Entre O Céu E O Inferno
5 Capítulo 5 Uma visita inesperada
Notas iniciais
Desculpem eu ter desaparecido sem deixar sinal de vida, quero agradecer a todos que estão lendo minha fic e pedir encarecidamente um pouco de paciencia, minhas aulas na faculdade voltaram com força total e os professores estão achando que vivemos em função deles. (desabafo da autora)
Esse Capitulo vai para todos os meus docinhos.
Aos fantaminhas que tem medo de se apresentarem, deixem pelo menos um oizinho!!!
Agora ao que interessa: Uma visita inesperada
5-Uma visita inesperada
Tomei um banho morno, pois a manhã estava fria, o cheiro de Bella foi saindo de meu corpo e senti falta dela na mesma hora, era como se ela estivesse colada a mim enquanto estive com seu perfume em minha pele, agora sentia uma solidão tão grande, da próxima vez, faria que tomássemos banho juntos, talvez assim fosse menos dolorido.
Olhei meu ferimento, estava estranho, não era a aparência da qual estava acostumado, parecia um pouco mais avermelhado, perguntei-me se deveria mostrar a Carlisle, mas não tinha sangue, não doía, somente os pontos repuxavam um pouco, mas poderia ser pelo esforço da noite passada, não me permiti lembrar a noite passada, senão não sairia do banheiro hoje, eu já deseja Bella novamente.
Quando cheguei à mesa para o café, todos já estavam comendo, me servi de um xícara de café preto e alguns pãezinhos.
- Bom dia Edward, dormiu bem? — Alice me perguntou cheia de malicia.
- Bom dia Alice, com um anjo, digo, como um anjo.
- Vai comer só isso, precisa se recuperar, vai que esse tal anjo resolve dormir com você novamente?
- Tenho certeza que esse anjo dormirá comigo todas as noites que ela bem entender.
Bella tomava seu café com a cabeça baixa, mas se podia ver suas bochechas corarem com nossa conversa.
- Sabe Edward, há uma certa bailarina que não dormiu em seu quarto, ela está tentando me convencer que estava no banheiro quando fui procurá-la, será que ela se enganou de banheiro e de quarto também?
Bella estava corando cada vez mais com as perguntas de Alice.
- Se essa certa bailarina se chama Bella, ela não errou nem de quarto, muito menos de banheiro, ela dormiu no quarto certo, no meu, que é onde a partir de ontem ela passou a dormir, então faça o favor de pedir para um dos empregados levar as coisas dela para lá que depois arrumaremos em meu closet.
- Está vendo Bella, não é tão difícil assim contar a verdade pra mim, agora eu quero detalhes dessa noite. Agora!!!
Bella levantou a cabeça, encarou Alice e disse com toda autoridade:
- Eu nunca te pedi detalhe das suas noites, então por que tenho que te dar detalhes da minha?
- É que me parece que a sua foi mais intensa, se é que me entende.
- Entendo perfeitamente, mas quer saber Alice, não vou contar porque já estamos atrasadas o Studio pode ainda pertencer a minha família, mas isso não me garante a vaga na escola Bolshoi.
Como? O Studio era de Bella? Fiquei surpreso com essa revelação.
- Desde quando o Studio é seu amor?
- Renée comprou o Studio, porque iriam fechá-lo por falta de verba para reforma, como sua academia estava apertada, foi à oportunidade perfeita. Deve ter mais ou menos uns cinco anos.
- E quem está administrando?
Senti que Bella hesitou, depois tomou um gole de seu café e disse em um sussurro:
- Meu pai...
O assunto morreu e logo todos se retiraram.
Levantei-me da mesa, sentei ao lado de Bella, toquei seu rosto e disse:
- Perdoe-me, eu não sabia. Se imaginasse quem era nunca teria tocado no assunto.
- Está tudo bem Edward, ele ainda é meu responsável legal e é ele também que está tomando conta da herança que Renée deixou pra mim, o Studio é meu, por direito de testamento, mas está em uso fruto dele, o que significa que é dele enquanto ele viver.
- Compreendo, não quero que fique assim, quero ver minha bailarina cheia de vida, com o sorriso que eu tanto amo estampado nesse rostinho lindo. Beijei os lábios de Bella e a guiei para fora da sala de jantar.
