Entre O Céu E O Inferno

7 Capítulo 7 Revelações


Notas iniciais
Mais um capitulo cheio de emoções chegando...
Quero deixar um beijo super especial a Sil Massen Cullen pelo carinho e pela recomendação e a todas por sempre estarem comentando.
Faz uma enorme diferença saber desse carinho!!!
AAAAHHH!!! Estarei postando todos os sabados as meninas que perguntaram, eu prometo e se não conseguir postar algum sabado eu posto 2 capitulos de uma vez...
Grande beijos a todas e vamos lá... Revelações!!!

7-Revelações

Carlisle entrou no quarto e encontrou Bella e eu em silencio deitados na cama, Bela voltara a dormir encostada em meu peito e eu estava tentando encontrar lógica no que ela me disse, como uma pessoa que lutou tanto poderia se culpar?

Se ela tivesse se escondido, fugido por medo da dor, mas não ela se doou, ela lutou pela vida da mãe, eu não consiga entender o que a levara a se julgar de maneira tão cruel, condenando a si mesma.

- Ela está bem?

- Dormiu há pouco, parece estar mais tranqüila.

- O que ela te disse?

- Que poderia ter salvado a mãe, que a culpa de Renée ter morrido é dela.

- Bella não deu veneno à mãe, nem tentou nada contra a vida dela, porque acha que é culpada?

- O senhor sabia que Bella doou medula para mãe?

- Não. Eles sempre diziam que não haviam encontrado ninguém compatível.

- Bella era, e doou duas vezes medula para o transplante de Renée.

- Meu Deus, mas isso é quase impossível, uma filha doar para mãe, isso é um em um milhão.

- Foi exatamente isso que ela disse, mas o problema é que o corpo de Renée não aceitou o tratamento, Bella acha que poderia ter tentado mais uma vez, mas Renée se negou a ver a filha correr o risco de uma infecção.

- Porque não disseram nada, poderíamos ter ajudado, talvez se estudássemos o caso poderíamos saber qual foi o motivo da rejeição.

- Ela se julga, diz que a culpa foi dela, eu não entendo.

- Charlie deve ter posto na cabeça dela que ela era a culpada, que ela não fez nada. Quando estamos frágeis, é muito mais fácil implantar duvidas em nossas cabeças, no caso de Bella o pai plantou a certeza que a culpa era dela.

- Estive com ele hoje na hora em que fui buscar as meninas, ele estava próximo ao Studio, estava escondido em um beco.

- Ele sempre se aproxima assim, primeiro observa de longe, depois tenta contato por telefone, e finalmente a procura implorando perdão, dessa vez ele começou mais cedo.

- Talvez precise de alguma coisa, dinheiro quem sabe?

- Os bens de Bella foram vetados por ela ser menor e o pai ter sido considerado incapaz.

- Quem está gerenciando os bens da família? Bella me disse que era o pai.

- Não é mais, contratei um advogado para fazer isso, o nome dele é San Uley, a filha dele é uma das alunas do Studio e ele já tomava conta dos assuntos jurídicos para Renée antes de sua morte.

- O que significa que Charlie não tem acesso ao dinheiro.

- Teve acesso a sua parte da herança que para ser sincero não é nem um milésimo do que eles tem.

- Estamos falando de quanto?

- Digamos que Bella é uma pessoa muito rica, rica o suficiente para ter a vida que quiser, da maneira que quiser, viver onde bem entender.

- Milhões?

- Eu diria bilhões.

Olhei para aquele corpo que protegia em meus braços e não pude acreditar.

- Ela sabe da fortuna que tem?

- Sabe, e nunca em momento algum quis um único centavo do que não era dela, ela prefere que ninguém saiba, por isso somente San e nós sabemos, ela tem medo de algum tipo de violência contra ela.

- Como um Studio de ballet pode dar tanto dinheiro?

