Entre O Céu E O Inferno
17 Capítulo 17 A caça ao coelho
Notas iniciais
Meninas, estou postando mais um capitulo.
Não respondi as reviews, porque estou montando um seminario para faculdade é o negocio é imenso.
Prometo que quando tudo estiver acabado, respondo todos, porque já li um por um.
Muito obrigada por todo carinho que vocês me dão, é sempre maravilhoso saber a opnião de vocês...
17- A caça ao Coelho
Todos se levantaram da mesa e foram para seus respectivos compromissos, ficamos Bella e eu terminando nosso café.
- Você agora consegue entender porque quero meu lugar? — Bella disse bebericando seu café sem levantar os olhos.
- Falaremos disso mais tarde. — Peguei o jornal sobre a mesa fazendo parecer um assunto sem importância, tinha que dar o braço a torcer o clima aqui em casa estava um caos, acho que até mesmo eu queria me mudar.
- Pelo menos eu ganhei um “mais tarde”... — Bella fez um comentário consigo mesma como uma nota mental o que me fez sorrir por ver seu rosto se contorcer em uma careta.
Acabamos de tomar nosso café, Bella subiu para pegar suas coisas e para o meu desespero o plano começava agora, quando Bella entrasse na escola tentaríamos encurralar David O’connell no hotel, por fora eu tinha que manter à calma já que por dentro eu estava no meio de uma tormenta.
Quando olhei Bella descer as escadas um frio perpassou meu corpo e algo dentro de mim gritava com todas as forças que algo estava errado...
- Edward, você ouviu o que eu te disse?
- Hã... Desculpe Amor, estava distraído pensando... Na chegada de Jake e Lóra, o que disse? — Disse a primeira coisa que me veio à mente.
- Quero que esteja no final da aula para me buscar para você ver o apartamento.
- Estarei lá, depois quero ver você dançar, e quero estar do seu lado quando Tânia assinar a baixa dela.
- Tenho algumas verdades para dizer aquela vadia. — Bella disse entre os dentes.
- Fico me perguntando se ela sabe que tipo de homem era esse que ela e Alice se meteram, pois esse é a espécie mais baixa que pode existir.
- Vamos, tenho prova de física na primeira aula não quero chegar atrasada, se algo acontecer tenho certeza que aquele louco é bem capaz de me mandar fazer a prova com o Bedel.
- Outro louco para sua coleção? — Gracejei.
- Esse é pra coleção de toda turma, ele tem cara de maníaco, gostaria que o pudesse ver.
- Eu fiz colégio militar, não freqüentei um colégio normal, mas mesmo assim também coleciono meus loucos. — Rimos com meu comentário.
No caminho para o colégio fomos falando amenidades, segurei sua mão o percurso todo, beijei-a, segurei próximo a meu rosto, mas minha ansiedade me entregava, não conseguia desgrudar meus olhos do celular, Bella começou acompanhar meus movimentos percebendo que algo estava errado, eu percebia quando ela enrugava a testa e me olhava como se me perguntasse o que estava acontecendo, mas ao mesmo tempo se calava tentando me desvendar.
Quando cheguei com ela ao colégio, minha vontade era acompanhá-la até a sala e olhar para o rosto de todos ali presentes para ter certeza de que Bella estava segura, mas se fizesse isso, ela com certeza me interrogaria e o que eu diria, eu não podia revelar nossa estratégia.
Dentro do colégio teríamos dois homens do senhor Dalton à paisana para fazer a segurança de Bella, eles estavam ali por uma exigência minha.
Desci para abrir a porta para ela que me olhava com um olhar especulativo, não era muito dado a esses tipos de cavalheirismo, mas enquanto pudesse mantê-la por perto eu faria.
- Tudo bem, tudo bem, até agora eu fiquei calada, mas agora não dá. Quem é você e o que fez com meu namorado?
- Só quero ser gentil não posso.
- Sabe aquela frase, “quando a esmola é demais o santo desconfia”, pois é eu estou desconfiada, o que você vai aprontar, está me adulando demais.
- Aprontar o que Amor? Só porque abri a porta do carro pra você, se não gostou não faço mais.