- Amor... Bella disse num sussurro só pra que eu pudesse ouvir.
- Oi Vida...
- Você acabou de perder a aposta.
Dizendo isso começou a dar pulinhos estilo Alice pela sala, todos ficaram olhando sem entender nada, somente eu e Carlisle sabíamos do que se tratava.
- Isso não vale, só estava te reconfortando.
- CA-RI- NHO!!! A aposta foi bem clara, sem carinho até sábado e se você não conseguisse tenho direito a te fazer um pedido e a segunda aposta era o tempo de vinte e quatro horas, regras são regras e eu ganhei.
- Alice, arrume as malas, vamos para Paris.
Alice e Bella se abraçaram no meio da sala e começaram a pular feito duas crianças que viram papai Noel.
- E eu não vou? — Minha mãe perguntou se fazendo de triste.
- É claro tia Esme, a senhora é que vai nos levar as melhores lojas.
- Amor assim não vale, quem ia te levar para Paris era eu, e meu pai levaria minha mãe para uma nova lua de mel.
- Jura Carl, você iria me levar para Paris para uma nova lua de mel?
- Eu esperava que Edward fosse mais forte, mas já que Bella tinha o mesmo destino em mente não vejo porque não irmos.
- E eu vou ficar de vela dos dois casais felizes?
- Tudo bem se quiser ficar, trazemos uma camiseta escrita “JE T’AME PARIS”. Bella disse ironizando.
- Ficou louca, vou ser um castiçal não me importo, Paris aí vou eu!!!! Alice disse dando mais pulinhos abraçada a Bella no meio da sala.
- Agora larga minha namorada que vocês vão acabar chegando atrasadas, vamos logo, eu vou ver tudo o que precisamos e reservar as passagens já que vou sair com as meninas.
- Quer que eu vá com você para não ir sozinho filho?
- Não mãe, aproveita que não terá ninguém para interromper e vai namorar um pouquinho, pode antecipar a lua de mel, a gente deixa.
- Edward!!!
- O que é? — Fiz cara de paisagem e conduzindo Bella e Alice até a garagem para pegar meu carro.
Naquela manhã deixei as meninas no ballet e fui agendar nossa viagem, depois de tudo certo, fui a um tatuador, era onde tinha planejado ir antes que Tânia pulasse em mim...
- Em que posso ajudá-lo?
- Quero que escreva Veni, Vidi, Vici 25/04/2005 aqui. Mostrei dois dedos abaixo do ferimento.
- Hei é um ferimento ressente, do que se trata?
- Um tiro de AR-15 na guerra.
- Fuzileiro?
- É isso aí.
- Tenho um irmão que está lá, seu nome é Emmett.
- McCarty?
- É. Você o conhece?
- Sou o Capitão Cullen. Edward Cullen, seu irmão estava comigo quando fui ferido, ele é um dos homens de meu pelotão.
- Cara aquele cara é seu fã, toda vez que volta de uma missão conta com você nunca deixa ninguém pra traz, que trata todos com igualdade, mano pra ele tu é o cara.
- Quando seu irmão entrou em meu pelotão achei que teria trabalho com ele, na hora que olhei aquele homem daquele tamanho pensei que seria um exterminador, mas depois de algumas horas, percebi que tinha um urso comigo, gentil com todos, um monstro quando precisa.
- É cara, sinto uma falta daquele moleque em casa, principalmente quando Rosálie sua noiva vem para ver meus pais, ai que a coisa pega... Eles iam casar quando ele foi mandado pra lá, ela quase surtou, mas entendeu... Quem olha pra ela primeiro vê a linda mulher, depois que a conhece, percebesse que não é somente um corpo, eles se completam em todas as maneiras.
- Ele havia me contado dela, disse que quando voltasse deixaria um presente à noiva, para que ela nunca se esquecesse dele.
- Eu posso imaginar o que é, Emmett é louco por crianças e Rose também, tenho certeza que ele me deixará um sobrinho.
- E você, porque não seguiu carreira igual à Emmett?