- Não foi o Studio filho, Renée era filha de um magnata francês, quando ela veio para os Estados Unidos estudar conheceu Charlie e seu pai não aceitou o namoro, ela abandonou tudo para viver com ele, quando Bella nasceu, o pai de Renée voltou a fazer contato, disse que queria conhecer a neta, pediu perdão à filha e claro que Renée aceitou, o avô de Bella lhe deu de presente pelo nascimento uma conta bancaria com uma fortuna, fora jóias guardadas num cofre nesse mesmo banco no nome dela, depois que Bella nasceu ele veio morar aqui, para ficar próximo da filha e da neta, quando ele faleceu Renée e Bella herdaram tudo o que era dele, inclusive suas propriedades aqui e na França, mas Renée nunca tocou em um único centavo desse dinheiro, vivia com o dinheiro que o Studio dava o que já era o suficiente. Quando ela adoeceu foi que usaram o dinheiro que ela havia herdado.

- Foi com esse mesmo dinheiro que ela comprou o Studio?

- Foi. Renée era apaixonada pelo Studio.

- E Bella o que acha disso?

- Nunca tocou no assunto, ela sabe o que tem, mas nunca se mostrou diferente por isso.

- Esse dinheiro não pode comprar tudo. — Bella disse nos assustando. — Ele não pagou pela vida de Renée.

- Amor, perdão não queríamos te acordar.

- Não precisa pedir perdão amor. Desculpe pelo susto tio Carl.

- Como se senti Bella?

- Estou bem tio, só quero tomar um banho e comer algo, pois estou faminta. Perdoe-me pelo susto, eu sei que parece pouco para quem vê de fora, mas para mim que estou no meio do olho do furacão é muita coisa.

- Não tem porque se desculpar Bella, estamos aqui, somos sua família, não precisa ter receio de nos dizer nada.

- Tio, queria te fazer um pedido, posso?

- O que quiser querida.

- Posso morar com vocês enquanto estiver aqui? Não quero nunca mais ter que voltar para aquela casa, vou vendê-la assim que puder.

- É claro minha querida, sabe que essa casa já é sua há muito tempo.

- Temos que contar a tia Esme que ela acabou de ganhar outra boca para alimentar.

- Ela sempre quis muitas outras bocas em nossa mesa, e a sua será o melhor presente que estamos ganhando, ela sempre te amou como uma filha imagina quando ela souber que vai ser pro resto da vida.

Entramos Carlisle, Bella e eu na sala, quando Esme nos viu, levantou do sofá e correu para abraçar Bella, Carlisle se colocou no meio segurando-a.

- Há algo de errado para que eu não possa abraçar Bella?

- Não querida... É que antes temos um pedido muito importante para fazer...

- Vocês estão me assustando com essas caras, o que está acontecendo? Bella se você está pensando em nos deixar, pode ir tirando essa idéia da cabeça, ninguém vai a lugar algum, está me ouvindo?

- Não amor, Bella não ira nos deixar, mas é sobre onde ela quer viver...

- Chega de rodeios Carlisle — Quando Esme chamava meu pai pelo nome, era porque ela estava para explodir — Quero saber o que está havendo aqui. Porque não posso me aproximar de Bella?

- Calma amor, sei que estava preocupada, mas temos algo a lhe pedir, depois eu prometo que se você quiser poderá matar Bella de carinho.

- Ok. Então quem vai começar falar? Edward?

- Eu sou somente um mero expectador, a idéia não foi minha.

- Tia Esme, a idéia... Na verdade o pedido foi meu...

- O que você quer querida, se estiver ao nosso alcance, faremos, não precisa se intimidar.

Carlisle se aproximou de Bella e colocou as mão em seu ombro.

- Esme, quero que conheça Isabella Mary Swan, futura Cullen.

- Oh meu Deus, Edward, você pediu Bella em casamento? Mas assim tão rápido?

- Eu disse que sou um mero expectador, não o ator principal.

- Então não entendi.

- Quero ficar morando com vocês. — Bella pediu corando. — Enquanto eu estiver em Seattle, quero viver com vocês.

Esme levou as mãos à boca, olhou novamente para Bella, seus olhos encheram-se de lágrimas.