— Não é só a porta do carro, é também as espiadelas de canto de olho, ou a atenção demasiada ao celular, eu disse umas três ou quatros coisas que ficaram sem resposta, agora vem me dizer que isso é o que...
- Amor, eu juro, não estou aprontando nada, talvez estivesse pensando na chegada de Jake e Lóra em casa... — Eu não sabia que desculpar dar, minha salvação foi o sinal que tocou anunciando o começo de seu aula. — Vá antes que se atrase.
Beijei seus lábios, mas não foi um simples beijo, a beijei com medo, medo de nunca mais tocar aquela boca, medo de perdê-la para aquele maníaco, eu realmente estava apavorado.
Quando sai do colégio me dirigi ao hotel, provavelmente Dalton e Justin estavam seguindo os passos de O’connell, agora era minha vez de fazê-lo ver quem era os Cullens.
Chegando ao hotel fui direto ao restaurante onde tomavam café e seguiriam os passos daquele bastardo através dos homens que o estavam investigando, todos estavam com os rostos pálidos, meu sangue gelou, eu tinha razão, algo estava errado.
- Alguma novidade? — Ninguém respondeu absolutamente nada. — Justin, alguma noticia de O’connell? — Justin olhou para senhor Dalton que somente meneou a cabeça em afirmação.
- Ele deixou o hotel no meio da madrugada... Ninguém viu, ele simplesmente evaporou. — Bella!!! minha mente gritou na hora
- Um dis... Disfarce? — Perguntei engasgando, por meu peito estar gritando que ela estava em risco.
- Entramos em contato com os homens que estão no colégio e eles disseram que não há nada suspeito, mas para não ocorrer nada de estranho mandamos mais dois para lá.
Eu queria ter ficado tranqüilo, mas isso não aconteceu, algo me mandava voltar, mandava buscar minha menina, eu não queria parecer um idiota na frente daqueles homens, pois nenhum deles conseguiriam entender que ela era minha alma.
Minha mente começou a ferver, eu queria noticias de Bella, mas se ligasse para seu celular com certeza ela me interrogaria, eu poderia a assustar se realmente contasse o que estava acontecendo, eu queria uma saída, em meu desespero peguei meu celular e liguei para Carlisle.
- Pai, ele não está no hotel, ele evaporou. — Disse já a beira de enlouquecer.
- Como assim, eles me disseram que estava tudo sobre controle.
- Não pai, não está, ele sumiu e acabei de deixar Bella no colégio, vá buscá-la por favor...
- Filho, não temos porque entrar em desespero, Dalton mandou homens para lá, eles cuidaram dela, mantenha a calma, Edward.
- Eu só podia estar louco quando deixei vocês usá-la para apanhar esse louco, se Bella não estiver em segurança eu mesmo vou caçar esse demônio, e eu não o pouparei, isso não é uma ameaça, é um aviso.
- Edward, eu tenho que atender os pacientes, mantenha-se no plano, tenho certeza que ele percebeu o cerco se fechando e resolveu fugir antes que seja tarde demais, instinto de preservação.
- Algo não está me cheirando bem, tenho certeza que ele está mais próximo que pensamos e ele vai levá-la, porque enquanto ficamos esperando pelos horários de Bella, ele pode estar fugindo com ela nesse momento.
- Eu entrarei em contato com o colégio e pedirei ao Bedel para que veja se Bella está na sala, farei isso somente para te acalmar, mas tenho certeza que Bella está segura.
Carlisle desligou o celular e eu me mantive afastado de todos, Justin olhava-me de longe querendo saber o que estava acontecendo, mas eu meneei a cabeça como um sinal para não se aproximar, eu tentei manter a calma com exercícios de respiração, mas não adiantou, tudo o que eu pensava era que enquanto eu estava ali parado aquele doente levava minha menina embora.
O tempo começou a passar e nada do retorno de Carlisle, eu não conseguia ficar quieto enquanto todos estavam ao telefone, Dalton começou a gritar com alguém ao mesmo tempo em que meu celular tocou, tudo o que consegui ouvir foi um:
- Mas como isso aconteceu seus incompetentes?
Atendi a ligação já esperando pelo pior.
- Me diz pelo amor de Deus que ela está no colégio... — Pedi para meu pai tentando controlar o desespero que era mais que evidente em minha voz.