- Eu tinha outros sonhos, queria ser conhecido pela minha arte, e estou conseguindo, cada um lá em casa quis uma coisa, o mais louco foi ele, meu pai nunca disse nada, mas seu maior pesadelo é que Emmett não volte vivo.
- Meu pai é ex fuzileiro, sabe dos riscos que estou correndo e mesmo assim quando cheguei ferido ele chorou feito um bebê, disse que se o tiro fosse nele não estaria doendo tanto.
- Quantos tiros tu levo para ter voltado?
- Que senti foi dois, um no peito e um nas costas, mas me falaram que tiraram três projeteis de bala, o problema não foram os tiros, mas as infecções que não cortavam, como meu pai também fora médico do exército me mandaram de volta para que ele me examinasse.
- Cara, tu ta vivo por obra de Deus.
- Por obra de Deus e meus homens que agiram rápido
- É a data dos tiros?
- Isso mesmo.
- Emmett vai voltar para casa em dois meses, não vemos à hora, ele vem com um tal de Whitlock, conhece?
- Jasper?
- Isso, o nome do cabo é esse.
- Ele é um sargento assim como seu irmão.
- Então tu conhece?
- Estávamos todos juntos em Bagdá, mas Jasper só voltaria depois que tudo terminasse. O que será que aconteceu para que ele esteja voltando?
- Emm, só nos informou que ele está voltando com o tal do Whitlock e que logo retornaria com um capitão que estava em recuperação, será que é tu?
- Pode ser, se estiver recuperado, talvez voltemos juntos.
Enquanto Eloy fazia minha tatuagem ficamos falando sobre amenidades, sobre campeonato de futebol, basquete e basebol, ele tinha os jeitos de Emmett, mas sem o tamanho, Eloy era de tamanha normal.
- Quanto Eloy?
- Presente Capitão, por cuidar de Emmett quando não podemos.
- Quero que vá jantar conosco quando Emmett e Jasper chegar, faço questão de recebê-los em minha casa.
- Estarei lá.
Saí do Studio de tatuagem e fui ver Carlisle no hospital, as meninas ainda demorariam mais de uma hora então aproveitei.
- Saudade não pode ser pra te trazer aqui. O que está havendo, veio me contar da noite passada?
- Não, vim te mostrar isso. Tirei a camisa e mostrei o ferimento de minhas costas para Carlisle, ele olhou, examinou, tocou.
- Dói?
- Não.
- Senti algum odor?
- Não, por que deveria?
- A carne em volta esta morrendo, eu não consigo entender porque, ontem estava tudo perfeito.
- Bactéria?
- Vou precisar fazer analise, deixe-me tirar uma pequeno pedaço.
Carlisle usou uma pequena pinça para tirar uma pequena porção de tecido, colocou em um tubo e mandou para o laboratório pedindo urgência.
- Não nos falamos direito pela manhã, como está Bella?
- Até o momento em que a deixei no Studio de ballet, ela estava ótima, porque a pergunta?
- Acho que estou velho, pra mim foi muito rápido, se resolveram ontem e hoje a vejo saindo de seu quarto enrolada nos lençóis.
- Foi escolha dela, foi ela quem disse que havia esperado por mim dez anos, eu sei que parece rápido, mas não consegui, eu tentei colocar um limite, mas ela derrubou todos, ela é pior que Alice quando quer alguma coisa.
- Minha felicidade é saber que foram responsáveis.
- Digamos... Que não...
- O que, como assim, você me disse pela manhã que haviam se protegido, agora me diz que não. É isso?
- Na nossa euforia, esquecemos de nos prevenir ok? Acontece com todo mundo, tenho certeza que não usou camisinha todas as vezes que transou, eu sou a prova viva disso.
- Então porque me disse pela manhã que haviam se prevenido? Porque mentiu Edward? Parece um moleque de quinze anos.
- Sei lá, fiquei com receio de receber o mesmo sermão que estou recebendo agora. Vou falar com Bella, marcamos um médico, sei lá se te deixa mais tranqüilo?
- Não sou eu, é ela filho, Bella tem sonhos, assim como você, uma criança agora não seria bom, Bella ainda tem toda uma vida pela frente e você precisa voltar de uma vez pra casa.
- Eu sei, não estou sendo egoísta ou irresponsável, como posso ver escrito na sua cara, fomos apenas afoitos.