- Se por um momento passou por sua cabeça nos deixar mocinha, me sinto no direito de te dar umas boas palmadas, porque agora me sinto como sua mãe. — Esme disse olhando nos olhos de Bella abraçando-a.

- Eu só queria poder ficar com as pessoas que amo, e sinto que me amam.

Uma lágrima silenciosa desceu pela face de Bella, enquanto Esme e ela continuavam abraçadas.

- Você seria dessa família de qualquer jeito vida, mais cedo ou mais tarde. — Disse lhe afagando os cabelos.

- Já te pedi para não fazer promessas Capitão...

- Não são promessas amor... Eu já te disse isso... Sei que preciso organizar minha vida, mas eu não consigo mais nem imaginar minha vida sem você.

- Eu estou ganhando uma irmã ou uma cunhada?

Ouvimos Alice perguntar do alto da escada. Quando a olhamos, estava com os olhos brilhantes, parecendo uma criança que acaba de ganhar uma boneca.

Alice desceu as escadas correndo e agarrou Bella num abraço apertado junto com Esme.

- Agora você vai ser minha irmã de verdade. Eu nem posso acreditar... Más noticias para você Edward, irmãos não namoram, isso é incesto.

- Eu comecei a namorar Bella antes dessa “adoção”, tenho direito primeiro.

Minha família acaba de ganhar um novo membro, tenho certeza que logo Bella deixará de ser Swan para ser Cullen, mas antes tenho que resolver algumas coisas...

Ficamos todos na sala até tarde, Bella estava radiante com a nova família, ela nos dizia que sempre quis ter irmãos, mas Charlie era contra devido uma complicação que Renée teve em sua gravidez.

Alice ficou nos atormentando nos dizendo que agora era a irmã do meio, já que era cinco meses mais velha que Bella, minha mãe disse que sempre pensou em adotar, mas nunca poderia passar por sua cabeça que “adotaria” uma adolescente, apesar de dizer que Bella era muito mais adulta que muitos adultos que conhecia.

A conversa corria solta quando comecei a sentir falta de meus remédios, estava começando a ter frio, e dor, logo imaginei que poderia ser da infecção, tomei meus medicamentos e retirei-me para meu quarto.

- Não se esqueça que a senhorita está em novo dormitório, não me faça ficar sozinho por muito tempo. — Sussurrei para Bella de modo que ninguém mais ouvisse e fui para meu quarto.

Tomei um demorado banho, a água morna estava confortável, relaxava os músculos tencionados pelos acontecimentos do dia.

Deitei em minha cama e não conseguia dormir, rolava, estava desconfortável, frio, não parecia ser minha cama, busquei mais um travesseiro e não encontrava posição, meus olhos se negavam a fechar, mesmo tendo dormido tão pouco na noite passada e com o dia turbulento que se findava.

Talvez um leite quente ajudasse, desci as escadas rumo à cozinha, quando ia entrar na sala, mamãe e as meninas ainda conversavam.

- Bella, não quer me dizer o que anda acontecendo entre você e Edward? — Esme perguntou com Bella e Alice deitadas em seu colo.

- Eu não sei nem por onde começar...

- Comece por exemplo o que aconteceu noite passada. — Alice disse curiosa.

- E você já não fez todas as perguntas enquanto estávamos indo para o shopping essa tarde?

- Fiz as principais, mas você não me contou os detalhes.

- Vocês transaram Bella?

- Segundo Edward, fizeram amor. — Disse Alice, ela e Esme começaram a rir baixinho enquanto Bella corada as bochechas.

- Como Alice disse... Fizemos amor...

- Foi sua primeira vez?

- Sim... — Bella corava cada vez mais. — Minha primeira vez... E o melhor... Foi com o amor da minha vida... Nunca imaginei que poderia ser tão lindo...

- Ele foi gentil querida? Ele sabia que era a sua primeira vez?

- Ele foi um lord tia Esme, todo cuidadoso, muito carinhoso, disse que se eu não quisesse, não precisávamos fazer nada.