- O Bedel me informou que... Um homem a estava aguardando... Dizendo que era sobre seu pai... Disse que a levaram para falar com esse homem... E depois não a viram mais...
- Eu deveria ter ouvido meus instintos, deveria ter levado Bella para bem longe, alguém viu quando saíram, para que lado foram?
- A única... Coisa que o Bedel me informou... Foi que o homem bate com as descrições de O’connell.
Se Carlisle disse mais alguma coisa eu não ouvi porque já havia desligado meu celular, sobre a mesa havia um vaso de vidro com flores joguei-o numa parede próxima a cabeça de Dalton, ele se virou pálido me pedindo calma e antes mesmo que eu o pegasse pelo pescoço sai daquele restaurante babando, se aquele imbecil fizesse mal a um fio do cabelo de Bella ele voltaria mutilado, esquartejado, uma parte para cada comparsa dele, porque eu o procuraria até no inferno se fosse possível.
Entrei em meu carro dirigindo em direção ao colégio eu queria falar com o Bedel pessoalmente, ele teria que me dizer como um homem desconhecido pode entrar num prédio e levar uma aluna sem ninguém ver, eu mataria um se fosse preciso pra encontra um rastro de Isabella que fosse.
Quando cheguei ao colégio a Mercedes preta de Carlisle já estava lá, somente perguntei onde era o gabinete do Bedel e entrei metendo o pé na porta, Carlisle já segura o sujeito pelo pescoço gritando em alto e bom som:
-... SE ALGO ACONTECER AQUELA JOVEM, EU JURO POR DEUS QUE FECHO ESSA MERDA, QUEM É O TUTOR DE ISABELLA SOU EU, NINGUÉM MAIS, SE ALGUÉM QUER FALAR COM ELA SOBRE O PAI, A MÃE, O RAIO QUE O PARTA, MANDE PROCURAR POR MIM, POR MIM!!!!
- Senhor não sabíamos que a jovem Swan estava sendo perseguida.
- Sabiam sim porque ela me relatou que levou o problema até a direção do colégio, pedindo para que qualquer assunto de ordem pessoal dela fosse resolvido por mim ou por meu pai.- Disso soltando as mãos de meu pai da gola do infeliz.
- Essa assunto não chegou até mim... — O homem se encolhia em sua cadeira, tentando fugir do inevitável.
- QUE ESPELUNCA É ESSA? EU PAGO UMA VERDADEIRA FURTUNA POR MÊS PARA DEIXAR MINHAS FILHAS EM SEGURANÇA E NINGUÉM AVISA QUANDO UMA ALUNA ESTÁ SENDO AMEAÇADA? QUE PORRA DE LUGAR É ESSE QUE EM VEZ DE CONTRATAREM FUNCIONARIOS COMPETENTES CONTRATAM FUNCIONARIOS QUE ESTÃO MAIS PREOCUPADOS COM A APARENCIA E FICAM SE OLHANDO NO ESPELHO ENQUANTO DEIXAM MARGINAIS ENTRAR POR SUAS PORTAS? TENHO CERTEZA QUE LHE OFERECERAM ATÉ CAFEZINHO... — Carlisle estava tão alterado que estava babando sobre o homem.
- Senhor, se o senhor não se controlar eu chamarei a segurança.
- ESCUTA AQUI SEU MERDINHA, ACHA QUE TENHO MEDO DE UNS CAPANGAS GRANDES QUE VOCÊS COLOCAM NAS PORTAS PARA AMENDRONTAR CRIANÇAS? ACHA MESMO QUE ALGUÉM VAI POR AS MÃOS EM MIM? EU SOU CARLISLE CULLEN, GENERAL DO EXÉRCITO ESTADUNIDENSE, ACHA MESMO QUE ESSE BANDO DE BORRA BOTAS VÃO POR MEDO EM MIM?
Nesse instante o gabinete do Bedel foi invadido por Dalton que segurou Carlisle o chamando a razão...
- Todas as fronteiras estão fechadas, ninguém entra ninguém sai, os aeroportos, rodoviárias e estações de trem estão todos avisados, ele não conseguirá ir muito longe. O pegaremos por favor, confiem em meus homens.
