Entre O Céu E O Inferno

18 Capítulo 18 A caça ao coelho - 2ª Parte


Notas iniciais
Antes de qualquer coisa, me perdoem, eu não abandonei a fic e nem me esqueci de vocês, o que aconteceu foi que meu pc queimou o HD e eu perdi toda a história, inclusive os outros capitulos que eu tinha escrito.
Eu não poderia imaginar que uma coisa dessas um dia aconteceria comigo, mas como se diz por aí, a gente só acredita depois de ver eu eu vi e perdi.
Obrigada a todas vocês que não desistiram da fic, eu também não desisti e agora que estou de ferias da facul vou escrever até me redimir com vocês por sumir...
Obrigada pelos recadinhos perguntando o que havia acontecido, e pela preocupação, vocês são demais...
RECADO SERIO AGORA:
CENAS FORTES E VIOLENTAS...
A todas uma otima leitura!!!!!

18 — A caça ao coelho — 2ª Parte

No capitulo anterior...

- Se aquele desgraçado estragar um fio de cabelo que for das meninas... Pode deixar que eu te chamarei para o castigo que irei aplicar.

Carlisle me abraçou passando todo o seu apoio, assentindo com a cabeça.

Sem dizer mais uma única palavras seguimos todos até a entrada da floresta, cada um fazendo seu caminho.

Procurávamos por algum sinal que nos desse uma direção quando vimos uma fumaça emergir do meio das árvores, então aquele era o nosso ponto.

- Estão vendo o marco? — Perguntei para os rapazes através de nossos comunicadores.

- De onde estou posso ver três pontos de fumaça. — Respondeu-me Carlos. — Mas há um em especifico que a fumaça é negra, consegue ver Capitão?

- Não, do meu ponto de vista só vejo um, é como se estivessem alinhados.

- Estou com Carlos. — Disse Enrico. — Com toda certeza há algum aditivo combustível para aquela fumaça estar daquela cor, eu aposto naquela.

- Thomás, alguma coisa diferente no seu campo de visão?

- Não, acredito que estamos na mesma posição Capitão, por que não vejo nenhuma outra coluna de fumaça que uma branca a mais ou menos uns sete quilômetros mata adentro.

Caminhamos por umas duas horas, até que chegamos a uma clareira no meio da floresta, avistamos Alice que estava amarrada ao tronco de uma arvore amordaçada, logo O’connell saiu de uma barraca que havia no local e chutou as pernas de Alice lhe dizendo algo puxando seus cabelos se aproximando de seu rosto, senti gosto de sangue na boca, eu mataria aquele desgraçado com requintes de crueldade.

- Capitão, ele está na minha mira, se quiser posso fazer o cérebro dele virar uma nuvem rosa. É só meu dedo escorregar no gatilho e pronto. — Thomás me disse, tirando-me de meus devaneios.

- Não! Eu preciso encontrar Isabella antes, não a vejo em lugar algum, ela pode estar em outro lugar, e esse desgraçado é meu, quando o mandar para o inferno, o ultimo rosto que quero que ele veja seja o meu.

- De onde estou posso ver um corpo pequeno encolhido no fundo na barraca, não sabia de quem era, mas acredito que possa ser de Isabella. — Enrico me falou.

- Carlos, o que vê de sua posição?

Carlos nada me respondeu, tornei a perguntar:

- Soldado, me ouve? Qual sua posição?

- Capitão, Carlos não pode responder por que o viado está bem na sua frente se ele esticar o braço pega o desgraçado pelo pescoço e ele nem percebeu Carlos ali. — Enrico me informou.

- Carlos... Pega!!!

Dei o comando sem pensar duas vezes, logo ouvimos Carlos rolando com O’connell no chão da clareira e segurar seu rosto na lama, Alice começou a gritar e se debater mesmo amarrada a arvore e quando entrei em seu campo de visão, uma grossa lágrima desceu por seu rosto, corri até ela, retirei sua mordaça, ela soluçava e tentava me dizer alguma coisa desconexa, eu não conseguia a compreender, soltei seus pés e mãos das amarras e ela continuava a tentar me dizer alguma coisa que eu não compreendia, segurei seu rosto, olhando-a nos olhos, ela estava com sangue saindo do meio dos cabelos, um hematoma no rosto, pulsos e tornozelos cortados devido às cordas que a amarrava.

- Acabou bebê, acabou! Calma agora irá para casa, acabou... Shiii...

- Be... Bel... Bella... Ele... Ele… A violentou… — Alice disse em desespero.

Soltei Alice no mesmo instante, vendo tudo vermelho ao meu redor, eu o mataria com minhas próprias mãos.

Carlos sem aviso socou-lhe a cara fazendo-o gospir dois dentes, o segurou pelo pescoço levantando seu corpo.

- Você tocou a Paloma dele? FALA DESGRAÇADO!!! — Carlos se preparou para dar mais um murro nele quando o impedi.

- Não, Carlos!!! Ele é meu... Thomás olhe se há mais alguém nos arredores. Enrico, olhe na barraca e veja se Isabella está lá dentro. — Os dois saíram sem fazer perguntas.

