Entre Segredos

2 Relação perdida


Notas iniciais
Oi. Eu sou nova aqui. Gostaria de que quem lesse esse capitulo ou até o anterior desse sua opinião. Se esta bom,ruim, se deve acrescentar algo. Não me importo com as criticas. Agradeço desde já.

Jack Morgan

Jack já havia chegado à cena do crime.

Esperava que sua equipe de peritos aparecesse para que ele pudesse trabalhar na investigação propriamente dita. Embora a Private- Agencia Internacional de Investigações, tivesse um dos melhores equipamentos de pericia, a agencia particular não poderia participar da investigação de um crime, a menos que fosse-lhe solicitado seus serviços, como era o caso de Casanova, onde o FBI, a policia metropolitana juntamente da Private trabalhavam em parceria.

Com as mãos no bolso, por causa do intenso frio, Jack colocou-se a andar na rua. Identificou-se a um policial baixote e mal humorado, com a credencial que lhe permitia a passagem.

A pequena rua que ficava entre duas grandes avenidas da cidade, e que vez ou outra era usada como escape do transito intenso por taxistas, estava interditada em ambos os lados. Os giroflex das viaturas refletiam luzes vermelhas e azuis nas janelas dos prédios, e podiam ser vistas a quilômetros de distancias. Alguns curiosos e repórteres se empurravam frente à linha de isolamento, como se tudo não passasse de um show.

Jack notou o tumulto aumentar, quando dois carros, uma BMW azul-marinho e um Porsche prata, estacionaram ao lado de sua Lamborghini azul. Em seguida dois homens desceram, ambos de óculos escuros. O loiro, cujo cabelo reluzia a luz do luar, era Kyle Craig do FBI; E Alex Cross, um pouco mais alto que o agente, um negro bem afeiçoado, era detetive da policia metropolitana.

Os fleches de maquinas fotográficas explodiram quando o trio se encontrou, apertando as mãos.

—Se soubesse que seriamos as celebridades aqui, teria colocado meu blazer de Cashmere. — Jack mantinha seu humor altíssimo mesmo em meio a tanto problemas. Ao arrancar algumas risadinhas dos amigos, se colocaram a atravessar o labirinto de policiais, agentes do FBI, assim como seus carros espalhados desordenadamente em pouquíssimo espaço.

—Espero que valha a pena ter vindo aqui. -Com a cabeça baixa para se proteger do vento, Kyle tentava seguir o mesmo ritmo dos demais- Sabe ha quantas noites não durmo com minha esposa por causa de suas ligações Jack.

—Você não é casado Kyle. Deixa de inventar coisas. -Alex diminuiu o passo sendo imitado por Jack.

—É tentando que se achar né. Ou pensa que fico esperando ela cair do céu?- Com um sorriso malicioso Craig olhou para o alto do prédio, de onde supostamente a vitima Margaret Johnson havia sido jogada.

— Você não presta sabia. O que fez com sua primeira mulher- Jack já tinha notado há tempos a marca da aliança no dedo da mão esquerda do colega do FBI , mas nunca tivera coragem nem oportunidade de perguntar.

—Ela queimou meu filé com fritas, então dei um tiro nela e a matei. — A voz de Kyle saiu áspera e com desinteresse, provocando olhares perplexos sobre ele- Brincadeirinha pessoal. Casei muito novo. Certo dia ela fez as malas e foi embora, sem ao menos dizer “foi bom enquanto durou” ou “você caiu na minha. Só me casei pra arrancar seu dinheiro”.

— Ela fez uma boa escolha. Em falar de mulheres, olha quem vem ali.- Alex apontou para uma mulher alta esbelta em seus trinta e poucos anos.

Justine usava seu habitual terninho, este na cor vermelho claro, contrastando com seu batom e os cabelos negros presos em um rabo de cavalo. Olhos achocolatados de felinos como Jack os descrevia. Durante dois anos Jack e Justine formaram um casal feliz, mas depois de muitas separações e reconciliações, estavam definitivamente amorosamente afastados, embora Justine trabalhasse na Private, e Jack sentia certas fagulhas se reacenderam toda vez que estava próximo a ela.

—Vai lá garanhão.- Kyle Craig com o cotovelo empurrou Jack Morgan em direção da mulher que se aproximava. Mas ao perceber a presença do próprio, ela desviou o caminho.

Jack a observou conversar com uma policial jovens para o cargo, algumas vezes seus olhares se encontraram, mas nada mais que isso. Voltou-se para um carro próximo. Olhando-se no reflexo do vidro, tentou imaginar o que havia de errado com ele. Era um homem muito bonito. Cabelos loiros escuros, olhos cor de avelã, atlético, educado e todas as qualidades que chamassem a atenção das mulheres. Fosse o que fosse que afastava Justine, não era suas feições holiudianas, e sim seu interior.

Justine era psicóloga, e Jack introvertido ao extremo.

Alguns minutos depois, os três estavam a examinar a cena do crime.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.