- Você tem filhos Brian? — Carlisle se virou e perguntou mostrando uma calma que não existia.
- Não General, eu não tenho filhos.
- Quem é o seu bem mais preciso? — Carlisle perguntou olhando no fundos dos olhos de Brian Dalton.
- Minha esposa...
- Eu desaparecerei com sua esposa por vinte e quatro horas, só pra você saber o que eu estou sentindo. Edward tinha razão, deveríamos estar muito loucos quando aceitamos a idéia de usá-la como isca, deveríamos tê-la advertido sobre o que estava acontecendo e a levado para bem longe, mas não, tínhamos que ouvir seu plano mirabolante, é nisso que dá confiar em gente que nem sabe onde ficam os fundilhos das próprias calças.
Um silencio pairou sobre a sala no mesmo instante que a porta do escritório do Bedel foi novamente escancarada, dessa vez por uma Esme com cara de poucos amigos.
- Esme, Amor, me perdoa, por favor... — Carlisle juntou as mãos em frente ao rosto para falar com uma Esme que lhe olhava com ódio.
- Eu lhe disse ontem quando me contou que esse homem era doente e que perderíamos Isabella, eu lhe avisei Carlisle! — A voz de Esme era tão fria e baixa que de onde estava eu podia sentir o frio cortando o ar.
- Agora eu quero saber o que esse bando de marmanjo estão fazendo aqui que não foram atrás desse desgraçado? O que estão esperando um pedido formal do presidente?! – Esme olhou para cada um parado dentro do gabinete, mas seu olhos pararam em Dalton.
- Traga a minha filha de volta Senhor Dalton, senão eu mesma a buscarei e farei questão de dizer a todos da inteligência do Pentágono o quão incompetente o senhor se mostrou a frente de seu cargo.
- A senhora está me ameaçando, eu posso mandar prende-la por desacato.
- Faça isso, quer que eu ligue... E vamos ver quem irá preso. Eu por estar lhe falando algumas verdades ou o senhor por não estar cumprindo com o seu dever? O que o senhor tem que entender é que sou filha de militar, mulher de militar e mãe de militar, acha que sou uma dessas mulheres que correm quando um homem se acha por causa da posição que ocupa? Preste atenção Senhor Dalton, lhe dou três horas para encontrar minha filha, se não entrarei em contato com o exército e tenho certeza que eles sim os encontraram, e quando tudo isso estiver acabado, o senhor estará implorando por seu emprego em minha porta, coloque os seu homens atrás deles porque o seu tempo está correndo e minha paciência se esgotando.
Agora eu entendia o modo General de Esme na hora do café, Carlisle havia lhe dito o que faríamos, aqueles dois se conheciam tanto que tenho certeza que ela o fez contar, posso até imaginar como.
- Sobre o senhor General... — Esme disse se virando para meu pai. — Eu o avisei se algo desse errado, eu lhe disse, mas o senhor preferiu acreditar em um borra botas que se diz muito esperto. Esperto é esse sujeito que conseguiu tirar Isabella aqui de dentro debaixo do nariz de quatro homens treinados, mas tenho que lhe dar razão sobre uma coisa, eles são realmente lentos.
Esme se sentou em uma cadeira na sala enquanto todos foram se retirando, um a um, com a cabeça baixa, todos falavam ao celular com alguém procurando por alguém suspeito que pudesse ser eles.
- Eu quero ver a fita das câmeras de vídeo de segurança. — Disse para ter uma diretriz.
- As câmeras foram desligadas por pedido dos pais dos alunos dizendo que seus filhos perderam a privacidade dentro do colégio.
- Quando isso aconteceu, porque eu não recebi nenhum comunicado sobre tal fato. — Minha mãe questionou o Bedel já tão assustado.
- Foi no semestre passado, tenho certeza que todos os pais receberam, mas a senhora deveria estar muito ocupado com seus afaz...
- Escute bem senhor. — Esme o interrompeu. — Se estou lhe falando que não recebi nenhum comunicado de tal fato, foi porque não recebi, tenho certeza que as mães do clube de qual participo que também tem seus filhos matriculados nessa pocilga também não receberam, por isso estarei comunicando todas que em breve será organizada uma reunião para redefinir o cargo de todos desse lugar, tenha absoluta certeza que o senhor não estará na lista.
