Entre O Céu E O Inferno
16 Capítulo 16 O regresso de minha paz
Notas iniciais
Agora vamos lá!!!
16 — O regresso da minha paz
Senhor Dalton chegou a Seattle algumas horas depois de Carlisle entrar em contato com ele, fomos direto para o escritório, ele estava totalmente perdido com as informações que lhe passamos, dissemos que Justin foi quem consegui todas elas, que falaríamos dele em outro momento.
- Eu não consigo compreender, como um homem desses ainda não foi punido, trafico de mulheres, seqüestro de crianças, o que estão esperando? O que mais me espanta é que nenhuma informação chegou até minhas mãos, um homem que está sendo procurado por seis estados diferentes, está andando por aí como se fosse um cidadão honesto.
- Ele não se intimidou quando falamos que éramos do exército, ele provavelmente achou que estávamos blefando. — Meu pai comentou se lembrando da arrogância que O’connell nos tratou.
- Ele não se mostrou amedrontado, nada? – Percebiasse que o Senhor Dalton estava achando toda aquela situação estranha.
- Amedrontado? Ele disse que nos denunciaria pelo cárcere de Isabella, ele estava se achando cheio de razão.
- Poderia falar com esse tal Justin? Ele poderia ser de grande ajuda.
Liguei para Justin lhe informando que o Senhor Dalton queria falar com ele e o mesmo se sentiu acuado dizendo que ele seria morto assim que saísse pela porta de minha casa, lhe garanti que ninguém mais saberia de sua estada ali, precisei de todo poder de persuasão de Carlisle, pois a mim ele não quis escutar, alguns minutos depois Justin entrava pela porta do escritório sendo acompanhado por uma Esme com cara de interrogação.
Qualquer um ficaria assim na presença de Justin, ele era cadeirante, havia perdido alguns dedos da mão, seu rosto estava bem melhor desde a ultima vez que o vi, mas continuava deformado, Justin era um agente anti bomba e em uma missão a bomba explodiu antes mesmo que ele colocasse a mão o atingindo e o jogando a mais de quinze metros de altura, a mesma bomba demoliu parte de um antigo prédio no centro de Washington, dês desse ocorrido, Justin havia se tornado um homem recluso e com mania de perseguição, ainda mais quando internado recebeu flores de um terrorista lhe informando que sua bomba havia falhado, pois não o havia matado, Justin era o verdadeiro alvo da bomba.
- Justin meu rapaz quanto tempo... — Carlisle se levantou da ponta da mesa onde estava sentado e veio cumprimentá-lo. — Você precisa ver mais o sol menino.
- Depois que seu filho colocar todos aqueles filhos da puta debaixo do chão que eu piso.
- Estamos fazendo o possível para isso, mas por enquanto estou em recuperação como deve saber não é Justin?
- O que posso fazer por vocês?
- Justin, sou Brian Dalton, trabalho para o FBI e me informaram que quem conseguiu informações sobre David O’connell foi você, quero todas as informações que conseguir, quero que me passe o contato dele, já convoquei homens da minha mais pura confiança, esse bastardo será preso e condenado ainda essa semana.
- Meu nome não pode aparecer senhor... Eu sou... Um...
- Justin é uma das pessoas que estão no esquema de proteção do governo Senhor Dalton, ele foi ferido em missão e ameaçado enquanto se recuperava, o governo o protege, por isso todo o receio. — Disse percebendo que ele tinha dificuldade para contar a Dalton sua condição especial.
- Justin é seu novo nome?
- Sim... O nome que me foi dado por meus pais é Ali Murad Shadi.
- Especialista em bombas... Eu me recordo de sua história garoto... Quem te persegue são seus antigos aliados?
- Isso mesmo, para todos os efeitos eu morri devido infecções enquanto estava internado.
- Compreendo, quero que confie em mim, mesmo eu sabendo que é impossível confiar em alguém que se acaba de conhecer, mas farei de tudo para que possamos trabalhar juntos. — Senhor Dalton estendeu a mão para Justin que relutou em pegar, pois a sua faltava três dedos. — Preste atenção filho, a sua deficiência perto do que pode fazer pelo país que mora é nenhuma, sua inteligência supera qualquer problema que você julga te limitar...
- Eu ainda tenho família que mora no Iraque... Tenho medo por eles...