- Tudo bem, fale com Bella, posso falar com algum amigo meu e ele a consulta sem maiores crises.
- Preciso ir buscá-las, está quase na hora, nossas passagens estão compradas para daqui um mês, podemos ficar um mês na França e não só na França como na Europa toda, o que acha?
- Acho perfeito, chegaremos a tempo para a audição das meninas, que se quiserem poderão ter algumas alunas de ballet em Paris. E... Filho... O que é isso em seu peito?
- Só uma recordação, o dia em que Deus me deu uma segunda chance.
- Posso ver?
Virei-me para que meu pai pudesse ver melhor a tatuagem.
- Está muito ressente seu ferimento para fazer tal coisa, mas não posso negar, ficou com um certo charme.
- Vai fazer uma também?
- Acho que já passei da idade de marcar meu corpo, já me bastam às rugas e cicatrizes da guerra.
- Nos vemos no jantar?
- Hoje vou pra casa mais cedo, se incomodaria de levar as meninas em um passeio, não consegui adiantar a lua de mel.
- Mamã fez jogo duro?
- Não, um acidente de carro nos interrompeu.
- É a vida Dr. Cullen, fique tranqüilo, vou levá-las para almoçar fora e depois vamos até Forks, quero rever Jacob Black.
- Meu Deus os Blacks quanto tempo, mande um grande abraço a Billy e diga que assim que eu puder irei até lá.
- Farei isso, aproveite à tarde. Porque não nos encontra a noite em Forks? Tenho certeza que Billy vai adorar a surpresa, e Sarah vai poder ver mamãe.
- Chegaremos lá a noitinha, não diga nada a Billy, aquele velho vai cair para traz quando nos ver chegando.
- Fiquei sabendo que Jake andou aprontando, quero falar com ele, como fazíamos quando éramos amigos, aquele menino tem uma alma iluminada, não consigo acreditar que tenha mudado.
- A última vez que falei com Billy, Jacob estava sumido fazia mais de trinta dias.
- O que será que aconteceu com meu amigo?
- Eu me pergunto isso todos os dias, aquele indiozinho era um sol para Billy e Sarah.
- Eu prometo que vou falar com ele, quero tentar entende-lo, se precisar de qualquer coisa ele poderá contar comigo. Agora preciso ir se não terei duas feras para amansar, uma eu já descobri como, a outra ainda tento.
- A que tenta só pode ser Alice.
Saí do hospital faltando 5 minutos para o fim da aula das meninas, tinha certeza que quando chegasse, as duas estariam soltando fogo pelas ventas, nenhuma delas suportava esperar, pareciam que tinham nascido antes do tempo, quando dobrei a esquina, elas não estavam lá, será que tinham ido embora andando? Impossível, Alice paga para não dar nenhum passo desnecessário, se eu não viesse buscá-las, provavelmente ligariam para Esme. Entrei no Studio e dei de cara com Tânia que saía da sala.
- Edward. — Ela disse toda excitada.
- Fique onde está Tânia, ainda estou ferido pela sua empolgação.
- Perdoe-me por aquilo, só estava com saudades. — Dizendo isso Tânia passou a mão por meu braço, olhando-me nos olhos. — Quando poderei te visitar para matar a saudade?
- Nunca!
Essa resposta não saiu de minha boca, quando olhamos pra traz avistei uma Bella tão vermelha que parecia que iria explodir a qualquer momento.
- Tire suas patas dele agora Tânia!
- Olha só a songa monga abrindo a boca. — Tânia desdenhou. — O que é? Está com ciuminho do irmão da amiguinha? Presta atenção ninfeta, Edward é um homem, não um moleque para que você tente flertar com ele, ele sabe reconhecer uma mulher e você não passa de uma menininha metida à mulher forte.
- Errado Tânia. Bella é a mulher mais forte que já conheci, e se alguém aqui está se metendo a ser o que não é, esse alguém é você.
Tânia me olhava com os olhos arregalados, sem conseguir pronunciar nenhum palavra.
- Amor, vim buscar você e Alice, vamos almoçar fora e depois iremos até Forks, o que acha?