- O que faremos com ele Capitão? — Carlos perguntou chacoalhando o corpo semi inconsciente de O’connell.

- Quero dar um passeio com o senhor O’connell. Tenho algumas perguntas para fazer a esse bastardo cretino.

- Capitão, não há ninguém nos arredores. — Thomás me informou depois de alguns minutos que saíra para verificar a área, nesse momento Enrico saiu com Bella nos braços, a impressão que dava era que estava morta, ela estava com a blusa que vestia rasgada, o seio a mostra, com um corte profundo no pescoço, o olho esquerdo com um enorme hematoma e havia sangue saindo do meio de seus cabelos.

- Thomás, Enrico, levem as meninas até Carlisle, quero exames completos, das duas. Independente do diagnóstico eu quero o três aqui, ouviram?

- Sim senhor, Capitão.

- Consegue andar Alice?

Ela negou com a cabeça, quando observei melhor seu pé, seu tornozelo estava todo preto, sinal evidente de fratura.

- Eu tentei fugir dele e ele pisou em meu tornozelo. — Ela disse choramingando. — Está doendo muito...

- Eu a levo sem maiores problemas, Capitão. — Thomás logo se prontificou.

Quando Enrico e Thomás saíram com as meninas nos braços, retiramos as roupas de O’connell o amarrando com as mesmas cordas que ele havia utilizado para amarrar Alice, e começamos um “prazeroso” passeio com ele pela floresta.

Carlos caminhou com ele por volta de umas quatro horas, depois eu assumi a caminhada, para provocá-lo ia assoviando, não escolhi o caminho, caminhava a esmo, passei por cima de pedras de vários tamanhos, saltei devido a distancia entre elas e quando ouvia o urros de O’connell, aquilo me incentivava a continuar a caminhada, arrastando seu corpo já todo sujo de sangue.

Quando parei próximo ao acampamento, Carlos havia pego um coelho e o assava na fogueira, sorriu com se uma visita muito querida estivesse chegado.

- Se não se importar, preparei um banho para nosso “hospede”, Capitão. Espero que a água esteja do seu agrado senhor O’connell. — Carlos disse mostrando um sorriso sacana.

- O que usou na água, amigo Carlos? — Perguntei entrando na brincadeira.

- Nada demais, um pouco de sal e algumas gotas de álcool, sabe, para relaxar.

Amarrei-o ao troco de uma sequóia nu como estava e logo Carlos se aproximou jogando um balde de água para acordá-lo pois, ele estava perdendo a consciência, depois se aproximou e lentamente jogou a mistura álcool e sal.

Seus berros tenho certeza que eram audíveis até na estrada que estava a um média de sete quilômetros de nós.

- Espero que o banho esteja sendo de seu agrado senhor. — Disse de uma maneira cortes que beirava o ridículo.

Carlos o socou na nuca o mandando responder, me abaixei próximo a seu rosto e suas expressão não me dizia nada, era como se um milagre fosse acontecer e ele fosse se soltar.

- Acha mesmo que irá se safar dessa vez? Acredita mesmo que seus comparsas vão conseguir salvar sua vida?

Ele se manteve calado e quando Carlos foi lhe golpear novamente ouvimos barulho na mata. Ele parou com o cano de ferro próximo a cabeça de O’connell quando lhe dei sinal para que se mantesse em silencio até podermos ver quem se aproximava.

O’connell quando percebeu nossa estratégia começou a gritar, chamando a atenção, mas logo pude distinguir a sombra de três homens, mesmo se eu estivesse de olhos fechados eu reconheceria os passos de meu pai, sempre firmes e seguros, pela altura da lua, já se passava das 00h00min e tinha certeza que Carlisle me traria o resultado dos exames.

- Interrompendo nossa festinha General? — Perguntei para meu pai antes mesmo que ele aparecesse por de trás das arvores.

- Interromper, jamais, só quero participar também... Espero que meu filho o esteja tratando bem senhor O’connell.

Meu pai trajava sua farda, trazia sua mochila e se bem o conhecia, a mesma estaria repleta de ferramentas de tortura.

- Achou que fosse seus comparsas não é franguinha, ouvimos seus gritinhos histéricos. -Disse Enrico ironizando sua tentativa de se safar.

- E então General, quais as noticias que tem pra mim? — Perguntei já querendo finalizar logo tudo aquilo e voltar para casa para ver como as meninas estavam.

— Bem, em resumo as duas tem ossos da face quebrados, Alice está com o tornozelo quebrado em dois lugares e passou por cirurgia para por um pino, fora os machucados visíveis que não precisou de exames para diagnostico, já Isabella tem algumas costelas quebradas e suas vértebras, L3, L4 e L5 estão bem comprometidas, sabe que isso significa que ela pode nunca mais dançar filho? Rasgo meu diploma se nosso amigo aqui — Carlisle se abaixou próximo a O’connell e lhe deu dois tapas na cara — não a chutou.

- Ele abusou de alguma delas? — Se a resposta de meu pai fosse positiva a vida de O’connell acabaria ali.

— Fizemos os testes e não, apesar de que debaixo da unha das duas tinham vestígios de pele, algo me diz que elas lutaram com ele.

- Que coisa feia franguinha, batendo em duas meninas... — Disse Carlos já se aproximando.