- Se nos ajudar, posso mandar buscá-los...
- Não, por favor... — Justin estava desesperado.
- Foi o avô de Justin quem armou a bomba, se alguém no Iraque ficar sabendo que ele está vivo, com certeza o matará, a única pessoa que sabe que ele sobreviveu foi à mãe que ainda mora com o avô dele, sobre forte esquema de segurança, qualquer passo em falso Justin será morto. — Expliquei para o estarrecido Dalton.
- Eu sinto muito por tudo isso meu jovem. Com quem vive aqui?
- Moro com Vivian, minha mulher, ela é medica e foi ela quem assinou o laudo de minha morte.
- Suponho que o nome dela também não seja Vivian. — Disse senhor Dalton, entendendo que toda a vida de Justin havia sido alterada para sua segurança.
- Não, mas, por favor, não me peça mais nada.
Conversamos por horas no escritório até Esme nos chamar para o jantar, o plano estava armado mesmo contra minha vontade, eles usariam Bella para poderem se aproximar melhor de O’connell.
Senhor Dalton dormiria no mesmo hotel que o dele, sua equipe já estava toda em Seattle, todo e qualquer movimento daquele homem era mais que vigiado, se ele suspeitasse de algo e tentasse fugir da cidade, ele seria caçado.
Quando Bella desceu de seu quarto para nos acompanhar no jantar não pude deixar de me sentir enciumado, pois todos os machos daquela sala resolveram fazer algum elogio e até mesmo tentaram puxar papo com Bella a mesa, a mesma sempre respondia a todos e às vezes também lhes fazendo perguntas, não havia um ser em toda a terra que não se encantaria com ela, mesmo passando por tudo o que estava passando ainda se mostrava uma pessoa iluminada.
Algumas horas após o jantar o hospital também ligou informando que Jacob e Elóra receberiam alto no outro dia pela manhã, meu pai quis saber sobre o atirador, mas tudo que foi informado era que ele continuava na mesma, mas como já havia falado, ele não andaria mais.
Convidamos Justin para ficar conosco em casa, pois percebíamos seu desespero por ter que sair a noite.
- Justin, se preferir pode ficar comigo no hotel, assim poderíamos por o plano em pratica mais rápido e colocarmos a mão nesse bastardo de vez. — Senhor Dalton também ofereceu.
- Acho que aceitarei sua oferta senhor Dalton.
- Me chame de Brian, por favor, somos parceiros agora. Quer avisar Vivian?
- Eu já a avisei, ela somente pediu para que não me colocassem em fria...
Com esse comentário todos que estavam na sala começaram a gargalhar, como um homem como Justin podia ser domado por uma mulher, para mim a resposta estava bem a minha frente, ela me dominaria, me odiaria, me maltrataria e eu seria eternamente grato por poder beijar a sola de seus pés.
Nesse instante uma certeza me bateu, eu não passaria nem mais uma única noite longe do calor do corpo de Bella, mesmo que eu tivesse que amarrá-la a mim, eu poria fim aquele tormento, nem que eu tivesse que seqüestrá-la, ela não iria mais me escapar.
Quando todos se retiraram seguimos para nossos quartos, Bella para o meu desespero seguiu para o quarto de hospedes, mal sabia ela que ela seria a presa para pegarmos esse louco. Conseguiram me convencer depois de muita discussão e me jurarem que esse bastardo não se aproximaria dela nem duzentos metros.
Dei boa noite a todos e segui para meu quarto, tomei um banho demorado cantando um mantra que “daria certo e Bella estaria segura”, “daria certo e Bella estaria segura”, não sei por quanto tempo fiquei embaixo da água tentando me convencer, mas sentia um aperto tão grande no peito por saber que mesmo ela não sabendo aquele maníaco estaria tão próximo, “daria certo e Bella estaria segura”, caminhei pelo quarto somente com uma calça de moletom dando ritmo ao mantra que em vez de me convencer estava me alucinando, sentei no pé da cama com as mãos na cabeça, não somente minha cabeça precisava ser convencida mais acima de tudo meu coração, porque senão colocaria tudo a perder, eu não conseguiria permitir que Bella corresse qualquer tipo de perigo, “daria certo e Bella estaria segura”.