- Perfeito, faz muito tempo que não vou a La Push. — Bella veio em minha direção e me beijou. — Se o dia estivesse mais quente poderíamos nadar.
- Quem sabe outro dia Vida? Estarei por aqui durante algum período quem sabe não consigamos ir à praia, fazer um luau, o que me diz?
- Vida? Amor? O que está acontecendo aqui?
- Alice tem razão quando diz que a água oxigenada está afetando seu cérebro, Edward e eu estamos juntos se é que me entende, posso ser ninfeta, mas foi a mim que ele escolheu, agora se nos der licença temos um longo caminho até La Push. — Bella saiu me arrastando até a sala onde Alice estava dançando, não podia negar, ela era boa.
- Já estou acabando, podem me esperar?
- Claro Nani, estamos lá fora.
Saí conversando de mãos dadas com Bella, percebi que Bella estava estranha, como se quisesse sair logo dali.
- O que foi? Parece que está apreensiva? Aconteceu algo?
- Viram meu pai nos arredores do Studio, estou assustada, não quero que ele se aproxime de mim. — Bella disse as ultimas palavras já em lágrimas, a ponto de entrar em desespero. — Você não deve estar entendendo nada não é? Por que eu teria medo de meu pai? Aconteceu muita coisa Edward enquanto você esteve fora. — Bella tentava explicar engolindo o choro o medo tomando seu rosto.
- Na hora que encontrei você e Tânia na recepção havia saído para me certificar que a policia estaria de guarda, não quero mais ter que passar pelo que já passei.
- Shiii... Tudo bem amor... Eu estou aqui, vou te proteger... Charlie ficará longe de você, vamos para outro lugar agora, estará segura.
- Bella. — Ângela a recepcionista chamou. — Esse policial quer falar com você.
- Boa tarde senhorita Swan, sou John Simpson do departamento de policia de Seattle, vim devido a denuncia de um estranho rondando sua academia, o que ouve?
- Não é um estranho, é seu pai, queremos que ele fique bem longe do Studio e de Bella.
- Quem é o senhor?
- Capitão Edward Cullen, fuzileiro do Exército Americano.
- Perdoe-me Capitão, mas preciso que compreenda que precisamos de um motivo para que possamos vetar a aproximação do senhor Swan de sua filha.
- Agressão está de bom tamanho? Ele a agrediu duas vezes, as duas a levando ao hospital por múltiplos traumas, a última a deixando inconsciente por mais de uma semana, fora os estado catatônico da primeira.
- Entendo, e qual foi o motivo de não ser aberto um boletim de ocorrência senhorita?
- Meu pai é Charlie Swan, ele é...
- O sargento Swan. Está afastada da corporação por motivo de doença, sei quem é.
- Então acho que já não precisamos mais dizer nada, queremos ele longe de Bella.
- Será aberto uma queixa, pode deixar que não divulgaremos, somente para segurança da senhorita. Sinto muito por tudo que passou, seu pai era um grande homem, trabalhei com ele, desculpe-me a intromissão.
- Intromissão alguma, ele foi um bom pai até a morte de minha mãe, mas infelizmente, passei a ser o alvo de seu descontrole, só quero poder contar com a ajuda de vocês.
- E terá senhorita, fique tranqüila, qualquer coisa ligue para meu telefone, estaremos sempre à disposição. John entregou um cartão a Bella contendo os números de seus telefones e se despediu, Bella me olhava com um olhar inquiridor.
- Esme me contou... Perguntei se realmente era você ou estava delirando na noite em que passei mal e ela me contou o motivo de estar lá. Por favor minha mãe seria a ultima pessoa a fazer fofoca, ela me disse que você ficaria morando conosco algum tempo então nada mais normal do que eu saber.
- Eu nunca julgaria Esme, ela tem sido uma mãe pra mim nos últimos anos, estava com medo de te contar, não sabia como dizer, estou tão feliz que finalmente estou com você que tive medo que meu problemas te afugentasse.
- Não irei a lugar nenhum, não sem você, enquanto eu estiver aqui, te protegerei com minha vida, o que me importa é seu bem, quero que esqueça o inferno que passou, quero que confie em mim, ele não te machucará outra vez, não enquanto eu estiver aqui.