- E o que nosso amigo aqui lhe revelou filho?

- Até agora nada, ele acha que um milagre virá do céu e o libertará.

- Já encontrou um lugar confortável para que ele possa repousar? — Carlisle me perguntou.

- Sim... Estava pensando em pendurá-lo, o que acha, General?

- Pelos pés?

- Não, pelo pescoço... Acho que ele dormiria profundamente nessa posição.

- Mas antes de colocarmos nosso hospede para dormir queria tanto que ele me respondesse algumas perguntas... Posso filho?

- Claro, sinta-se a vontade.

Carlisle se aproximou lhe chutando as pernas.

- Mil perdões, não observei suas pernas no caminho.

Carlisle se aproximou se abaixando a altura do rosto de O’connell, seu movimento foi tão rápido que se não estivesse próximo o suficiente não teria visto.

Carlisle apertou a faca que trazia dentro de sua bota contra o rosto de O’connell abrindo um corte de sua orelha a seu maxilar, o sangue começou a brotar o corte e escorrer por seu pescoço.

- Eu não sou Edward, que está te trazendo em banho Maria seu desgraçado, minhas filhas estão em estado de choque e eu vou arrancar seu pau com uma faca cega de mesa se não começar a me dizer nomes.

- Eu... Eu... Eu... Não os conheço, só recebo a encomenda, eu não sei para onde as garotas vão, eu juro...

- Quem é o receptor?

- Eu não o conheço... Eu não tenho contato direto com nenhum homem, eu não sei quem me protege, eu não sei de nada, sou só o encarregado de buscar as encomendas.

- Edward, me traga o alicate.

- O que irá fazer... Eu estou dizendo a verdade, eu não conheço nenhum deles...

Carlisle o socou o rosto e enfiou sem prévio aviso o alicate dentro de sua boca, lhe arrancando um dente, O’connell gritava e se remexia tentando se soltar, mas Carlos o agarrou pelos cabelos lhe avisando que se ele perturbasse seu sono durante a noite ele acordaria sem couro.

- Eu juro, não sei de nada... Por favor... As meninas já estão com vocês me deixe ir embora...

- Nomes!!! Eu. Quero. Nomes!!!

Carlisle gritava em auto e bom som, para que ele soubesse perfeitamente o que estava lhe sendo pedido, como o merda nada lhe disse, Carlisle lhe arrancou uma orelha com a faca que estava em suas mãos.

- Carlos, icem seu corpo que quero falar olhos nos olhos com esse merda.

Amarramos seu pés e o penduramos de cabeça para baixo, Carlisle se aproximou de sua mochila tirando de lá dois espetos de alumínio os deixando em brasa, se aproximou de O’connell e lhe enfiou um desses espetos na parte interna da coxa, dava pra se ouvir a carne do infeliz fritando.

- Eu não vou pensar duas vezes para lhe enfiar o próximo nos olhos, abra a boca cretino, porque se eu não o matar seus comparsas irão...

Enrico esquentou a barra de ferro que Carlos segurava a pouco e lhe atingiu varias vezes na altura dos rins, ele estava quase perdendo a consciência quando lhe joguei um balde de água gelada.

Segurei seu rosto dando tapas fortes para que acordasse, sua boca sangrava devido à falta dos dentes, O’connell não teria uma segunda chance, ele nunca sairia de lá vivo.

- Vamos te pedir novamente... Queremos nomes... Todos eles, também a localização das meninas...

- VÁ PRO INFERNO!!!

- Não desgraçado, quem vai para o inferno é você... — Dizendo isso lhe acertei com o cabo da faca que trazia em minha mão arrancando-lhe mais dois dentes. — Abre logo a boca seu bastardo imundo ou vou esperar para ver com meus próprios olhos quem são seus comparsas e tudo vai ficar muito pior, eu vou arrancar os olhos de um por um e depois arrancarei a língua, abre a porra dessa boca!!!

O’connell começou a dizer nomes, muitos nomes, pessoas importantes de vários lugares do mundo, dos mais diversos países, das mais diferentes posições, empresários, políticos, milionários, pessoas que na mídia faziam caridade e se mostravam acima do bem e do mal, suas revelações estava deixando a todos embasbacados, era como se fosse à lista para a festa mais fina do mundo, o rol de nomes contava até mesmo com celebridades.

- Quem é o receptor, quem é seu pistolão?

- Brian Dalton... — O’connell disse em um sussurro.

Todos nos olhamos por um momento, aquilo só podia ser uma piada de muito mau gosto, o homem em quem confiamos era o receptor, meus ouvidos ouviam, mas não queria acreditar.

- Ele sabe do destino de todas as meninas... Ele quem esquematiza tudo, desde a aproximação até o transporte para fora do país.

- Onde estão as outras meninas?

- Não faço a mínima idéia, eu só as entrego...

- Para onde Alice e Isabella seriam mandadas?

- Ásia... Não sei o país, mas iriam para Ásia...

- Carlos, Enrico, Thomás, quero que voltem para Seattle e entrem em contato com Washington D.C. agora!!! Vocês vão procurar por um homem chamado James Smith, diga a ele a seguinte frase: “Seu fuzil honra o meu, o meu morre pelo seu”.