— Que petulância, quem a senhora pensa que é para falar comigo nesse tom, eu exijo respeito.
- E EU EXIJO QUE O SENHOR TRAGA MINHA FILHA DE VOLTA, PORQUE SE NÃO FOSSE POR SUA FALTA DE PROFISSIONALISMO, NINGUÉM TERIA SE APROXIMADO DE ISABELLA. — Esme explodiu enfiando o dedo na cara do Bedel que novamente se encolheu em sua poltrona.
Passaram-se alguns minutos quando comecei a fazer contatos, havia um pessoal mais velho que tinham servido comigo logo quando entrei, eles eram todos sem juízo e às vezes acho que era por isso que as coisas davam tão certo com aqueles três, Carlos, Enrico e Thomás eram conhecidos como o trio destruição, tudo o que eles tocavam ia ao chão, mas sempre traziam o que lhes pedíamos, os comparava com cães grandes que destroem tudo até encontrarem seus ossos.
O telefone que tinha de Enrico era muito antigo, esperava que desse certo e que atendesse, a família de Enrico era mexicana, assim como a de Carlos, costumávamos brincar dizendo que a água de Tijuana em vez de cloro tinha coca.
- Enrico.
- Enrico, é o Cullen, preciso que achem uma pessoa pra mim.
- Molequinho? — Eles me deram esse apelido porque quando me juntei a grupo deles eu era o mais jovem.
- Enrico, um sujeito sumiu com minha menina, ele deve estar escondido em algum galpão porque o FBI fechou todas as fronteiras, ele pode tentar sair com ela por alguma pista clandestina, preciso que a encontrem.
- Onde está Justin.
- Provavelmente tentando fazer o mesmo, ele sabe quem é o homem que está por trás disso, por favor Enrico, ela é minha Paloma.
Paloma era a maneira que eles se referiam a suas mulheres, dizendo que eram em seus braços que sempre voavam de encontro a seu ninho, ninguém em nosso pelotão se atrevia a fazer qualquer tipo de graça sobre suas mulheres, pois eles seriam capaz de matar qualquer um que se aproximassem delas, Carlos certa vez chegou a dar sumiço em um homem por se engraçar com sua esposa.
- O quer vivo ou morto?
- Quero ir com vocês. Depois decido se ele viverá ou o darei aos porcos.
- Sabe por onde devemos começar?
- Qualquer galpão afastado, escondido ou com movimento suspeito próximos a pistas que dêem para pousar aviões.
- Como é sua Paloma, moleque?
- Cabelos castanhos avermelhados, olhos verdes, pele branca, chama-se Isabella Swan, tem dezessete anos, quando a deixei hoje pela manhã no colégio, vestia calça jeans uma Jaqueta branca e uma camiseta branca com sapatilhas de ballet Pink desenhada na frente, usava rabo de cavalo.
- Alguma marca caso encontremos alguém que possa ser a moça?
- Ela tem uma cicatriz nas costas em transversal, e seu pescoço... Está com um hematoma atrás... Bem próximo a raiz dos cabelos... — Disse essa informação aos sussurros pois era a marca que eu tinha feito quando tomamos banho pela manhã.
- Qualquer coisa entro em contato, cadê o seu pai?
- Também está a procura deles.
- Se eu precisar dar uns tiros, pergunta pro seu velho se ele limpa meu lado? Assim você nem precisa por o seu nesse lance.
- Se ele não fizer, eu faço. Eu estou te dando carta branca, Enrico.
- Muchas Gracias, moleque, talvez eu te traga o fígado, o que acha?
- Minha parte jogue aos porcos.
- Quem mais está envolvido nisso?
- O pessoal do FBI.
- As fresquinhas, cheias de normas e regras, são um bando de empata, mas pode deixar que ninguém vai ver ou saber de nada.
- Conto com isso.
Desliguei meu celular caminhando para o corredor, minha mãe já havia se retirado da sala, mas me aguardava.
- O que está pretendendo fazer?
- Liguei para alguns amigos, farei tudo o que for preciso para trazer Bella para casa mãe, não se preocupe.