— Bella, tenho medo do que possa acontecer com você, quando Edward precisar voltar, tenho medo que sofra.

- Eu sei tia, já pensei nisso também, mas por enquanto, não quero sofrer por antecipação, quando ele precisar ir, vou esperar ele voltar, ele não pode parar a vida dele por minha causa.

- Você vai para a Rússia?

- Mesmo que eu seja aceita no corpo de ballet, ficarei por aqui até Edward ir, não quero mais ter que ficar longe dele o desnecessário.

Ouvir Bella falar, tornava seus sentimentos por mim mais reais, mesmo já tendo ouvido dela tudo o que dizia para minha mãe, era como se confirmasse, como se reafirmasse.

Ela era minha... Como nunca notei... Aquele ser tão lindo, havia se entregado a mim, tinha me esperado.

A criança tímida cresceu e se tornou uma linda mulher, a minha mulher, a menina que fez um Capitão se render aos seus encantos.

- Você não pode notar a diferença porque conviveu pouco com Edward, mas Bella, ele é um outro homem, quando ele retornou na última vez, estava frio, sem sentimentos, um verdadeiro guerreiro, tudo para ele era estratégias, foi um inferno, eu sentia falta de vê-lo sorrir, de ser o filho que um dia eu deixei partir, queria que algo pudesse abrir seus olhos, mas nunca imaginei que alguém abriria seus olhos, e esse alguém foi você boneca.

- Talvez tenha sido o medo de morrer tia Esme, Edward ainda está muito ferido, mesmo que não admita.

- Ele quer ser forte por você. — Quem falou foi Alice, que estava quase adormecida no colo de minha mãe.

- O que disse Alice?

- Ele quer te proteger Bella, ainda não percebeu, ele nunca se curvou pela dor de ninguém e hoje no shopping, a voz de meu irmão era de puro pânico. Nunca vi Edward daquele jeito, ele tem muito mais medo que algo aconteça a você do que a ele.

- Alice, não me faça ter mais sonhos, o que tenho já é de grande tamanho...

- Não estamos te dando ilusões Bella, apenas estamos vendo a mudança, e que graças a Deus foi pra melhor...

- Ele fala sobre a guerra durante o sono, diz o nome de seus homens, Edward tem um sono agitado.

- Ele pode estar longe daquele inferno, mas não se desligou, Carlisle quando voltava tinha os mesmos problemas, isso quando não acordava aos berros durante a noite dizendo que estávamos sendo bombardeados.

- Edward pede para resgatar Taylor Crow, fala que a família precisa dele, que ele tem um filho pequeno.

- Crow foi um dos homens de Edward que morreram durante um atentado, ele havia se identificado muito com ele, nos dias que Edward estava inconsciente fala muito dele.

- Edward não pertence a esse inferno tia Esme, ele precisa ficar com a gente...

Ouvi a voz de Bella morrer ao poucos e logo um leve soluço, Bella estava chorando, mais uma vez por minha causa, jurei-me naquele momento que iria retornar para terminar minha missão que duraria por pelo menos mais três anos depois pediria exoneração, não queria ter mais ninguém sofrendo por mim.

Adentrei a sala, fiquei olhando minhas três mulheres, Esme quem me deu a vida, Alice que é uma grande parte da minha vida e Bella que se tornara minha vida, meus grandes amores, as mulheres pelo qual luto, e vou continuar lutando enquanto tiver forças.

- Não está na hora de minhas bonecas irem pra cama? Ou vão querer ver o sol nascer pela janela da sala?

- Nem vimos à hora passar, estávamos aqui conversando sobre a vida...

- Alice adormeceu. — Disse interrompendo minha mãe.

- Vou chamá-la para ir para o quarto, quer alguma coisa filho?

- Desci para tomar um copo de leite, não consigo pregar os olhos.

- Eu faço pra você.

Bella levantou do colo de minha mãe e foi até a cozinha, deitei no lugar dela, Esme começou a fazer carinho em meus cabelos que estavam começando a cair nos olhos.

- Você sabe quanto tempo faz que não tenho meus dois filhos no meu colo? Pode imaginar o quanto é bom?