Não se esqueçam, anotem, peça que ele venha o mais rápido possível, se esse homem também estiver envolvido em toda essa imundície eu ateio fogo a minha farda e nunca mais me digo General.

Os três foram correndo pela mata, em menos de cinco minutos já não os ouvíamos mais. Carlisle me olhou parecendo não acreditar na revelação não conseguia parar quieto andava de um lado para outro, procurando alguma coisa que realmente fizesse sentido no meio de toda aquele inferno, Dalton era um homem de sua confiança, como pode se enganar, se via a decepção em seus olhos, Carlisle sempre morreria pelos homens que serviu com ele.

- Precisamos desmontar esse acampamento antes que Dalton venha buscar O’connell. — Carlisle disse meio que para o nada, acho que seria como se Emmett ou Jasper me traíssem, se também estivessem metidos nessa merda toda.

O’connell ainda balança de cabeça para baixo, não tivemos o trabalho de tirá-lo de onde estava.

Um silencio estranho se instalou entre nós, O’connell estava desmaiado, meu pai inconformado, somente os sons da mata e o farfalhar das folhas, começamos a ouvir um riso baixo, meu pai olhou para mim e percebi que havia algo errado, O’connell havia despertado e ria sozinho amarrado...

- Não é a primeira vez que sua família é colocada na mira dos “colecionadores” General...

- O que? — Meu pai perguntou sem entender nada.

- Há alguns anos atrás recebi uma oferta curiosa... Esme Cullen, a mulher do General... Sua mulher foi encomendada por um magnata Italiano... Aro qualquer coisa... Ela havia decorado um castelo para ele na região da Sicilia... Essa missão foi abortada quando recebi uma ameaça velada muito próxima dizendo-me que se encostasse em um único fio e cabelo de sua mulher... Minha cabeça seria exposta no mastro da bandeira do seu antigo quartel... Sua mulher valia seu próprio peso em ouro General...

- Mas aí, olha que coincidência infeliz do destino, quando encontrei Isabella Swan e não era ninguém mais, ninguém menos que sua nora, ou filha como gosta de dizer... Alice também iria valer seu próprio peso em ouro eu tenho certeza e posso até jurar que seria triplamente recompensado por levar duas ao invés de uma... Dalton já tinha “colecionadores” para as duas...

- Dalton foi um dos homens que deu o maior lance em Isabella, ele a olhava com cobiça, era como uma mulher olhando para um diamante raro, disse que primeiro ele usaria esse achado, depois entregaria a mercadoria, um dos seguranças que estava no colégio também é um dos comparsas de Dalton... Seu amigo aleijado foi usado, porque o cara parece um cão perdigueiro, tenho certeza que se não fosse pela intervenção de Dalton ele teria me pego na primeira oportunidade.

- Na noite em que vocês me procuraram no hotel, eu tentei abortar a missão, mas Dalton me proibiu, disse que lhe haviam pago um valor alto demais para eu desistir, também disse que tiraria vocês da jogada... Ele nunca permitiu que eu fosse pego, mas como se diz por aí... Quem muito caça, acha, e eu achei o meu...

- Fora Dalton e seu comparsa do FBI quem mais está metido nisso tudo?

- Pra livrar minha cara eu não precisava de muita gente não, eles dois já eram muito bem pagos pelos “colecionadores”.

- A filha do governador da Philadelphia também foi uma encomenda. Um xeique árabe pediu a menina como presente de aniversário para seu filho mais velho, acho que ainda tenho alguns diamantes guardados desse pagamento.

- Onde estão as outras meninas O’connell?

- Não faço idéia, em qualquer lugar do mundo, como disse, eu só faço a entrega quem dá destino é Dalton, algumas delas eu fiquei sabendo que morreram...

- As crianças que moram com você em Denver? De onde vem?

- São todas da Índia, compramos dos pais, lhe pagamos alguns dólares e trazemos as crianças embora, todas elas já tem destinos certo, inclusive tenho duas meninas de pouco mais de dez anos que serão entregues a seus respectivos donos daqui a dois dias.

- O que farão com as crianças? — Meu pai perguntou se fazendo de interessado na conversa.

- O de sempre, vão abusar e depois de alguns anos, abandonar...

A fúria que vi nos olhos de meu pai foi tão grande que antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ele já desferia golpes violentos contra O’connell.

Tentei segurá-lo pois, precisávamos de O’connell vivo para testemunhar sobre toda essa imundice, mas Carlisle me jogou no chão, eu nunca havia visto meu pai tão transtornado, quando consegui me jogar sobre ele o chamando a razão, meu pai chorava, como um menino com medo...

- Ele... Ele... Ele quase tirou as meninas de nós, Edward. – Ele se engasgava entre as lágrimas de ódio. – Ele as trata como se fosse uma mercadoria que se pega na prateleira do mercado e vai embora, ele não sabe o que é o desespero de perder alguém da qual você deu vida, eu estava lá, eu vi o desespero de George quando Alexia sumiu, aquele homem morreu Edward, ele não era mais ninguém, sua família desmoronou depois do desaparecimento da menina, ela só tinha quinze anos filho, quinze...

