Entre O Céu E O Inferno
8 Capítulo 8 Resgatando Almas
Notas iniciais
Quero agradecer imensamente a Lara Masen, pela Recomendação.
Muito obrigada pelo carinho Docinho e espero te encontrar em todos os outros capitulos que virão...
E uma pergunta... Cadê minhas leitoras??? Por que Vocês sumiram, senti falta de seus comentes...
Beijos e vamos lá... Resgatando almas
8-Resgatando almas
- Mamãe?
- Aqui filho. — Ouvi a voz sair da cozinha. — De pé tão cedo? Esta sentindo algo?
- Não mãe, tenho planos para meu dia, estou pensando em ir a La Push falar com Jake, não consigo acreditar que meu amigo tenha se desviado, ele tinha seus ideais mãe, nem parece que ouvi sobre o mesmo garoto.
- Ele esteve preso filho, o acusaram de estupro, pedofilia, Sarah quase morreu. Só conseguiu se livrar devido uma advogada que ele conhecia e ficou confirmado que a menor estava de acordo em manter relações com ele.
- Qual era a idade da garota?
- Quinze.
- Meu Deus, o que Jake tinha na cabeça?
- Ela era uma das alunas dele, começaram a levantar suspeitas e o pai da garota foi ver se os boatos eram verdadeiros, pegou ele tendo relações com ela na sala, foi um choque. Desde então é como se Jake fosse outra pessoa, gostaria muito de também saber a versão dele, pois o que te contei foi o que saiu nos jornais.
- E o que Billy fala, ele sempre foi um homem muito centrado.
- Jacob não está falando com ninguém há muito tempo, a ultima vez que Billy falou com seu pai, disse que parecia que tinham um fantasma dentro de casa, que a única reação de Jake era chorar, até quando desapareceu por trinta dias, mas quando o encontraram, ele continuava do mesmo jeito, sem dizer uma única palavra.
- Eu preciso ver Jake, preciso saber o que aconteceu por sua própria boca.
- Posso ir com você? Tenho certeza que Carlisle não irá se incomodar, ele, Alice e Bella podem comer em algum restaurante, se ainda não estive lá foi por falta de coragem.
- Então vá se arrumar que saiu em poucos minutos, questão só de tomar o café.
- Então quer dizer que estão fazendo planos de irem a La Push sem mim e as meninas? Carlisle entrou pela cozinha nos acusando, deu um beijo em Esme e logo disse:
- Se quiser ir a La Push por mim tudo bem, desde que eu esteja junto na bagagem, Billy Black é um grande amigo, seria uma desfeita minha mulher e meu filho irem lá e eu ficar em casa como a baba das meninas.
- Estou saindo em dez minutos. Informei aos dois pombinhos que estavam se beijando no meio da cozinha de pé.
- E vai deixar Bella em casa com Alice, tem certeza?
- E qual seria o problema?
- Você pretende ter uma casa depois que voltarmos de La Push?
- Por quê?
- A ultima vez que deixamos Alice sozinha em casa ela quase pôs fogo na cozinha, demoramos 30 dias para voltar a cozinhar em casa. — Esme me explicou.
- Vou chamar Bella e mamãe, tente acordar Alice.
- Eu já estou aqui irmãozinho. — Alice estava na porta da cozinha e pronta, o que me deixou mais assustado. — Acha mesmo que vocês vão fazer uma visita à tia Sarah naquele lugar maravilhoso e eu vou ficar aqui e comer comida de restaurante? Vocês devem estar ficando loucos.
- O que mais me espanta Alice é você estar de pé nesse horário e “pronta”. Até para ir ao colégio é uma guerra para te tirar da cama, achei que daria férias para seu corpo esses dias.
- Achou errado Ed, vou tomar café e já podemos ir, onde está Bella?
- Dormindo, vou chamá-la.
Subi as escadas de dois em dois, teria que ser rápido, iríamos todos, assim como quando Alice e eu éramos crianças, será que ela iria querer pular do penhasco?