- É impossível não me preocupar quando sei que Isabella está na mão de um maníaco, minha cabeça começa a ter vertigens quando começo a imaginar o que esse homem poderá fazer com ela...
- Nós a encontraremos antes mãe, ela não irá a lugar algum com aquele desgraçado.
- Vou até a classe de Alice para saber se ela viu alguma coisa ou sabe de algo que possa ajudar, já que era ela quem falava com esse monstro.
Assenti com a cabeça e Esme se dirigiu as classes enquanto eu caminhava para meu carro, o pessoal do FBI estava todo espalhado pelo colégio, nenhum deles levantou o rosto para mim, se eu estivesse no lugar deles, faria o mesmo me afundaria na minha própria vergonha, minha incapacidade de seguir a merda de um plano simples que até uma criança de dois anos faria, o serviço deles era apenas cuidar de Bella, ter certeza onde ela estava e eles não fizeram nem isso.
Antes mesmo de chegar a meu carro ouço o grito de minha mãe próxima as portas de saída.
- EDWAR!!!!
Quando me virei Esme estava aos prantos, a mascara de mulher forte havia desabado e tudo que eu via era uma mulher derrotada.
- Edward, Alice também não está no colégio,a professora me informou que ela não veio, o que é mentira pois eu mesma a trouxe e a vi entrar, ela não me desobedeceria. Ele também a levou!!!
- O que a senhora está me dizendo? O’connell está com Alice também? A senhora já falou com Carlisle, ele está sabendo?
- Não, eu não falei... - Esme engasgou devido ao choro.
- Venha, vamos encontrá-las, e se Alice estiver aprontando mais uma das suas?
- Ela nunca faria isso, ela jamais desobedeceria a uma ordem minha, ela pode ter feito muita besteira, mas um pouco de respeito por mim ela ainda tem.
- Se Alice estiver aprontando mais uma das suas, eu juro por Deus que ninguém vai me segurar.
- Edward, acredite em mim... Ela não está aprontando.
Entrei em meu carro com Esme junto, ela ligava para Carlisle, mas as lagrimas a faziam errar diversas vezes os números, peguei o celular de sua mão e disquei a ultima chamada no segundo toque ele atende.
- Alguma novidade, encontraram eles?
- A novidade é que Alice não está no colégio e mamãe está suspeitando que ele esteja com ela também.
- Alice... - Meu pai disse seu nome em um suspiro.
- Onde vocês estão?
- Voltamos para o hotel para ver se Justin conseguiu alguma informação, Carlos e Enrico também estão aqui, Thomás não está porque entrou em contato com alguns conhecidos que sabem de galpões desativados que ficam longe de estradas, mas próximos a lugares que aviões de pequeno porte possa descer.
- Certo. Estou indo até Forks, perto dali a um galpão antigo também, de repente pode ser um hidroavião e em vez de descer na pista, desça nas praias de La Push.
- Bem lembrado filho, vou pedir para que alguém lhe acompanhe, tem alguém que prefira. - No mesmo instante minha mente gritou, Emmett e Jasper, mas eles só chegariam depois de alguns dias, o que eu faria, quem me ajudaria nessa missão. - Edward, filho ainda está ai?
- Quero Enrico, ele é como um cão perdigueiro, peça a Carlos que fique onde está e se tiverem alguma noticia... Vão os dois imediatamente, eu não quero ninguém que não seja de minha confiança no meio, se não fosse esse bando de incompetente Bella e Alice estariam aqui.
- Porque prefere Enrico a Carlos?
- Porque preciso encontrar rastros e atiro melhor que ele, se vocês tiverem alguma noticia, você é um ótimo rastreador, já Carlos é um ótimo atirador, mande-o executar o cara.
- Certo Capitão estamos todos aguardando somente um comando. — Meu pai, um General, esperando por uma ordem minha, a noticia do sumiço de Alice teve ter mexido mesmo com sua cabeça, ele jamais me deixaria arquitetar o plano sem dar seu palpite.
Quando desligamos eu rasgava a estrada sentido Forks sem nem ao menos olhar para os lados, somente sentia a presença de minha mãe a meu lado chorando silenciosamente. Entrei em contato com Billy Black e lhe disse o que estava ocorrendo, pedi para que ele investigasse para mim se algum hidroavião havia descido em La Push, mas ele não sabia de nada, disse que ligaria para seus amigos e que em poucos minutos retornaria.