- Bom é esse cafuné que só a senhora sabe fazer.

- Pra mim vocês nunca deveriam ter crescido, sinto falta de crianças correndo dentro de casa.

- O que é isso D. Esme? Está jogando verde para me dizer que quer netos?

- Não estou jogando verde, estou apenas dizendo que sinto falta de ouvir pesinhos descalços correndo dentro dessa casa, é impossível não sofrer ao pensar que Alice e Bella no próximo ano não estarão mais conosco, e você vai partir em poucos meses novamente, essa casa fica num silencio tão profundo, chego a pensar que se tornou um mausoléu.

- Prometo, dessa vez não irá durar muito, estive pesando, acho que está na hora de tirar a farda e seguir papai.

- No dia em que te ver entrando por aquela porta para nunca mais retornar para aquele inferno será o dia mais feliz de minha vida.

- Esse dia vai ser logo, pode apostar.

- O que está pretendendo fazer?

- Falarei com meus homens, cumprirei minha última missão, tenho certeza que muitos deles assim como eu também pedirão despensa de seus serviços depois disso, somos um batalhão com soldados maduras, não somos mais jovens com a ilusão de que a guerra é uma grande gloria.

- Preciso agradecer a Deus por ouvir minhas preces, tenho muitas promessas para cumprir.

Bella entrou pela sala com um copo de leite morno e se sentou no chão junto às pernas de Esme reivindicando seu colo também.

- Tem mãe pra todos. — Esme disse sorrindo, por estarmos os três em seu colo. — Acho melhor todos irmos para nossos quartos já está tarde, o dia foi puxado para todos.

- Amanhã vou até La Push, quero falar com Jacob.

Tomei o copo de leite morno que Bella havia feito, estiquei a mão para ela que logo se levantou, minha mãe acordou Alice que queria colo igual quando era pequena para subir para o quarto, se não estivesse ferido e feito à extravagância de carregar Bella hoje, poderia tentar leva-la, mas meu ombro ainda estava reclamando o socorro de mais cedo.

Bella e eu fomos para meu quarto.

- Quero te mostrar algo. — Disse para Bella já tirando a camisa. — Queria ter te mostrado antes, mas não deu, o dia hoje foi uma loucura.

Bella olhou para meu peito e arfou diante da tatuagem, se aproximou e passou a mão com toda a delicadeza do mundo.

- Quando você a fez? É linda...

- Fiz na hora que deixei você e Alice no ballet pela manhã. Gostou?

- Ficou perfeita amor... Quem a fez, quero uma também.

- Seu nome é McCarty, Eloy McCarty, ele é irmão de um dos meus homens, dá pra acreditar nesse mundo pequeno? Ele me disse que Emmett estará voltando dentro de dois meses para trazer outro soldado de nosso pelotão e regressará com...

- Com você... — Bella terminou a frase por mim. — Em dois meses você ainda não terá se recuperado, seu ferimento pode não ter cicatrizado...

Bella começou a falar afoita, seus olhos foram ficando rasos d’agua, a abracei para que ela se controlasse.

- Calma amor, ele disse que retornaríamos juntos e não que retornaríamos no dia seguinte em que chegasse, McCarty tem muitas coisas para resolver aqui pelo que seu irmão me disse.

- Por favor, não quero pensar que você possa partir antes do previsto, não quero falar sobre isso.

- Eu vou ficar o tempo que puder, você sabe disso, chega dessa conversa, vem, vamos pra cama, amanhã falamos.

- Preciso de um banho antes, estou tão nervosa que sinto que meus nervos irão rebentar a qualquer momento.

- Quer companhia? Posso te ajudar a relaxar.

- Quero.

- Que tal usarmos a banheira?

- Hum... Ótima idéia.

Enchi a banheira usando sais de banho, como minha mãe costumava chamar aquele pó colorido, busquei Bella que estava estirada na cama quase adormecida, a guiei até a banheira e comecei despi-la devagar, admirando sua forma, seu corpo, eu estava encantado, acho que nunca me acostumaria com tanta beleza, à composição de sua pele claríssima com seus cabelos escuros e aqueles lindos olhos verdes, era minha ninfa.