Eu não queria sentir em momento nenhum de minha vida a dor da qual Carlisle descrevia, se eu perdesse Isabella já seria uma dor dos infernos imagine perder um filho da qual ajudei a dar vida.

- Eu posso compreender da dor que você diz... Mesmo ainda não tendo filhos acredite em mim... Eu posso, mas precisamos desse bastardo vivo para que pelo menos testemunhe contra Dalton e consigamos libertar o mundo desses demônios, não são somente nossas meninas, são crianças do mundo todo, basta um porco desses bater o olho, gostar e pagar o preço e ele terá, se conseguirmos que ele confesse tudo o que nos disse, uma boa parte de toda essa sujeira entrará pelo ralo... Por favor, não podemos perder essa chance...

- Está certo. — Carlisle disse sentando no chão. — Você está certo, mas Dalton... Esse eu não perdoarei...

- Vamos desmontar tudo, nos esconderemos dentro das arvores e quando Dalton e seu comparsa chegar aqui para pegá-los, eles serão surpreendido, pelo local vazio.

- Como levaremos O’connell?

- Dá mesma maneira que Carlos e eu fizemos a tarde toda, arrastando por sobre as pedras...

Meu pai assentiu com a cabeça e começamos a descer o O’connell, o jogamos no chão e o arrastamos para dentro das arvores, desmontamos todo o acampamento e deixamos somente a fogueira acender para que os outros homens pudessem encontrar o caminha da mesma maneira que fizemos mais cedo.

Para que O’connell não fizesse nenhum ruído, enfiamos um chumaço de algodão em sua boca com a mesma solução que Carlisle passa em meu ferimento, se aquilo na pele já era um inferno, imagine socado na boca sem vários dentes dele.

Não dormimos, mas, também não falamos, era como se Carlisle estivesse arquitetando algo sua expressão era vazia, não havia nada em seus olhos sempre tão receptivos, fiquei imaginando se Carlos e os outros haviam encontrado James Smith, e o que faríamos com o corpo de O’connell porque ele não sairia vivo dali, olhei para fogueira e pensei em queimá-lo, depois pensei em esquartejá-lo, mas não me satisfaria, eu queria o ver sofrendo, da mesma maneira que eu sofri somente em pensar que havia perdido Isabella.

O sol já estava nascendo e fazia um frio ártico, mantivemos O’connell nu, o torturaríamos o quanto pudéssemos, mas algo me dizia que o alvo de Carlisle era Dalton, tenho certeza que toda aquela apreensão era para capturar o traidor, ele ficou um bom tempo com os olhos parados em um ponto e balançava o corpo para frente e para trás falando sozinho, como se rezasse, as vezes sorrisos escapava por seus lábios eu tinha medo do que estaria passando por sua cabeça, deu graças a Deus por estarmos do mesmo lado, quando ele percebeu que estava sendo observado, virou seu rosto para mim e perguntou em um rompante:

- Se fosse um de seus homens de confiança, se fosse McCarty, se fosse Whitlock, o que faria, se você já tivesse posto seu corpo na frente para defendê-los, o que você faria?

- Eu... Não sei, eu me fiz essa mesma pergunta a pouco, se fossem eles, mas eles não se misturariam a essa merda, eles tem princípios, mesmo Jasper que se alistou para fugir dos maus tratos dos pais viciados, até mesmo ele que já passou por varias atrocidades... Eu sinceramente não sei...

- Eu não permitirei que ele saia vivo daqui filho, eu quase morri para proteger esse porco, quase te deixei órfão e sua mãe viúva, ele me deveria pelo menos respeito, mas não, tentou levar minhas meninas, ele não sobreviverá.

- O que pensa fazer com os corpos?

- Amarrá-los a uma pedra e arremessá-los no meio do rio... Vivos, quero ver o desespero em seus olhos, O’connell, Dalton e seu comparsa... Os três iriam para o inferno e irão por minhas mãos.

- Eu arremesso O’connell, disse aos caras que o ultimo rosto que esse desgraçado viria seria o meu.

- Antes de arremessar Dalton e seu amigo, quero me divertir, vou torturá-los também, quero saber onde está Alexia, a buscarei nem se for no inferno, a devolverei a George, se fosse uma de minhas filhas, seria eternamente grato se alguém fizesse isso por mim.

- Pensei em entrar em contato com Justin para que ele comece a procurar pelas garotas, mas temo de Dalton ainda o tenha por perto, temo também que ele diga da identidade de Justin e coloque tudo a perde, se ele morrer, o segredo de Justin irá com ele.

- Vamos esperar, acredito que ele logo virá para buscar suas “peças”.

- Em que clinica as meninas estão?

- Estão no hospital militar, sobre forte esquema de segurança, sua mãe está com elas, e todos os funcionários estão avisados que ninguém deverá saber quem são as pacientes que foram internadas as pressas, todos estão avisados que se qualquer informação sobre elas vazar, todos serão exonerados de seus cargos.

Essa informação deveria ter me deixado mais tranqüilo, mas não foi isso que aconteceu, eu queria terminar logo com aquilo tudo e sumir dali, queria ver minhas meninas, me certificar que elas realmente estavam bem, ver para crer, essa era a verdadeira frase.