O caminho até La Push foi feito sobre o mais profundo silencio, somente se ouvia os pneus no asfalto, se tivéssemos pista de alguma coisa, deixaria Esme na casa dos Blacks e seguiria, tinha certeza que Enrico já estava na estrada logo atrás de mim.
- E se não as encontrarmos vivas, Edward? — Se não conseguirmos chegar a tempo?
Enquanto Esme me questionava eu tentava arquitetar um plano para encontrá-las, não conseguia imaginar nem por um minuto que eu falharia.
- Elas mortas para ele não tem serventia, ele precisa delas vivas para servirem de escravas. — Dizia esses palavras com minha garganta queimando, doía só de imaginar que ele faria tal atrocidade as meninas. — Ele precisa vendê-las, mortas elas não custam nada...
- Pelo amor de Deus, não diz mais nada, por favor...
Cada segundo que se passava minha alma doía mais, onde esse desgraçado estava com minhas meninas, lembrei-me do dia que Bella disse que entrou pela primeira vez em uma igreja e pediu por mim, nesse instante eu fiz o mesmo... Comecei a pedir, implorar que Deus protegesse as duas, dentro de mim eu implorava por um milagre, eu que só acreditava na força das armas em meio a uma guerra implorei por força divina, implorei por Bella e Alice. Eu podia ouvir o som dos risos, o brilho dos olhos, o dia em que Alice disse que eu estava apaixonado por Bella e perguntei se ela estava delirando, quando minha mãe me contou de sua gravidez, de Bella com um lindo vestido de babados azul no aniversario de Alice há muitos anos.
“Deus por favor proteja minhas meninas, por favor...”
Eu não queria olhar para Esme, já estava desesperado demais por mim mesmo, eu precisava pisar fundo para chegar o quanto antes em La Push.
Na ultima curva antes da First Beach, meu celular chamou, quando olhei para o mesmo, o nome de Bella brilhava na tela, joguei meu carro no acostamento e atendi desesperado.
- Amor, amor fala comigo, onde você está?! — Não ouvi resposta, apenas uma gritaria ao fundo, os gritos era de Alice o que fez meu sangue gelar nas veias. — Amor, responde, diz alguma coisa. — Mas não ouvi nada apenas silêncio, fiquei parado tentando ouvir enquanto Esme me olhava com os olhos esbugalhados tentando entender alguma coisa, os gritos começaram novamente e no fundo estava a voz de O’connell, Bella devia estar impossibilitada de falar.
- Cale a boca sua vadia. - Ouvi o som de um tapa . - Está tentando chamar atenção de quem? Acha mesmo que vão te ouvir? Estamos a mais de quilômetros de qualquer estrada que seja.
- Meu pai e meu irmão vão nos encontrar seu retardado e você vai ver só, acha que tenho medo de você, vou fazer questão de arrancar cada parte desse seu corpo deformado. - Alice havia perdido a noção de vez, ela estava discutindo com o seqüestrador.
- Solta meu cabelo!!!!!!!! — Ela começou a gritar.
- Se eu não precisasse dessa aí, as mataria e deixaria os corpos aqui mesmo, mas prometi que a entregaria amanhã pela manhã, tenho certeza que os caras vão ficar felizes ao ver que em vez de uma estou levando duas.
- Feliz irei ficar eu quando queimar seus olhos com ferro em brasa e lhe ouvir gritar por clemência. - Ouvi o som de outro tapa.
- Você está brincando com fogo garota, por muito menos eu já matei sabia? Cale a sua boca senão você vai virar comida para peixe.
Peixe? Será que eles estavam próximos alguma praia?
Ouvi um gemido muito próximo ao fone, será que Bella estava ferida?
- Onde estamos? — A ouvi perguntar.
- Bella, graças a Deus que acordou, achei que esse louco havia lhe matado.
- Onde estamos, Alice?
- Indo para o seu castelo princesinha. Sabe que seu nome realmente faz jus a você, você é realmente muito bela.
- Tire suas mãos dela seu asqueroso, patife, eu vou arrancar as suas bolas com minhas próprias mãos.