Sem que eu percebesse lágrimas começaram a correr por meu rosto, eu sabia que era por desespero, mesmo tendo arquitetado planos mirabolantes para o resgate de varias pessoas, agora estavam colocando minha alma para ser isca de uma operação que de segura não tinha nada, como eu havia permitido tal sandice, claro que foi Carlisle, somente ele para conseguir que eu concordasse com uma loucura dessas.
Eu precisava vê-la, saber que ela estava segura, mesmo que dormindo no quarto da frente.
Saí de meu quarto sem fazer qualquer tipo de barulho, abri a porta do quarto da frente, mas antes que eu entrasse ouvi uma voz atrás de mim:
- Se eu fosse você, não faria isso... — Meu pai estava escorado no batente da porta do quarto dele no final do corredor também com uma calça de pijama, sem camisa e com os pés no chão. — Ela está desconfiada de alguma coisa e se você a acordar ela vai saber que tem razão.
- Isso não vai dar certo, ele estará muito próximo a ela, eu não consigo confiar na equipe de Brian Dalton, se até a pouco tempo ele nem sabia da existência desse ordinário, como vai poder protegê-la? Se algo acontecer a ela eu não sei o que acontecerá comigo...
- Está com medo Capitão?
- Morrendo... É minha alma que estará exposta para aquele bastardo cretino.
- Filho, não deixaremos que nada aconteça a ela, você e eu estaremos acompanhando tudo de perto, acha que esse louco vai conseguir passar por nós?
- Se eu pudesse escolher preferiria não correr o risco, não a quero próxima a ele, não quero que ele tenha qualquer visão dela, nem que seja a quilômetros, se ele tentar qualquer gracinha eu vou quebrar o pescoço dele na frente dos federais aí sim minha situação vai ficar perfeita.
- Posso entender seu desespero, quando sua mãe estava grávida de você e precisei deixá-la, eu quase me feri de propósito para poder ficar, mas claro que seu avô saberia então não tentei nenhuma gracinha, mas a dor foi muito maior do que se realmente tivesse me ferido fisicamente.
- Eu não tenho sono, estou tão desesperado que estou pensando seriamente em seqüestrá-la e sumir com ela, até que o FBI tenha realmente prendido esse maníaco. Lembra de quando eu era criança e corria para seu quarto dizendo que havia um bicho papão debaixo de minha cama, pois é agora esse bicho papão está andando pela cidade atrás da minha vida... Só não vou dormir com você de novo...
Carlisle sorriu com a recordação balançando a cabeça, desencostou do batente colocou a mão em meu ombro e olhando em meus olhos disse:
- Vá para o seu quarto, tente dormir um pouco que amanhã teremos um longo dia. Não se esqueça que Jacob e Elóra também chegam amanhã. — Olhei para a maçaneta que ainda segurava indeciso se realmente deveria ir para meu quarto. — Vamos Edward, ela estará segura.
A quem ele estava tentando convencer, ele ou eu?!
Voltei para meu quarto mesmo que contrariado, fui até o banheiro lavei meu rosto, fiquei me olhando no espelho a barba por fazer, estava com cara de cansado, tinha certeza que não dormiria aquela noite, encostei minha cabeça na parede fria e tentava me convencer que tudo daria certo.
Voltei para o quarto e me neguei a deitar na cama, sentei-me na mesa que tinha em meu quarto e fiquei observando a noite lá fora pela minha janela, estava travando uma luta comigo mesmo para não tentar ir até o quarto de Bella novamente, olhei no relógio e o mesmo marcava 03h36min, levantei-me e comecei a caminhar pelo quarto, a casa estava no mais profundo silencio, era possível ouvir o cair de um alfinete, meus pensamentos em polvorosos não me deixavam dormir, talvez meu sonífero estivesse do outro lado daquelas portas, no quarto a frente.
Caminhei até a porta decidido a entrar no quarto de Bella, ninguém me impediria dessa vez.
Antes de atravessar o corredor me certifiquei que ninguém me veria, analisei as possibilidades e como um adolescente fugindo para o quarto da namoradinha eu adentrei o quarto de Bella me encostando a porta, respirei fundo de puro alivio, a primeira parte havia sido um sucesso, restava agora o principal...