Novamente o silencio se instalou entre nós, eu não sabia dos detalhes do acordo entre Dalton e O’connell, apenas que ele viria pela manhã para apanhar as meninas, foi um golpe de pura sorte Bella ter usufruído de seu celular para que as encontrássemos, essa era a minha menina esperta, não quero nem imaginar se ainda estivéssemos a mercê de Dalton, quando lembro de seu teatro no restaurante do hotel, sinto meu sangue correr mais rápido em minhas veias, dissimulado, desgraçado, ele se achava muito esperto, mas caiu em sua própria armadilha.

O sol já havia nascido e nada daquele desgraçado aparecer, se ele achava que ia se safar estava muito enganado, ele seria caçado como um verme e exterminado, eu não iria descansar enquanto não exibisse seu coro na parede de minha casa.

O dia já estava quente quando começamos a ouvir barulho na mata, Carlisle e eu nos escondemos mais ao fundo da floresta olhando através das arvores, vimos quando Dalton e um dos seguranças que reconheci do colégio adentraram na clareira, Carlisle me segurou pelo pulso e movendo seus lábios mandou que eu me mantesse em silencio e no lugar assenti e ficamos observando eles procurar pelo acampamento que estaria ali.

- David! — Ouvimos Dalton chamar. — Sou eu, Brian!

Olhamos para O’connell que ainda estava desacordado no chão e Dalton continuou o chamando...

- David!

- Brian, tem certeza que o lugar era essa, o GPS me mostra outra clareira a uns três quilômetros mata adentro. — O segurança perguntou.

- Eu mesmo o ajudei a montar isso aqui Richard, tenho certeza, mas o infeliz estava assustado por saber de quem as meninas eram filhas, é um cagão mesmo, acha que alguém seria capaz de se meter comigo?

- O tal Cullen parece ser bem influente também.

- Carlisle sempre foi o primeiro em tudo em nosso batalhão, quando se aposentou ninguém acreditou, mais isso não vem ao caso, quem mandou a delicinha da filha dele tentar pregar um peça na amiga, se fudeu... Agora as duas são minhas.

- Vou procurar por David dentro da mata.

Quando Richard entrou na mata Carlisle moveu a cabeça me mostrando para ir de encontro a ele, andava paralelamente ao homem olhando-o através das arvores, ele caminhava gritando o nome de O’connell enquanto não percebia minha presença próximo a ele, quando novamente parou para chamá-lo, coloquei-me atrás de suas costas e sem que ele percebesse lhe quebrei o pescoço, Richard não teve tempo de imitir nem um único som, agora era a vez de Dalton.

Voltei para perto de Carlisle sinalizando que um já estava no inferno, faltavam dois, ele meneou a cabeça em assentimento e ficamos olhando Dalton caminhar por todos os lados da clareira em busca de qualquer sinal do acampamento ou O’connell, Carlisle me deu sinal que sairia do esconderijo e enfrentaria Dalton.

Ele se levantou, caminhou lentamente rumo a Dalton e quando estava no meio da clareira perguntou:

- Procurando por alguma coisa Brian? — Havia escárnio em sua voz.

Dalton se virou com os olhos arregalados quando ouviu a voz de Carlisle, ele nunca imaginaria que chegaríamos antes em seu ponto de encontro.

- Eu recebi um denuncia que havia pessoas escondidas na mata e vim ver se poderia ser o seqüestrador com as meninas. — Mentiu descaradamente, mas seus olhos já demonstravam o pânico por Carlisle estar tão perto.

Carlisle deu três passos largos e no segundo seguinte segurava Dalton pelo pescoço com o mesmo prensado em uma arvore, sua faca estava apertada em sua garganta, aquele não era o homem que me carregou no colo e chorou quando viu Alice pela primeira vez, aquele era the Devil, e agora eu entendia porque o apelido entre seus homens.

Se Carlisle tivesse presas estaria dilacerando Dalton nesse momento, seu ódio era tão grande que de onde estava eu podia sentir no ar...

- Eu posso explicar, abaixe essa faca General...

- Toda a explicação que preciso eu já tenho, só quero saber onde estão todas as meninas que você, seu porco, ajudou a seqüestrar e tirar de suas famílias. — A voz de meu pai era baixa, calma e fria, só tinha o visto falar assim com alguém quando era criança e um bandido invadiu nossa casa ameaçando minha mãe e eu, o cara apanhou tanto que se cagou todo e chamava pela mãe, a cena foi deprimente.

- Eu não sei do que está falando, eu estou do seu lado, o que aquele cretino te disse, Carlisle, você já salvou minha vida no Iraque, acha que seria capaz de fazer algo desse tipo com você?

- Acorda Brian, acha que vou acreditar numa única palavra que sai dessa sua boca imunda, diz logo onde estão as meninas!

- Eu não sei de que meninas você está falando, está falando de Isabella e Alice, são elas?

Carlisle perdeu a paciência diante a dissimulação de Dalton e socou-lhe o rosto com o cabo da faca.