Bella começou a deslizar minha calça devagar, alisando meu peito, dando leves beijos em meu abdômen, uma caricia que parecia ser feita por asas de borboletas de tão leve, a ajudei a tirar minha calça que saiu junto com minha Box, quando ela se levantou para tirar a sua, retirei com calcinha e tudo, acariciava seu corpo com reverencia, estava desesperado para amar Bella, nos tocando naquela maneira estava ficando cada vez mais difícil me controlar, queria senti-la em torno de mim como na noite anterior, mas sabia que ainda poderia machucá-la.

- Amor... — Disse sôfrego, meu corpo estava em chamas. — Porque fica me judiando?

- Porque você também está judiando de mim, não me leve a mal, só estou retribuindo.

- É a lei do retorno?

- Sim... — Bella disse com a voz entrecortada. — Tudo o que você fizer, volta em triplo pra você...

Segurei Bella pelos cabelos, busquei sua boca e a beijei como desespero, Bella me deu passagem e nossas línguas se reconheceram de imediato, dançavam, se provavam, se amavam, em uma dança mais antiga que a própria fala, se queriam, como encaixes de uma mesma peça.

Encostei Bella na bancada da pia e a ajudei a subir sem que quebrássemos o beijo, ficamos na mesma altura, nossos corpos se moldando um ao outro, desejo, fome, nos queríamos como ar, estávamos em chamas.

- Edward... Não faz assim...

- Assim como minha vida?

- Eu vou acabar te atacando, por favor...

Levei a mão até seu sexo, brincando com seu clitóris e a penetrando com um dedo, abafei um grito em sua boca com mais um beijo avassalador, Bella logo procurou por meu membro e começou a massageá-lo, quebramos o beijo e ficamos nos olhando, uma guerra de prazeres, sentia que logo perderia o controle, as mãos de Bella me manipulando com mais rapidez, ela sabia jogar sujo, abocanhei seu seio e suguei com força, Bella mordeu meu ombro sufocando um gemido.

- Amor... Pára... Quero gozar com você dentro de mim... — Bella pediu aos sussurros.

Não conseguia, queria sentir gozando em meus dedos, queria continuar sugando seus seios, estava desesperado, a queria gritando meu nome.

- Amor...

Bella choramingou, percebi que ela se controlava para não gozar, que me queria dentro dela.

A puxei um pouco sobre a bancada, meu membro estava rijo, dolorido, tocou sua fenda aperta, sabia que deveria estar desconfortável para Bella, que em vez de prazer poderia sentir dor, Bella retesou o corpo para trás a segurei.

- Dói?

- Um... Pouco...

- Relaxa amor...

Comecei estocar lentamente, como se pedisse passagem, Bella espalmou a mão em meu peito, deveria estar sentindo dor, parei, a olhei nos olhos para poder entender o que eles me diziam, voltei a me mover lentamente, olhando-a nos olhos.

- De uma vez amor...

Me assustei com aquele pedido, eu iria machucá-la muito.

- Não, vou machucar você.

- Por... Favor...

Seus olhos não tinham duvidas de seu desejo, retirei meu membro lentamente em seguida a penetrei com força, Bella cruzou as pernas na minha cintura, me segurando no lugar, fiquei dentro dela por alguns minutos, sem me mover, sabia que havia ferido Bella, que o que ela me pedira era loucura,

- Bella, fala comigo, amor... Eu disse que poderia te ferir.

Bella não disse nada simplesmente rebolou em meu membro, dando a entender que era pra continuar, comecei lentamente, mas Bella queria mais, me olhava com intensidade, buscando mais, buscando a liberação de poucos minutos atrás, comecei a sentir meu membro sendo mastigado, eu não conseguiria me segurar por muito tempo, Bella me acompanhava naquela dança sensual, no mesmo ritmo, comecei a sentir os músculos de Bella se contraírem e logo nossos corpos explodiram.