Ela estava sobre a cama com um pijama de bichinhos que me fazia lembrar que ela tinha 17 anos e brincava comigo de ser mulher, sua pele branca estava exposta nas costas e o short só lhe cobria o bumbum deixando as pernas bem torneadas totalmente expostas, respirei fundo sentindo o cheiro do seu shampoo de morangos, ela dormia tranquilamente sem perceber minha presença no quarto.
Aproximei-me, passei a mão por seus cabelos, não resisti e sentei no chão ao lado de sua cama, fiquei observando seu rosto de menina, os lábios cheios, os longos cílios, as sobrancelhas tão bem desenhadas, o ar de riso em seu rosto, queria ser eu os seus sonhos.
Voltei a analisar o rosto sem nenhuma marca, deveria ser pecado alguém ter tal perfeição, era o desenho de uma linda boneca viva, aproximei meus lábios de seus cabelos e quando percebi já havia falado:
- Eu amo você... — Sussurrei em seu ouvido lhe beijando docemente a face.
- Eu também... — Quando me afastei, Bella estava com os olhos abertos me observando. — Te amo tanto que dói... Tanto que eu não consigo mais ficar longe de você, estava te esperando pra me resgatar, onde você estava?
- Bem aqui...
Puxei-a para meus braços com tanta força que tive medo que tudo aquilo fosse um sonho que eu acordaria abraçado ao travesseiro, busquei seus lábios que me receberam com saudade, com desejo, quanta saudade daquele gosto, daquele beijo, quanta saudade do calor daquele corpo, do perfume daqueles cabelos.
Bella puxava-me com força e eu sem resistir fui, sentei na cama encostando-me a cabeceira com ela em meu colo sem permitir que ela se afastasse.
- Por favor... Por favor... Não... Me deixa... Não me deixa... Por favor... — Bella falava entre os beijos que me dava.
- Não vou a lugar algum sem você Minha Vida. — A segurei pelos braços fazendo ela me encarar. — Você me ouviu... Eu não vou a lugar algum sem você MINHA VIDA... MINHA... VIDA... Minha... Só Minha... Enquanto eu viver, mas você tem que me prometer que também nunca mais irá me abandonar, nunca mais...
- Nunca mais... Nunca... Eu não sei viver sem você Meu Amor... Eu não sei, eu tentei, juro, mas eu falhei miseravelmente...
- Eu agradecerei a Deus cada momento de minha vida por seu fracasso, porque se você conseguisse, eu iria morrer ao poucos Minha Vida... Meu único amor...
- Fala... Fala que sou seu amor, a sua vida, fala...
- Você sempre será... — A beijava com loucura. — Porque você insistiu em me castigar dessa maneira Bella, você fez nós dois sofrermos, pra que?
- Eu não sei o que fazer, tenho tanto medo de te perder que acabo fazendo tudo errado, olha a confusão que criei tentando ajudar a Alice, eu deveria ter dito, mas você ainda estava tão debilitado, eu quis resolver sozinha, fui uma idiota, também como poderia imaginar que tipo de pessoa era aquele homem?
- Ninguém meu amor, ninguém... E chega desse assunto, eu não quero saber desse homem eu quero você, quero dormir no calor do seu corpo, quero você de volta ao nosso quarto, eu preciso descansar amor, não consigo dormir por sentir frio, o frio da falta do seu corpo...
Eu não conseguia parar de beijar Bella, de tocar seu rosto, eu queria me fundir a seu corpo, eu a queria colada a mim para nunca mais ela poder sair... A pressionava contra meu corpo sentindo todas as suas curvas, Bella entrelaçou suas pernas em minha costas, sua necessidade era a mesma que a minha, a necessidade de poder tocar, sentir...
Bella começou a distribuir beijos por meu pescoço, arranhava minhas costas e dava leves mordidinhas no lóbulo de minha orelha, eu sabia muito bem o que ela queria, pois também era minha necessidade, ter ela, ter certeza que estaríamos juntos novamente...
Puxei a blusa de seu pijama e logo depois me desfiz do short, Bella usava uma lingerie branca com bordados coloridos tão suaves que pareciam ter sidos feitos especialmente para ela, ela tirou minha calça beijando meu corpo me deixando nu acariciando meu membro que já estava mais que excitado.