- Presta bem a atenção desgraçado, acha mesmo que você vai ser capaz de me enrolar por uma segunda vez? Pensa mesmo que vai me passar pra traz? Então deixa eu te contar um segredinho... Seu amigo Richard está morto e O’connell está bem mais pra lá do que pra cá, eu não hesitarei em lhe cortar a garganta e mandar seus membros para seus comparsas, então abre logo a porra dessa boca, porque James está a caminho e quando ele chegar tenho certeza que me ajudará a te esquartejar.

- Você não tem provas contra mim, é minha palavra contra a de um seqüestrador.

Dalton começou a gritar quando percebeu que Carlisle não lhe soltaria a garganta.

- Não será a sua palavra, será a minha, a palavra de uma vitima de suas armações, a pessoa que perderia duas filhas, se não fosse pela engenhosidade de uma delas.

- Você as encontrou, onde estão às meninas, estão seguras?

Percebi Carlisle por mais força em seu aperto no pescoço de Dalton, como ele podia acreditar que faria Carlisle contar onde havia deixado as meninas, como podia ser dissimulado a ponto de acreditar que ele o passaria alguma credibilidade?

Os olhos de Carlisle estavam injetados, seria inútil Dalton tentar convencê-lo que era inocente.

- Vou perguntar mais uma vez, e não brinque com minha inteligência... Onde estão as outras meninas?

- Qual delas você quer hã? Quer saber como é comer uma ninfetinha de 15 anos? O General Cullen sempre tão sério quer saber como é estar com uma criança o cavalgando?

Carlisle desferiu um golpe tão forte na cara de Dalton que sua cabeça pendeu para trás, tenho certeza que seu nariz foi quebrado, pois havia sangue escorrendo por sua face.

- Se não me falar por bem, falará por mal... Edward, traga minha mochila.

Sem hesitar atendi seu pedido, queria assistir de perto a morte de um demônio.

Carlisle abriu a mesma e tirou um alicate de dentro, olhou bem para cara de Dalton e lhe arrancou a ponta do dedo.

Dalton tentou se soltar do aperto de Carlisle, mas em um movimento rápido ele lhe cortou o tendão do pé esquerdo com a faca que estava em sua mão fazendo-o assim cair.

- Acha mesmo que vai mexer com minha família e sair vivo, sem que eu pelo menos não te arranque a cabeça? Pensou mesmo que eu não iria a fundo se uma de minhas filhas sumisse, Justin não é o único homem que sabe rastrear pessoas que conheço, não se esqueça que eu mesmo já fui um excelente rastreador. Quanto tempo pensou que eu iria demorar a chegar até você?

- Se é tão bom assim, porque não encontra as garotas sozinho? — Dalton ainda tinha a coragem de fazer graça.

- Eu posso até demorar, mas as encontrarei uma a uma, enquanto você vai apodrecer no fundo do rio seu cretino miserável, onde está Alexia?

- A linda Alexia... Eu mesmo me senti muito tentado a experimentar aquela peça... Mas, pelo preço que me pagaram a entreguei entocada...

- Para onde a mandou? — Carlisle começou a apertar seu pescoço novamente, enquanto Dalton gospia sangue. — Quem foi que a encomendou?

- Eu vou para o inferno, mas jamais lhe direi onde está nenhuma delas, já que é um bom caçador as encontre por si só.

Carlisle levantou e deu um tiro na perna direita de Dalton para que ele não tivesse como se levantar, em seguida pegou uma corda dentro de sua mochila o amarrou e o arrastou até o rio, segurou seu rosto na água por algum tempo, depois o soltou repetindo a pergunta de onde se encontrava Alexia, o desgraçado nada falava, mandava que Carlisle procurasse ele mesmo, o tempo que Dalton era segurado dentro da água foi ficando cada vez maior, até que dá ultima vez Carlisle o tirou inconsciente.

- Esperaremos por James. Se ele não abrir o bico, tenho certeza que James o fará falar, palavra por palavra, esse é um caso que pesa e muito nas costas dele.

Esperamos pelo senhor Smith até próximo as 15h00min, Dalton e O’conell já haviam despertado e estavam amarrados ao sol amordaçados, sem água e sem alimento, quando ouvimos movimentação na mata, nos escondemos para saber se eram nossos homens, Carlos foi o primeiro a emergir do meio das arvores, logo atrás dele um homem com mais ou menos a mesma idade de Carlisle, cabelos grisalhos, com olhos afiados, seus olhos eram castanhos quase negros o cabelo vinha preso em um pequeno rabo também estava vestido com uma farda e trazia uma mochila nas costas, tinha minha altura, o corpo magro e rosto muito sério, algo me dizia que Dalton estava perdido.

- Perdoe-me velho amigo pelo jeito que te abordei, mas minha chamada era urgente, fui traído por um dos nossos, antes que cometa qualquer injustiça quero que também saiba o que está acontecendo. — Carlisle saiu do meio das arvores se justificando.

- Eu sinto muito mais por nos encontrarmos numa situação dessa, preferia mil vezes que estivéssemos em algum lugar pescando. — Smith disse já esticando a mão para Carlisle. — Seus homens não me disseram o que realmente ocorreu, somente me disseram que você foi miseravelmente traído por um dos nossos.