- Eu amo você. — Bella disse colando a cabeça em meu peito. — Me permita ficar aqui pelo resto de minha vida.
- Sempre que quiser querida. Eu também amo muito você.
- O que vocês dois fazem no meio da recepção abraçados? — Ouvimos uma Alice radiante perguntar.
- Esperando por você. — Disse num tom monótono.
- Então o que iremos fazer?
- Iremos almoçar fora, depois iremos até Forks.
- Queria almoçar em casa, estou cansada.
- A casa hoje é de papai e mamãe, nada de interrupções está me ouvindo pigmeu?
Quando saímos do Studio, sabia que estávamos sendo observados, coloquei as meninas dentro do carro e olhei ao redor, não encontrei ninguém, antes de entrar no carro olhei, para os lados para me certificar, a pessoa deveria estar muito bem escondido, mas eu sabia onde encontra-lo.
- Esperem aqui no carro, eu já venho.
- Aonde você vai Edward?
- Somente quero um café vou pegar lá dentro.
Entrei pela recepção e perguntei a Ângela se tinha outra porta de acesso à rua, ela me indicou a porta e disse para que assim que eu voltasse, chamasse um chaveiro e trocasse todas as fechaduras das portas, que mudasse as senhas dos sistemas de segurança e que pela manhã voltaria com Bella para lhe passar algumas informações, quando sai pela porta dos fundos estava certo, lá estava ele.
Charlie Swan estava sujo, com as roupas rasgadas, cabelos emaranhados e todo cheio de folhas e gravetos, provavelmente deveria ter dormido em alguma calçada, estava fedido, seus olhos estavam vermelhos, com certeza por uso de alguma droga, não lembrava em nada o grande homem que foi outrora
- Está perdendo o jeito Swan.
- Hora, hora, hora se não é o Capitão Cullen?
- O que quer aqui?
- Quero ver minha filha, mas me parece que agora ela tem um segurança pessoal.
- Se quiser vê-la, procure-a na minha casa, onde ela está morando.
Charlie respirou fundo, soltando o ar todo de uma vez.
- Olhe Edward, sei da merda que fiz, sei que todos vocês só querem a proteger, mas ela ainda é minha filha, minha princesa, eu a amo, sei que pra você não passo de um monstro, mas Edward, eu perdi a razão da minha existência e tenho que conviver com uma cópia fiel dela andando por ai, tente se por no meu lugar.
- Eu já me coloquei em seu lugar Sr. Swan, e juro não consigo acreditar que um homem bem formado, possa fazer tal atrocidade contra a própria filha, é difícil de entender.
- Você terá que viver muito, para viver tudo o que vivi, no dia em que encontrar a pessoa que te tirar do chão e perde-la, você vai saber o que passo.
- Eu nunca culparia minha filha por essa perca.
- Não fale o que não sabe Cullen.
- Como Bella poderia ser culpada por Renée morrer de Leucemia?
Charlie nada me respondeu apenas ficou me olhando nos olhos, um homem derrotado, vencido pela vida, alguém que perdera tudo, inclusive os respeito de sua família.
- Preciso ir, vou levar as meninas para um passeio.
- Sei que não dirá a ela que eu estou aqui, mas se puder diga que sinto muito por tudo que lhe causei e que tenho saudade.
- Bella te teme, está apavorada porque alguém te viu rondando o Studio e provavelmente acredita que você vai surrá-la novamente. Volte para seu tratamento Charlie, sei que era um grande homem, volte a ser aquele homem, se não por você, por Renée, pelo amor que ela tinha por você.
- Eu ainda a amo tanto Edward, às vezes juro que sinto a presença dela, sonho com ela sorrindo pra mim todas as noites, ouço ela me chamar e às vezes até respondo, eu me mataria se não fosse tão covarde, mas não tenho forças para acabar com minha própria vida.
- Talvez Renée queira que você viva, talvez você ainda tenha alguma missão para cumprir. Preciso ir agora, tenho certeza que as meninas estão estranhando minha demora.
Deixei Charlie Swan sozinho naquele beco e voltei para dentro do Studio fechando a porta do fundo, e repeti as instruções para Ângela que já havia solicitado um chaveiro e chamado os responsáveis pelo sistema de alarme.
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