Seus olhos me devoravam, gritavam sua necessidade, sua fome, soltei seu sutiã e fui contemplado com seus seios aguardando por meus carinhos, devorei um dos seis como um bebê faminto, massageando o outro, dando atenção aos dois, como era bom estar de novo em meu paraíso, Bella segurava meus cabelos entre os dedos os puxando me levando a loucura, eu precisava com desespero a sentir.
Comecei a beijá-la no pescoço e fui descendo por sua barriga com minhas mãos ainda massageando seus seios, quando me aproximei da calcinha Bella levantou o tronco me ajudando a retirá-la, sua excitação está brilhando, fazendo-me um convite mudo.
Ela gemia baixinho tentando controlar seu desejo, mas eu não queria controle eu a queria entregue, queria ouvi-la chamar meu nome quando chegasse ao ápice.
Sem resistir aquele convite, passeei minha língua por sua gruta já encharcada, Bella segurou a respiração inclinando o corpo para meu deleite, suguei seu clitóris a fazendo se remexer sob meu corpo, eu a queria alucinada, aprofundei minha língua a massageando e fui presenteado com seu néctar.
Bella puxou-me pelo ombro me fazendo deitar sobre seu corpo, ela não estava saciada, ela queria prazer, eu podia ver isso em seus olhos, seu desejo mudo, nossa sintonia ainda era a mesma, mesmo depois de todas as desavenças que passamos, ela era realmente o meu encaixe perfeito, aquele corpo pequeno realmente era meu, só meu.
Minha possessão gritava dentro de mim e a apertei mais a meu corpo no mesmo momento em que a penetrei, Bella ofegou, mas não sei se foi pela invasão ou pelo aperto demasiado.
- Diz que me ama Minha Vida... — Pedi ofegante.
- Eu te amo, te amo tanto Meu Amor...
- Promete pra mim que acabou, que o castigo acabou e que irá voltar para nosso quarto, que ficaremos juntos, que nada nem ninguém terá o poder de nos separar. Jura pra mim... — Pedia em meio a meu desespero.
Ela nada me respondeu e um frio passou por minha coluna, tenho certeza que aquela cabecinha estava maquinando algo que não me agradaria.
- Esquece amor, agora só estamos você e eu, pra que ficar lembrando o que passou ou ficar querendo adivinhar o futuro, sinta. — Bella colocou a mão em meu peito. — Estamos aqui, agora, e é isso que importa, meu corpo está conectado ao seu e eu não quero pensar no mundo lá fora, enquanto você me ama, eu quero te sentir por inteiro amor, quero sentir sua alma envolvida nesse nosso momento, esqueça qualquer coisa e me ama, Edward.
Bella tinha razão aquele momento era nosso, o mundo lá fora que explodisse, eu estava cansado, ferido emocionalmente pela falta daquela mulher, e estava curando minhas feridas nesse momento, me entregando ao nosso amor.
Aumentei a força das estocadas e senti as paredes de Bella me pressionar, ela logo chegaria ao ápice o que me fez lembrar que novamente esquecemos a camisinha, já não bastava um susto, só iríamos aprender quando Bella engravidasse, ela perdeu o controle enfiando suas unhas em meus braços pedindo mais, há quanto tempo eu não amava aquela mulher, eu a queria mais, tentei me controlar, mas foi em vão, ela se remexia sob meu corpo querendo alcançar o seu prazer, que aconteceu alguns minutos depois nos fazendo chegar juntos ao ápice me fazendo desabar sobre seu corpo.
Seus cabelos estavam bagunçados sobre sua face, a respiração ofegante, nossos corpos suados, ainda estávamos conectados, voltei a lhe beijar com doçura, sentindo o gosto daqueles lábios, passando minha mão por seus rosto e tirando os cabelo dali.
- Você tem noção do que faz comigo? — Perguntei enquanto nossas respirações eram estabelecidas. — Eu nem me reconheço quando estou perto de você eu nem sei quem sou.
- Eu sou tão pequena para guarda dentro de mim tudo o que sinto por você que às vezes acho que não vou suportar, que esse sentimento irá me sufocar e eu irei sucumbir, sucumbir por te amar. — Bella respondeu acariciando meu rosto.
- Me conta o que está acontecendo e porque seu amigo na cadeira de rodas não tirava os olhos de mim durante o jantar. — Disse passeando sua mão por meu rosto e nuca.