Abri a porta de meu quarto e quase não consegui respirar, o lençol que havia colocado sobre o corpo de Bella havia deslizado e estava cobrindo apenas seu bumbum deixando às costas toda a mostra, os cabelos estavam esparramados sobre o travesseiro enquanto ela se abraçava a outro, entrei lentamente, toquei na base de sua coluna e logo o corpo de Bella se arrepiou, comecei a beijar sua pele nua subindo até sua nuca e voltando ao ponto de partida, Bella começou a se mover, comecei a mordiscar sua orelha...
- Só comece alguma coisa se tiver a intenção de terminá-la.
Bella disse num sussurro bem baixinho se virando.
- Bom dia amor.
- Bom dia Vida, vim te acordar para irmos a La Push, iremos todos... — Continuei a lhe beijar o pescoço, passando a mão pela lateral de seu corpo.
- Ah, achei que iria ganhar mais carinho, estava tão bom...
- Temos dez minutos, vamos...
- Só mais um pouquinho...
- Aham... Só mais um pouquinho...
Começamos a nos beijar e logo nossos corpos se acenderam e queríamos muito mais, Bella levantou se sentando na cama e logo ela estava em meu colo, segurando firme o cabelo de minha nuca.
- Amor temos que ir, prometo que quando chegarmos à gente continua...
- Toma um banho rápido comigo?
- Acho melhor não, nosso banho de ontem a noite demorou um pouco e tenho certeza que se eu entrar naquele banheiro, só sairemos de lá amanhã.
- Tudo bem então, me espera?
- Claro.
Bella começou a beijar meu rosto, descendo por meu pescoço, peito, abdômen, e quando achei que fosse parar depositou um beijo em meu membro.
- Quando chegarmos...
Disse me olhando nos olhos, a partir daquele momento eu sabia que nunca mais seria o mesmo homem, que aquela garotinha que havia se tornado uma linda mulher acabará de por fogo no resto do meu juízo e juro que naquela hora, não sabia se queria mais ir a La Push ou amar Bella pelo dia todo.
- Dez minutos amor... — Disse tentando encontrar um fio de juízo para que eu pudesse ficar ali e não invadir aquele banheiro.
Quando chegamos à cozinha para que Bella tomasse seu café, todos já estavam prontos somente nos aguardando, logo após Bella estar pronta, entramos todos no carro de Carlisle, sua Mercedes S55, disse que seria desnecessário irmos em dois carros que poderíamos ir todos juntos que era uma viagem curta, logo estávamos na estrada.
Chegamos a La Push em duas horas, tudo estava muito diferente começando pela casa dos Black que estava de outra cor e maior, a pequena venda se tornou um mercado que com toda certeza servia a toda população tanto de Forks quanto de La Push, as ruas que levava a aldeia eram de terra, agora estão asfaltadas e para minha surpresa Billy está em uma cadeira de rodas.
- Meu Deus! Sarah traga um guarda-chuva amor, você não vai acreditar no cretino que acabou de estacionar no nosso jardim, irá cair um dilúvio. — Disse Billy se referindo à visita de Carlisle
- Sarah, traga também uma tesoura para cortar a língua gigante de seu marido. — Meu pai respondeu encarando Billy.
- Antes de entrar na minha casa cara pálida, me conte quais os ventos que lhe traz até mim?
- Ventos do Sul meu amigo. — Carlisle se aproximou de Billy para cumprimentá-lo estendendo a mão.
- Meu Deus! — Ouvimos Esme ofegar, quando olhamos para porta Sarah estava enorme, com uma barriga que já deveria estar beirando o oitavo mês de gestação.
- Billy Black seu safado, o que você fez a essa linda mulher? — Perguntou um Carlisle todo entusiasmado.
- Diferente de você que demorou dez anos para fazer dois filhos, eu demorei vinte e sete para fazer três.
- Três?!
- São gêmeas. — Sarah respondeu passando a mão na barriga.
- Oh Meu Deus! — Esme estava tão impressionada com a revelação que parecia que a gravidez era dela. — Já que não fui notificada desse acontecimento, faço questão de decorar o quartinho delas, isso é Sarah se você já não fez.