Bella apoiou sua cabeça em meu ombro tentando controlar a respiração, aquele cheiro de Bella e sexo só serviram para me deixar excitado sem nem ao menos ter saído de dentro dela, comecei a morder seu pescoço, ombro, eu queria mais, a queria mais uma vez.

Coloquei uma mecha de cabelo atrás de sua orelha, acariciei seu rosto, beijei seus cabelos, eu precisava de um pouco mais de Bella.

- Eu quero mais... — Bella sussurrou. — Quero mais você. — Pareceu ler meus pensamentos.

- Eu também, mas não te machuquei, não está dolorida?

- Eu quero você. — Bella disse passando a mão por meu rosto olhando-me intensamente nos olhos. — Você vai me ferir se disser não.

Retirei Bella da bancada e a dirigi até a banheira que já estava cheia, entrei primeiro, sentei-a entre minhas pernas de frente para mim e comecei a acariciar seu corpo distribuindo beijos por toda a extensão de seu pescoço e colo, Bella já estava entregue.

- Eu quero você de novo... — Sussurrei em seu ouvido, acariciando seus seios.

Bella apoiou a cabeça em meu peito com os olhos fechados, parecia estar perdida novamente naquele mundo só seu.

- Edward, me ama... Me ama como ontem, como há poucos minutos atrás, me faz sua novamente...

Dizendo isso Bella subiu no meu colo, meu membro que já estava duro encontrou sua fenda e já começava a pulsar de desejo, ela rebolou sem ainda estarmos encaixados, quase fui ao delírio, àquela menina estava tirando todo meu juízo, meu equilíbrio, na sua mão eu não passava de um moleque que transa pela primeira vez com sua namoradinha de escola..

- Olha o que você faz comigo. — Segurei meu membro rijo colocando a mão de Bella sobre ele. — Eu pareço um adolescente em ebulição, eu mal posso olhar para você que acabo ficando assim...

Bella corou e soltou uma gargalhada sonora que encheu todo o banheiro, era o som mais lindo que já ouvi na vida, era puro como aquela criança que se fazia mulher em meus braços.

- Meu soldadinho de chumbo...

- Minha bailarina...

Beijamo-nos novamente e a penetrei, sufocamos nossos gemidos naquele beijo e mais uma vez, estávamos nos amando.

Bella subia e descia lentamente impulsionando seu corpo, eu a segurava pela bunda ajudando-a compor um ritmo para nosso momento, eu sugava um de seus seios enquanto massageava o outro, querendo cada vez mais aquela mulher, se pudesse eu nunca mais sairia de dentro de seu corpo, aquele era o meu lugar, o meu paraíso...

Bella dava mordidinhas pelo meu pescoço, sugava o lóbulo de minha orelha me deixando cada vez mais excitado, estava a ponto de explodir, uma de suas mãos segurava firme os cabelos de minha nuca enquanto ela aumentava o ritmo, a deixe comandar, começava a perceber os espasmos do corpo de Bella e logo ela chegaria ao ápice.

- Com calma amor, temos a noite toda...

Ela me olhou, seus olhos já não eram mais aquele mar, haviam se tornado matas, escurecido, estavam explodindo excitação, ajudei-a a aumentar o ritmo, queria estar no mesmo nível que ela, queria gozar junto com ela e foi o que fiz...

Senti o centro quente de Bella mastigar meu membro, não conseguiria me controlar por muito tempo, estava ficando cada vez mais apertada e em meio de nossos gemidos alcançamos o clímax juntos.

Bella deixou seu corpo cair pra trás, encostando a cabeça na borda da banheira, tentávamos recuperar o ritmo de nossas respirações.

Quando nos acalmamos senti os pés de Bella passear pela lateral de meu corpo, ela me olhava em silencio, perguntava-me o que se passava por sua cabeça, a olhava profundamente tentando entender, meu desejo ainda era gigantesco, mas meu corpo estava exausto, precisava de pelo menos alguns minutos, se não, não sei o que seria de nós.

- O que fez comigo Capitão?