Meu pai tinha razão, ela sabia que algo estava acontecendo, ela nunca foi boba, pelo contrario sempre muito perceptiva, o que diria; que ela seria nossa isca para pegar aquele ordinário. Tentei raciocinar alguma resposta coerente para dar a ela, mas nada vinha a minha cabeça, Bella ainda me olhava esperando uma resposta e tudo o que ela teve foi meu silencio.
- Pode confiar em mim, eu prometo que não vou fazer nada para prejudicar vocês, é sobre aquele homem que está atrás de mim? Diz amor... — Ela tornou a pedir depois de alguns minutos que ficamos apenas nos acariciando.
- Eu digo... Amanhã. Agora eu quero que o mundo lá fora exploda, porque minha vida voltou para mim... Amanhã Amor... Tudo o que quero agora e continuar de onde paramos.
Bella apenas assentiu e voltamos a nos beijar, com calma, degustando um o sabor do outro, nos acariciando, sentindo o calor de nossos corpos que ainda estavam nus sob os lençóis, agora eu conseguia entender o que meus companheiros diziam quando falavam que queriam voltar para casa, eles não se referiam a casa lugar, eles se referiam a casa pessoa e Bella era minha casa, onde eu podia me recostar e me sentir seguro, aquele era o meu lugar no mundo, não importa onde eu estivesse ela sempre seria meu lugar no mundo.
Nos amamos durante o resto da noite, com calma, nos reconhecendo entre gemidos e juras de amor, eu cumpriria cada uma delas, a faria feliz, pois depois de toda essa tormenta merecíamos a paz, a calmaria, Bella merecia estar em paz e em minha cabeça eu já tinha a idéia perfeita.
Quando seu relógio nos acordou as 06h30min, Bella estava deitada sobre meu peito, ela havia chorado enquanto fazíamos amor me dizendo que temia que eu nunca mais a quisesse, ela estava se sentindo morta e eu voltei para lhe devolver a força, mal sabia ela que quem estava assim era eu, minha menininha, o ser desse mundo mais amado por mim, não que não amasse minha família, mas era diferente, ela parecia ser uma parte essencial de mim, talvez o cérebro ou o coração, talvez os pulmões, pois a falta de ar era imensa quando ela não estava perto, ou talvez o organismo completo, porque tudo falhava miseravelmente longe dela, agora eu entendo o que quer dizer alma gêmea, ela não era minha alma gêmea, ela era minha alma, a que em algum momento da vida perdi e encontrei nesse ser tão delicado, tão lindo.
Bella se remexeu sobre meu corpo, tateando meu rosto, abrindo um sorriso lindo, sua face sonolenta, os cabelos bagunçados, e o sorriso tímido que nascia era a imagem mais divina que já vi, esqueça os nascer do sol refletindo no mar, esqueça a chuva de estrelas no meio da madrugada, a imagem mais linda do universo era ter minha menininha sobre mim sorrindo antes mesmo de abrir seus olhos para um novo dia.
- Diz que não foi sonho, que eu dormi novamente em seus braços, diz que você me amou como a muito não fazíamos... — Bella pediu com voz sonolenta antes mesmo de abrir os olhos.
- Bom dia Minha Vida... Não foi sonho porque se não ainda estamos sonhando... — Disse beijando sua cabeça que estava recostada sobre meu peito.
- Eu não quero levantar, quero ficar o resto do dia na cama com você, faz isso por mim Amor...
Era tudo o que eu mais queria, manter Bella ali, mas não era esse o plano e a partir das 08h00min teria que pô-lo em pratica se queria vê-la salva daquele animal.
- Amor... Você precisa... — Estava tão difícil verbalizar o que precisava, como eu diria que ela teria que sair sem que ela percebesse que havia algo errado? — Eu preciso que você cumpra com seus horários hoje, você também precisa dar baixa a matricula de Alice e Tânia, porque ninguém pode fazer isso por você. — Disse inventando a desculpa mais esfarrapada do universo.
- Ah... Eu sei, mas é que estou com tanta saudade que eu queria você mais um pouquinho... — Disse Bella toda manhosa esfregando seu corpo ao meu, fazendo meu membro reagir a sua caricia.
- Só mais um pouquinho pode... Mas depois iremos direto ao colégio.
- Alice irá conosco?