- Mesmo se eu tivesse feito, desmancharia tudo, vai ser uma grande honra para mim que decore o quarto de minhas meninas. Alice como você está linda já é uma mulher.
- Obrigada Sarah, você está ainda mais linda com esse barrigão.
- E quais os nomes?
- Rachel e Rebecca. Minhas princesinhas.
- Desculpe a pergunta Sarah, mas você está com quantos anos? Perguntou Carlisle demonstrando certa preocupação.
- Quarenta e cinco, Carl.
- Você tem feito repousos, tem se cuidado Sarah?
Sarah passou a mão pelo ombro de Billy sorrindo confidente com o marido.
- Não me deixam fazer nada dentro de minha própria casa, o que faço é ir da cama para o banheiro ou da cama para o sofá.
- E pra quando são?
- Vocês vieram fazer uma visita para nós ou nos consultar? — Billy perguntou franzindo a testa. — Porque ainda estamos conversando aqui fora? Vamos, todos para dentro que logo cairá um temporal.
Nessa hora percebi que Sarah olhou em direção a floresta, com olhos preocupados, como se estivesse esperando que alguém aparecesse.
- Sarah, Jake está em casa?
- Não ele saiu para dar uma volta, o céu está ameaçando desabar e faz mais de três horas que ele saiu sem dizer para onde.
- Eu irei procurá-lo, fique sossegada, vou trazê-lo de volta.
- Eu também vou filho.
- Não pai, acho melhor encontrar com Jake a sós, tenho certeza onde ele pode estar.
- Não demore.
- Alguém, por favor, pode me apresentar essa linda boneca? — Billy disse se referindo a Bella.
Meu pai estufou o peito se gabando e a apresentou.
- Essa é Isabella, ela é a minha “filha” mais nova, na verdade ela está mais para nora que pra filha, mas a partir do momento que vive embaixo do meu teto, se tornou minha filha.
- Assim não vale, você nem teve o trabalho de fazer. Muito prazer Isabella e seja muito bem vinda à casa dos Black. — Billy estendo a mão para dar as boas vindas.
- O prazer é todo meu Sr. Black e por favor me chame de Bella.
- Te chamo de Bella se você me chamar de Billy, certo?
Bella assentiu segurando a mão que Billy havia estendido para cumprimentá-la.
- Bem, então vamos todos entrar e Edward, busque Jake antes que o céu derreta.
- Pode deixar Sarah, vou trazer seu indiozinho fujão.
Dei um leve beijo em Bella e caminhei até o meio da floresta, essa parecia mais fechada que da ultima vez que estive aqui, mas conseguia ouvir o barulho do mar bem próximo, então qualquer coisa voltaria para casa dos Black pela praia.
Antes de me aproximar do local onde tinha certeza que encontraria Jacob comecei a assoviar como quando éramos crianças, era nossa maneira de dizer que estávamos perto, somente ele e eu conhecíamos esse código, era algo como imitar o canto de um pássaro.
Dei mais alguns passos dentro da floresta, mas não ouvia sua resposta, tentei mais algumas vezes e nada, comecei a me preocupar, será que Jake não estava me ouvindo?
Tentei mais uma vez e dessa vez obtive resposta, ele estava a minha direita, caminhei lentamente entre as arvores e o chamei novamente usando nosso código, dessa vez estava mais perto ainda a minha direita, foi quando avistei um homem de dois metros sentado na ponta de uma rocha gigantesca com cabelos negros bem curtos e a mesma cor de pele de Billy. Jacob.
Me aproximei, sentei de seu lado e quase surtei, a vista era maravilhosa, dava pra ver a praia toda, o mar que estava agitado devido ao temporal, gaivotas pescando, era a melhor vista de La Push com certeza.
Ficamos os dois ali sentados sem nada dizer, ele não precisava abrir a boca para eu saber que seu problema era muito grave, por mais que Jake tivesse problemas, ele nunca deixou de tagarelar comigo, tirando sarro por qualquer coisa, meu amigo precisava de mim, nem que fosse do meu silencio.
Depois de mais de uma hora que os dois estavam calados, ele resolveu quebrar o gelo.