- Espero que meus homens não tenham usado de força com você. Antes de qualquer coisa, este é meu filho Edward, ele é Capitão do exército e está de dispensa por um ferimento em campo de batalho. — Smith apertou minha mão em comprimento depois de batermos continência um ao outro.

Carlisle relatou todo o acontecido, de como aconteceu, dos seqüestro, do modo de transporte das garotas, lhe passou os nomes da lista dos responsáveis e colecionadores, Smith o olhava com um olhar enigmático, sem pronunciar uma única palavra, quando Carlisle acabou de relatar todo o problema, Smith se desviou e agarrou Dalton pelo pescoço.

- Eu tenho pena de você, achou mesmo que nunca descobriríamos, acreditou mesmo que eu havia desistido de encontrar Alexia? Eu deveria ter deixado aquele Iraquiano arrancar suas tripas quando estuprou a mulher dele, pelo menos agora garotas inocentes não teriam caído em suas mãos.

Quando Smith soltou o pescoço de Dalton lhe deu uma bofetada tão forte que quase senti pena, ele lhe gospio na cara o chamando de porco, disse que seu coro limparia seus pés na porta de seu gabinete no FBI que ele mesmo diria a todos o merda que ele era.

- Onde ficou seu juramento de proteger qualquer americano em qualquer situação? Como você pode fazer isso Brian?! — Smith lhe disse o chacoalhando pelo colarinho.

- Vá você e esse General de merda pro inferno, acha que alguma vez na minha vida eu tive as oportunidades que vocês tiveram, acha que algum dia alguém olhou pra mim como um homem honrado?

- Nós olhávamos Brian, nós olhávamos... — Percebia-se a decepção na voz daquele homem.

- Eu sou filho de um homem simples Dalton, meu pai era pastor de uma pequena comunidade, acha que aquele homem tinha dinheiro para manter um filho fazendo medicina, foram outras pessoas que me ajudaram, se sou o que sou e tenho o que tenho é porque eu lutei, não precisei me sujar, ou sujar a honra dos homens que um dia se sacrificaram por mim. — Meu pai disse.

- Meu pai era um imigrante, chegou aqui como clandestino em um navio cargueiro, acha que o respeito que eu consegui foi seqüestrando meninas? Você me envergonha...

- Olhem as famílias que vocês têm, olhe você Carlisle, casou com Esme Platt a filha de seu General, achou alguma vez que depois disso alguém lhe desacataria, seu destino era certo, você deu o tiro mais certeiro de sua vida quando mirou aquela garotinha.

- E você James, casado com ninguém mais, ninguém menos que Oxane Bringthy, filha do Governador na época, eu sempre fiquei a sombra de vocês, precisei encontrar uma maneira de crescer e esse foi o jeito “fácil” se é que vocês me entendem.

- O seu jeito fácil, já prejudicou famílias no mundo todo, será que não sobrou nem um pouco de humanidade aí dentro Dalton? Será que você nunca se colocou no lugar de ninguém?

- Sim... No dos colecionadores, porque existem algumas peças que até hoje eu sonho em degustar e não posso...

Dalton sorria ao fim da frase o que fez o ódio de Smith e Carlisle ferverem, somente ouvi o som do tiro, do ponto onde estava não pude ver quem foi o autor do disparo.

Quando me aproximei Dalton estava com a mão no ombro esquerdo com os esbugalhados tentando em vão estancar o sangramento, Smith se abaixou próximo a seu rosto e perguntou em voz baixa, mas para que todos pudessem ouvir:

- Esse foi de advertência, o próximo será de eliminação, agora me diga antes que eu perca o resto do controle que me sobra e faça seus miolos voarem pelos ares. Onde. Está. Alexia?

Dalton manteve sua mão sobre o ferimento e com a boca calada, Carlisle o jogou no chão e antes que ele pudesse ter qualquer reação, ele enfiou o dedo pelo buraco da bala, os urros de Dalton poderiam ser ouvidos em Seattle, ele se debatia, mas Carlisle era maior e o segurava no chão.

- Sua dor e mínima perto da dor que causou a mais de cinqüenta famílias, acha que vou me comover com sua dor? Está enganado. Agora, mais uma vez, onde está Alexia?

- Ela está na Suíça... Ela está num cativeiro em Berna... Próximo a catedral, no segundo andar de um botequim, ninguém se aproxima dela, a não ser o filho do xeique...

Smith se aproximou e disparou mais uma vez, dessa vez no rosto, Dalton já era, agora era a vez de O’connell.

Carlisle e Smith arrastaram o Corpo de Dalton o jogando ao lado do de Richard entre as arvores.

Quando voltamos para o acampamento Carlos, Enrico e Thomás já haviam suspendido o corpo de O’connell novamente, somente esperando por nossas decisões.

- O que farão com a franguinha? — Perguntou Enrico.

- Dê a Cesar o que é de Cesar... — Disse Carlisle já arrumando suas coisas para sairmos daquela clareira.

Não precisou ser dito mais nada, me aproximei e degolei O’connell sem nem ao menos minhas mãos tremerem...

Notas finais
Seria muita cara de pau pedir comentários?
Ah! Tudo bem eu compro oleo de peroba depois... COMENTEM!!!!!