- Não, a partir de hoje Alice é levada e buscada por Esme, e no final das aulas ela irá direto para o escritório, o castigo dela começa hoje.
- Eu não sei o que fiz para ela, gostaria de conversar para saber o porquê eu, é como se alguém de minha família tivesse me ferido, com ela é pior que Charlie porque ela era minha confidente, ela sabe tudo sobre minha vida, o que devo ter feito?
- Eu me pergunto o mesmo. Às vezes quero culpar Tânia, mas Alice já sabe muito bem o que é certo e o que é errado.
- Sabia que outro dia na aula, Tânia disse a uma das meninas do nosso corpo de dança que você estava comigo por pena? Disse que você ficou com dó da órfã abandonada, que mulher para você era ela e não uma ninfetinha querendo ser gente. — Bella me revelou essas palavras com a voz cortada. — Que ela tinha certeza que você iria para cama dela antes de retornar a sua missão e ela entendia que você queria se divertir com uma menininha...
- Chega Bella. — A interrompi. — Pare senão... Nem sei o que sou capaz de fazer com essa louca, ela sim foi usada paras minhas necessidades de macho, ela não passa de uma qualquer, por favor não acredite em uma única palavra dela. Eu não preciso te provar o quanto te amo, será que você ainda é capaz de duvidar de mim?
- Eu nunca duvidei do seu amor, só me senti magoada por sua falta de confiança em mim... — Seu tom de voz foi abaixando e no fim da frase não passava de um sussurro.
- Não foi falta de confiança Minha Vida... Foi ciúmes, o mais velho e puro ciúmes que alguém pode sentir do ser amado, você estava se esquivando, agindo de maneira estranha, eu jamais imaginaria o que realmente estava acontecendo, dói só de lembrar, eu não quero mais falar nisso, nem pensar que eu fiquei longe de você por causa de duas loucas.
Ficamos nos olhando deitados um de frente para o outro na cama, Bella tinha um sorriso estampado em seus lábios que não desmanchava por nada, eu a olhava embevecido, ela era minha... Meu amor, meu aconchego, meu momento de paz... Amor era pouco para descrever o que sentia por aquela criatura, se existe no mundo um sentimento maior, era isso então que eu sentia por ela...
Acariciei seu rosto com a ponta de meus dedos e não resisti falar:
- Meu pai me disse que você queria deixar nossa casa... Eu preferia ter levado cem tiros a ter que ouvir isso, que você estava desistindo de nós.
- Eu ainda quero sair daqui...
Quando Bella me revelou isso, senti meu sangue gelar, minhas mãos que acariciavam sua pele expostas pararam no mesmo segundo, senti gosto de sangue descendo por minha garganta, o que ela queria dizer com aquilo.
- Explique-se. — Foi tudo que saiu por minha boca.
- Não quero que reaja mal, quero um lugar pra mim, essa casa é da sua família, e sua família inclui sua irmã, tente entender meu lado, acha que vai ser agradável chegar à mesa do café todos os dias e a ver me olhando com o mesmo desprezo que ela vem me tratando nos últimos dias?
- Eu pensei muito e encima do Studio, tem um pequeno apartamento que está cheio das fantasias que usamos em apresentações, como eu ainda não posso mexer em todo o dinheiro que herdei, seria uma boa até eu fazer dezoito, o que não vai demorar.
- Você está querendo me dizer que vai morar sozinha com um louco de perseguindo e um pai a solta tentando de machucar a qualquer custo?
- Sobre o louco que me persegue, tenho certeza que vocês vão dar um jeito nele hoje, não é mesmo? Já sobre o pai, todo o estúdio tem sistema de segurança, posso pedir que instalem no apartamento também.
-Como você sabe que iremos dar um jeito em O’connell hoje?
- Bem primeiro foi aquele senhor grisalho que chegou com ares de preocupado, depois seu amigo da cadeira de rodas, a reunião do escritório que durou uma eternidade, então só liguei os pontos, só basta saber quem é quem.
- Mas... — Eu não tinha o que dizer, tenho certeza que ninguém disse a ela o que faziam em Seattle, estávamos todos juntos o tempo todo e não falamos sobre O’connell na mesa de jantar.
- Isso não muda o que penso, eu não vou permitir que você fique sozinha naquele lugar, pode ter até um pelotão a sua porta, sozinha você não vai.