- Cale a sua boca cadela, já lhe disse que você não faria nenhuma falta, estão esperando apenas por ela. — Com certeza ele se referia a Bella, mas onde eles estavam?
- Que lugar é esse? — Bella tornou a repetir. - Porque estamos aqui?
- Iremos embora amanhã, porque parece que a princesinha aqui estava sendo vigiada pelos federais e com certeza daqui a pouco vai ter gente grossa atrás de vocês, estamos na floresta de Great Rocks, próximo a cidade de Port Angeles, se te faz mais feliz, e faz essa peste calar a boca.
A fuga deles havia acabado, ele estava morto.
- Mamãe, tire o seu celular da bolsa e ligue para Carlisle e diga que mande Carlos e Thomás me encontrar em Port Angeles, diga que encontrei as meninas e que preciso que
Eles estejam lá o mais rápido possível, iremos caçar.
Minha mãe me olhava com os olhos brilhando de lágrimas enquanto sua mão estava na boca, ela fez exatamente como lhe pedi, ligou para Carlisle e o mesmo entendeu exatamente o que eu queria, mantive meu celular ligado para ver se conseguia ouvir mais alguma coisa, mas tudo que ouvi foi ele dizendo obscenidades a elas, que elas nunca mais encontrariam ninguém de suas famílias que cada uma iria para um lugar do mundo e ninguém jamais as encontraria, Alice ainda gritava a plenos pulmões com ele, Bella deveria estar ferida, pois eu não ouvia sua voz.
Retornei para Port Angeles o mais rápido que consegui, a pista estava lisa devido a uma chuva fina que caia o que tornou o trajeto mais lento.
Quando entrei na cidade, Carlisle nos aguardava próximo as docas, Enrico estava com sua moto e Carlos e Thomás estavam com o carro de Enrico, pois era o mais potente, Enrico sempre gostou de velocidade.
- Qual é o plano Capitão. — Thomás me perguntou já jogando uma escopeta cano serrado na minha mão.
- Pelo que ouvi ao telefone, estão somente os três, ele se acha esperto o suficiente para enganar as garotas, mas se deu mal, Bella escondeu o celular e me ligou fazendo que ele dissesse onde estavam. O plano é o seguinte. Thomás você vai pelo sul, eu vou pelo norte, Enrico pelo leste e Carlos oeste, sem fazer barulho, sem maiores estardalhaço, quem conseguir chegar perto primeiro liberta as meninas e imobiliza O’connell.
- Carlisle e Esme, quero que voltem para Seattle, façam o possível para que o FBI não se intrometa, eles já fizeram merdas demais por só um dia, avise a Justin que seus serviços foram de muito proveito, pena que se juntou com gente que não soube aproveitar sua inteligência e negligenciou a mesma, assim que eu voltar entrarei em contato com ele para acertarmos nossas contas.
- Eu não vou sair daqui sem minhas filhas. — Esme me disse aos prantos.
Segurei seu rosto entre minhas mãos a fazendo me olhar nos olhos.
- Eu já a decepcionei? Algum dia deixei de cumprir o que lhe disse?
- Não... — Esme respondeu num sussurro abaixando a cabeça.
Levantei seu rosto para ver que eu não recuaria de minha decisão.
- Então, por favor, faça o que estou pedindo á vocês, voltem para Seattle e nos aguarde, eu vou levar as meninas sãs e salvas para casa.
- Eu quero ir também filho, quero ajudar. — Meu pai disse dando um passo a frente.
- Você irá me ajudar se conseguir impedir que o pessoal do FBI se meta mais e levando mamãe para casa, cuide dela.
- Acha que as meninas estão em risco? — Carlisle perguntou aos sussurros.
- Se aquele desgraçado estragar um fio de cabelo que for das meninas... Pode deixar que eu te chamarei para o castigo que irei aplicar.
Carlisle me abraçou passando todo o seu apoio, assentindo com a cabeça.
Sem dizer mais uma única palavras seguimos todos até a entrada da floresta, cada um fazendo seu caminho.
Procurávamos por algum sinal que nos desse uma direção quando vimos uma fumaça emergir do meio das árvores, então aquele era o nosso ponto.
Notas finais
COMENTEM!!!!!!!!!!!!!
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