- Então quer dizer que lhe tiraram do seu inferno para mandá-lo para o meu?
- Mais ou menos. O meu inferno perdeu a graça e resolvi resgatar outras almas de seus infernos, você é uma dessas almas.
Novamente silencio.
- O que faz aqui, soldado, está tentando ver com seus próprios olhos a queda de alguém, já não basta às mortes em campo de batalha?
- Não quero ver a queda, quero saber o motivo da fuga, porque meu amigo anda se escondendo.
- Seu amigo morreu soldado. — Disse Jacob com os olhos rasos d’agua. — Ele cometeu suicido há alguns meses, tudo porque se apaixonou por uma criança de quinze anos.
- Eu não posso acreditar que isso tenha acontecido contigo, como você deixou que isso acontecesse, onde está o cara centrado que tinha seus planos de futuro traçado e elaborado, onde você se perdeu?
- Eu me pergunto isso todos os dias, onde foi que perdi o controle de minha própria vida?
- Onde você conheceu a criança?
- Eu estava substituindo o seu professor de biologia, ele precisou se afastar devido a um infarto, precisou passar por uma cirurgia e eu assumi seus horários.
- A típica historia da aluna que inferniza a vida do professor depois se faz de inocente?
- Não, nunca teria reparado nela se ela não tivesse me olhado com tanta intensidade, era como se eu fosse alguma coisa de comer, sei lá, ela ficava me olhando sem desviar a atenção, não era como as outras garotas que esbarravam comigo pelos corredores de propósito para me chamar a atenção, ela se mantinha longe, só observava, não queria contato como as outras.
- Acho que perdi alguma coisa, então como foi que tudo isso aconteceu se a menina se mantinha longe?
- Certo dia apliquei um teste na classe e ela havia faltado, estava doente e quando retornou pedi para que ela o fizesse para fechar suas notas, ficamos depois do horário e ela o fez.
- Era bom ficar com ela, não havia aquela pressão que sentia com as outras garotas, ela era natural, seu silencio para mim era confortável, depois que acabamos o teste lhe ofereci uma carona até sua casa, pois estava tarde e chovendo, falamos sobre nossas vidas, contei que estava terminando a faculdade de biologia, que logo estaria de partida para o Brasil, nessa hora percebi que uma lágrima escorreu por sua face e tudo que fiz foi enxugá-la com meu dedo, perguntei se havia dito alguma coisa de errado e ela respondeu que não, desceu do carro sem nem ao menos agradecer.
- Vim para casa curioso daquela lagrima perdida, será que ela estava com medo de mim? Um milhão de pergunta explodiram em minha cabeça e não tinha nenhuma resposta.
- No outro dia ela pediu para falar comigo antes de entrarmos para a sala, me pediu desculpas, disse que não sabia o que tinha acontecido e eu pedi para que ela esquecesse aquela conversa, que se eu tivesse dito alguma coisa que a magoou que me perdoasse, mas não conseguia lembrar de nada.
Elóra se afastou ainda mais, no ultimo dia que daria aula para sua turma ela novamente não estava presente, mas sabia que ela estava na escola porque tinha a visto no refeitório, alguns alunos quiseram que eu almoçasse com eles naquele dia, por eu ter quase a mesma idade deles, consegui a amizade e a confiança de muitos.
Quando cheguei ao estacionamento no final do dia, Elóra estava sentada escondida atrás de meu carro chorando compulsivamente, não sei desde que hora ela estava ali, quando me viu levantou correndo e tentou fugir, mas consegui a segurar, ela me pedia desculpas em desespero e eu não sabia o porquê daquilo, tentei fazer com que ela se acalmasse, mas não deu certo, sentei-me com ela na calçada e ela dizia que queria ir embora, que precisa ir e me pedia desculpas chorando desesperada, eu não sei pelo o que fui movido, mas queria poder tirar aquela dor dela, queria protegê-la sei lá do que.
- A abracei forte e a segurei junto a meu peito até perceber que ela estava um pouco mais calma e pudéssemos conversar, ela era uma criatura tão indefesa, tão fragilizada, eu não poderia deixá-la ir naquelas condições.