- Edward, por favor, não faz assim... Eu pensei também que poderíamos ter um cantinho só nosso, que você poderia ir pra lá depois da aula e ficar comigo...
- Amadureça sua idéia, eu não vou permitir que saia dessa casa sem um lugar seguro... Se Charlie suspeitar ele é bem capaz de arrombar seu apartamento e também atear fogo. Não. Por mim você permanece aqui.
- Você sabe que irei sair daqui não sabe?
- Sei.
- O que significa que entende meus motivos, certo?
- Certo.
- Então porque essa barreira em aceitar?
- Eu já disse, tem loucos atrás de você, acho que se abrisse um manicômio seria o mais cheio do mundo, porque todo louco se liga em você, basta ter um problema psicológico que o lá, o cara pira e sai te perseguindo.
- Você se intitula louco, Edward? — Bella perguntou com um tom malicioso na voz.
- O mais deles, porque além de te seguir eu ainda tenho uma coisa que eles jamais terão... Você.
Disse isso girando nossos corpos na cama ficando sobre Bella, ela soltou uma sonora gargalhada preenchendo o quarto todo, eu sabia muito bem onde tudo aquilo iria terminar.
Começamos a nos beijar e nossos corpos foram criando vontade própria, aprofundamos o beijo e quando percebemos já estávamos nos amando.
Bella pedia baixinho por mais, mordiscando meu pescoço, meu peito, onde seu dentes alcançassem, eu não queria pressa, queria ser gentil, mas Bella me induzia a estocar com mais força.
Em determinado momento trocamos de posição, tive acesso aos seios de Bella a fazendo arfar sobre mim, rebolando e remexendo enquanto lhe sugava os seios, ela estava novamente entregue.
Bella passeava as unhas sobre meu abdômen me fazendo ver estrelas, me atiçando, chamando-me para mais,ela estava com os olhos fechado e mordia os lábios concentrado-se resistindo ao clímax, lutando bravamente, levei a mão a seu clitóris e o massageei, Bella soltou um grito se surpresa e aumentou o ritmo sobre meu corpo, eu queria senti-la se derreter sobre mim, mas ela parecia não querer entregar os pontos.
- Você... Primeiro Amor... — Ela pediu.
- Não você... — Eu respondi, aumentando o ritmo das estocadas ao mesmo tempo em que ela se remexia sobre mim.
- Princesa... No três... — Começamos a contar juntos.
- Um, dois, três... — Nesse instante senti meu corpo se despejar em Bella enquanto senti-a se derreter sobre mim.
- Eu te amo... — Ela dizia tremula pelo orgasmo que acabávamos de ter.
- Eu te amo mais... — Respondi tentando controlar minha respiração.
Ficamos nos acariciando até que nossas respirações se normalizaram, tomamos um banho juntos e quando chegamos à mesa do café o clima não poderia estar mais tenso, Alice tomava café do lado esquerdo de Esme, enquanto essa se sentava na ponta da mesa e meu pai lendo seu habitual jornal sentava a direita, quando Bella e eu adentramos a sala de jantar, ninguém se moveu, desejamos bom dia e tudo que tivemos foi um bom dia sem animo, ninguém desviou sua atenção do que faziam para nos cumprimentar, somente Alice que olhava Bella com um olhar de ira.
- Já acabou seu café, Alice? — Esme perguntou sem tirar seus olhos de uma revista de decoração a sua frente.
- Sim...
- Então suba e busque suas coisas, estamos de saída. — Esme a interrompeu antes mesmo que ela tentasse argumentar qualquer coisa
- Eu preciso...
- Suba agora ou irá a pé, eu não tenho o dia todo... — Esme a cortou novamente.
Alice levantou jogando seu guardanapo com toda a força sobre a mesa e saiu batendo os pés, Esme levantou sua cabeça olhado para mim e para Bella nos fitando.
- Espero que tenham se entendido porque se não vou colocar os dois para dormir com os cachorros, assim ou se entenderão ou se matarão.
A irritação estava estampada na cara de Esme, hoje ela estava no modo general e não adiantava nenhuma gracinha, tive pena de meu pai, pois acho que isso começou no meio da noite, talvez isso explicasse porque ele estava acordado na hora que tentei ir até o quarto de Bella a primeira vez.
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