- Fiz amor minha ninfa, fiz amor e quero mais...

- Sei bem o que fez comigo, estou dizendo o que fez com minha moral, estou me sentindo uma devassa, porque seu desejo também é meu, eu ainda quero te amar muito, só estou tentando recuperar um pouco o fôlego.

- Eu já não tenho mais o mesmo pique que você meu amor, esquece que estou ferido e tenho dez anos a mais.

- Quem parece esquecer os ferimentos é você, e sobre ser dez anos mais velho, só faz que você seja ainda melhor nessa arte de fazer amor.

Gargalhei ouvindo aquilo, eu havia me tornado novamente um adolescente com os hormônios a flor da pele, sentindo os pés de Bella que não cessaram seus movimentos, estava ficando cada vez mais dificil não começar a fazer amor novamente.

Bella ficou de joelhos dentro da banheira vindo em minha direção, será que teria que lhe dizer para me dar mais alguns minutos, senti os seios quente de Bella se aproximar de meu rosto, mas quando fui tocá-los, Bella se afastou com a esponja e o sabonete na mão.

- O que foi, estavam na suas costas. — Levantou os objetos mostrando-os para mim. – Agora é à hora do banho de verdade.

Bella despejou uma quantidade considerável na esponja e começou por minhas pernas, lentamente, subindo até meu abdômen em uma tortura deliciosa, passeando a esponja por meu corpo, tocou meu membro, não pude segurar a gargalha, Bella corou violentamente, parecia que era a primeira vez que o fazia.

- Primeiro usa e abusa e depois na hora de cuidar fica corada? Muito me espanta senhorita Swan.

- São situações diferentes. — Falou tentando se defender, mas corando ainda mais. — Alem do mais não pensei que “ele” ainda estivesse tão animadinho.

- Com você fazendo esse carinho gostoso amor, não teria como “ele” não se animar.

Bella voltou a passar a esponja por meus braços, meu tórax, pediu para que me desencostasse da borda da banheira e se colocou ali, entre a borda e eu, acabei ficando no meio das pernas de Isabella, ela esfregava minhas costas com tanto carinho que parecia que a qualquer momento eu poderia quebrar, depois subiu para minha nuca pegando a ducha da banheira para tirar o sabão dali distribuindo beijinhos me abraçando com suas pernas por trás, não resisti à tentação e me levantei da banheira com ela assim, pendurada em minhas costas, caminhando até a cama a jogando nua e totalmente molhada em cima da mesma.

- Chega de banho, daqui a pouco vamos começar a enrugar, ai sim vou parecer seu pai.

- Não diga besteiras Edward. — Bella se levantou da cama e se dirigiu novamente para o banheiro. — Vou acabar de tomar meu banho, tirar a espuma que ainda está em meu corpo, vista-se antes que tenha febre novamente e tia Esme me culpe por não estar cuidando bem do bebê dela.

- Pelo que ouvi agora a pouco na sala, minha mãe sabe muito bem que já não sou assim tão bebê.

- O que ouviu?

- Que fizemos amor na noite passada.

- Ouvindo atrás das paredes meu amor, que coisa feia. — Bella fez uma falsa cara de desagrado, balançando a cabeça negativamente.

Bella correu para dentro do banheiro deixando a porta aberta, tive que me controlar para não entrar lá e amá-la novamente.

Coloquei uma Box preta e uma calça de abrigo, separando para Bella um baby doll de cor clara e somente uma calcinha minúscula, sabia que durante a noite ainda nos amaríamos.

E tive razão, nos amamos por mais duas vezes durante a madrugada, quando acordei pela manhã os raios de sol já invadiam meu quarto, tocando a pele nua das costas de Bella que estava deitada sobre meu peito, sai lentamente de baixo dela, a cobrindo com um dos lençóis, o dia havia amanhecido frio, e eu tinha planos para ir até La Push, fui até a cozinha pegar alguma coisa para comer e a mesa de café já estava pronta.

Notas finais
Até sabado meus docinhos e não esqueçam de comentar!!!!