- A coloquei dentro do carro e viemos para cá, ela não deixou de chorar nem por um instante, tentei perguntar o que estava acontecendo, mas ela somente balançava a cabeça em negativa.
- A levei até a praia e sentamos juntos na areia, queria saber o que estava a ferindo tanto, foi quando ela disse, “você”, na hora minha cabeça não entendeu, ficou um enorme vácuo, não consegui assimilar aquilo, quando ela disse que o causador daquela dor era eu, não tive reação a essa revelação, ficamos nos olhando por vários minutos até que ela se levantou e começou a andar pela praia, enquanto caminhava dizia que tinha ficado louca, que com tantas meninas se jogando em mim como um dia eu repararia nela, que se eu estava ali com ela era por compaixão, que ela era uma tola.
- No ímpeto de pará-la segurei seu braço e a puxei, ela trombou com meu peito e não consegui mais entender nada, quando dei por mim a beijava com tanta intensidade, como se precisasse daquilo para viver.
- Ela achou que eu estava fazendo aquilo para feri-la, humilha-la, disse que sabia qual era o lugar dela, que com toda certeza eu já deveria ter feito aquilo com muitas outras garotas.
- Ela é um tanto quanto perturbada pelo que percebo. Comentei com Jake. – Primeiro diz que quer e depois acha que você a está seduzindo. Meio louco, sem nexo.
- É aí que está o engano, ela achava que não era boa o suficiente para mim, que seria a ultima garota na qual iria reparar, sendo que ela foi à única que realmente me chamou a atenção por sua sutileza.
- Como ela é Jake?
- Um anjo de longos cabelos loiros e lindos olhos castanhos enigmáticos, que escondem muito bem quem ela realmente é.
- Vocês ficaram junto por quanto tempo?
- Aproximadamente sete meses, os melhores sete meses da minha vida.
- O que aconteceu para tudo estar nesse jeito, pelo que percebo vocês se gostam.
Jake ficou em silencio, seu rosto se contorceu pela dor, tentava encontrar um jeito de falar, conhecia muito bem esse silencio, logo depois sempre vinha uma bomba.
- Elóra está grávida... Jake revelou num sussurro. — Ela está de cinco meses... Eu não posso mais vê-la e nem acompanhar a gestação.
- Essa confusão começou quando descobrimos, os pais dela me processaram...
- Dessa parte eu sabia. Disse o interrompendo.
- Então você também deve saber que ela testemunhou a meu favor.
- Sim.
- Os pais dela não se conformaram, eles queriam que eu apodrecesse na cadeia por ter seduzido ela, diziam que eu a tinha corrompido com promessas, que ela era apenas uma criança que não sabia nada da vida.
- Você não fez nada para mudar isso?
- Eu não posso... — Jake falou em meio às lágrimas que escorreu por sua face. — Eles falaram que se eu tentar me aproximar mais uma vez de Elóra vão matar meu filho...
- Eles não podem fazer isso.
- Eles queriam que Elóra abortasse, mas ela se negou, disse que preferia morrer a matar nosso filho, então eles disseram que se ela se afastasse nada aconteceria nem com ela e nem com a criança, não tivemos escolha.
- Porque você sumiu por trinta dias?
- Eu fui atrás de socorro, tenho um amigo de Harvard, Seth, ele se formou em direito, ele disse que a lei está do meu lado, principalmente quando falamos da guarda da criança, mas o problema está nas ameaças dos pais de Elóra, poderíamos processá-los por cárcere privado, mas Elóra não iria querer se indispor com os pais, por um lado eu entendo seu lado, mas por outro, como eu fico?
- Será que nunca vou poder ver meu filho correndo por essa praia como todos aqui fazem, será que nunca mais vou poder ver Elóra, porque aqueles loucos vão ameaçar a vida do nosso filho? Eu estou enlouquecendo, quando vejo minha mãe, fico me perguntando como está Elóra, se está sendo bem assistida, eu não durmo a mais de meses Cullen, eu quero minha Elóra comigo, quero meu filho comigo, quero meu mundo no lugar.
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