanona
O frio de inverno chegara mais cedo em Washington. Era quase 19:00 horas e o transito começava a se dispensar. Kyle Craig seguia pela rua K com a C. Se permitiu um sorriso irônico com a coincidência das inicias de seu nome, mas logo sua expressão voltou a ficar seria por causa da geada que entrava pelo capacete. Suas mãos quase congelavam, mesmo estando calcadas com luvas. A jaqueta por cima do suéter de lã não esquentava em nada. O que o mantinha ativo era a raiva e a vontade de chegar logo em casa.
Criava em seus pensamentos diversas imagem macabras. Desde pequeno tinha muita imaginação.
De repente, do nada, sem motivo, se lembrou do dia do seu casamento. Ali, esperando no altar, até parecia um homem normal. Por um breve momento sentiu uma felicidade verdadeira, principalmente quando a noiva entrou à igreja.O vestido branco era simples, um exigência dela, mas ainda se podia ver a pequena saliência que se formava em sua barriga.
Foi uma cerimônia rápida, sem muitos luxos, porem inesquecível.
Kyle sentiu um arrepio, como os de quando beijava sua mulher, e naquele momento tivera a sensação como se os lábios dela tocassem os seus. Mas o instantâneo momento de prazer se acabou quando Kyle voltou a si. A moto seguia sem rumo, mas com agilidade a controlou antes que ele se chocasse com um rapaz que atravessava a rua.
A moto parou atravessada. O sangue ferveu nos nervos de Craig, mesmo sabendo que ele estava errado.
—Cara, você é maluco?-Tirando o capacete teve melhor visão do sujeito. A luz fraca só o permitiu um vislumbre de sua face.
Era um garoto de pouco mais de 17 anos. Cabelos loiros compridos emolduravam seu fino rosto e destacando os olhos azuis. Quase uma replica perfeita de Kyle Craig na adolescência.
Um arrepiou percorreu pelo corpo de Kyle, o deixando paralisado por alguns segundos.
O rapaz olhou o agente do FBI nos olhos, e sem seguida se pôs a correr. Kyle não entendeu o motivo do medo, mais logo percebeu a Beretta a mostra na cintura. Voltou a dar partida na moto com aquele pensamento que o incomodava.
Não podia ser ele. Não ele.
Chegou em casa pouco mais das 20:15. Deixando se desinibir pelo aconchego de casa, poi-se a se despir. Tirou a camisa molhada, pela chuva que o pegara de surpresa na porta do prédio; a calça caqui, que deixou caída no corredor mesmo; e somente em trajes íntimos adentrou o box do banheiro. Meia hora depois, se encontrava deitado em sua cama.
O que mais queria era poder dormi uma noite inteira, o que não fazia a cerca de uma semana. O sono veio como uma nevoa,embalando-o na calmaria... Antes da tempestade.
O telefone tocou.
Ao atender, Kyle deixou escapar um suspiro ao reconhecer a voz calma que prosseguia:
—Encontramos mais outro corpo. Precisamos de você aqui- Jack Morgan parecia jamais dormi.
Casanova estava de volta em ação.
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